29 de ago de 2008

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

Emissor - emite, codifica a mensagem
Receptor - recebe, decodifica a mensagem
Mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor
Código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem
Referente - contexto relacionado a emissor e receptor
Canal - meio pelo qual circula a mensagem
Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação

FUNÇÃO EMOTIVA OU EXPRESSIVA)

Centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Nela prevalecem a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor.

Eu não tinha este rosto de hoje
Assim calmo, assim triste, assim magro
Eu tinha estes olhos vazios
Nem o lábio amargo
[...]
Eu não dei por esta mudança
Tão simples, tão certa, tão fácil:
-Em que espelho ficou perdida a minha face?
Cecília Meirelles


FUNÇÃO REFERENCIAL(OU DENOTATIVA)

Centralizada no referente, quando o emissor procura oferecer informações da realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos.

O ser humano possui 5 sentidos: Fonação, audição, olfato, paladar e tato.

FUNÇÃO APELATIVA(OU CONATIVA)

Centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. Usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor.

Você pode ir amanhã, depois de amanhã, a semana que vem. Mas, por favor, fica, nem que seja somente hoje!

FUNÇÃO FÁTICA

Centralizada no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares.

- Alô?
- Alô. Pode falar.
- Ziraldo se encontra aí?
- Não. Quer deixar recado?
- Não, é um assunto extremamente pessoal.
- Fique à vontade.
- Obrigado, eu volto a ligar mais tarde.
- Tenha um bom dia.


FUNÇÃO POÉTICA

Centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas etc.

Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia
[.../
Aqui dentro, sempre, como uma onda no mar.
(Lulu Santos/Nelson Motta, Como uma onda no mar)


FUNÇÃO METALINGÜÍSTICA

Centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem.
Obs.: Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é saber qual a função predominante no texto, para então defini-lo.

Verbo transitivo direto: aquele que exige complemento para ter sentido, sem a presença de preposição. Ex.: Eu vejo bem as coisas.

20 de ago de 2008

INTERPRETANDO E RESPONDENDO COM CLAREZA QUESTÕES DE OUTRAS DISCIPLINAS

O vestibular, nos últimos tempos, tem exigido mais que o aluno aprenda a lidar com situações do dia-a-dia, as provas requerem a interpretação das situações, independentemente da disciplina. Muitas vezes, por essa falta de interpretação, os alunos “pecam” não em química, física ou matemática, mas não compreendendo o que se pede para uma resposta discursiva. Sugerimos, a seguir, respostas claras e objetivas às questões, que demonstram o entendimento do aluno ao que foi solicitado. Vejamos a interpretação e resposta à questão a seguir


(Pucmg 2003) Com uma frota de nove caminhões, uma transportadora levará 2880 tambores desde uma fábrica até uma loja onde o produto será vendido no varejo. Cada um dos caminhões transporta, no máximo, 40 tambores por viagem da fábrica até a loja. Qual é o número mínimo de viagens que a frota deverá fazer para efetuar o serviço?

A questão quer, na verdade, saber quantas viagens a frota de nove caminhões precisa fazer, cada um com, no máximo, 40 tambores para que consigam transportar um total de 2.880 tambores. Vejamos a simples resolução, que não precisa ser detalhista, pois algumas informações estão implícitas. Sob esse raciocício, responder é muito simples. Verifiquemos uma resposta:


Ora, se a frota tem 9 caminhões, e cada um carrega até 40 tambores, em cada viagem serão transportados 360 tambores. Como é preciso fazer o transporte de todos eles (2.880), em 8 viagens, a frota de caminhões realizará esse serviço.
Percebam que algumas informações já estão subentendidas. Não é preciso fazer um cálculo detalhado para mostrar que 360 é o resultado de 9 caminhões transportando 40 tambores. Nem também é preciso dizer que o resultado de 8 viagens dá-se a partir da divisão de 2.880 por 360. Simples, não? É só interpretar.
Um abraço a todos.

LÍNGUA: UMA FORMA DE DISTINÇÃO SOCIAL

"Nós vai trabaiá de cinco hora"

" A gente somos muito sério"

"Fumo passiá sastifeito pá danado"


Um dos aspectos que mais podem identificar a classe social de um indivíduo é a sua linguagem. Através dela, podem se denunciar inúmeros traços que marcam a origem de determinada pessoa. As expressões acima traduzem bem isso. Caso alguém chegasse para uma entrevista de emprego, mesmo para funções que "teoricamente" não exigem a norma culta da língua, com esse linguajar, seria reprovado já na entrevista.
Podemos perceber, então, que os sentidos atribuídos ao que se diz geralmente não são considerados. Desde muitas épocas, usar o padrão culto da língua denuncia a raiz social das pessoas. O Latim Culto era falado por um grupo restrito de pessoas, pela nobreza, em oposição ao Vulgar, empregado pela plebe, certamente a maioria.
É evidente que as situações devem ser consideradas, algumas exigem mais formalidade, outras nem tanto. É notório que as regras gramaticais em muitos casos não chegam a incidir sobre a semântica, caso contrário não entenderíamos as frases postas acima.
O mais importante é saber onde e como fazer uso adequadamente da língua, e os vestibulares já se enquadraram nessa perspectiva, a fim de medir a capacidade de o candidato discriminar as situações comunicativas.
Assim, não se deve dizer "Eu já adentrara a sala de aula, para exercer minhas funções estudantis", se é possível falar simplesmente "Eu já tinha entrado na sala para a aula". Aliás, a formalidade excessiva, além de truncar a comunicação, costuma trazer um outro problema: a redundância. Da mesma maneira, não é interessante, diante de um juiz de direito, falar "Ó seguinte é esse, homem da lei, tô pronto pra responder tudo, pode mandar bala". O mais adequado seria "Estou pronto para responder ao que Vossa Excelência me perguntar".
Em suma, não existe um modelo estático, inflexível. A língua é dinâmica e, por isso, exige que saibamos discriminar a situacionalidade para que haja reciprocidade, marca característica da comunicação, sabendo-se que ela pode definir estereótipos sociais, de acordo com o desempenho do falante.

10 de ago de 2008

O QUE É "PSEUDÔNIMO"?

Quase todo mundo ouve esse nome, mas alguns ainda não conseguem saber o que significa. Trata-se de um nome fictício, que as bancas indicam para os candidatos assinarem o seu texto: Artigo de Opinião ou Carta-argumentativa. Esse nome serve para compor a formatação do gênero textual indicado e, principalmente, para que o aluno não seja identificado, já que o processo seletivo vestibular é bastante sério. O aluno que esquecer o pseudônimo é penalizado, mas não zera a redação. No entanto, àquele que puser o nome original será atribuída a nota zero.
Geralmente o pseudônimo é formado por dois substantivos, um próprio e outro comum. Por exemplo: Gil Potiguar, Juraci Poti, Fernando Rio, etc.

O QUE É TEXTO "EM PROSA"?

Pois é. De uns tempos para cá, os vestibulares resolveram indicar nas propostas de redação que se deve escrevê-la na linguagem habitual, com a estrutura a que estamos acostumados, ou seja, com parágrafos e linhas até o final da folha ou, simplesmente, TEXTO EM PROSA. Como as pessoas, à maioria das vezes, não sabem diferenciar PROSA e VERSO, acabam confundindo-se e escrevendo a redação em estrofes. Saiba que essa orientação mais atrapalha do que ajuda, mas serve para exigir que, caso o candidato escreva o texto em ESTROFES, com rimas e versos, estará eliminado do processo seletivo. Então, para não complicar, basta compreender que o texto deve ser escrito sem rimas, sem a estrutura de um poema. Não vamos zerar a redação só por causa desse detalhe.

AULÃO DA CENTRAL DE CURSOS EM SANTA CRUZ

No último sábado, estivemos em Santa Cruz, para um aulão promocional da Central de Cursos, que por sinal, foi muito bem prestigiado. Karlão começou a aula de Física, Gigi entrou em seguida e , após o intervalo, Cassildo (este que vos escreve) e Raul fecharam as mais de quatro horas de atividades.
Os alunos daquela cidade estão de parabéns, pois em número superior a 80, permaneceram até o final na Escola "Miguel Lula", para dirimir dúvidas de questões típicas de Vestibular. A Central de Cursos montou toda a estrutura sob sua responsabilidade, como serviço de som, data-show e material didático, visando a oferecer qualidade aos presentes.
O aulão foi muito bem avaliado por todos e demonstra o grau de seriedade com que a instituição trata uma coisa bastante desgastada ultimamente: a Educação. É ela a responsável pela mudança de mentalidade, tão necessária nesses tempos de eleições.
Alguns temas tratados nas aulas:
FÍSICA (KARLÃO) - Energia cinética, Energia elástica, Energia potencial;
GEOGRAFIA - (GIGI ) Clima (fenômenos "El Nino" e "La Nina");
REDAÇÃO - (CASSILDO ) Artigo de Opinião e Carta-argumentativa: suas diferenças;
BIOLOGIA - (RAUL) Questões envolvendo tipos de sangue.

5 de ago de 2008

SANIDADE

ESTAMOS APENAS DE PASSAGEM
AS MIRAGENS DEVEM-SE CONTER
NEM TUDO PODEMOS LEVAR NESSA BAGAGEM
A PRINCIPAL VIRTUDE QUE TEMOS É VIVER.

ESSA VIAGEM NÃO PODE SER TÃO AÉREA
PISAR NO CHÃO É BEM MAIS FÁCIL QUE VOAR
E CAIR DE LONGE É PERIGOSO
NÃO SE TEM CERTEZA DE QUEM PODE NOS SALVAR.

SOMOS MESMO IGUAIS NO FINAL
AFINAL, FAZEMOS PARTE DA MESMA EVOLUÇÃO
NADA PODERÁ MUDAR TAL SITUAÇÃO
NESTE COMPLEXO NÚCLEO NATURAL.

SE NOS ADAPTAMOS A ESSA REALIDADE
A VERDADE NOS VEM BEM MAIS DE PRESSA
POIS A RIQUEZA QUE MAIS NO INTERESSA
É VIVERMOS LONGE DE TODA A INSANIDADE.

CENTRAL DOS NÚMEROS

Recomendo acessar, a quem desejar dirimir dúvidas a respeito de questões de Matemática, o blog criado recentemente pelo amigo Erleilson Herli, ícone da nova geração, o endereço é www.centraldosnumeros.blogspot.com. É mais um irmão que tenta aproximar-se dos seus alunos, utilizando os recursos da interatividade, indispensáveis no momento atual.

1 de ago de 2008

PROFESSORES-ESPELHO: EXEMPLOS A SEREM SEGUIDOS

Professores iniciantes (como eu) devem sempre ter uma referência em sua área de atuação. É preciso que se baseie em pessoas bem-sucedidas, simples, humanas, que fazem aquilo que gosta com responsabilidade e compromisso.
Posso citar alguns aqui. Quando comecei a trabalhar em sala de aula, nas minhas primeiras experiências com Língua Inglesa, especificamente em 1997, Simão fora meu grande mentor, meu grande mestre. Aliás, continua sendo, porque essas coisas não morrem. Tudo que aprendi em minha base de Língua Inglesa, devo-lhe minhas considerações e é uma experiência magnífica ser seu colega de turma, no Curso de Especialização. Era fantástico na maneira particular como prendia a atenção de seus alunos e como tornava tudo mais fácil. A ele, serei eternamente grato.
Na Matemática, Arimatéia, Canidé Marciano (seu filho, Lucas, é, com muita satisfação, meu aluno) e Lúcia Brito eram os que mais me impressionavam pela capacidade de transmissão. O que aborvi nessa área e que utilizo até hoje, nas necessidades do dia-a-dia, tem muita contribuição desses três.
Na área em que mais atuo hoje, Língua Portuguesa, os nomes vão além do ensino fundamental e médio. Nessas duas modalidades, foram sensacionais Lucilene Macedo (é um prazer ter a sua filha hoje como minha aluna), Conceição Azevedo (hoje atua no Pará) e Josimar (também mora no Pará). No ensino superior, certamente aquele me fez assumir que poderia lecionar Português, que me entusiasmava com suas lições foi o cidadão Mário Lourenço de Medeiros. Como domina a estrutura da Língua e como é claro em suas explanações! A sua formação (chegou a ser padre e conhece bem o Latim) certamente explica esse fato.
Eu não poderia deixar de lembrar, também na universidade, pessoas como Josilete, Derivaldo, Soraneide, Eva Cristinni, Washington de Souza, Edilson Rubens e Hélio Furtado. São verdadeiramente ícones do pensamento grande, maduro, como deve ser na Academia.
Todos esses mestres citados são exemplos em quem procuro me espelhar. No entanto, uma pessoa que nunca foi meu professor, e que conheci em Santa Cruz, na primeira experiência em turmas preparatórias para concursos, foi JOSÉ ERIVAN DOS SANTOS. A ética, a honestidade, a responsabilidade e o compromisso são os pilares de sua prática. Guardo, para sempre, os seus ensinamentos e conselhos para essa vida corrida. Erleilson que o diga.
E o que dizer de Cloacir? Nunca assisti a uma aula sequer com ele. Por incrível que pareça, é um espelho tão importante quanto os outros. Quando nem sonhava em estar na Central de Cursos, as informações sobre esse profissional eram sempre positivas: a capacidade, o compromisso, a dedicação. Nessa época, o material por ele produzido já me encantava e por isso, no fundo, ele sempre me inspirou de alguma forma. Hoje, é um privilégio trabalhar com ele e dividir opiniões nos raros intervalos de que desfrutamos. Sei que ainda vou aprender muito com a sua experiência.
A referência existe para justificar a própria nomenclatura, "referência", algo em torno do qual se deve caminhar; um elemento que serve de norte, de orientação. Todos nós precisamos de referências; conseqüentemente, todos nós também precisamos também ser referências, para justificar a dialética que é o universo. Só assim, caminharemos na direção de um único objetivo e as pessoas poderão dar prosseguimento à construção do mundo.

SAÚDE PÚBLICA, UM TEMA POLÊMICO

No início do ano, o Brasil foi acometido por uma grave epidemia de dengue, cujo destaque foi o Rio de Janeiro, com um número de casos recorde em toda a história. Em nosso Estado, também aconteceu uma situação parecida, o que mobilizou a mídia e os órgãos de governo a realizarem campanhas educativas esclarecendo como se contrai e como se combate essta doença que, dependendo do tipo, pode levar à morte.
Assim, para os vestibulandos de plantão, é interessante ficarem atentos para uma possível redação que apresente essa problemática como o tema. A mídia desviou um pouco se foco para outros assuntos mais recentes, no entanto, não podemos esquecer que a patologia continua fazendo vítimas, apesar de uma diminuição nos casos, tendo em vista o encerramento do período chuvoso.
Aliás, poderão ser cobrados outros aspectos inerentes à saúde pública, pois esse ano já houve muita polémica envolvendo o assunto. Primeiro, anularam a CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras, cujos recursos deveriam ser destinados à saúde; pouco tempo depois, aprovaram a CSS - Contribuição Social para a Saúde, que é, na verdade, uma nova versão daquele imposto, só que com uma porcentagem menor.