24 de set de 2008

A VIRTUDE DAS PALAVRAS (Heraldo Lisboa)

Minh'alma cândida e cálida
É tolhida da semente
que alimenta os devaneios
num ritual de vaidade e indolência
reprimindo todo desejo que há no peito.

Não há perguntas sem respostas
o que há são palavras que sucumbem
dilacerando o sonho que está vivo...
cerceando a sede das emoções...
escamoteando o afeto e a cumplicidade...

As conquistas, alegrias e intempéries
devem ser partilhadas
na sombra verde e florida,
na magia das ilusões
na dor que sangra as feridas.

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