5 de mar de 2013

MESMA TAREFA PARA DIFERENTES NÍVEIS PRESUMEM EXPECTATIVAS DIFERENTES



           
               Início de ano letivo, mais do que uma simples data no calendário escolar, representa novidades para alunos e professores. O desconhecido impera para um e outro e ao docente cabe explorar esses terrenos “estranhos” para que seu trabalho flua corretamente. Nessa análise, é possível utilizar-se de mesmos procedimentos, ainda que em níveis diferentes. A expectativa de resposta às tarefas, no entanto, tendem a mudar e o profissional deve esperar esse intervalo.

            Se temos uma turma de 6º e outra turma de 7º ano, provavelmente esses alunos, oriundos de escolas públicas em sua maioria, têm um conhecimento semelhante em Língua Inglesa, por exemplo. A diferença de nível entre os dois públicos não corresponde a uma porcentagem tão considerável. É válido também estabelecer que muitos temas vistos em sala podem não ter sido bem captados na série anterior, o que acaba aproximando-os ainda mais. Tendo como o exemplo o verbo TO BE (às vezes distorcido em sua importância e ensinado inadequadamente), o professor poderia aplicar – na primeira aula do ano letivo – uma mesma atividade para as duas séries, obtendo diagnósticos diferentes, mas não poderíamos afirmar que ele estaria equivocado só por ter-se valido das mesmas tarefas. Ao mesmo tempo, teria uma noção do aprendizado do 7º ano e estaria iniciando um conteúdo compatível com o 6º.

            Outros exemplos existem à vontade, em áreas diversas. Isso poderia ser mais utilizado, porque aquela habilidade testada em determinada tarefa teria respostas alinhadas à capacidade de cada estágio vivido pelos alunos. Se um professor de matemática aplica problemas de equação do 1º grau para séries diferentes, isso não quer dizer que esteja facilitando o seu trabalho e por isso utilizando uma única atividade. Ele pode estar querendo medir o aprendizado desse assunto numa série anterior e, do mesmo modo, iniciando um tópico novo na série corrente, o que presume desempenhos também distintos, já esperados no momento em que se concebeu o plano daquela aula. 

            Vejo isso com importância maior do que pretendemos admitir, já que costumamos iniciar o ano acadêmico sem nos preocuparmos se os assuntos trabalhados no nível antecedente foram realmente compreendidos pelos discentes. Isso também é avaliar continuamente, expressão tão disseminada nos dias atuais. Precisamos ter um panorama do que realmente ficou de significativo nos alunos e medir as perspectivas de aprendizado para aqueles que estão vivenciando um conteúdo pela primeira vez.  Isso, em meu entender, vem facilitar o nosso trabalho durante o ano e tende a evitar que deficiências anteriores possam atrapalhar o curso do aprendizado no ano corrente.

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