6 de out de 2008

SERENO (CASSILDO SOUZA)

Amplo, sem me desmedir
Entro sem me atingir
Fáceis de se diluir
São pensamentos que vagueiam.

Templos, que vierem a mim
Campos em que eu ande sem fim
Antes de tudo, distanciar do fim
Em trilhas que me norteiam.

Vasto como um ser em êxtase
Coisas sem importância deixam-se
Ações que me venham, mexam-se
Pois as superficialidades fecham-se.

Misto de experiências vividas
Misturas das varias minhas vidas
Loucuras temporárias descabidas
No final boas coisas exercidas.

Conclusão: variação de meu sistema
Me vindo com certeza ou dilema,
Estando em risco ou situação amena,
Quero ver e cruzar a via serena.

Um comentário:

Soraia Barbosa disse...

Que sublime és o seu Sereno... adorei!
Sabes que eu sou uma grande fã de seus escritos!
Um abraço.