25 de jul de 2010

"PEQUENO MANUAL PRÁTICO DE COISAS INÚTEIS"

Título do livro de Théo Alves, lançado originalmente ano passado, em Currais Novos, neste sábado a publicação foi apresentada em Santa Cruz, no Teatro Candinha Bezerra (belíssimo, por sinal), onde pudemos comparecer (eu e Ivanise) para compartilhar com esse grande amigo o seu lançamento. Muito bem movimentada a solenidade, com a presença de seus alunos, de outros artistas, e apresentações culturais alternadas durante o evento.

Parabéns a Théo, mais uma vez, e às pessoas da Secretaria Municipal de Cultura, que deram suporte à cerimônia e que têm preparado semanalmente atividades para aquele privilegiado espaço.

Na oportunidade, tive o prazer de rever um colega da época da Universidade - Júnior, do Curso de Administração - que, para minha surpresa, é esposo de Goretti, uma das sócias do IESC, de quem Ivanise e Théo sempre me falam muitíssimo bem.

Ótimo programa de sábado à noite, confirmando o que o livro lançado propõe: as coisas úteis dispensam a praticidade extrema.

23 de jul de 2010

IDAS E VOLTAS INCOERENTES DE NOSSO FUTEBOL

Acompanhando as primeiras rodadas do Brasileirão após a Copa, percebo incoerências além do normal, que são exercidas pelos dirigentes dos clubes participantes.
Vejamos: Ricardo Gomes conseguiu dois excelentes resultados contra o Cruzeiro de Adilson Batista. Hoje, com a "corda no pescoço", Ricardo pode acabar saindo do São Paulo e dando lugar justamente a Adilson Batista, que perdera os dois confrontos para o tricolor do Morumbi. Quem entende? Outro nome que ganha força no São Paulo é o de Dunga, muito criticado por alguns jornalistas por não ter ganho a Copa do Mundo.
Segundo a imprensa especializada, Adilson também é forte nome para o Corínthians, de Mano Menezes, caso este último venha a ser o novo técnico da Seleção Brasileira. Quanta valorização, hein? O substituto de Adilson, no Cruzeiro, por sua vez, é Cuca, desvalorizado no Fluminense, hoje de Muricy, praticamente expulso do Palmeiras por maus resultados e líder do Campeonato Brasileiro após o fechamento da 10ª rodada.
Paulo César Gusmão deixou o Ceará, que dividia a liderança com o Corínthians antes da Copa, para comandar o Vasco, penúltimo lugar da competição, que por sua vez perdera o contestado (nem tanto por mim) Celso Roth para o Internacional, vejam só!
Todos esses fatos só nos fazem concluir que ou nossos técnicos são muito ruins ou os cartolas não entendem nada de futebol. A segunda opção começa na frente.
Cassildo.

22 de jul de 2010

COLÉGIO COMERCIAL, JAMAIS O ESQUECEREI

Uma das melhores coisas que gosto em mim - geralmente repreendida por outras pessoas - é o fato de ser saudosista. Sou tanto, que às vezes chego a sê-lo de forma intencional. E não quero deixar essa característica sair de mim, jamais. Esses dias tenho-me alimentado bastante com lembranças do final da década de 80 até os meados dos anos 90. Quem é de minha época não pode ter esquecido: quão maravilhoso era estudar no CCCN - COLÉGIO COMERCIAL DE CURRAIS NOVOS, instituição fruto da área da educação profissional, tão criticada como tecnicista, à época, e que hoje voltou a ser moda com os milhares de IFRNs espalhados pelo Brasil.

Aquele colégio foi um marco na vida de muita gente. Seja pelas relações humanas que ali se estabeleceram, seja pela qualidade na educação protagonizada pelos excepcionais mestres que lá atuaram. Alguns que até se foram, como Lucilene e Canidé Marciano, professores de Português e Matemática, respectivamente, deixando lembranças positivas de uma época que até podia não ser favorável, mas que, talvez por isso mesmo, fazia dos profissionais de lá verdadeiros abnegados na formação cidadã de futuros homens e mulheres. Nunca esquecerei das brincadeiras, das repreensões oportunas, da capacidade de gerenciamento de uma pessoa chamada Marlir Alice de Araújo, a qual provocou muita emoção ao anunciar sua saída da escola.

Conheço vários colegas daquela geração. Em sua maioria, independentemente do cargo que ocupam, viraram homens e mulheres de caráter, com compromisso e responsabilidade moldados naquela instituição escolar. Pessoas com respeito pelo próximo, profissionais de excelência, amigos que transcenderam épocas. Professores ficaram na memória, como Simão, Arimatéa, Paulo Salviano, Francisca Batista, Hilda Pereira, Lindalva Dantas, Lucilene, Marliete, Canidé Marciano, Goretti (História, não lembro o sobrenome), Fátima Dantas, Odete Santiago, Chiquinho (grande Chiquinho!), Conceição (Português), Lúcia Brito, Winston, Sr. Clemente (Ed. Física), Mário Venâncio, Geraldo Dantas, Pr. Daniel, entre outros que, me perdoem, não lembro casualmente agora.

As lembranças estão encardidas, entranhadas, viraram nódoas e deixo que fiquem assim, para sempre. Estou vivendo uma boa fase em minha vida, tenho trabalhado bastante (graças a Deus!) e agradeço muito pela oportunidade de ter conseguido estudar em tão cativante lugar. Sei separar as épocas, o que foi ontem não é mais hoje e não será amanhã (grifo alheio). "Os sonhos, cada época, cada vida, são diferentes", mas se complementam para nunca deixar que esqueçamos dos momentos únicos que tivemos em nossa trajetória.

Obrigado, CCCN. Levá-lo-ei comigo em toda a existência.

Cassildo.

21 de jul de 2010

DESEMPENHO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO ENEM

Divulgados os resultados do ENEM/2009, algumas preocupações nos vêm à mente, no sentido de corrigir aquilo que foi apontado como deficitário no referido Exame. Não poderia eu, especificamente na área de Língua Portuguesa, ficar satisfeito ou considerar normal o desempenho geral na disciplina: a pior dentre todas as avaliadas. Se tenho sido redundante nos últimos tempos, pelo visto, serei ainda mais, questionando a atenção que a matéria recebe, nas escolas, cursinhos e até nas universidades.
Nas primeiras, o problema é crônico e isso independe de fazermos a "secular" oposição público / particular. Há problemas que remetem aos níveis de alfabetização, e se perpetuam nos demais anos do Ensino Fundamental, em relação aos dois aspectos prioritários dessa faixa, que são a leitura e a escrita. Lê-se pouco e se escreve menos ainda, fazendo-se com que surjam deficiências de interpretação e produção textual culminando com a não aplicação dos conhecimentos gramaticais.
Nos cursinhos pré-vestibulares em geral, a situação ainda é pior. Dificilmente - por uma questão de status e não de educação - donos desses estabelecimentos priorizam a área de Humanas. É sempre dispensada uma importância maior às outras linhas para os quais os candidatos farão o vestibular. E, o pior, nessas horas não se consegue raciocinar que Língua Portuguesa e Redação, em especial, são componentes curriculares cobrados nas provas discursivas de qualquer curso em que se deseja ingressar.
Sei que a universidade não é o lugar ideal para se aprender a escrever ou ler. Mas, considerada a deficiência nos níveis anteriores, a matéria em comento deveria ser melhor trabalhada. Fiquemos pasmos, mas em alguns cursos superiores de Direito a disciplina não constitui carga horária obrigatória, comprovando mais uma vez o descaso com que se abordam os fenômenos relativos ao idioma que falamos, ainda mais num ramo cuja linguagem é elemento fundamental para as decisões tomadas.
O que fazer? Continuar apenas lamentando não é suficiente, coisa que faço há tempos e que até me tem custado uma imagem de reclamão sem limites. Mesmo que eu atuasse em outra área, ficaria bastante desapontado em perceber que os alunos, com destaque para os do Ensino Médio, não usam bem a língua-mãe. E, fazendo parte - atrevidamente - da turma responsável por incentivar o bom uso de nosso código, é com grande tristeza que teço sobre o assunto. Sei que nós, dessa área, temos muito o que fazer, mas sozinhos, sem o apoio das escolas, cursinhos e outras instâncias educacionais, continuaremos a ver Português, Redação e Literatura tratados como se fossem meros "componentes" de um curriculo, sem importância alguma.

20 de jul de 2010

UMA PALMADA FAZ MAL?

Cassildo Souza

Nunca fui nem nunca serei a favor da violência física. Aliás, sou contra todo tipo de violência simbólica também, aquela que não tem efeito físico, mas que incide psicologicamente sobre a pessoa atingida. No entanto, o projeto de lei assinado pelo Palácio do Planalto recentemente abre uma velha discussão no Brasil, quanto ao emprego da força, por parte dos pais, para exemplar e educar seus filhos. A proibição é categórica. Qualquer tipo de castigo dessa natureza, independemente do teor, será objeto de punição e até de acompanhamento psicológico à parte autora.

Presenciei muitas coisas em minha infância. Vi pais espancarem filhos, uma situação constrangedora, até provocando hematomas ou sangue, como se atribuíssem, no furor da ira, suas frustrações e insucessos cotidianos aos filhos. Chegavam a anunciar a surra e a obrigar que os meninos ficassem na posição de serem maculados, como se fazia nos troncos das senzalas. Realmente, uma selvageria inibível ou pelo bom senso ou pela legislação.

Contudo, também não poucas vezes, testemunhei filhos quase baterem nos pais, chamando-os com palavrões horríveis até mesmo para denominar os inimigos; ameaçando-os, roubando-os o dinheiro e a paciência, mesmo quando tiveram tudo nas mãos (ou por isso mesmo), colocando seus genitores em situação de extrema dificuldade quanto ao solucionamento do mau comportamento dos filhos. Não lembro de legislação que pudesse proteger os pais.

Tudo deve ser dosado, equilibrado, racional. E esta Lei, assinada pelo Presidente Lula e a ser votada no Congresso Nacional, precisa ser discutida com muito cuidado. Primeiro porque tira a autoridade de os pais os filhos que eles próprios conceberam. Depois porque não especifica qual o castigo está proibido, fazendo-nos compreender que qualquer simples palmada seja considerada crime e passível de punição ou até mesmo acompanhamento psicológico, vejamos só! Isso seja com criança ou com adolescente. As mãos estão realmente "atadas".

Fico imaginando que as crianças surradas devam ter padecido duas vezes:primeiro pela dor e constrangimento, depois pela lembrança dos castigos a que se submeteram. E não seria apologista dessas atitudes. Mas, também, fico imaginando o que um adolescente mal-intencionado, conhecendo a lei, poderá fazer para chantagear seu pai ou sua mãe, ameaçando denunciá-los em caso de ser "tocado". E isso, com a gama de informações que temos hoje em dia, não seria nenhuma surpresa.

Entendo que preservar a integridade física do cidadão (independentemente de ser mulher ou criança) é um direito fundamental inerente à pessoa humana. Mas não sei se a idéia de coibir aos pais o direito que também lhes é tão fundamental, submetendo-os a efeitos da lei pela sua autoridade ou cuidado com atitudes equivocadas de seus filhos, é muito boa. Há casos em que a criança ou o adolescente não está preparado para entender os perigos da vida e uma boa "sacudida", até mesmo com um choque físico - sem espancamento - é, segundo vários especialistas - necessário para que casos negativos não se repitam.

Nada mais justo do que continuar conferindo aos pais essa "carta-branca", já que quando os jovens desviam-se para maus caminhos, é primeiramente a seus responsáveis que atribuímos o fato. E, agora, estamos na iminência de ver a autoridade legítima sder cassada, com um dispositivo que já é hipócrita desde o seu embrião.

19 de jul de 2010

FANTOCHES (GUILHERME ARANTES)

Odeio fantoches
capachos do chefe
cupinchas do patrão
odeio essa raça
de gente costa-quente
gente falsa
serpente
que se arrasta pelo chão
cara fraco
inseguro
eu já acho feio
puxa-saco
já tô cheio
eu odeio
dedo-duro

17 de jul de 2010

FUNÇÕES DA PALAVRA "QUE"

Em uma posterior anterior, abordei aqui as funções da palavra "SE". Agora, abordarei a palavra "QUE" e colocarei, também, algumas questões comentadas. Bons estudos. Os exemplos e os comentários são meus. Esse conteúdo foi tema da última aula para a turma de concursos no EVOLUÇÃO SISTEMA DE ENSINO, quarta-feira, dia 14.07.2010:

FUNÇÕES GRAMATICAIS (OU MORFOLÓGICAS) DA PALAVRA "QUE":
·
Pronome substantivo interrogativo
(não vem antes de substantivo).
Que houve com o carro?

· Pronome adjetivo interrogativo (refere-se ao substantivo)
Que material você precisa?

· Pronome relativo (= o qual, a qual, os quais, as quais)
O fato que (o qual) levou à solução do caso é simples.

· Preposição (equivale a de, para, a)
Tenho que (de) realizar muitos sonhos.

· Advérbio de intensidade (equivalente a quão)
Que (Quão) bela mulher ela era!

· Conjunção coordenativa explicativa (= pois, porque)
Vamos embora, que (pois) preciso terminar o material.

· Conjunção coordenativa aditiva (= e)
Joga que (e) faz gols incríveis.

· Conjunção subordinativa final (= para que)
Faço esforço (para) que ela venha.

· Conjunção subordinativa comparativa (encerra comparação)
Você é mais teimoso que seu patrão! (comparativo de superioridade)

· Conjunção subordinativa consecutiva (após tal, quanto, tanto, tamanho)
Chorou tanto que não tinha lágrimas nos olhos.

· Conjunção subordinativa integrante (inicia oração substantiva)
Aprendi / que tem o seu tempo.
O.P. Sub. Subst. Odbj. Direta

· Palavra de realce (não altera o sentido da frase)
Certamente (que) serás aprovado.

FUNÇÕES SINTÁTICAS (TERMOS DA ORAÇÃO) DA PALAVRA "QUE"

· Sujeito
O rapaz que veio instalar a rede sumiu. (Quem veio instalar? O rapaz - sujeito)

· Objeto direto
A pose que ele fez foi ridícula. (Ele fez o quê? A pose - objeto direto)

·
Objeto indireto
O risco a que me refiro é real. (Refiro-me a
quê? Ao risco - Objeto indireto)

·
Predicativo
Estamos orgulhosos pelo grande anfitrião que ele é. (Ele é um grande anfitrião - Predicativo)

· Complemento nominal
O risco a que estamos expostos é real. (Estamos expostos a quê? Ao risco - Comp. Nominal)
*
A função sintática do QUE é sempre a função da palavra que ele substitui. No primeiro exemplo, se "O rapaz" veio instalar, esse termo ocupa função de SUJEITO, e como o pronome relativo substitui "O rapaz", também será SUJEITO. E assim, por diante.

Agora, vamos responder a algumas questões:

01. Assinale a opção na qual o termo "QUE" tem valor de substantivo.
a) É necessário que todos participem do processo.
b) Você trouxe o café que eu pedi?
c) Que bom você ter vindo.
d) Ele tinha um quê de agressividade.
e) O rapaz a que me refiro acaba de chegar.

02. (FCSAM-SP) Na frase “Os doze anos, ai de mim, nunca mais que chegavam”, a palavra destacada é:
a) preposição b) partícula expletiva
c) conjunção final d) pronome indefinido
e) advérbio de intensidade

03. (UM-SP) Assinale a alternativa em que a palavra QUE desempenha a função morfológica de advérbio:
a) Que profundos laços ligam essas duas famílias!
b) Atrás da película que descera sobre aqueles olhos mortos, ainda brilhava um raio de emoção.
c) Sem medir palavras, disse o que achava necessário dizer.
d) Você acha que eu sou pessoa de dar esmolas?
e) Que ódio acumulado naquele coração cheio de padecimentos!

04. (EPCAR) O que é pronome relativo apenas em:
a) Era grande o receio de que o prendesse.
b) Esperamos que se aproxime.
c) Nem sempre os que reclamavam eram atendidos.
d) Fazemos votos que sejas feliz.
e) Não sabemos que livro devemos adotar.

05. (IMES-SP) “Oh! Que altos são os segredos da Província Divina.” (Vieira)
a) conjunção subordinativa causal
b) conjunção subordinativa integrante
c) pronome relativo
d) pronome interrogativo
e) advérbio de intensidade

RESPOSTAS E COMENTÁRIOS:

01. RESPOSTA: "D". Questão simples de ser respondida. Toda palavra antecedida de artigo (definido ou indefinido) vira SUBSTANTIVO. Nas demais alternativas, "A", o QUE é CONJUNÇÃO INTEGRANTE (inicia subsordinada substantiva); em "B" e "E", o QUE inicia oração substantiva, portanto é PRONOME RELATIVO; na letra "C", o QUE intensifica o adjetivo "bom, por isso atua como ADVÉRBIO.

02. RESPOSTA: "B". De novo, uma questão simples de ser respondida. PARTÍCULA EXPLETIVA é o mesmo que PALAVRA DE REALCE, sua utilização apenas reforça estilisticamente, sem alterar o sentido da enunciação. No caso em tela, o segmento "Nunca mais QUE chegavam" poderia ser reescrito como "Nunca mais chegavam", sem mudança de significado. Sabendo-se disso, o aluno já poderia descartar as outras opções, sem titubiar.

03. RESPOSTA: "A". O vocábulo QUE, atuando como ADVÉRBIO DE INTENSIDADE, reforça os adjetivos e pode ser substituído por QUÃO (com idéia de muito, ou seja "laços MUITO profundos"). Nas demais opções: "B", "película QUE descera", o vocábulo pode ser substituído por A QUAL e retoma substantivo anterior, portanto é PRONOME RELATIVO; em "C", também atua como PRONOME RELATIVO, modificando a palavra anterior "O", que tem idéia de AQUILO (pronome substantivo demonstrativo), cuja construção poderia ficar "Aquilo QUE queria dizer; "D", A palavra QUE inicia subordinada substantiva, então é CONJUNÇÃO INTEGRANTE; "E", A palavra modifica o substantivo "ódios" e, por isso, é PRONOME INDEFINIDO (idéia de MUITO ódio).

04. RESPOSTA: "C". A palavra "os", embora possa parecer artigo não o é, porque não se refere a substantivo, é PRONOME SUBSTANTIVO DEMONSTRATIVO e, nesse caso, é retomado por um PRONOME RELATIVO, neste caso, QUE (Poderia ficar "Aqueles QUE reclamam..."). Em todas as outras alternativas o vocábulo QUE inicia oração subordinada substantiva, por isso são CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS INTEGRANTES.


05. "E". O vocábulo QUE atua como ADVÉRBIO DE INTENSIDADE quando pode ser substituído por QUÃO (com idéia de MUITO - MUITO altos), e este é o caso da letra "E", cuja construção poderia ser "Oh! QUÃO altos são os segredos...".

Espero ter esclarecido algumas dúvidas, quanto a este, que é um importante assunto.

Abraços.

Cassildo.

15 de jul de 2010

PARABÉNS A ERLEILSON!!


Desejo, de coração, que meu amigo e colega de profissão, Erleilson, tenha muitas alegrias no dia de hoje, e nos que ainda virão. Que seu filho nasça com toda a saúde do mundo, porque ele merece. É um vencedor, na acepção da palavra.


Neste dia 15 de julho, celebro, mais uma vez, a nossa amizade e desejo um FELIZ ANIVERSÁRIO.


Parabéns, amigo, conte comigo sempre!


Cassildo.

DIREITOS NÃO EXERCIDOS VIRAM PÓ

Para iniciar, não sou da área de Direito, embora a admire profundamente. Mas algumas questões nos deixam inquietos, quando fazemos uma análise mais cuidadosa de alguns fatos que permeiam a vida cotidiana em si. Coisas que acontecem e colocam em risco a liberdade do outro, apoiadas numa teoria que não me entra à cabeça de maneira alguma. Os exemplos estão por toda a parte.

O primeiro: Na época de festas juninas, as quais são importantes resgatadoras das tradições populares, é comum vermos senhoras, pessoas doentes ou mulheres grávidas incomodadas com os fogos e "traques" (algumas chamadas de "bombas-bujão") que são lançados deliberadamente, sem qualquer propósito concreto. Irrita o barulho terrível, provoca-se o susto e causa-se o medo, já que são perigosos, na maioria das vezes. E ano a ano a situação se repete, as pessoas não podem andar nas ruas sabendo que a qualquer momento um desses fogos pode estourar nos seus pés. Quem toma providências? É um direitos que lhes assiste, não é isso?

Outra situação: Na ocasião de outras festividades, também bastante tradicionais, é habitual as pessoas se apossarem de certos espaços e emitirem o som de seu "paredão", exibindo-se como num desfile aberto para todos (os que se interessam e os que se incomodam) os mais de 100 decibeis que tanto transtornam o sistema auditivo. E podem ficar o dia todo, a noite toda, de madrugada, pela manhã, à tarde, na hora do almoco. Nós, moradores que estamos próximos àquela cena - típica de pessoas sem poder argumentativo - não podemos ter garantido o nosso sossego, porque aquilo é um direito dos que estão naquele local. Afinal, é época de festa e, nesse caso, pode-se tudo. De novo, só um lado se privilegia.

Terceira ocorrência: É hilário, e já se tem tornado comum, passar o constrangimento do atraso por dependermos de um sistema de transporte "capenga". Tudo se repete, a população que depende do transporte intermunicipal chega fora de horário de suas atividades, ônibus quebram no meio do caminho, à meia-noite - sem contar o risco dos assaltos - e tudo, para quem controla a situação, parece na mais perfeita normalidade. Para citar um exemplo, esses dias fiquei esperando o ônibus que deveria passar em Santa Cruz às 23h15, até a 1h15 do dia seguinte. Duas "simples" horas de atraso. Para trabalhar às 7h.

O que vimos, nesses três exemplos, são apenas algumas das situações que nos fazem ponderar sobre o exercício dos direitos cidadãos. É claro que quem não reclama não é ouvido, mas há casos claros, em que já se percebeu algo de errado e nada se fez. Vejo isso como uma desordenação total que nos remete à falta de conhecimento daquilo que nos é assegurado pela Constituição Federal, uma Carta que, no Brasil, se limita, na maior parte das vezes, ao campo da abstração.

ACESSEM!!!

A todos os interessados em atividades na área de Educação Infantil, existe um novo espaço que pode ser consultado, na Internet. Trata-se do blog "Construindo o saber", que pode ser acessado pelo endereço: www.cantinhodanisedhey.blogspot.com.

De autoria de Ivanise Rodrigues, Pedagoga, Graduanda em Letras - Língua Espanhola e Pós-Graduanda em Educação à Distância, o blog visa a fornecer subsídios para atividades contextualizadas com com a realidade dos alunos.
Não deixem de conferir!
Cassildo.

14 de jul de 2010

ANTICONVENCIONALISMO (CASSILDO) - 2ª Republicação

Não gosto de convenções
Nem de nada programado
Sou fã das contradições
Do que pode ser recriado.

Se tem certas disciplinas
Nem sempre podem ser certas
Seguir essas linhas finas
Não deixa as visões abertas.

Divergências convergentes
Concordâncias discordantes
Os iguais bem diferentes
Corretos seres errantes.

Leis, pra mim, têm que servir
Pra acabar com a injustiça
Para que venham intervir
Nessa sociedade omissa.

Pensamentos que vagueiam
Compactos que se engrandecem
Os pontos que não norteiam
São coisas que se merecem.

Um mundo com vários mundos
Humanos dentro de um só
Tantos descasos profundos
Mais enrolam esse nó.

Por isso, sou do momento
Não tenho hora marcada
Valorizo o sentimento
Espero o tudo do nada.

E quem quiser me seguir
Vá sabendo, de imediato
Não sou de querer sumir
Diante de um forte fato.

Nem sou de perder razão
Apenas não me enquadro
Naquilo que só diz não
E não muda nosso quadro.

12 de jul de 2010

NOVA MUDANÇA NO DESIGN

O meu blog passou por uma mudança no design esses dias e, em muito pouco tempo, nova mudança. O motivo se deve ao fato de que o modelo utilizado até ontem (que eu adoro) tem comportamentos diferentes em vários computadores. Em alguns casos, o fundo da tela não permite a visualização. E, como um leitor (anônimo) justificou tal aspecto, pedindo-me para modificar, aqui procedo à modificação.
Espero que me entendam e não vejam isso como uma falta de identidade do blog.
Um abraço.
Cassildo.

11 de jul de 2010

PROPOSTA DE REDAÇÃO

PRODUÇÃO TEXTUAL – PRÉ-VESTIBULAR 2011
Professor Cassildo Souza (REDAÇÃO) – MÓDULO IV – 12-07-2010

Candidatos usam redes sociais para se aproximarem dos eleitores
Internet é mais uma ferramenta para fazer campanha em ano de eleição
Da Agência Brasil

Nas últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos, um dos assuntos mais comentados foi o uso das redes sociais na internet pela candidatura de Barack Obama. A força dessas redes nas eleições norte-americanas chamou a atenção de vários países, atraiu presidentes como o venezuelano Hugo Chávez e entrou nas eleições deste ano no Brasil. Os quatro principais candidatos à Presidência da República no Brasil já aderiram, por exemplo, ao Twitter, uma rede social em que os usuários da internet podem digitar textos curtos, de no máximo 140 caracteres.
Um dos primeiros a aderir ao Twitter foi o candidato José Serra (PSDB). Há pouco mais de um ano, Serra dedica algumas horas de suas madrugadas conversando com os “twitteiros” (como são chamadas as pessoas conectadas ao Twitter). Os candidatos Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) também estão conectados a essa rede. Eles aproveitam o espaço para conversar com seus militantes e eleitores e para informar, por exemplo, em que cidade estarão ou para que veículo de imprensa darão entrevista.
A importância das redes sociais nas eleições presidenciais deste ano fez com que os partidos criassem uma coordenação especificamente sobre o assunto. No PT, o estrategista da campanha do partido na web é Marcelo Branco. No PSDB, o responsável é Sérgio Caruso. No PV, Nilson de Oliveira responde pela comunicação da campanha. E no PSOL, partido em que ainda não foi estabelecida uma coordenação específica para a internet, Márcio Bento responde pela comunicação do partido em São Paulo. Com isso, os candidatos à Presidência já estão hoje, além do Twitter, no Orkut, no Facebook e no YouTube. Nenhum deles soube estimar quanto os partidos estão investindo ou gastando nessa área, mas todos ressaltaram a importância das redes sociais para as eleições deste ano.
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/candidatos-usam-redes-sociais-para-se-aproximarem-dos-eleitores-20100621.html. Acesso em 11.jul.2010


Com base na notícia acima, escreva um ARTIGO DE OPINIÃO em prosa, no registro culto da língua, opinando sobre a utilização de redes sociais, por parte dos candidatos, em campanhas eleitorais. Em sua visão, a internet contribui para melhor aproximar o eleitor ao candidato?

( ) SIM
( ) NÃO
( ) EM PARTE


INSTRUÇÕES:

- Evite, ao máximo, rasuras;
- Assine seu Artigo com o pseudônimo SOCIAL NET; a assinatura com o nome original implicará em nota zero;
- Escreva, no mínimo, 15 e, no máximo, 40 linhas;
- O texto deverá adequar-se a uma norma ortográfica vigente até 31-12-2008;
- Escreva seu texto, PREFERENCIALMENTE, no verso desta proposta.
Serão analisados os seguintes aspectos: emprego adequado da norma culta; análise correta e coerente do tema proposto; aspectos coesivos; estrutura textual adequada à tipologia e ao gênero textual.
NOME___________________________________________________________________NOTA_________

9 de jul de 2010

TAÇA DE VENENO (Guilherme Arantes)

Os excessos tentam diminuir
Tudo o que nos falta sem conseguir
Vontades fazem de um rei um escravo
Quando põe o mundo atrás das grades.

São as forças que nos podem matar
São fraquezas que nos podem salvar
Erros são certos pra sermos únicos
Defeitos se confundem com virtudes.

Todos precisam de um veneno
Pra encher a sua taça de desejo
Todos precisam de um desejo
Pra encher a sua taça de veneno

Mas com medo não se vive
Com receio não se vai
Com a dúvida não se arrisca
Não se voa, não se cai
Curto é o caminho dos covardes
Triste é o riso dos ignorantes.

Todos precisam...

BABEL (GUILHERME ARANTES)

Creio nos mundos que virão
Das novas formas de poder
O poder na fé e na ciência
Creio na força da união
Na variedade do saber
Ambição de paz da inteligência

Nossos olhos podem ver
A imensa babel
Que nasceu e envolveu
Povos, raças e nações
Pelo engenho, pela arte
A intensa babel
Abre os muros, fecha os cortes
Põe em nós o sinal dos tempos.

Creio em melhores gerações
Em busca de um plano superior
A todo egoísmo e intolerância
Eu acredito em nossos filhos
Como acredita todo o pai
Na consciência livre
Surgirá outra era.

Eu acredito no milagre
Futuro nos surpreenderá
Com a decadência
Da linguagem da guerra.

7 de jul de 2010

GENTE ESTRANHA - II

Por que será que tanta gente configura o aparelho celular com toques moderníssimos, músicas da moda e em tons agudíssimos? Como é uma pergunta retórica, a resposta é a que todos nós pensamos: para chamar a atenção. É impressionante como não se procura ser discreto (no momento que exige discrição) e se incomoda tanto os ambientes coletivos com essas atitudes. Celular, em reunião, encontro ou aula, deve ser no mínimo SILENCIOSO, como manda a boa educação.
Outra questão: que explica entrar no MSN e, mesmo sendo possível mudar o status para OCUPADO, colocar mensagens como "não perturbe, estou estudando" ou "fale somente o necessário"? São incoerências que me fazem refletir sobre o que realmente querem algumas pessoas que não traçam seus objetivos nem nessas horas. Tudo muito estranho mesmo.
Terceira e mais estranha atitude, para cujos executores tenho sido muito ferrenho: Por que ir a uma sala de aula de cursinho pré-vestibular, que teoricamente serve à preparação do vestibular, ficar conversando coisas sem conteúdo e que não estão relacionadas à aula, atrapalhando aqueles que buscam conhecimento necessário para concorrer a uma vaga na universidade? E mais complicado é perceber que ditas pessoas não aceitam ter chamada a atenção, como se o contrato com o cursinho desse direito a atrapalhar os estudiosos, que igualmente pagam sua mensalidade.
São questões sem resposta, por se tratar de ações esquisitas, praticadas por pessoas que adoram ser esquisitas. Respeitar os outros é uma coisa, atrapalhar a boa convivência é outra. E, assim, a humanidade caminha com suas atitudes questionáveis por interferir diretamente na coletividade e que, por isso, merecem um registro, uma reflexão, até mesmo para se poder corrigir aquilo que porventura seja incoerente.

4 de jul de 2010

PASSIVE VOICE

A PASSIVE VOICE (Voz Passiva) apresenta, em Inglês, a mesma estrutura do Português, geralmente com a presença do Agente da Passiva. Significa o fato de o sujeito vir como PACIENTE da ação em oposição à Voz Ativa, em que o sujeito é AGENTE.
Do mesmo modo que se tem em Português, é formada por VERB TO BE (IS, AM, ARE, WAS, WERE, WILL/WOULD/CAN/SHOULD/MAY BE) + VERBO PRINCIPAL NO PAST PARTICIPLE (Particípio Passado). Vejamos os exemplos, que neste primeiro momento, enfatizam PRESENT TENSE, PAST TENSE e FUTURE TENSE:

1. Simple Present Tense

ACTIVE VOICE

THE STUDENTS call THE TEACHER (Os alunos chamam o professor).

PASSIVE VOICE

THE TEACHER is called BY THE STUDENTS (O professor é chamado pelos alunos).

2. Simple Past Tense

ACTIVE VOICE

THE STUDENTS called THE TEACHER (Os alunos chamaram o professor).

PASSIVE VOICE

THE TEACHER was called BY THE STUDENTS (O professor foi chamado pelos alunos).

3. Simple Future Tense
(Neste caso, e em todos os outros tempos restantes, o uso de auxiliares se faz tanto na voz ativa como na passiva. Aqui, especificamente, será utilizado o auxiliar WILL, que converte o verbo ao SIMPLE FUTURE TENSE).

ACTIVE VOICE

THE STUDENTS will call THE TEACHER (Os alunos chamarão o professor).

PASSIVE VOICE

THE TEACHER will be called BY THE STUDENTS (O professor será chamado pelos alunos).

* Na PASSIVE VOICE, o Sujeito sofre a ação (was called - foi chamado). O verbo TO BE sempre segue o tempo do verbo principal da voz ativa. Por isso, no exemplo 1, a forma CALL, no PRESENT TENSE da voz ativa, exige que o verbo TO BE também esteja no PRESENT TENSE, na voz passiva (IS); No exemplo 2, a forma CALLED, no PAST TENSE da voz ativa, exige o verbo TO BE no PAST TENSE da voz passiva (WAS); No exemplo 3, a forma WILL CALL, no FUTURE TENSE da voz ativa, exige o verbo TO BE também no FUTURE TENSE da voz passiva (WILL BE). E assim por diante.

Em outra postagem, abordarei o caso dos verbos transitivos diretos e indiretos.

Um abraço.

2 de jul de 2010

COMO NÃO SE ENVOLVER?

Dez horas da manhã. Três horas da tarde. Os expedientes se fecham, tudo é positivamente estranho, as crianças e mulheres, contraditoriamente, se envolvem, tudo para. Quase feriado. A copa do mundo mexe, talvez, mais com os brasileiros do que com qualquer outro povo do planeta. A partir de hoje não mexerá mais. O Brasil perdeu, e, vou confessar, estou muito decepcionado, como não fiquei em outras épocas.

Pensei que não fosse me importar: engano meu. Como não se envolver, como fingir que nada acontece, se as pessoas todas estão imbuídas em demonstrar toda a adrenalina típica desses períodos que compreendem um evento tão grandioso? E, nessa perspectiva, trouxe comigo Ivanise, a qual procurou sentir por mim a dor da perda, mesmo sem entender direito o que se passava.

Disse eu, depois do jogo, que nunca mais daria uma importância maior do que uma Copa do Mundo merece. Sei que foi no calor da perda, porque a tristeza vai embora com o tempo. Pior é a situação de tantos entes queridos que se foram neste mês de junho, especialmente aqui em Currais Novos. Lembrar disso nos conforma que se tratava apenas de "um jogo de futebol", com três opções de resultado: ganhar, perder ou empatar.

Triste ou não, seguimos a vida, as atividades, a busca dos objetivos. Os expedientes voltarão ao normal. Vejo a Copa do Mundo como um flash de nossa vida, cheia de caminhos ingratos, muitas vezes. Nem sempre conquistamos aquilo que queremos, mas não podemos renunciar e deixar de lado os sonhos. Porque, na vida, assim como na Copa do Mundo, tudo é rotativo, é periódico, é casual. E até o próximo confronto, precisamos estar recompostos, mais fortes do que nunca.