16 de nov de 2012

REPETIÇÃO E EXERCÍCIO: PILARES DO APRENDIZADO

Muitos alunos não gostam de procedimentos repetitivos: pela sua peculiar faixa etária, rejeitam a todo custo aquilo que não tenha novidade. O que a maioria desconhece (ou ignora) é que algumas teorias da neurociência defendem o exercício constante como uma das formas de se aperfeiçoar qualquer habilidade. Não deve ser diferente com a aprendizagem escolar, a qual se direciona a favorecer "competências e habilidades" do indivíduo.

Vamos analisar uma situação bem corriqueira: uma pessoa, para aprender a dirigir, precisa realizar certos procedimentos algumas vezes até automatizá-los, a partir de que os fará espontânea e naturalmente; um músico que se preza vive repetindo movimentos no instrumento a fim de se aperfeiçoar naquilo que deseja executar da melhor forma possível; uma dançarina que almeja sucesso não pode abdicar de realizar seus passos várias vezes durante o dia; um jogador de futebol executa em seus treinamentos os vários fundamentos para que também exerça com qualidade a sua arte. Isso não pode ser descartado nas atividades pedagógicas, pois o processo cerebral tende a atuar de mesma maneira. O professor é exemplo clássico dessa tese.

É claro que a execução em série de dados procedimentos intelectuais não deve ficar isolada no contexto. Esta é a diferença crucial, mas independentemente disso, alunos devem fazer leituras sempre mais de uma vez sobre o mesmo texto; precisam exercitar constantemente a escrita, a fala, a audição, a resolução de questões (objetiva e discursivamente). Isso não se fará aleatoriamente, mas com a intenção e orientação do docente, ao qual cabe tal ofício. A repetição não indica ser repetitivo desnecessariamente, já que a cada leitura, cada texto escrito, cada movimento feito, os modos serão inevitavelmente distintos.

Sabe guiar bicicleta quem sempre fez isso regularmente; sabe dirigir quem diariamente pilota seu carro; sabe escrever quem vive cotidianamente nessa atividade; sabe cantar aquele que ensaia e faz exercícios vocais constantemente. Isso é aprender, o processo, o acúmulo de experiência a cada vez que se processam tais habilidades. É preciso repetir sempre, claro, desde que a cada nova sessão, acrescentemos alternativas em relação às vezes anteriores.

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