11 de fev de 2008

LER: CONDIÇÃO PARA ESCREVER

Todo exame vestibular, os candidatos “enlouquecem” preocupados com o que a prova de redação deverá cobrar como tema. Por mais que se trabalhem assuntos diversos o ano todo, e que se apresente toda a teoria com a formatação dos gêneros textuais, a questão parece ganhar uma importância maior a cada ano. Os resultados obtidos geralmente ficam aquém do se espera.
Qual seria a explicação para isso? Simples. As escolas não dão o incentivo devido aos alunos no âmbito da leitura. É a partir dela que surgem descobertas e, consequentemente, idéias novas. Quando se lê, obtêm-se informações antes ocultas, e a possibilidade de se abordar determinado assunto aumenta. Ou seja, a leitura é, sem dúvida alguma, a matéria-prima da redação.
Fazemos referência, aqui, à leitura em seu mais amplo sentido. Não se trata apenas de estar visualizando um aglomerado de letras em um livro. É preciso concebê-la em vertentes mais aprofundadas. Quando se assiste a um noticiário, quando se analisa uma pintura, quando se vê uma peça de teatro, o aluno está adquirindo uma leitura de mundo. E é esse conhecimento que lhe abrirá portas para que consiga enxergar não apenas o superficial, mas o que se esconde por trás das entrelinhas. Por exemplo, como pode alguém discorrer sobre as conseqüências do fim da CPMF, sem ao menos saber o que realmente ela quer dizer? E só é possível conhece-la lendo revistas, assistindo aos jornais e mesmo consultando alguém com conhecimento de causa. Isso gera leitura de mundo.
Portanto, é necessário que as instituições, principalmente no Ensino Fundamental, reúnam condições para que sua clientela estudantil tenha a maior parte do tempo contato com informações, porque nos dias atuais, ninguém pode se queixar disso, as redes estão por toda a parte, cabe-nos procurar o que constitui matéria interessante e que atendam às nossas necessidades de conhecer.

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