27 de mar de 2009

MELHORES REDAÇÕES - INCENTIVO À LEITURA 001/2009

Com um pouco de atraso, é verdade, publico a seguir as 04 melhores redações do PROJETO DE INCENTIVO À LEITURA N.º 001/2009, da CENTRAL DE CURSOS. Na segunda-feira, dia 30-03-2009, publicarei as redações do PROJETO DE INCENTIVO N.º 002 e disponibilizarei mais uma proposta de redação. Até lá.

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Chuvas fazem vítimas no Rio Grande do Sul e Minas Gerais

Por megabairro.com

As fortes chuvas que atingiram cerca de nove municípios do Rio Grande do Sul causaram sérios danos à população. Até o momento, no entanto, nenhum prefeito decretou situação de emergência.
Em Capão do Leão (RS) há 250 desabrigados e três mortes foram confirmadas: uma criança e um casal de idosos. Em Pelotas um carro atravessava uma ponta no momento em que ela caiu, matando o condutor e o carona. Entre Pelotas e Canguçu um trem descarrilou em razão dos alagamentos, o maquinista continua desaparecido. Duas estradas federais foram interditadas.
Em Turuçu (RS), município mais atingido pela enxurrada, a água da chuva inundou casas e chegou a atingir um metro e meio de altura, deixando 400 desabrigados e 1200 desalojados, segundo a Defesa Civil do estado. Uma morte foi confirmada no município.
Em Minas Gerais, há 176 municípios afetados pelas chuvas, segundo a Defesa Civil do estado. Uma criança de quatro anos morreu na terça-feira (27), vítima de deslizamento, em Nova Belém (MG), testemunhas alegam que não chovia na hora do acidente, mas a terra estava úmida por causa do temporal que atingiu a cidade à noite.

Com base no texto acima, escreva um ARTIGO DE OPINIÃO comentando os estragos causados pela chuva que, CONTRADITORIAMENTE, vêm a ser um problema decorrente da falta de planejamento da infraestrutura das cidades, deixando milhares de pessoas desabrigadas, as quais se tornam reféns do período chuvoso, quando na realidade isso deveria constituir motivo de melhorias para a comunidade.

REFLEXO DA CHUVA

Aquarius Pluvius

O Brasil possui regiões com diversificações climáticas notáveis e sabe-se que o fato de chover em determinado lugar ocasiona um bom rendimento do mesmo, entretanto esse fato pode não ser constatado em outras regiões do país, pois ao invés de benefícios, a chuva é vista como sinônimo de desgraça.
A chuva vem causando ultimamente várias catástrofes em alguns lugares do Brasil, e a discussão sobre esses problemas reflete-se na falta de planejamento da infra-estrutura das cidades, embora esse não seja o único motivo que contribua para tal ocorrência. As pessoas têm grande parcela de culpa nisso, já que o simples fato de jogar lixo nas ruas leva ao entupimento de bueiros, usados para o escoamento das águas nos períodos chuvosos e com os bueiros entupidos, a água da chuva acumula-se nas cidades acarretando enchentes e consequentemente desabamentos, mortes, etc.
Portanto, antes de culpar o governo por tais problemas, seria necessário tomar consciência de que o efeitos maléficos da chuva também podem ser evitados por cada um de nós, e mesmo que haja falta de planejamento de infra-estrutura de algumas cidades o fato de não jogar lixo no chão diminuiria as catástrofes ocorridas ultimamente.

Autora: Rafaelle Diniz Andrade do Nascimento
Nota: 8,75

A MALDIÇÃO DA CHUVA

Aquarius Pluvius

A natureza tem sido objeto do homem durante muito tempo. Desde o tempo em que o homem, já sobre duas pernas, resolveu adaptar o meio ambiente ao seu modo de vida. O tempo passa, as coisas mudam. O mundo está em pleno processo de retrocesso, fazendo com que as pessoas se dêem conta de que o modo de vida adotado por elas precisa mudar.
O Brasil tem sido palco de um dos alertas da natureza. Chuva em abundância. E como tudo que é demais acaba por se tornar veneno, esse fenômeno em demasia (às vezes nem tanto) tem causado, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do país. Mas, nesse caso, não só uma natureza enfurecida tem culpa. Pessoas têm culpa, uma sociedade desavisada e desligada tem culpa, falta de organização estrutural tem culpa. No Brasil, sempre houve problemas relacionados à chuva, porém antes o custo-benefício envolvendo o fenômeno era maior. Atualmente – quando se engloba natureza, sociedade e falta de estrutura – a chuva tem causado horror a certa parte da população, o que a faz ser temida mesmo que necessária e parcialmente desejada.
Chuva causa acidentes. Chuva causa inundações quando não tem para onde correr. Chuva deixa casas de pessoas em escombros. Chuva causa doenças. Chuva causa morte...dentre outras mazelas na estrutura física de uma sociedade. Isso é praticamente inevitável em um país em que há toda uma carência de saneamento básico decorrente da falta de infra-estrutura das cidades que torna inexistente a possibilidade de um cidadão pobre (às vezes nem tanto) sair completamente ileso a uma chuva.

Autora: Rayssa Tamara Lima de Medeiros
Nota: 9,00

DESTRUIÇÃO DO SEU HABITAT

Aquarius Pluvius

O homem, no decorrer do tempo, vem modificando constantemente a natureza. Diversos ecossistemas são prejudicados devido à mudança nesse meio, podendo buscar uma relação positiva para ambos os lados.
No Brasil, encontramos problemas desse nível, sendo um deles representados pelas chuvas, que em certas áreas do ano têm um índice pluviométrico muito alto. Decorrente da má infra-estrutura das cidades próximas aos rios, no período de fortes chuvas a zona urbana é totalmente transtornada.
Um grande número de estados brasileiros é prejudicado com a falta de organização das cidades; muitas pessoas perdem seus imóveis, ou até indivíduos, sem a menor culpa, morrem devido à impunidade dos outros.
As prefeituras dos municípios tem como obrigação estruturar a moradia de sua população e propor projetos que visem à estabilidade da área habitada, impondo uma forma de proteção aos seus moradores.
Em tentativa de realizar relações harmônicas com a natureza, o ser humano deve procurar seu benefício, e também, das outras espécies, direcionando estudos que provem que o ambiente ocupado, não venha a trazer donos futuros.

Autor: João Artur Cândido Fernandes
Nota: 8,75

O CONTRASTE ATUAL DAS CHUVAS

Aquarius Pluvius


No regime de sobrevivência de qualquer sociedade a água é tida como um dos elementos indispensáveis. Em sociedades antigas, como a Egípcia ou a Mesopotâmica, as chuvas eram recebidas com festas, uma vez que ocasionavam a cheia dos rios e assim a fartura das pessoas que viviam em suas proximidades.
Atualmente, não podemos atribuir um caráter tão alegre às chuvas, ao menos em grande parte do Brasil. Em função da falta de planejamento nos sistemas imobiliário e de infra-estrutura, um processo chuvoso que deveria naturalmente ser benéfico e não causar danos acabou se transformando em um dos principais problemas para as pessoas que viviam nas cidades atingidas. Em função da dificuldade de escoamento das águas das chuvas, diversos centros urbanos chegam a ficar completamente alagados durante períodos chuvosos. Tais alagamentos, aliados ás enchentes, trazem consigo não apenas prejuízos físicos (destruição de casas, deixando milhares de pessoas desabrigadas), mas também danos biológicos ao homem, uma vez que contribuem para a proliferação de doenças, especialmente através de transporte de lixo e de substancias infectadas por causadores de enfermidades, que por sua vez podem até causar a morte. É interessante notar que as regiões mais atingidas pelos fenômenos acima citados configuram-se em grandes centros.
Desta maneira, deve-se promover um estudo mais aprofundado que auxilie na dinâmica habitacional crescente, de maneira a evitar que água fique impossibilitada de ser escoada. Nas áreas que já sofrem com o problema, devem ser construídas obras que solucionem o mesmo, tais como os córregos, que servem para transportar a água das chuvas.
Caso as autoridades competentes não tomem as providências cabíveis para solucionar a problemática advinda dos períodos chuvosos, é de fato improvável que as chuvas voltem a ser recebidas com alegria e ansiedade, como um dia já chegaram a ser.

Autor: Felipe Augusto de Medeiros Cabral
Nota: 9,50

25 de mar de 2009

IMPESSOALIDADE

A impessoalidade caracteriza-se pelo emprego de verbos e pronomes em terceira pessoa do singular, no intuito de conferir ao texto uma isenção, imparcialidade maior. Tanto o emprego exagerado como a sua ausência podem causar prejuízos imensuráveis ao texto. Por exemplo, numa DISSERTAÇÃO-ARGUMENTATIVA, essa impessoalidade é indispensável; num Artigo ou Carta, porém, ela não deve existir. Vejamos alguns exemplos:

A meu ver, o que acontece no Brasil é uma corrupção generalizada e não me admira que isso não mude daqui a cem anos. Percebo o nosso país caracterizado pela falta total de perspectivas e, por isso, nada mais me convence de que um dia viveremos de forma igualitária (Texto marcado pela 1ª pessoa do singular).

Convertendo o trecho para uma forma mais impessoal, teríamos:

Pode-se afirmar que acontece no Brasil uma corrupção generalizada e é possível que isso não mude daqui a cem anos. O país está caracterizado pela falta total de perspectivas e, por isso, é improvável que um dia se viva de forma igualitária aqui. (Texto marcado pela 3ª pessoa do singular/impessoalidade).

Outra forma de converter o trecho seria para a 1ª pessoa do plural, o que também confere certo grau de imparcialidade:

Podemos afirmar que acontece no Brasil uma corrupção generalizada e não nos admira que isso não venha a mudar daqui a cem anos. Percebemos que o nosso país é caracterizado pela falta total de perspectivas e, por isso, nada nos convence de que um dia viveremos de forma igualitária(1ª pessoa do plural).

23 de mar de 2009

O PROFESSOR QUE TODOS TEMOS DENTRO DE NÓS

Sem nenhuma ideologia utópica ou demagógica, acho que ensinar, em qualquer que seja o nível ou a natureza do ensino, faz parte do ser humano. Não necessariamente seremos professores na acepção da palavra para que possamos transmitir conhecimento. A função de professor poderá ocorrer em variados momentos na vida de qualquer um, mesmo isoladamente.
Vejamos alguns exemplos. Que exemplo de professora é mais ilustrativo do que a nossa mãe, no início e no decorrer de nossas vidas? Ela nos orienta, quer nosso bem e às vezes é obrigada a tomar atitudes pouco agradáveis, por causa de nossa rebeldia. Muitas vezes não a escutamos, não estamos predispostos a ouvir seus ensinamentos. Mas é um exemplo perfeito do modelo de professor.
Um funcionário público ou privado (digo de verdade, cumpridor de suas obrigações) ao dar uma informação a um cidadão está fazendo o papel de professor. Orienta, naquela ocasião, como se proceder em determinada situação e, para isso, utiliza conhecimentos específicos que a maioria das pessoas comuns não possui.
Outros exemplos, resumidamente, poderiam confirmar o que defendo neste artigo: um advogado que orienta seu cliente para uma audiência, um treinador pessoal (repudio a expressão “personal trainer” por dispormos de termo correspondente) que explica o treinamento a seu contratante, um chefe de cozinha que ensina como fazer dada receita, um treinador de futebol (normalmente chamado professor pelos atletas) que mostra uma jogada ensaiada, um padre ou pastor que prega a seus fieis. A lista seria longa para apenas comprovar que é impossível, no mundo, não desempenharmos, nem que seja por um instante, o papel de professor, essa nobre função de que tanto me orgulho.

20 de mar de 2009

FALTA DE INSPIRAÇÃO

Estou aqui tentando criar um artigo, um poema, uma composição. Em vão. Há alguns dias estou inoperante nesses quesitos, tanto é que fico postando mais as aulas que tenho ministrado nas turmas pré-vestibulares. Isso pode acontecer com qualquer um, até com o pobre mortal que vos escreve sem graça.
Escrever é mais espontâneo do que obrigatório. Aliás, sendo obrigatório, passa a ser uma espécie de cargo público, uma coisa planejada e programada por alguma imposição, coisa que repudio desde já. Quando o "mar não está para peixe", o melhor é ficar quieto esperando que, inexplicavelmente, alguma idéia surja e nos salve desse tédio que é permanecer sem expor aquilo que nos é peculiar.
Talvez por isso é que não tenhamos tido, ultimamente, muitas obras de arte na literatura. Claro que existem bons textos, bons escritores, mas, conforme acontece com a música, tudo ficou burocrático e chato. Tudo tem que ser programado, porque é preciso vender, expor nas prateleiras, editar, produzir, independentemente da pré-disposição de quem foi imbuído dessa tarefa. Então, já que se tem de criar, e criar por si só presume espontaneidade, acabam-se patrocinando escritos artificiais que se tornar mentirosos, sem alma, sem emoção, já que não condizem com a filosofia pura de seu autor.
Não sou escritor, nem famoso, nem poeta, nem nada. Mas, caso os fosse, não escreveria nada hoje. Apenas deixaria registrado aqui que, caso não houvesse idéias a serem compartilhadas, eu continuaria em minha adorável aldeia, calado, esperando que uma hora inesperada fosse contemplado com um surto de criações não necessariamente explicáveis.

MODELO DE ARTIGO DE OPINIÃO

Desordem e progresso

Fulano de Tal

É condenável a atitude que grande parte da sociedade desempenha no que diz respeito à preservação do meio ambiente. Apesar dos inúmeros desastres ecológicos que ocorrem com demasiada freqüência, a população continua “cega” e o pior é que essa cegueira é por opção.
Não sou especialista no assunto, mas não é preciso que o seja para perceber que o Planeta não anda bem. Tsunamis, terremotos, derretimento de geleiras, entre outros fenômenos, assustam a população terrestre, principalmente nos países desenvolvidos – maiores poluidores do Planeta – seria isso mera coincidência? Ou talvez a mais clara resposta da natureza contra o descaso com o futuro da Terra? Acredito na segunda opção.
Enquanto o homem imbuído de ganância se empenha numa busca frenética pelo progresso, o tempo passa e a situação adquire proporções alarmantes. Onde está o tal desenvolvimento sustentável que é – ou era – primordial? Sabemos que o progresso é inevitável e indispensável para que uma sociedade se desenvolva e atinja o estágio clímax de suas potencialidades, mas vale a pena conquistar esse progresso às custas da destruição da fauna, da flora, da qualidade de vida que a natureza nos proporciona?
Não podemos continuar cegos diante dessa realidade. Somos seres racionais em pleno exercício de nossas faculdades, não temos o direito de nos destruirmos em troca de cédulas com valores monetários que ironicamente estampam espécies animais em seus versos. Progresso e natureza podem, sim, coexistir, mas para isso, é preciso que nós – população terrestre – nos conscientizemos de nossa responsabilidade sobre o lugar que habitamos e ponhamos em prática o que na teoria parece funcionar.
*Redação produzida por Monalise Cristina Dantas, aluna da CENTRAL DE CURSOS-CURRAIS NOVOS/RN, dentro do Projeto de Incentivo à Leitura/2008.

MODELO DE DISSERTAÇÃO-ARGUMENTATIVA EM PROSA

Meio-ambiente e tecnologia: não há contraste, há solução


Uma das maiores preocupações do século XXI é a preservação ambiental, fator que envolve o futuro do planeta e, conseqüentemente, a sobrevivência humana. Contraditoriamente, esses problemas da natureza, quando analisados, são equivocadamente colocados em oposição à tecnologia.
O paradoxo acontece porque, de certa forma, o avanço tem um preço a se pagar. As indústrias, por exemplo, que são costumeiramente ligadas ao progresso, emitem quantidades exorbitantes de CO2 (carbono), responsáveis pelo prejuízo causado à Camada de Ozônio e, por conseguinte, problemas ambientais que afetam a população.
Mas, se a tecnologia significa conhecimento, nesse caso, não vemos contrastes com o meio-ambiente. Estamos numa época em que preservar os ecossistemas do planeta é mais do que avanço, é uma questão de continuidade das espécies animais e vegetais, incluindo-se principalmente nós, humanos. As pesquisas acontecem a todo o momento e, dessa forma, podemos considerá-las parceiras na busca por soluções a essa problemática.
O desenvolvimento de projetos científicos que visem a amenizar os transtornos causados à Terra é plenamente possível e real. A era tecnológica precisa atuar a serviço do bem-estar, da qualidade de vida, muito mais do que em favor de um conforto momentâneo. Nessas circunstâncias não existe contraste algum, pelo contrário, há uma relação direta que poderá se transformar na salvação do mundo.
Portanto, as universidades e instituições de pesquisas em geral precisam agir rapidamente na elaboração de pacotes científicos com vistas a combater os resultados caóticos da falta de conscientização humana. Nada melhor do que a ciência para direcionar formas práticas de amenizarmos a “ferida” que tomou conta do nosso Planeta Azul.

PERÍODO COMPOSTO

Vamos trabalhar Período Composto, um assunto muito cobrado nos concursos e vestibulares e que representa fundamental importância para a boa organização textual. Comecemos pelas orações coordenadas, que possuem relação de interdependência.

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

Orações coordenadas não possuem relação sintática entre si, portanto, não existe relação de independência. A coordenação é marcada por uma conjunção.

Ex.: Fiquei decepcionado com o problema, / mas não tenho mágoas de ninguém.

Orações coordenadas sindéticas: Recebem o nome das conjunções coordenativas que as iniciam. Classificam-se em:

1) Aditivas:
Eu vou ao cinema e você vai ao teatro.

Outras conjunções aditivas: também, mas também, além.

2) adversativas:
Era o melhor funcionário da loja, porém, foi demitido.

Outras conjunções adversativas: entretanto, no entanto, todavia, contudo.

3) alternativas:
Estude Português, ou será reprovado no concurso.

Outra conjunção alternativa: ora...ora.

4) conclusivas:
Mário estava doente, logo, precisava repousar.

Outras conjunções conclusivas: por isso, logo, então, dessa forma/modo/maneira.

5) explicativas:
Não tenho nada a temer, uma vez que sou inocente.

Outras conjunções explicativas: porque, pois, já que, tendo em vista que, haja vista que.

Orações coordenadas assindéticas: não apresentam conectivos e são separadas por vírgula, ponto-e-vírgula e dois-pontos.
Vinha correndo,/ escorregou, /bateu com a cabeça na parede.

18 de mar de 2009

SONHO QUE TENHO SONHOS (Cassildo Souza)

Tenho somente sonhos
Sonho somente tê-los
Não tenho nada a mais.
Não temo tê-los somente
Temo não ter os sonhos
Sonho em não temê-los.
Há sonhos que não os tenho
Sonho que tenho sonhos
Tenho os sonhos que sonho.
Sonho os sonhos que tenho
Sonho sonhando os sonhos
Tendo os sonhos sonhado
Sonhando em tê-los pra sempre.

13 de mar de 2009

COISAS DO INVERNO SERTANEJO (Cassildo Gomes)

Na calada da chuva barulhenta
Os raios luminosos,
Os ventos variados,
Os trovões se destacavam;
Como resposta ao bafo quente
Que antes percorrera aqueles pontos
E a sensação de sonolência (típica)
Era a tônica daquela tarde.
Em outra dimensão,
Muita água,
Muito barulho,
Muita gritaria,
Muita esperança...
É o Sertão, sempre aberto
Aos amenos do inverno incerto,
Necessário
Indispensável
Imprescindível.

11 de mar de 2009

CUIDE-SE BEM (GUILHERME ARANTES)

Cuide-se bem,
Perigos há por toda a parte
E é bem delicado viver
De uma forma ou de outra,
É uma arte, como tudo.

Cuide-se bem,
Tem mil surpresas à espreita
Em cada esquina mal iluminada
Em cada rua estreita,
Em cada rua estreita do mundo.

Pra nunca perder esse riso largo
E essa simpatia estampada no rosto
Pra nunca perder esse riso largo
E essa simpatia estampada no rosto.

Cuide-se bem,
Eu quero te ver com saúde
E sempre de bom humor
E de boa vontade,
E de vontade com tudo.

9 de mar de 2009

MOMENTO SUBLIME

Quando se considera alguém como amigo, há um desejo natural de que essa pessoa seja bem-sucedida (desculpem-me as aliterações). É o que acontece em relação a Théo, esse grande cara que está num momento excepcional tanto pessoal quanto profissionalmente.
Último sábado, às 19h, n'A Villa, centro da Cidade, fomos (eu, Ivanise, Edson, Nayanne, Sr. Reinaldo, D. Joana, Wescley Gama, Iara e mais algumas pessoas de bom gosto) ao lançamento do seu livro Meu Pequeno Manual Prático de Coisas Inúteis, pelas Edições Flor do Sal. Foi um momento bastante agradável, que teve seu ápice quando o amigo Théo autograva sua obra enquanto Wescley Gama (outro exímio poeta) entoava sua voz, acompanhada dos acordes de seu bem tocado violão.
Foi um reencontro com amigos, uma demonstração de apreço às coisas escritas pelo anfitrião e uma noite que justificaria a qualidade dos seus escritos. Ele é aquela que pessoa que produz um texto do qual todos gostariam de ser o autor.
Eu já tenho o meu Manual e aconselho a quem gosta de boa poesia que também o adquira.
A noite seria estendida no Quiosque "Recanto da Lua", onde Wescley continuava a apresentação que iniciara n'A Villa.
Parabéns, Théo, você merece tudo que está percorrendo a sua trajetória.

VOCATIVO E APOSTO - TERMOS ACESSÓRIOS

Publico a seguir o assunto abordado na última aula, no CEDAP - Santa Cruz/RN, no Curso Isolado de Língua Portuguesa. Espero que contribua com meus mínimos leitores.

O vocativo e o aposto são termos acessórios da oração. Assim são chamados por não constituírem os termos fundamentais para que a oração possa comunicar. Funcionam como realce, como recursos que podem conferir um enriquecimento ao texto.

VOCATIVO

Função sintática que evidencia com quem se fala. Poderá vir em qualquer posição dentro da oração, sendo marcada por vírgula em todas elas.

Meus irmãos, a luta do pobre contra o rico é inabalável.
Fala agora, Cleiton, o que tu disseste sobre Antônio.
Não vamos arrumar um problema, Almir.

APOSTO

Função sintática que repete outra, explicando, modificando, resumindo ou enumerando seu sentido.

Fred, o irmão de Danila, ficou irritado com a voz alta de Almir.

Principais tipos de aposto

Explicativo (vírgulas)
Cassildo, Professor do CEDAP, já chegou.

Denominativo
O livro O ensaio sobre a cegueira é de José Saramago.

Enumerativo
Todos estiveram lá: Heitor, Wellington, Lívia, Rafaela e Alana.

Resumitivo (o aposto concorda c/verbo)
“A morte, o destino, tudo estava fora do lugar.” (Geraldo Vandré/Théo, em Disparada).
Referência a uma oração
Daniel bebeu de novo, vício incontrolável.

3 de mar de 2009

TODO O MATERIAL AQUI CONTIDO, EXCETO AS QUESTÕES RETIRADAS DE CONCURSOS E VESTIBULARES E OS FRAGMENTOS DE TEXTOS ( COM INDICAÇÃO DA FONTE), É REDIGIDO POR CASSILDO SOUZA, AO QUAL SÃO RESERVADOS TODOS OS DIREITOS.

REDAÇÃO NO VESTIBULAR

Há dois anos trabalhando com redação para vestibular, devo dizer-lhes que tenho aprendido muitas coisas que não puderam ser conhecidas enquanto aluno. É que, na qualidade de professores, temos uma visão diferente (mais que isso, precisamos ter), que é a de investigar tudo o que possa ser útil e relevante àqueles que necessitam de uma orientação.
Sinto-me na obrigação de dizer que algumas coisas que colocam em sites, blogues e até mesmo em material didático não correspondem à realidade. E por que, não sendo verdadeiras, algumas convenções são tidas como tais? Porque muitas vezes nós não procuramos saber mais sobre determinados temas. Na premissa de que ninguém tem o poder de conhecer todas as coisas , é que se exige uma investigação constante do profissional, especialmente numa área como redação, para que os seus orientados tenham segurança ao enfrentar a prova do vestibular.
Redação nada mais é do que a prática daquilo que se aprende normalmente no estudo gramatical. Todos aqueles elementos, se estudados isoladamente, não significam a garantia de uma escrita ideal. Conheço muita gente que tem a norma culta "decorada" e é um desastre na hora de escrever. Usuários dessa natureza não conseguem estabelecer uma relação que deveria ser considerada natural: teoria gramatical e prática textual. Ou seja, a gramática deve manifestar-se no exercício da fala e da escrita.
Em resumo, o que fazer para aperfeiçoar a escrita?
Ler, em primeiro lugar: o exercício da leitura, além de manter em movimento os elementos que compõem a língua, possibilita ao usuário informar-se daquilo que acontece em seu redor, condição essencial nos textos argumentativos;
Escrever seria o próximo passo. Não adianta ler tudo o que aparece, saber sobre todos os assuntos da atualidade e não praticar. O exercício é o eixo de aprendizado em qualquer atividade, inclusive na escrita;
Informar-se, ao máximo, em FONTES SEGURAS, para não correr o risco de cometer equívocos comprometedores à redação ou de fazer drama sobre alguns pontos. Tirar todas as dúvidas com os professores parece ser uma idéia bastante interessante.
Em nosso Município existem alguns profissionais que tratam a redação com a seriedade merecida, conduzindo o discente a uma capacidade crítica necessária a seu crescimento: Cloacir, Théo e Elba são os exemplos ideais. O primeiro e a terceira já possuem uma experiência longa nesse exercício; o último, por curiosidade um grande amigo, começou nessa função há pouco tempo e já se destaca pelo belíssimo trabalho realizado. Acho que temos de nos unir em favor dessa competência lingüística. No exercício docente, não deve haver concorrência, deve haver coletividade. Ter cidadãos críticos em nossa comunidade é muito mais prazeroso do que sermos apontados em estatísticas internacionais como indivíduos incapazes de raciocinar. E é isso que se cobra nas principais bancas de vestibulares do país.

2 de mar de 2009

TIPOLOGIA TEXTUAL

São três os tipos de redação: descrição, narração e dissertação.

A dissertação caracteriza-se pela discussão de uma problemática, com apresentação de idéias amparadas por argumentações e fatos, culminando com uma tomada de posição ou defesa de princípios.

[...]
Dessa forma, para as agudas inteligências, pouco importa a época para se viver, porque suas idéias são sempre contemporâneas. Por isso que Machado sobreviveu ao tempo, e o filho que antes era, transformou-se no pai de uma produção literária que venceu a barreira convencional do tempo humano, consagrando-se definitivamente no tempo por se fazer sempre contemporâneo.
[...]
Souza, Marcos Leopoldo de. In: A importância de Machado de Assis um século depois de sua morte. Concurso de Redação. Folha Dirigida/Academia Brasileira de Letras, Brasil, setembro/2008.

A narração caracteriza-se por discorrer, contar, relatar fatos, sejam eles fictícios ou reais. Em oposição à descrição, é intensamente dinâmica, por isso predominam os verbos que indicam ação.
[...]
Deitado sobre a mesa, ele brilhava como se estivesse suado. As mulheres diziam ser o sopro dos anjos e repetiam só pode ser o sopro dos anjos. As mulheres que o tiveram em vida estavam lá, ao redor do morto brilhoso. Os maridos aceitavam sem resmungos, mas com pontas de ciúme, essa reconciliação amorosa sem tino. Uma segurava-lhe a mão gelada e dizia surdamente que está mais lindo do que nunca,
[...]
ALVES, Théo. Quando Chegou o morto.


A descrição consiste em retratar com palavras algo que se viu ou se observou, representando um objeto ou uma imagem. Nesse tipo de redação, os verbos de ação estão em segundo plano, dando destaque aos substantivos e aos adjetivos.
Eram sapatos (S) de homem (LA), de bico fino (LA), sem cadarço (LA), de couro marrom (LA). Ainda novos (A). Porém cobertos (A) de uma poeira fina, parecendo açúcar de confeiteiro.
(Heloísa Seixas, Revista de Domingo, Jornal do Brasil, 21-10-2001).

Objetividade e Subjetividade

Ao expor um problema, fazer uma descrição ou relatar fatos, pode-se proceder de duas formas: objetiva e subjetivamente.
Objetivamente, quando se concebe a redação de maneira impessoal, abordando ou discutindo temas genericamente, como se as idéias e os posicionamentos pudessem ser aceitos por todos ou pela maioria. Nesse caso, apesar do modo de enfocar os problemas ser pessoal, dentro da redação deverá ser impessoal, com o verbo na 3ª pessoa ou na 1ª do plural.
Subjetivamente, caso prevaleçam, na exposição, as opiniões de quem as escreve, pelo modo particular de observar as coisas em sua volta. Depende muito do tema sugerido, que deve estar próximo da subjetividade. De uma forma geral, deve ser evitada por se aproximar da narração, tipologia a ser estudada posteriormente.
É preciso, entretanto, ter em mente de que maneira o texto será redigido, para evitar ambigüidades e confusões na compreensão.
Texto subjetivo

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
MEIRELES Cecília. Flor de poemas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1972.
Texto objetivo

O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou nesta quarta-feira a elaboração de uma súmula vinculante que proíbe a contratação de parentes no Judiciário, Executivo e Legislativo da União, Estados, Distrito Federal e municípios.
O objetivo é aprovar amanhã o texto final desta súmula que tratará dos detalhes sobre as vedações, incluindo grau de parentesco. Com a súmula, a decisão deve ser seguida em todo país.