5 de out de 2009

UTOPIAS QUE NÃO SE VÃO

Cassildo
Ontem sonhei, coisa rara de acontecer comigo. E sonhei, contraditoriamente para alguns, em estando no ambiente universitário, do qual fiz parte entre 2000 e 2004. Esse evento me fez arrepiar ao acordar, lembrando de momentos tão intensos e felizes que ali vivi. Sou mesmo utópico: nunca concordei com a medíocre frase "universidade é alegria para entrar e alegria para sair". Sempre fui um ferrenho combatente de tal idéia.
Eu ficava conversando com os colegas mais próximos (por uma questão involuntária, porque tinha bons contatos com todos): Claydson, Wescley, Riédja, Elvira, Mônica. Eu já me ficava imaginando o que aconteceria quando dali saísse, não só pela oportunidade de obter conhecimento, mas muito por essa convivência tão sadia que me traz uma nostalgia profunda. Até queria não sentir isso, porque dá um nó na garganta e um aperto no peito. De qualquer modo, tais sinais são indicações de que foi um tempo inesquecível.
As discussões mais ásperas, as discordâncias, as confissões, tudo isso é indelével para mim. Se eu chorasse por tais motivos, não teria nenhuma vergonha de assumir. As coisas mais importantes aconteceram no período de que falei, independentemente de estarem ligados à universidade. Daria tudo para vivê-los novamente. As experiências com professores (profissionais ou não, como em qualquer outro lugar) só serviriam de base para mim, depois, ao também me aventurar no que considero uma dádiva. O coleguismo que virou amizade com alguns de meus companheiros e até com estudantes de outros níveis e cursos (Ananília, Elis e Kaju, por exemplo), a vontade de vencer, de ser gente grande, de ser coerente, de fazer direito são aspectos que só justificam esse saudosismo eterno impregnado em meu coração.
Digo, sem nenhum medo de errar: aquele tempo foi o melhor em minha vida. E, se por acaso, algum dia, eu vier a dizer o contrário, serei ainda mais feliz, pois estarei vivendo algo melhor do que aquilo, o que seria o ápice. Sou eternamente grato a meus colegas, professores, funcionários daquela instituição (UFRN - CAMPUS DE CURRAIS NOVOS), os responsáveis por tornar a utopia em mim uma coisa que jamais se acabará.

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