23 de dez de 2013

Um 2014 ideal?



Inevitavelmente, todos cedemos a tradições. Uns mais, outros menos. Por mais que o individualismo esteja em alta no século XXI, alguns rituais fazem parte de nosso convívio, de nosso imaginário e, consequentemente, de nossa sobrevivência harmoniosa. Independentemente de apelos comerciais que se enfatizam nesta época, não seria tão fútil traçar planos, fazer balanços, vislumbrar o ano iminente. A necessidade de tal reflexão é algo muito subjetivo para se dar ou não importância. Faço adesão a esse costume, compartilhado por tanta gente. 

Para mim, 2014 não precisaria ser muito diferente do que foi 2013. Eu não posso reclamar de muita coisa em minha vida neste ano que quase já expirou: complexo, mas decisivo. Entretanto, em termos de coletividade, eu gostaria que algumas situações fossem mais alentadoras nos próximos 12 meses. Sinceridade, hombridade, solidariedade, menos hipocrisia, mais ação, mais atitude, mais justiça poderiam manifestar-se efetivamente. Já seria um começo apoteótico.

Gostaria que as pessoas enrolassem menos e trabalhassem mais, que atendessem adequadamente o seu público; seria bom que o reconhecimento (financeiro ou social) se tornasse uma prática comum entre as autoridades – públicas ou privadas – ao se valerem de determinado serviço; que as discussões por temas relevantes, como saúde, educação e segurança, ocupassem mais os espaços da imprensa; que a seriedade na hora de escolher os representantes nacionais fosse um aspecto habitual entre os cidadãos. Isso causaria um impacto interessante.


A passagem de um ano a outro não pode ser, somente, um motivo para reencontrar pessoas, para comer e beber mais, para ostentar o dinheiro ganho ou para postar momentos nas redes sociais. É preciso que aproveitemos a oportunidade para ousarmos um pouquinho nos anseios. Trata-se apenas de um marco temporal – sobre o qual há muitas controvérsias – que vimos reproduzindo com o passar dos séculos. Mas poderá ser um ótimo pretexto para mudarmos o pensamento, a atitude, a ação. O 2014 ideal será aquele em que não aceitaremos passivos o desmantelo, a corrupção, a estupidez e a ignorância, exercendo um papel crucial para que essas mazelas sejam cada mais afastadas de nosso meio. 

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