24 de jun de 2012

NÃO É BEM-VINDO QUEM ESTÁ PARA ATRAPALHAR

Nos ambientes onde circulamos e onde desenvolvemos nossas atividades, há sempre possibilidade de nos depararmos com pessoas inconvenientes, ou que - insatisfeitas com a vida - decidem atrapalhar o sossego de determinado lugar. Isso é terrivelmente deselegante.

Vamos começar por um local que conheço razoavelmente bem: você está numa sala de aula, especialmente numa turma preparatória a algum exame, à qual se dirige teoricamente quem deseja adquirir conhecimentos específicos, e um grupo sempre faz questão de atrapalhar a aula com conversas, cortando a todo momento a explicação do professor. Essa falta de bom senso ocorre diariamente nas instituições do segmento, representando completo sinal de desrespeito tanto ao profissional quanto  aos colegas que buscam aperfeiçoamento.

No teatro, para uma peça ou apresentação musical, alguém considera que o espetáculo está ruim e começa a gritar, xingar, difamar os artistas. Eis aí mais um exemplo de que o senso do ridículo não existe, pois todos podem ter as opiniões que quiserem, mas não podem ficar num ambiente incomodando os demais presentes, especialmente quando não apreciam o que acontece ali. Agindo assim, a pessoa acaba tornando-se inconveniente e nada de positivo se acrescenta.

Outro exemplo de insensibilidade (para não usar termo mais pejorativo) ocorre com aqueles que usam tirar o sossego dos outros pelos altos níveis de som. Seja em época de festas, seja em outras ocasiões, o fato é que as ondas sonoras invadem nossos lares, nosso trabalho, nossa privacidade para alimentar atitudes de quem quer preencher seu vazio às custas dos outros. Todos são livres para fazerem o que desejarem, mas não podem tirar a igual liberdade de seus pares. Ninguém é obrigado a deixar de trabalhar, de descansar, de sossegar, porque um indivíduo decidiu que comandaria determinado trecho com seu carro de propaganda, seu paredão de som ou simplesmente seu equipamente de última geração, cujos ruídos provocam - comprovação científica - vários danos à saúde das pessoas.


Quem vem para atrapalhar não é bem-vindo. Liberdade individual não pode interferir na falta de liberdade coletiva. Em qualquer um dos casos acima, o que verificamos é que - na maioria das vezes - os infratores é que saem fortalecidos apoiados na prerrogativa do livre arbítrio e do direito de ir e vir. E onde é que ficam os direitos dos atingidos, dos que se sentem prejudicados por atitudes pouco elegantes, que acabam afetando toda uma coletividade? Repensemos certos preceitos. Isso não é questão de Justiça, é de consciência.

2 comentários:

Mina Cara disse...

Muito bacana seu texto.

Peço permissão para utilizá-lo em uma das minhas provas - sou professor de português. Com os devidos créditos, é claro.

um abraço

CASSILDO SOUZA disse...

Mina Clara, está - desde já - autorizada. É um prazer poder contribuir com sua prática. Grande abraço!
Cassildo Souza.