29 de out de 2008

REVISÃO PARA O VESTIBULAR / 2009

Na aula que iniciou a revisão para o Vestibular / 2009 (Redação), ontem à noite, vimos as diferenças entre as tipologias NARRATIVA, DESCRITIVA e DISSERTATIVA, bem como entre CARTA ARGUMENTATIVA e ARTIGO DE OPINIÃO.

Diferenciar os tipos e gêneros textuais é uma tarefa essencial para que se tenha consciência da modalidade de texto que está sendo construída. Vejamos alguns exemplos, diferentes daqueles que foram veiculados no Cursinho:

Trecho narrativo:
O objetivo principal do texto narrativo é relatar os acontecimentos em um determinado cenário, com personagens em ação, movimento. Um texto dessa natureza parte de um episódio central, o que dá substância a várias outras situações. É importante observar os discursos direto, indireto e indireto livre.

Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o Capitão Rodrigo Camborá entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava num alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal.
Um certo capitão Rodrigo – Érico Veríssimo)

Trecho dissertativo:
A finalidade do texto de natureza dissertativa é expressar uma opinião sobre determinado assunto. Por isso, deve-se apoiar em argumentos consistentes e imparciais, mesmo quando o seu autor é capaz de deixar claro o seu posicionamento.

Vejo o mundo caminhando para um abismo. É preciso que todos os povos se unam, a fim de recuperar o respeito à natureza e ao ser humano, a valorização às coisas mais simples e resgatar o sentimento coletivo, para que todos possam sair ganhando, como se fossem uma única nação.

Trecho descritivo: Descrever é retratar com palavras aquilo que se observou (de forma objetiva) ou aquilo que se imaginou (descrição subjetiva). Desse modo, os adjetivos são valorizados e indicam as características dos substantivos, especificando-os.

Mãos pálidas, suor frio, testa franzida, pernas tremendo. Foi assim que a assustada moça recebeu a visita daquele médico jovem, principiante, ansioso para "decolar" na profissão.

Ainda foi trabalhado o duplo sentido casual e intencional. Este é bastante utilizado nas peças publicitárias.
Houve, em uma certa época, campanha da Topic fazendo alusão à Besta (modelos similares), utilizando-se o sentido mais pejorativo da palavra. A ambigüidade ou duplo sentido foi o recurso estilístico escolhido para causar efeito ao telespectador. Era basicamente assim.

Topic. Como se vê, nosso concorrente é "uma besta". (sentido de tolo, otário, sem expressão).

Mas existem os casos em que a ambigüidade constitui erro na construção do texto, o que compromete muito a sua compreensão. Exemplo:

O professor discutia com o aluno a respeito de sua postura na sala de aula.

Não há como saber se a discussão era sobre a postura do aluno ou do professor. Casos como esses prejudicam muito a avaliação do texto, pois não se sabe a quem é atribuída determinada informação.

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