26 de fev de 2009

VOCÊ...NÃO

Você não gosta de atenção
Você não gosta de emoção
Você não gosta de viver
Quer somente a ilusão
Pulsando à sua mão
E o mundo inteiro a temer.

Eu não me impressiono mais
Aceito qualquer desculpa
Só quero é viver em paz.
Pode fazer o seu ninho
Não vou cruzar seu caminho
Sem sentimento de culpa.

Seu universo é normal
As regras não vão morrer
O contrário é bem igual
Continua a estremecer.
Os traços de nossa vida
À hora dessa partida
Não podem mais se conter.

VILÕES HERÓIS (CASSILDO)

Os anos estão cansados
Se serem só os vilões
Os botões da explosão.
Os ânimos estão virados
Presos em comparações
Sem perceberem as noções.

Os modos estão parados
Separados num clarão
Um cordão, cabo de guerra
Que divide opiniões
Sobre cores ou canções
Nesse campo de batalha.

Nosso tempo oportuno
Não se encerra já agora
Ultrapassa essa hora,
Em grande reflexão
Somos heróis mesmo assim
Filhos da situação.

NOSTALGIAS SEMANAIS (Cassildo Souza)

Porque será
Que não vivemos mais em harmonia?
Porque tudo tem
Que escurecer à luz do dia,
A alegria é demais?

Conto os dias que não passam
O barulho ensurdece
O frio que não aquece
A nossa cabeça vazia.

Guerra interna, insana
Onde não há heróis, só vilões
Que somos nós, apelações
Sobre os faróis, constelações.

Vejo você, qualquer semana
Tenho prazer, em te dizer
Que a saudade insiste em florescer
Tento te ter, desaparece
Como um grão na imensidão.

20 de fev de 2009

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES PERTINENTES

Pessoal,

Desejando um bom carnaval a todos (sou tranqüilo para essas coisas, prefiro ficar na minha), aproveito para dizer que, com a temporada dos pré-vestibulares começando a todo vapor, espero o empenho dos alunos para que possamos celebrar uma jornada vitoriosa, daqui a nove, dez meses. Firmo meu compromisso em servir no melhor que posso, e este espaço (tenho reiterado) é uma maneira de estabelecermos e mantermos esse contato do qual faço questão de não me esquivar.
Comecei esse projeto em novembro de 2007, com a intenção principal de estar próximo a meus alunos sempre. Em novembro de 2008, resolvi inserir um contador de visitas e, desde esse período, já se vão quase 8 mil acessos. Descontando os meus trezentos, fico feliz com o número, porque se trata de uma coisa séria, que visa a contribuir com o crescimento das pessoas, incluindo-se o meu crescimento. Caso fosse um espaço para fofocas, para denegrir a imagem dos outros, certamente eu teria umas 20 mil visitas/mês, o que confirma que a quantidade jamais será superior à qualidade.
Estarei sempre à disposição para cumprir meu ofício. Completa-me essa possibilidade, ou melhor, oportunidade. Considero-me privilegiado em confiarem nas minhas idéias, nos meus pensamentos por vezes estranhos. Em meu coração, sempre ficará a satisfação em dividir as ainda poucas experiências que tenho guardadas. Do mesmo modo que ficará a satisfação de poder adquirir conhecimento que vêm na convivência com meus alunos e colegas.
Pessoas de minha geração como Théo, Lucemário, Jorian, Erleilson, Márcio, Luciana, Paulinho Cruz, entre outros têm em comum a função de mudar a fisionomia arcaica sem perder de vista a responsabilidade. Identifico-me com eles por considerar a sua prática interessante, com a mesma linha de raciocínio, de transmitir o conhecimento por ser uma condição e não apenas pela obrigação. A eles ofereço minha consideração e compactuo com aquilo que pregam e que executam. Somos um grupo que tem as mesmas aspirações, em especial o desejo de ver a concretização do crescimento intelectual daqueles que acreditam em nós.

RAZÕES (CASSILDO SOUZA)

Não fique triste porque...
Sempre haverá pessoas com quem poderá contar
Tudo que existe é p’ra ser
Em qualquer circunstância, hora, modo ou lugar.
O tempo é razão de viver
Tudo vai mudar, agora, amanhã, ou depois
Não é preciso temer,
Sobre o que virá, sobre o que dizer.
Não faz sentido estremecer
O mundo por causa de um grão de areia.
Somos mais que isso,
Cada um em sua teia,
Corremos, todos, risco
Em qualquer lugar dessa cadeia.

CLAREIRAS INDOMÁVEIS (Cassildo)

As clareiras que ficaram
São espaços obscuros
Eu já nem sei o que é certo ou errado
Presente, passado ou futuro.

Os sentimentos que acabaram
Me deixaram pelo escuro
Os tempos todos dessa vida viajaram
Fiquei aqui, me chocando nesse muro.

Se os dias não querem mais passar
As noites acompanham o seu ritmo
Tenho, muito, tentado me controlar
Procurando encontrar um viver legítimo.

As coisas acontecem quando é tempo
Preciso mesmo é esperar a hora certa
Segundos que caminham iguais aos anos
Ver se tenho como achar uma porta aberta.

As virtudes nem sempre são tão precisas
Os defeitos quase sempre são perdoados
O anormal propõe ações indecisas
Mas eu prefiro o oposto, o menos esperado.

Talvez por isso é que tudo seja árduo
E eu me sinta mais pesado, mais intruso
O único errado, o que não é unânime
Que se expressa de um modo bem confuso.

Mas, o meu mundo interno é secreto
Nem sempre aparento o que tenho em mim
Lamentos passam, tudo passa, a vida passa
Tenho muito o que fazer antes do fim.

16 de fev de 2009

COMPERVE NÃO COBRARÁ NOVAS REGRAS ORTOGRÁFICAS EM 2010

Prezados leitores,

Transcrevo a seguir mensagens minha e da COMPERVE, em que aquela Comissão afirma não cobrar, no Processo Seletivo 2010, as novas regras ortográficas.

Nome: CASSILDO GOMES RODRIGUES DE SOUZA
E-mail: cassildosouza@bol.com.br
Assunto: Informacoes gerais

COMO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA, GOSTARIA DE SABER MAIS INFORMAÇÕES A RESPEITO DAS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS, NO QUE CONCERNE AOS EDITAIS DOS PROCESSOS SELETIVOS: HÁ POSSIBILIDADE DE ESSAS REGRAS JÁ SEREM COBRADAS ESTE ANO?
AGUARDO ANSIOSAMENTE A RESPOSTA.



Re: Informacoes gerais
De: Comperve - UFRN
Para: CASSILDO GOMES RODRIGUES DE SOUZA
Data: 16/02/2009 08:58

Prezado Cassildo,

As regras não serão cobradas este ano.
---------------------------------------------------Comissão Permanente do Vestibular - Comperve - http://www.comperve.ufrn.br
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN - http://www.ufrn.br

12 de fev de 2009

TIPOLOGIA DO SUJEITO

Veremos a seguir os tipos de sujeito, classificados pela gramática normativa e que têm uma influência muito significativa na concordância verbal (aquela que diz "o verbo sempre deve concordar com o sujeito").

Para uma melhor compreensão, dizemos que o sujeito é aquele sobre o qual se diz alguma coisa. Ele é um referente, um termo que norteia a oração e estruturalmente se apresenta relacionado ao verbo.

1.
Sujeito simples: quando possui apenas um núcleo. Pode ser expresso ou implícito (oculto ou desinencial).

O grupo Roupa Nova tocou neste fim de semana. (expresso)
Procurava a mãe, desesperadamente, a menina assustada. (expresso)
(Nós) Fizemos tudo o que pudemos para reconciliá-los. (oculto, desinencial ou implícito)

2.
Sujeito composto: quando apresenta mais de um núcleo.

Joan
e Kelly
fizeram as pazes.
Ficou Enilson e Ana sem alternativas.(*)
(*) Quando o sujeito é composto e o verbo inicia a frase, a concordância poderá ser apenas com o primeiro termo (neste caso, a forma verbal "ficou" concorda com o primeiro elemento do sujeito "Enilson").

3. Sujeito indeterminado
: existe, mas não conseguimos identificá-lo. O caso mais comum é o que consiste em uma oração cujo pronome pessoal está implícito, na terceira pessoa do plural.

Assaltaram a loja da esquina. Riscaram o meu carro. (Quem?)

Observe-se que, nos casos acima, sabe-se que uma ação foi realizada, mas não se sabe o autor de tal ação.

Sujeito indeterminado pelo índice SE:

Precisa-se de empregados no Japão. (VTI)

· Observe-se que não há como converter a oração acima para a voz passiva, ou seja, o SE não indica passividade do sujeito e sim a sua indeterminação. Isso ocorre quando este vocábulo junta-se a um verbo transitivo indireto ou a um verbo intransitivo. Vejamos outros casos:

Nesta empresa, sai-se a toda hora sem permissão. (VI)
Admira-se aos bons oradores. (VTD com Objeto Direto Preposicionado)


· Quando o índice SE é incorporado a um verbo transitivo direto, pode ser convertido na voz passiva e passa a ser pronome apassivador (partícula apassivadora) e não índice de indeterminação do sujeito. Nesse caso, o sujeito (passivo) deve concordar com o verbo.

Conserta-se bicicleta. (Voz passiva: Bicicleta é consertada.)
Vendem-se carros. (Voz passiva: Carros são vendidos.)

4. Sujeito inexistente
: quando não há referente para uma ação realizada, uma ação sofrida ou indicação de estado.

A) HAVER no sentido de existir, ocorrer ou indicando tempo.
Há muitas crianças sem escola. Houve noites de sol.
Há (faz) três semanas que chove sem parar.

B) Fenômenos da natureza
Trovoa muito nessa época. Está bastante verde nesta região.
Relampeou demais esses dias.

C) SER seguido de hora, data ou indicação de tempo e nas expressões indicadoras de distância.
É 1º de abril. Já são vinte e uma horas. Ainda é cedo.
São cem quilômetros até Caicó.

PRIMEIRA SEMANA DE AULA

Olá, pessoal,
publicarei a seguir o resumo do conteúdo visto na primeira semana de aula nos pré-vestibulares da Central de Cursos e do CEDAP, que constitui uma espécie de revisão de termos da oração, dentro da trilogia FRASE - ORAÇÃO - PERÍODO.

FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO


Frase é qualquer enunciação que contenha sentido completo, que comunique satisfatoriamente. Portanto, não está ligada à extensão ou ao fato de ter verbo.

1. Agora!
2. Todos terão que falar isso publicamente.
3. Nada mudou em nossas vidas, então continuemos da mesma forma.

Oração é qualquer enunciado que, além de comunicar satisfatoriamente, contém elementos básicos como sujeito e verbo. Aliás, esses dois elementos estão diretamente relacionados dentro da dinâmica oracional. Neste caso, uma oração sempre é, também, uma frase.

Todos terão de falar isso publicamente.

Período é uma dada sentença que pode conter uma ou mais orações. É importante perceber que o número de verbos determina a quantidade de orações. Por essa razão, dizemos que o período é simples ou composto. Então, uma mesma sentença pode ser frase, oração e período ao mesmo tempo.

Todos terão de falar isso publicamente.

Ésta sentença é frase, porque tem sentido; é oração porque apresenta sujeito e verbo; e é período simples, por conter apenas uma oração.

Todos só falarão publicamente / quando tudo estiver definido.

O período acima é composto, apresentando duas orações: uma principal e uma subordinada.

9 de fev de 2009

CONTRA-CONVENÇÃO (CASSILDO SOUZA)

Nada mais nos interessa
Tudo o mais não tem mais pressa
Todos estão invertidos
Lados mundanos perdidos

Os sóis não brilham mais tanto
O escuro traz espanto
A contradição se confirma
Na lei cruel que se firma

A rotação já mudou
A translação expirou
Revolução se esvaiu
Toda a ação se evadiu

Toda nação-fragmento
Não mais junta o momento
Foi-se a terça dimensão
Não teremos mais fusão.

Sentimento espalhou-se
Ideologia enterrou-se
A claridade passou
Toda certeza estacionou.

6 de fev de 2009

Mourão voltado(Cassildo Souza)

Pra que serve a humanidade?
Pra viver no coletivo
Para que serve o vivo?
Pra entender a verdade
Pra que serve a unidade?
Pra existir comunhão
Pra que serve a solidão?
Pra ficar tudo isolado
Isso é que é mourão voltado
Isso é que é volta-mourão

Pra que serve o honesto?
Pra viver bem sossegado
Pra que serve o enrolado?
Pra viver comendo o resto
Pra que serve o modesto?
Pra não causar confusão
Pra que serve a ilusão?
Para viver enganado
Isso é que é mourão voltado
Isso é que é volta-mourão

Pra que serve o correto?
Para o errado conter
Pra que serve o entender?
Para poder viver reto
Pra que serve o exceto?
Pra marcar a exceção
Pra quem serve a intercessão?
Pra quem é necessitado
Isso é que é mourão voltado
Isso é que é volta-mourão

Para que serve o perto?
Para se chegar ao longe
Para que serve o monge?
Pra fazer o que é certo
Pra que serve o esperto?
Pra vencer qualquer questão
Pra que serve o coração?
Para o não-concretizado
Isso é que é mourão voltado
Isso é que é volta-mourão.

Para que serve a luz?
Pra trazer felicidade
Pra que serve a humildade?
Para quebrar os tabus
Pra que serve o ano-luz?
Pra medir a imensidão
Pra que serve a vastidão?
Pra se opor ao limitado
Isso é que é mourão voltado
Isso é que é volta-mourão.

Pra que serve a poesia?
Pra compreender o mundo
Pra que serve o profundo?
Pra transformar noite e dia
Pra que serve a alegria?
Para servir ao povão
Pra que serve a gratidão?
Pra dizer muito obrigado
Isso é que é mourão voltado
Isso é que é volta-mourão.

4 de fev de 2009

LETRAS DE MÚSICA

FRAÇÕES (CASSILDO)

As pedras estão gritando
Dizendo que não existimos mais
Querem apagar o nosso sonho
Estamos num faz-de-conta
Usados pra mascarar
uma situação que não vai demorar.

Quem é que vai esperar
Até o nunca-mais?
Nada vai chegar
Não vamos compreender
A essência do querer
Já passou nosso tempo
Não há mais o que merecer.

Ousamos muito,
Subestimamos as situações
Agora é tarde,
Somos apenas frações.

DUALIDADE (CASSILDO SOUZA)

Antes que venha agora
Daqui mais ou menos hora
Aquela dualidade
Vejamos se não há tempo
De sairmos do contratempo
E entendermos a verdade.

Depois que nos dispusermos
A fazermos o que quisermos
Tudo será diferente
Poderemos estar certos
Do caminho mais pertos
Nos sentiremos potentes.

Até que abramos os olhos
Tudo pode perecer
O que me vier de hoje em diante
Seja o que for é viver
Até mesmo tua ausência
Vou saber compreender.

3 de fev de 2009

PACTO COM OS ALUNOS (Cassildo Souza)

Prometo nunca me "vender" em detrimento dos meus alunos;
Prometo sempre estar disposto a atender quem quer que seja;
Prometo reconhecer cada um em qualquer canto;
Prometo buscar por eles, espontâneo e libertário;
Prometo buscar conhecimento, para transmiti-lo incansavelmente;
Prometo estar sempre ao seu lado, nas dúvidas e incertezas;
Prometo aprender ensinando e ensinar aprendendo;
Prometo ser correto, dispensando tudo o que gostaria de receber;
Prometo ser, uma vez seu professor, para sempre seu professor;
Prometo ser um homem completo, na alegria de ensinar;
Porque meu compromisso nunca será com ninguém senão com meus próprios alunos.