27 de mai de 2009

NUNCA VOU APOSTAR NA MEDIOCRIDADE

Em meu pequeno tempo de prática de ensino em cursos prepatórios para concursos e vestibulares, já adquiri uma convicção com a qual quero permanecer daqui para frente. Nunca apostarei apostar na MEDIOCRIDADE! Repito, agora com todas as palavras em letras maiúsculas: NUNCA APOSTAREI NA MEDIOCRIDADE.

Àqueles que cobram de mim uma postura mais "maleável", no sentido de fazer da sala de aula um circo, uma roda de samba, com cerveja e mulheres semi-nuas ou a praça central, devo dizer uma coisa: SINTO MUITO. Não é essa a minha postura, como creio não deva ser a postura de nenhum profissional que se julgue EDUCADOR. Que uma aula não possa ser cansativa demais, eu até concordo. Mas não é sempre que é possível atrair satisfatoriamente a atenção do aluno, porque existem determinados conteúdos que não permitem esse "prazer". Há de ser compreendido que a DISCIPLINA é um aspecto fundamental e ela não se confunde jamais com situações pitorescas que fazem a clientela pensar que tudo está indo muito bem. Será mesmo? Será que se está aprendendo de verdade?

O que podem cobrar de mim, e a isto estou de coração aberto, são as questões alusivas à forma de uma melhor compreensão por parte do aluno, a responsabilidade em cumprir minhas obrigações e minha pontualidade. Podem cobrar de mim atualização, qualificação, exame de provas e propostas de redação, a minha inquietude com os temas que podem ser solicitados, dentre outras coisas do gênero. Isso, sim, constitui objeto importante para se constituir o processo de apreensão dos conteúdos pré-vestibulares. Nunca trocarei o conteúdo pelas brincadeiras. O principal não pode ser substituído pelo acessório em nenhuma situação, se não os nomes seriam inversos: PRINCIPAL seria ACESSÓRIO e vice-versa.

Estou sempre aberto a questionamentos. Nem o mais competente Doutor em Letras pode se achar no direito de não ser colocado em xeque. Imaginem eu, um professor de cursinho com experiência que não chega a três anos. Mas, ao profissional cabe o poder de discernimento entre aquilo que é fútil e o que compõe necessidade, até para poder dar exemplos e esperar do seu aluno a mesma coisa. Tenho esperança de que os pré-vestibulandos cada vez mais terão consciência da importância que deve dar a suas aulas e da capacidade de distinção entre todos esses aspectos discutidos, sob pena de passarem mais um ano olhando para os mesmos professores (enquanto seus colegas estão nos caminhos da Academia) o que seria mais uma apologia à MEDIOCRIDADE.

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