30 de abr de 2011

QUESTÕES TRABALHADAS NO EVOLUÇÃO - REVISÃO EM 30.04.2011

01. (UFLA – MG) Das alternativas abaixo, a que apresenta concordância verbal correta é:

a) Devem haver duas soluções para salvar o canário.

b) Existia ainda duas soluções para salvar o canário.

c) Não haviam mais esperanças de salvar o canário.

d) Há de haver meios de salvar o canário.

e) Não pode existir meios capazes de salvar o canário.

02. (UERJ/UENF – RJ) Considere estes versos:

“Onde avanço, me dou, e o que é sugado

ao mim de mim, em ecos se desmembra.”

Carlos Drummond de Andrade

Classifique, quanto à voz verbal, os verbos do primeiro verso:

03. FGV – SP) Copie e complete a frase abaixo com as formas corretas dos verbos que estão entre parênteses:

Amanhã, quando os candidatos __________ (VIR) ao nosso bairro e __________ (VER) a pobreza em que ___________ (VIVER), hoje, as nossas famílias,__________ (SENTIR) o drama e, certamente, _____________ (FAZER) suas promessas; se (MANTER) palavra, ___________ (ATENDER + NOS) logo e não ___________ (DECEPCIONAR + NOS).

04. (UEL – PR) O trato foi feito_________ mas ficou tudo para _______ fazer, embora aquela não fosse tarefa para_______.

a) com nós – eu – mim b) conosco – mim – mim

c) conosco – mim – eu d) com nós – mim – eu

e) conosco – eu – mim

05. O parágrafo a seguir inicia um conto de Rubem Braga. Leia-o com atenção.

Subi ao avião com indiferença, e como o dia não estava bonito, lancei apenas um olhar distraído a essa cidade do Rio de Janeiro e mergulhei na leitura de um jornal. Depois fiquei a olhar pela janela e não via mais que nuvens, e feias. Na verdade, não estava no céu; pensava coisas da terra, minhas pobres, pequenas coisas. Uma aborrecida sonolência foi me dominando, até que uma senhora nervosa ao meu lado disse que "nós não podemos descer!". O avião já havia chegado a São Paulo, mas estava fazendo sua ronda dentro de um nevoeiro fechado, à espera de ordem para pousar. Procurei acalmar a senhora.

RESPOSTAS COMENTADAS:

01. "D". HAVER, com idéia de EXISTIR não se flexiona ao plural; no entanto, o próprio verbo EXISTIR sempre concordará com termo seguinte. Neste caso, é só ir descartando até chegar à alternativa correta. Observe-se que o primeiro verbo da alternativa "D" - "HÁ" - está funcionando como verbo auxiliar do principal "HAVER" = "Tem de haver" e, por isso, todos ficam no singular.

02. "AVANÇO" (Voz ativa); "ME DOU" (Voz reflexiva); "É SUGADO" (Voz passiva): no primeiro caso, o sujeito oculto "eu" é agente; no segundo caso, o sujeito, também oculto, "eu" realiza e sofre a ação - é agente e paciente; no terceiro caso, a locução verbal "é sugado" indica que o sujeito é paciente da oração.

03. VIEREM - VIREM - VIVEM - SENTIRÃO - FARÃO - MANTIVEREM - ATENDER-NOS-ÃO - NOS DECEPCIONARAO. Questão que exige cuidados em alguns pontos: o subjuntivo do verbo VER, no futuro, sempre provoca alteração da vogal temática "E" para "I" ("Quando eu VIR", e nunca "Quando eu VER"; "Quando nós VIRMOS" e nunca "Quando nós VERMOS"); cuidado também com as formas derivadas de TER no subjuntivo ("Se eles MANTIVEREM" e nunca "Se eles MANTEREM). Na penúltima lacuna, a forma "ATENDER-NOS-ÃO" explica-se pela mesóclise do pronome oblíquo átono.

04. CONOSCO - EU - MIM. Ter cuidado com a utilização dos pronomes oblíquos. A forma "CONOSCO" significa "COM + NÓS", no entanto, como o pronome "NÓS" não é "SUJEITO", tem de ser respeitada a forma oblíqua; na segunda lacuna, o pronome é SUJEITO, portanto sempre prefira a forma "EU", em oposição ao que acontece na terceira lacuna.

05. Não há crase em nenhum dos casos dos vocábulos destacados, pelos seguintes motivos: no primeiro caso, não há diante de pronomes demonstrativos ESSE, ESSA, ISSO e ESTE, ESTA e ISTO; na segunda opção, não há crase diante de verbos; no terceiro ponto, não se usa acento grave antes de nomes de cidades

24 de abr de 2011

AGENDA CHEIA DEPOIS DO FERIADÃO

Amanhã, Tristão de Barros, Central de Cursos (tarde, noite, pré-vestibular e concursos). Tudo voltando à normalidade.

No Tristão de Barros, revisões para as atividades individuais de próxima semana, fechando a segunda unidade.

Na Central de Cursos - Pré-vestibular, terminaremos as questões objetivas, fechando o primeiro caderno, tanto à tarde quanto à noite.

Na turma do concurso para os Correios, aprofundaremos o período composto, introduzindo as orações subordinadas adverbiais.

Será um grande dia, Deus queira. Disposição não faltará, as energias estão recarregadíssimas.

Vamos nós!

TUDO NA ORDEM EM QUE DEVE ESTAR

Perguntam-me: "Tudo bem?". Respondo: "Tudo bem!". E depois me questionam como uma pessoa pode estar bem com tantas atividades. Mas é claro que, com tantos afazeres, eu tenho é mesmo que comemorar. Por isso, estou muitissimo bem e alguns contratempos tornam-se pequenos diante das missões que nos são emanadas.

Sei que há dias de cansaço, de mente cheia, mas isso tudo faz parte do cotidiano de quem gosta de trabalhar. Ter prazer pelo que se faz é, antes de qualquer coisa, ter disposição sem reclamar, ciente de que dali muitas contribuições poderão sair, e que o cumprimento fiel das obrigações é condição para que as coisas saiam certinhas.

Eu aproveitei esse feriadão para duas coisas. Descansar e trabalhar, adiantando atividades para as quais dificilmente eu teria tempo em outra época. Mas fiz descontraidamente, sem aquela obrigação diária, com o intuito de ganhar tempo mesmo. Essa responsabilidade, esse compromisso é um exercício que tento praticar todos os dias, a fim de nunca me sentir desestimulado, desencorajado, porque aí, sim, constituiria um aspecto extremamente negativo a meus ofícios.

Quando digo que estou bem, estou apenas reforçando que continuo a mesma batalha de sempre, é um privilégio poder trabalhar, poder estar de pé todos os dias de todas as semanas, meses e ano. Saldo, para mim, não é o financeiro, é poder dizer que em mais um ano eu estive sempre presente às minhas obrigações, onde quer que fosse. Saldo, para mim, é poder ter dormido com a consciência tranqüila, sabendo que alguma coisa eu ajudei a fazer com outros igualmente comprometidos e que vêem em seu trabalho a realização pessoal.

Portanto, estou sempre bem, ainda que dificuldades existam; caso não existissem, talvez o caminho fácil demais tornar-se-ia desvalorizado e, portanto, sem sentido algum. Está tudo bem, de fato, porque está tudo na ordem em que deve estar.

22 de abr de 2011

POR QUE ESTUDAR GRAMÁTICA?

Com a crescente mudança no modo como as questões de vestibular são abordadas atualmente, há alguns alunos - e até professores - que questionam o porquê de ainda estudarem certos aspectos gramaticais, como se somente existisse gramática de maneira isolada.

Toda proposta de redação do tipo argumentativa traz a indicação de que deve ser produzida na "norma culta da língua" ou no "padrão culto da língua". Isso, por si só, é condição para que a gramática seja trabalhada nas escolas e nos cursinhos, sem problema algum. É claro que a abordagem hoje é muito mais contextualizada, não por causa das modificações nos vestibulares, mas por uma necessidade de realmente entender a estrutura dentro um espaço maior do que uma simples frase.

Esses dias, um aluno questionou-me pelo fato de, naquela aula específica, eu ter trabalhado apenas a parte sintática, sem dar ênfase à redação. Percebi nele uma ojeriza a estudar as estruturas que compõem o período, bem como seus componentes. Disse para ele, então, que não havia problema de se abordar gramática - numa aula toda - pois em outras aulas completas eu tinha dado ênfase à redação, apenas. A idéia central dele, na verdade, foi me convencer a trabalhar tudo menos gramática, provavelmente por ser algo complexo, enfadonho, enfim, chato.

Entendo, enquanto professor da área, que algumas partes da língua portuguesa, especialmente as que envolvem o estudo do período, sejam realmente cansativas. Mas, assim como nós - os docentes - fazemos, indicamos que os estudantes o façam: transforme aquilo que se considera chato em algo que por necessário se tornará satisfatório. A gramática deve ser estudada, sim, na aula de Língua Portuguesa. Ela só não poderia ser estudada especificamente na aula de matemática, química, física, e ainda assim um equívoco no uso de alguns elementos poderia dificultar uma interpretação ao enunciado, comprometendo a questão.

Embora as questões de vestibular não sejam tão enfáticas quanto ao emprego dos componentes gramaticais, todas elas os trazem implicitamente e, dessa forma, jamais se poderia preterir sua análise. É preciso, urgentemente, que os alunos de ensino médio habituem-se a ler, a escrever, a reescrever, a avaliar e perceber os itens da sintaxe, da morfologia, da fonética, da semântica em suas produções, a fim de entender o que estão escrevendo e, deste modo, poder conscientizar-se da importância que há em se tratar desses mecanismos essenciais ao bom funcionamento da língua.

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - LÍNGUA INGLESA

Read the questions below and answer the questions:

Bad news

Air pollution is still cause of many deaths, killing – by official estimates – 24,000 people a year in Britain and aggravating the asthma that afflicts one child in every seven.

1. Segundo o trecho, (1,0)

a) A poluição do ar é a principal causa de mortes ligadas a problemas respiratórios.

b) A poluição do ar provoca morte de aproximadamente 2 mil pessoas por mês na Grã-Bretanha.

d) Por causar a morte de muitas pessoas, a poluição aérea tornou-se um fato incontrolável pelo governo britânico.

a) Morrem 7 crianças em cada 10 devido a problemas causados pela poluição.

2. “Air pollution is still cause of many deaths,...”. O termo sublinhado e em negrito pode ser substituído por: (1,0)

a) They b) He

c) She d) It

3. Os sentidos do texto e seu título permitem inferir que (1,0):

a) As estatísticas anteriores sobre mortes por poluição eram piores.

b) Consideram-se normais as estatísticas que indicam o número de mortes por poluição.

c) Esses dados são irrelevantes do ponto de vista da saúde pública e deveriam ser ignorados pelos órgãos competentes.

d) Considera-se grande o número de pessoas que morrem por problemas relacionados à poluição do ar.

21 de abr de 2011

OS DOIS "EUS" DA SOCIEDADE

O primeiro, o da bonança, bônus, louvor, elogio:

EU fiz, EU sou o melhor, EU criei, EU sou competente, EU sou "o cara", EU sou o exemplo, EU tenho a força, EU domino o mundo, EU vejo tudo, EU sei de tudo, EU ouço tudo.

Típico discurso, muito provavelmente, daqueles que precisam se afirmar, dos que são fracos, dos que têm a necessidade constante de elevar a autoestima, ou melhor, de autoelevar-se. Infelizmente, estamos cheios desses fatos.

O segundo "eu", o do ônus, o da culpa, o da crítica. Este, ninguém o quer e, por tal razão, sempre o acompanha um sonoro ou destacado "não":

EU NÃO vi nada, EU NÃO tive culpa, EU NÃO falto, EU NÃO erro, EU NÃO sou falso, EU NÃO falo mal dos outros, EU NÃO estava lá, EU NÃO apoio gente ruim, EU NÃO sou a favor de desonestidade.

Típico de quem não quer se comprometer, daqueles que não têm personalidade de assumir responsabilidades e suas consequencias, dos que sempre jogam a culpabilidade no outro, dos indivíduos incapazes de reconhecer a si próprios como humanos comuns, que falham, que cometem equívocos.

O ser humano é mesmo interessante. Todos nós, em algum momento, só pensamos individualmente, somos os exemplos de tudo e não queremos ser apontados por erro algum. Depois, quando refletimos sobre a maneira que o mundo se apresenta hoje, achamos tudo estranho e sem nexo.


Somos, SIM, todos NÓS, todos os EUS, os responsáveis por tudo que acontece no mundo. Sejam fatos LOUVÁVEIS ou LAMENTÁVEIS, porque MUNDO só existe na medida em que se povoa de 6 bilhões de seres ora FRÁGEIS, ora INCRÍVEIS, que podem ou não acertar, CONTRADITÓRIOS em sua essência.


Por isso, reflitamos sobre o "EU" e o "EU NÃO" e assumamos cada parte que nos convier.

A ESCOLA NÃO PODE ASSUMIR O PAPEL DA FAMÍLIA

É tradição aqui no Brasil atribuírem à escola a culpa pelas mazelas que ocorrem na sociedade - como se nós, professores, tivéssemos o poder de dominar a tudo e a todos - desconsiderando-se que a primeira educação a ser recebida por um indivíduo é a doméstica e que esta é condição para tudo o que ele perceber durante a trajetória educacional.

Não quero - nem jamais faria isso - desresponsabilizar a escola de sua obrigação constitucional. Inclusive, sei que existem muitas falhas no sistema educacional de nosso país. Há professores que não cumprem seus deveres, diretores ausentes, supervidores "de cadeira". No entanto, não existindo acompanhamento por parte da família em relação a seus entes que se encontram nos bancos escolares, nenhuma boa vontade, por maior que seja, trará resultados concretos mesmo a longo prazo.

Infelizmente, há pais que comemoram o fato de seus filhos saírem para "estudar", pois naquelas poucas horas não terão que agüentar os caprichos dos meninos. É bem mais fácil encaminhá-los até o estabelecimento do que travar um diálogo sério e motivador com eles. E, assim, professores, funcionários, colegas de sala, direção tentam assumir um papel que somente os pais poderiam exercer. É crescente falta de compromisso que os tutores legais demonstram, encontrando no ambiente estudantil o "despejo" temporário para seus filhos.

Quando esses jovens chegam à escola desmotivados, não encontram sentido para justificar as horas que ficarão sentados ouvindo regras, fórmulas, conceitos, tentando compreender uma contextualização formulada pelo professor. Por mais que a instituição abra suas portas, como é obrigação fazê-lo, algumas vezes não poderá resolver o problema disciplinar, por exemplo, nível de aprendizado, realização das tarefas sugeridas.

O ideal é que a sociedade civil procure saber aquilo que compete à escola e o que compete à família. É necessário que os dois segmentos andem conjuntamente e todos precisam compreender que - sozinhos - educadores não poderão receber o ônus porventura atribuído em decorrência dos resultados da aprendizagem, da formação do indivíduo ou de qualquer outra natureza. Creditemos à escola o que lhe for devido, pois se seu papel já é complexo, acumular funções - então - só aumentaria o caos educacional.

19 de abr de 2011

Para romper o silêncio (Cassildo Souza)

Por que tanto silêncio entre nós,
O que fizemos um ao outro?
O que estamos fazendo um ao outro?
Por que a distância entre um e outro?

Esse silêncio que soa com um barulho
Que perfura, que inquieta, que perturba
Não sabemos da sua dimensão,
Sabemos que penetra, em linha reta e certa
Como fosse uma seta , e que há muito se ecoa.

Quando romper tal calar,
Outro nascerá em mim
Outro nascerá em ti
E renasceremos nós.


A trama tornará a ocorrer
Para que nunca mais calemos,
Para que jamais silenciemos,
Para que esqueçamos que um dia
A distância silenciosa tenha nos tomado.

18 de abr de 2011

PROPOSTA DE REDAÇÃO N.º 02 - PROJETO DE INCENTIVO À LEITURA

PROPOSTA DE REDAÇÃO N.º 02 - PROJETO DE INCENTIVO À LEITURA

PROJETO DE INCENTIVO À LEITURA – PRÉ-VESTIBULAR 2012

Coordenação: Professor Cassildo Souza (REDAÇÃO) – MÓDULO II – 11.04.2011

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Políticos estrangeiros apoiam união civil entre homossexuais no Brasil

28/03/2011 - 16:46 | Efe | Rio de Janeiro

O dirigente socialista espanhol Pedro Zerolo e a deputada federal argentina Vilma Ibarra comparecerão nesta terça-feira (29/03) no Congresso Nacional para participar do lançamento de uma frente parlamentar que lutará para aprovar a união civil entre homossexuais, informaram fontes oficiais.


O grupo, denominado Frente Parlamentar Mista para a Comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), será integrado por 171 senadores e deputados de diferentes partidos e defenderá a união civil de homossexuais através da apresentação de uma emenda constitucional.

Outra das prioridades desta iniciativa é resgatar um projeto de lei arquivado pelo Congresso na legislatura passada que criminaliza a homofobia e luta pela igualdade de direitos entre as pessoas, independente de sua orientação e identidade sexual.


Durante a visita, Zerolo e Ibarra, fortes defensores da causa homossexual em seus países, manifestarão seu apoio ao deputado federal Jean Wyllys, promotor da iniciativa, após as ameaças de morte que recebeu nas últimas semanas pela internet por conta do projeto.


Zerolo, secretário de Movimentos Sociais e Relações com ONGs do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), aproveitará sua estadia no Brasil para se reunir com a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, informaram à Agência Efe fontes do partido.

Durante sua estadia no Brasil, o dirigente socialista também manterá encontros com organizações sociais, sindicatos e parlamentares de diferentes partidos com os quais analisará os "avanços" na questão da igualdade registrados na Espanha, onde o casamento entre homossexuais foi aprovado em 2005 pelo governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero.


http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/POLITICOS+ESTRANGEIROS+APOIAM+UNIAO+CIVIL+ENTRE+HOMOSSEXUAIS+NO+BRASIL_10795.shtml

A discussão sobre união civil de homossexuais movimenta muitos segmentos há algum tempo, tendo sido, inclusive, assunto de campanha eleitoral pelos principais aspirantes à Presidência da República em 2010.

Redija um ARTIGO DE OPINIÃO em prosa, no registro culto da língua, coeso e coerente, posicionando-se FAVORAVELMENTE, CONTRARIAMENTE ou de modo PARCIAL a respeito desse tema polêmico, respondendo à pergunta: O Brasil deve adotar a união civil entre pessoas de mesmo sexo?

INSTRUÇÕES:

· Escreva o texto no verso desta proposta, evitando, ao máximo, rasuras;

· Atribua um título adequado a seu texto;

· Assine o seu artigo com o pseudônimo DISCUSSÃO HOMOGÊNEA; a assinatura com nome original implicará na anulação do texto;

· A redação deverá ter, no mínimo, 15 e, no máximo, 40 linhas;

· Serão analisados aspectos como: estrutura textual, coesão e coerência, adequação à norma culta, adequação ao tema proposto, capacidade de solucionar a problemática.

Nome do aluno: ___________________________________________________________________

17 de abr de 2011

QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO COMENTADAS

(UFPB)

Choro

Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça. Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada e ali ficaram chorando valsas, repinicando sambas. E a gente veio se ajuntando, calada, ouvindo. Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça. E em pé na calçada, ou sentados no chão da varanda, ou nos canteiros do jardinzinho, todos ficamos em silêncio ouvindo os negros.

Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma; ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro, o floreio do clarinete, o repinicado vivo e triste da viola.

Só essa música que nos arrasta e prende, nos dá alegria e tristeza, nos leva a outras noites de emoções – e grátis. Ainda há boas coisas grátis, nesta cidade de coisas tão caras e de tanta falta de coisas. Grátis – um favor dos negros.

Alma grátis, poesia grátis, duas horas de felicidade grátis – sim, só da gente do povo podemos esperar uma coisa assim nesta cidade de ganância e de injustiça. Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça.

Texto adaptado de BRAGA, Rubem. Um pé de milho. 5 ed., Rio de Janeiro: Record, 1993, pp. 104-105.

01. O texto acima é, do início ao fim, repleto de imagens, conforme atestam os trechos que se seguem, com EXCEÇÃO de:

a) “Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça.”

b) “... e ali ficaram chorando valsas, repinicando sambas.”

c) “Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça.”

d) “... ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro, o floreio do clarinete, o repinicado vivo e triste da viola.”

e) “Alma grátis, poesia grátis, duas horas de felicidade grátis...”

02. No texto, observa-se que o discurso do cronista Rubem Braga apresenta procedimentos relacionados ora com a descrição, ora com a narração, ora com a dissertação.

A linguagem empregada de forma argumentativa, conforme convém à dissertação, ocorre em:

a) “... sim, só da gente do povo podemos esperar uma coisa assim nesta cidade de ganância e de injustiça. Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça.”

b) “Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça.”

c) “Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma;”

d) “Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada...”

e) “Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça.”

03. As afirmativas abaixo relacionam-se com o texto Choro. Todas são verdadeiras, com EXCEÇÃO de:

a) A riqueza de elementos do universo musical tais como o clarinete, a viola, o pandeiro e a cabaça reflete a relação desses elementos com a cultura negra.

b) A referência ao vocábulo choro traz simultaneamente a idéia de desabafo, através de lágrimas derramadas e de choro como estilo musical de caráter sentimental.

c) A dor vivida é suavizada pela presença dos amigos e pela música.

d) No texto, percebem-se reflexões sobre a política social e o modo de viver do brasileiro.

e) O autor ressalta que, na cidade, apesar de tantas coisas caras, ainda há muitas coisas grátis em favor dos negros.

RESPOSTAS COMENTADAS

01. “E”. Na alternativa “A”, os termos “clarinete”, “pandeiro”, “cabaça” dão idéia de imagens; na letra “B”, as ações “chorando valsas”, “repinicando sambas” também trazem-nos imagens; mesmo modo, “C” e “D”, que remetem, nas ações relatadas e/ou descritas, várias imagens. Na última alternativa, entretanto, os termos “alma”, “poesia” e “felicidade” e, desse modo, não remetem as “imagens” sugeridas no enunciado.

02. “A”. Questão envolvendo TIPOLOGIA TEXTUAL. Nas alternativas de “B”, “C” e”D”, temos narração, relato de fatos; na opção “E”, verificamos descrição, marcada pelo uso do verbo de ligação e predicativo do sujeito. A opção da resposta caracteriza-se pelo posicionamento, emissão de juízo de valor feito pelo narrador do texto que, nesse trecho, é predominantemente argumentativo.

03. “E”. Uma pequena mudança do que está contido na alternativa altera também o sentido do que está no texto. A informação correta é que as “coisas grátis” eram um favor dos negros e não em favor dos negros. Isso descarta a possibilidade de a alternativa “E” estar relacionada ao texto “choro”.