11 de dez de 2011

UM PARÊNTESE PESSOAL II: O TRAUMA DO TELEFONE




Digo, muitas vezes em tom de brincadeira, que serei feliz quando não mais trabalhar perto de um telefone. Interessante eu, que estou antenado nas redes sociais, dizer uma coisas dessas. Acho que esse dispositivo utilíssimo ao funcionamento de instituições, mesmo nesta época de tecnologia digital, incomoda sempre quando você está mais ocupado.

O que chama a atenção é que na maioria dos casos, o telefone vira um equipamento banal. Aquilo que deveria ser apenas para uma necessidade extrema acaba se tornando motivo para se prolongar a conversa, levando-nos a perder certo tempo, ou – ainda pior – acaba se transformando em um vício, sendo pretexto para qualquer situação que o dispense.

O celular, este é ainda mais interessante. Sempre soube que a descrição em ambientes de uso coletivo era uma regra de bom senso. Mas parece que os donos de celulares com músicas pop pensam exatamente o contrário. Não há nada mais deselegante do que estarem todos concentrados em uma sala quando – de repente – um “trio elétrico” surge deixando todos atônitos e desconcentrados. Nem todos os paredões de som concorrem com a maioria dos aparelhos de ponta. Quando isso ocorre dentro de uma sala de aula, eu ainda me sinto mais ofendido, esteja como aluno ou lecionando.

Telefone, celular ou comum, deve servir à sua função básica: comunicação breve, para se resolver algum problema ou deliberar alguma tarefa. Além do mais, quando se está participando de uma reunião ou assistindo a alguma aula, a descrição deve ser a máxima possível. A função “silencioso” existe não por acaso, mas para essas ocasiões. Se conseguirmos entender que esse aparelho é fundamental hoje em nossas vidas, mas que precisa ser bem utilizado, viveremos melhor em casa, nas empresas e nos estabelecimentos escolares.

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