29 de jan de 2012

ANTICONVENCIONALISMO (CASSILDO SOUZA)

NÃO GOSTO DE CONVENÇÕES, NEM DE NADA PROGRAMADO
SOU FÃ DAS CONTRADIÇÕES, DO QUE PODE SER RECRIADO.
SE HÁ CERTAS DISCIPLINAS, NEM SEMPRE PODEM SER CERTAS
SEGUIR ESSAS LINHAS FINAS NÃO DEIXA AS VISÕES ABERTAS.

CONVERGÊNCIAS DIVERGENTES, DISCORDÂNCIAS CONCORDANTES
OS IGUAIS SÃO DIFERENTES, CORRETOS SERES ERRANTES;
LEIS, PRA MIM, TÊM QUE SERVIR PRA ACABAR COM A INJUSTIÇA
PARA QUE VENHAM INTERVIR NUMA SOCIEDADE OMISSA.

PENSAMENTOS QUE VAGUEIAM, COMPACTOS QUE SE ENGRANDECEM
OS PONTOS QUE NÃO NORTEIAM SÃO COISAS QUE SE MERECEM.
UM MUNDO COM VÁRIOS MUNDOS, HUMANOS DENTRO DE UM SÓ
TANTOS DESCASOS PROFUNDOS MAIS ENROLAM ESSE NÓ.

POR ISSO, SOU DO MOMENTO, NÃO TENHO HORA MARCADA
VALORIZO O SENTIMENTO, ESPERO O TUDO DO NADA.
E QUEM QUISER ME SEGUIR, VÁ SABENDO DE IMEDIATO
NÃO SOU DE QUERER FUGIR DIANTE DE UM FORTE FATO.

NEM SOU DE PERDER RAZÃO, APENAS NÃO ME ENQUADRO
NAQUILO QUE SÓ DIZ "NÃO!" E NÃO MUDA NOSSO QUADRO.

24 de jan de 2012

CRACK: PARA VENCÊ-LO, É PRECISO UM MUTIRÃO

Cassildo Gomes Rodrigues de Souza

De acordo com a revista Veja, levantamento feito em 4.430 cidades brasileiras (de um total de 5.565), pela Confederação Nacional dos Municípios, aponta o consumo de crack em 91% das localidades estudadas, resultado assustador e preocupante em relação a uma droga que tomou conta do Brasil e a qual não será fácil enfrentar. Hão de se unir os segmentos da sociedade civil, instituições religiosas, órgãos educacionais, os Poderes, a população em geral. Os órgãos de imprensa, em especial, deverão ter mais compromisso com a temática, visto que tais dados não são cotidianamente divulgados, ou para não apavorar a população ou mesmo para esconder uma realidade cruel.

Não podemos tentar encontrar soluções esdrúxulas ou sem nexo no mundo real. O preço do crack é muito pequeno em relação a outras drogas do gênero. Por quaisquer cinco reais, estará uma criança tragando uma substância que, em poucas semanas, deixará o organismo dependente. Para se ter uma idéia, a velocidade que a droga apresenta na dominação do viciado, outro fator preponderante para o seu alto consumo, chega a ser duas vezes maior do que a da cocaína. Esses são dois apenas aspectos, embora decisivos, para explicar o motivo da proliferação tão rápida do entorpecente no Brasil e a consequentemente dificuldade em se combatê-lo.

Não há uma solução, nem um responsável pelo crescimento do consumo ou por sua diminuição. A começar por nossas famílias, a maioria sem uma base sólida, o combate ao crack deve ser conscientizado, passando até mesmo pela orientação religiosa. A educação, que começa em casa – mas que deve sistematicamente ocupar os bancos escolares -, sempre será subjacente a qualquer outra alternativa. No entanto, os já viciados precisariam de uma estrutura de que o nosso país ainda não dispõe para poder se internar e realizar o tratamento necessário. Aqui no Brasil, o que vemos, inversamente, é misturarem dependentes e traficantes ou deixarem-nos à mercê da sorte e da impunidade, respectivamente; os primeiros não são adequadamente tratados; já os segundos não são punidos como deveriam e mantêm-se disseminando seus produtos por todos os lugares. Deve haver, respectivamente, conscientização, terapia e punição.

Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm sua parcela de responsabilidade na tentativa de atenuar a realidade cruel que atinge mais de 90% de nossas cidades. Aquele deverá criar políticas concretas de enfrentamento ao problema, diminuindo os discursos e aumentando as ações, numa resposta positiva à população, além de articular suas polícias no sentido de conter a invasão das fronteiras, afinal, é por onde o tráfico internacional ocorre em sua maior parte; o Parlamento, que elabora as leis, deverá endurecer as punições aos traficantes e legislar sobre o apoio que se deve dar aos drogados; a Justiça – corriqueiramente morosa por uma série de razões – precisa ser urgentemente estruturada de maneira que julgue com tempestividade traficantes de alta periculosidade, a fim de tirá-los de circulação. A ação tem de ser conjunta entre os três Pilares.

À mídia brasileira cabe ser mais comprometida com as questões sociais. Não é possível que só tenhamos assuntos de corrupção ou de entretenimento barato para serem veiculados, salvo raríssimas exceções. Nós, brasileiros, temos o direito de conhecer dados estatísticos assustadores, mas que constituem a nossa real situação; temos o direito de sabermos mais sobre as drogas lícitas e ilícitas, suas causas e seus efeitos, num período em que tanto defendem a legalização da maconha. É salutar que os jornais impressos, veiculados internet, revistas de grande circulação, programas televisivos e radiofônicos abram mais espaços a discussões que procurem nortear caminhos em oposição a esse crescimento desenfreado de consumo ao crack. Isso, certamente, trará uma contribuição enorme a todos nós.

Pelo que podemos presumir, o combate a essa droga avassaladora só surtirá algum efeito, caso haja a integração de toda a sociedade. Há uma necessidade premente de ações unificadas, que defendam uma causa comum, na tentativa de interferir positivamente acerca desse quadro lamentável, porém reversível. Deixemos de culpar uns aos outros e façamos cada um a nossa parte, porque – só assim – poderemos vislumbrar um futuro menos sombrio para as crianças e jovens do Brasil, que – em verdade – são todos nossos.

Libertar

(Cassildo Gomes)

Liberdade é o que quero

Antes que qualquer amor

Antes que qualquer aventura.

Liberdade é o que espero

Que venha depois da dor

Após qualquer amargura.

Libertar-se é voltar à vida

Renegar-se é selar partida

Libertar-se é gritar ao mundo

Dizer o que for num querer profundo.

Não importam as regras

Que a sociedade hipócrita prega

Ir além é viver feliz

Obedecer a ninguém, a meu próprio nariz.

22 de jan de 2012

DAREI UM TEMPO

Tenho tido reações das mais afloradas nos últimos tempos. Temas diversos que me fazem refletir sobre como o mundo anda e a maneira como nós, habitantes de um país continental, nos comportamos diante de várias situações. Tenho a nítida impressão, de verdade, de que chego a ser inconveniente em minhas análises contra atitudes que, como observador anônimo, considero inadequadas, caso queiramos uma nação de pessoas civilizadas, conscientes e críticas.

Tenho criticado de modo extremo aqueles que não respeitam sequer a língua portuguesa, os que não entendem as situações adequadas para cada uso, ou os que não percebem a boa comunicação como elemento necessário ao desempenho satisfatório de suas atividades profissionais e ao bem-estar geral. Não se preocupem mais os "artistas da má escrita", pois darei uma trégua a vocês, que - na verdade - pouco me conhecem. Com exceção de meus alunos, não estarei nem um pouco atento aos seus deslizes.

Quanto a programas televisivos de baixa criatividade, esses eu já não os critico há algum tempo. Não ousarei nem mesmo citar os nomes de alguns gêneros de entretenimento que já se tornaram uma febre nacional, refletindo - sobremaneira - nosso senso de escolha. Podem assistir-lhes à vontade, pois eu não tenho nada com isso.

Nem me atreverei mais a comentar sobre eventos futebolísticos, os quais me atraem mais do que quaisquer outros. Pouco me interessará se o nível do esporte brasileiro anda pelas "rabeiras" dos rankings internacionais ou se haverá possibilidade de a Copa do Mundo ser bem-sucedida ou, ainda, se existe corrupção por parte de nossos dirigentes. Não me meto mais nisso e vou passar um longo intervalo sem me inteirar dessas temáticas.

Darei um tempo, sim. Mas não se esqueçam, é só um pequeno descanso. Há uma inquietação natural em mim, seja como pessoa que deseja sempre expressar o pensamento, seja como um registrador dessas opiniões pelas redes, seja pela condição de professor (antes educador) que pretendo ser. Inevitavelmente, depois de alguns dias, não me conformarei em ver certos fenômenos de matizes diversas interferindo no comportamento das pessoas sem que eu possa emitir um posicionamento. Até logo.

PARÁFRASE

Significa a reescritura de um texto sem alteração de sentido. É comum que os exames vestibulares e concursos em geral se baseiem nesse conhecimento para elaborar as questões de interpretação, considerando vários recursos explicados a seguir:

a) Emprego de sinônimos:

1. Como era domingo, queria descansar um pouco

2. Porque era domingo, desejava repousar um pouco.


b) Emprego de antônimo com apoio de uma palavra negativa:

1. Ela estava mal.

2. Ela não estava bem.


c) Utilização de termos anafóricos:

1. Paulo e Antônio já saíram. Paulo foi às compras; Antônio, ao escritório.

2. Paulo e Antônio já saíram. O primeiro foi às compras; o segundo, ao escritório.


d) Troca de termo verbal por termo nominal ou o contrário:

1. É necessário que todos se esforcem.

2. É necessário o esforço de todos.


e) Mudança de voz verbal:

1. O conteúdo foi abordado pelo professor.

2. O professor abordou o conteúdo

21 de jan de 2012

DÚVIDAS CRUEIS DE LÍNGUA PORTUGUESA


CESSÃO – SESSÃO – SECÇÃO
CESSÃO - SESSÃO - SEÇÃO/SECÇÃO. Como diferenciar?
1. CESSÃO (de ceder = doação, liberação): "A CESSÃO do prédio foi autorizada."
2. SESSÃO (reunião, atividade de entretenimento ou etapa de um tratamento de saúde): "Não pude comparecer à SESSÃO parlamentar de ontem."
3. SECÇÃO/SEÇÃO (parte de um todo, setor, departamento): "A SEÇÃO eleitoral foi aberta." / "A SEÇÃO de carnes fica no final."
MAIS – MAS
Diferenças entre MAIS e MAS = o primeiro é antônio de MENOS: "Quero MAIS carne"; o segundo é sinônimo de PORÉM: "Trabalho muito, MAS ganho pouco."

INICIAL MAIÚSCULA

A palavra Estado é usada com inicial maiúscula quando se referir à organização político-administrativa de uma nação, incluindo o seu governo e seus Poderes: "O Estado deve respeitar o cidadão" (O páis, a nação).

Usa-se inicial maiúscula antes de nomes próprios de pessoas, nomes de empresas, nomes de instituições oficiais, antes das palavras "país", "estado" "município", "cidade", quando estas estiverem em lugar das denominações: Cassildo, Central de Cursos, Instituto Federal de Teconologia do Rio Grande do Norte. O País precisa avançar (Brasil); O Município tem crescido (Natal); O Estado tem muitos turistas (Rio Grande do Norte).

Não se usa inicial maiúscula antes de festas pagãs, antes de nomes de dias da semana, antes das palavras "rua", "bairro", "avenida"ou dos meses do ano: carnaval, sexta-feira, dezembro, rua do Petróleo, bairro JK, avenida Teotônio Freire.

Nos plurais das siglas e abreviaturas, não se utiliza apóstrofo ('), é uma mania antiga, porém equivocada: CPFs (certo); CPF's (errado); RGs (certo); RG's (errado) (sempre iniciais maiúsculas e "s" minúsculo).

PORQUÊS

‎1. POR QUE (separado) = POR QUE RAZÃO: "POR QUE (razão) não vieste logo? / "Não entendo POR QUE (razão) as pessoas são invejosas." Em final de orações, é acentuado: "Não vieste logo POR QUÊ?".

2. PORQUE (junto sem acento) = POIS, EM VIRTUDE DE, POR CAUSA DE (em perguntas ou não): "Não vim logo PORQUE (POIS) me atrasei/ "Não veio logo PORQUE estava doente?"

3. PORQUÊ (junto e acentuado) = MOTIVO, RAZÃO, QUESTÃO. É substantivo, por isso vem, geralmente, acompanhado de artigo: "Não sei o PORQUÊ (o motivo, a razão) de sua atitude." / "Não entendo tantos PORQUÊS" (tantas questões).

ZAR ou ISAR?

Se na palavra original não existe "S", os verbos resultantes serão com "IZAR": ATUALIZAR, ORGANIZAR, SUAVIZAR, ETC.

Não se escreve QUIZER; o certo é QUISER; o certo é AVISAR, de AVISO; IMPROVISAR, de IMPROVISO; PESQUISAR, de PESQUISA; ANALISAR, de ANÁLISE.

TAMPOUCO / TÃO POUCO; SENÃO/SE NÃO; SEQUER/ SE QUER.

a) TÃO POUCO = Adv.+pron. indef. Indica intensidade: NÃO FAÇO BRIGA POR TÃO POUCO PROBLEMA (muito pouco problema/problema tão pequeno)
b) TAMPOUCO = Advérbio (também não/nem também): NÃO GANHEI FAMA, TAMPOUCO DINHEIRO. (nem também dinheiro).

a) SE NÃO = Conj.+adv. Indica condição: SE NÃO QUER SAIR, DIGA.
b) SENÃO = Conj./ Prep. (a não ser que): NÃO SABEMOS NADA, SENÃO O PRIMEIRO NOME (a não ser o primeiro nome) .

a) SE QUER = Conj.+verbo. Indica condição: SE QUER SAIR, PEÇA.
b) SEQUER = Advérbio (nem mesmo): NÃO CONSEGUI SEQUER O TELEFONE.

a) MAS = Conj. Advers. = porém: QUERIA VOLTAR, MAS NÃO CONSEGUI;

b) MAIS = pron. Indef. (oposto de MENOS): QUERO MAIS COMIDA.

OUTRAS DICAS

O certo é COMPREENSÃO, nunca COMPREENÇÃO; o mesmo vale para PRETENSÃO, jamais PRETENÇÃO; ANSIEDADE, "never" ANCIEDADE.

DE REPENTE, nunca DIRREPENTE; COM CERTEZA, jamais CONCERTEZA; A PARTIR é o certo, nunca valendo APARTIR.

AO ENCONTRO DE = Concordância, acordo: "Minhas idéias vão AO ENCONTRO DAS suas." (estão de acordo, convergem); DE ENCONTRO A = Discordância: "Minhas idéias vão DE ENCONTRO ÀS suas." (discordam, divergem).

CÍRCULO VICIOSO sempre estará correto em vez de CICLO VICIOSO: "A corrupção no Brasil já virou CÍRCULO VICIOSO" (Ou seja, uma bola de neve, em que tudo volta ao mesmo lugar).

É impressionante como se erram palavras escritas com "C" ou "Ç". Desde cedo, aprendemos que o "Ç" (cê cedilha) só deve ser usado antes de "a", "o", "u", "ão", mas as pessoas insistem em errar nesse quesito básico, escrevendo