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02/07/2010

COMO NÃO SE ENVOLVER?

Dez horas da manhã. Três horas da tarde. Os expedientes se fecham, tudo é positivamente estranho, as crianças e mulheres, contraditoriamente, se envolvem, tudo para. Quase feriado. A copa do mundo mexe, talvez, mais com os brasileiros do que com qualquer outro povo do planeta. A partir de hoje não mexerá mais. O Brasil perdeu, e, vou confessar, estou muito decepcionado, como não fiquei em outras épocas.

Pensei que não fosse me importar: engano meu. Como não se envolver, como fingir que nada acontece, se as pessoas todas estão imbuídas em demonstrar toda a adrenalina típica desses períodos que compreendem um evento tão grandioso? E, nessa perspectiva, trouxe comigo Ivanise, a qual procurou sentir por mim a dor da perda, mesmo sem entender direito o que se passava.

Disse eu, depois do jogo, que nunca mais daria uma importância maior do que uma Copa do Mundo merece. Sei que foi no calor da perda, porque a tristeza vai embora com o tempo. Pior é a situação de tantos entes queridos que se foram neste mês de junho, especialmente aqui em Currais Novos. Lembrar disso nos conforma que se tratava apenas de "um jogo de futebol", com três opções de resultado: ganhar, perder ou empatar.

Triste ou não, seguimos a vida, as atividades, a busca dos objetivos. Os expedientes voltarão ao normal. Vejo a Copa do Mundo como um flash de nossa vida, cheia de caminhos ingratos, muitas vezes. Nem sempre conquistamos aquilo que queremos, mas não podemos renunciar e deixar de lado os sonhos. Porque, na vida, assim como na Copa do Mundo, tudo é rotativo, é periódico, é casual. E até o próximo confronto, precisamos estar recompostos, mais fortes do que nunca.

2 comentários:

Theo G. Alves disse...

cassildo, meu querido, pois é dado que também andei distribuindo meus pensamentos sobre a copa. sao as minhas impressoes da derrota e do clima de mundial.

gostei muito dos outros textos, como sempre. acumularam-se posto que há alguns dias nao passava aqui para as leituras obrigatorias.

abraço!!

CASSILDO SOUZA disse...

É, Théo, nós nos envolvemos, mas podemos também nos "desenvolver"...rs. (A língua é mesmo surpreendente). O importante é aceitar aquilo que não podemos modificar. E seguir a vida, naturalmente, como se nada tivesse ocorrido.
Um grande abraço.