7 de mar de 2013

O QUE OS ALUNOS QUEREM FAZER NA AULA?



Tenho tido experiências intrigantes no início deste ano letivo: em algumas turmas já veteranas, não estou sendo bem-sucedido na aplicação de algumas tarefas na disciplina Língua Inglesa, com destaque especial para concluintes do ensino médio, cujo debates, orientações e explicações têm sido ignorados veementemente, com dispersão e barulho, preferindo-se a produção mais individual, como responder a atividades de interpretação textual ou exercícios de tópicos gramaticais do livro didático.

Sabemos o quanto é importante a abordagem interdisciplinar e, no caso de Linguagens e Códigos, não se concebe aprender única e exclusivamente os aspectos lingüísticos do idioma, sem considerar os vários contextos que um texto de qualquer natureza nos traz. É preciso discutir não somente esses componentes, mas muito além disso; é necessário construir sentidos, apoiando-se na realidade e nas experiências de cada um. Para tanto, a exposição, a reflexão, o debate são essenciais, especialmente quando estamos nos referindo a concluintes do ensino médio, às vésperas de enfrentarem exames que decidirão suas vidas.

O professor, na função de medir a melhor tarefa para seus alunos, pode - evidentemente depois de ter observado o que mais favorece a turma - mudar o curso de sua aula. No nosso caso, deixamos que os alunos - a certa ocasião - ficassem no trabalho mais "braçal", mais físico, menos reflexivo. Mas um problema pode surgir se não tivermos o limite exato de quando essa mudança temporária deve terminar. Não podemos abdicar da abordagem de temas de interesse social, e no nosso caso específico da área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, a discussão desses assuntos tende a acontecer sempre. Um desafio tremendo é compreender como mostrar aos discentes a melhor maneira de adaptarem-se a diferentes situações.

Desse modo, ao profissional é cabido o direito ou a liberdade de mosificar seus objetivos conforme se apresenta a turma, no entanto ele não pode ficar refém de uma característica ou mudança de postura do aluno, já que o docente deve ter a capacidade de discernimento sobre o que se aplica às necessidades de seus seguidores. O equilíbrio é necessário em todos os segmentos, mas na prática educacional, cremos, ser ainda mais crucial. Só o dia-a-dia, aliado à preparação teórica prévia, poderá indicar um caminho sensato a seguir.

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