28 de fev de 2013


Hoje, na Eetb Emi: 1ª "D": Atividades e explicações referentes à Unit One: WORD FORMATION - Suffixes; 2ª "B": Exercícios envolvendo o assunto explicado na última aula,  ADJECTIVES - COMPARATIVES; 3ª "A" e 3 "C": Text Interpretation - ENEM'S REVIEW; 3ª "A": Passive Voice.

Obs.: Todos os conteúdos - mesmo os gramaticais - serão estudados numa perspectiva que considera o contexto em que as situações comunicativas se produzem.

A turma de concursos da Central Cursos CN está muito boa. Aqueles que desejam preparar-se nas áreas de PORTUGUÊS, MATEMÁTICA, INFORMÁTICA, ATUALIDADES, HISTÓRIA e GEOGRAFIA têm essa opção. Vamos estudar, pois 2013 é o ano dos concursos públicos.

E hoje, em Língua Portuguesa, veremos ORTOGRAFIA OFICIAL, NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO e CASOS ESPECIAIS DE GRAFIA. Faremos um resumo de como utilizar esses conteúdos numa prova de seleção pública.

23 de fev de 2013

CONCURSEIROS DE PLANTÃO - QUESTÕES RESOLVIDAS NA AULA INAUGURAL DA CENTRAL DE CURSOS, LÍNGUA PORTUGUESA, EM 21.02.2013.



4º TRT – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2006 (FCC)

Instruções: As questões de números 12 a 15 referem-se ao texto seguinte.


A família na Copa do Mundo

A rotina de uma família costuma ser duramente atingida numa Copa do Mundo de futebol. O homem da casa passa a ter novos hábitos, prolonga seu tempo diante da televisão, disputa-a com as crianças; a mulher passa a olhar melancolicamente para o vazio de uma janela ou de um espelho. E se, coisa rara, nem o homem nem a mulher se deixam tocar pela sucessão interminável de jogos, as bandeiras, os rojões e os alaridos da vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pátria está em jogo nos gramados estrangeiros.
É preciso também reconhecer que são muito distintas as atuações dos membros da família, nessa época de gols. Cabe aos homens personificar em grau máximo as paixões envolvidas: comemorar o alto prazer de uma vitória, recolher o drama de uma derrota, exaltar a glória máxima da conquista da Copa, amargar em luto a tragédia de perdê-la. Quando solidárias, as mulheres resignam-se a espelhar, com intensidade muito menor, essas alegrias ou dores dos homens.
Entre as crianças menores, a modificação de comportamento é mínima, ou nenhuma: continuam a se interessar por seus próprios jogos e brinquedos. Já os meninos e as meninas maiores tendem a reproduzir, respectivamente, algo da atuação do pai ou da mãe.
Claro, está-se falando aqui de uma “família brasileira padrão”, seja lá o que isso signifique. O que indiscutivelmente ocorre é que, sobretudo nos centros urbanos, uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. Algumas pessoas não resistem à alteração dos horários de refeição, à alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas, às tensas expectativas, às súbitas mudanças de humor coletivo  e disseminam pela casa uma insatisfação, um rancor, uma vingança que afetam o companheiro, a companheira ou os filhos. Como toda exaltação de paixões, uma Copa do Mundo pode abrir feridas que demoram a fechar. Sim, costumam cicatrizar esses ressentimentos que por vezes se abrem, por força dos diferentes papéis que os familiares desempenham durante os jogos. Cicatrizam, volta a rotina, retornam os papéis tradicionais até que chegue uma outra Copa.
(Itamar Rodrigo de Valença)


01. Atente para as seguintes afirmações:
I. No primeiro parágrafo do texto, mostra-se como a vida rotineira dos homens, ao contrário do que ocorre com a das mulheres, sofre alterações durante uma Copa do Mundo.
II. No segundo parágrafo do texto, mencionam-se as diferentes alterações que a Copa do Mundo provoca nas atitudes de alguns membros da família.
III. No terceiro parágrafo do texto, desenvolve-se a idéia de que o equilíbrio da vida familiar fica ameaçado pelas mudanças de hábito e pelas paixões provocadas por uma Copa do Mundo.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em
(A) I, II e III.                             (B) I e II, apenas.
(C) I e III, apenas.                   (D)) II e III, apenas.
(E) III, apenas.

02. O texto sugere que, durante uma Copa do Mundo, a cadeia de alterações no comportamento de uma família costuma
(A) atingir simultaneamente a todos os membros da casa, do mesmo modo.
(B)) começar pelo homem da casa e propagar-se pelos outros membros da família.
(C) começar por influência dos alardes da vizinhança.
(D) atingir tão-somente a rotina de grupos familiares mal constituídos.
(E) atingir tão-somente as pessoas da casa que se interessam por futebol.

03. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido da frase Cabe aos homens personificar em grau máximo as paixões envolvidas nesta outra redação:
(A) É intenção dos homens envolver outras pessoas nas intensas paixões que ele vive.
(B) É um direito masculino fazer de outras pessoas o centro de suas paixões.
(C)) É nos homens que as mais intensas paixões despertadas costumam corporificar-se.
(D) Atribui-se aos homens o dever de partilhar com os outros as mais violentas emoções.
(E) Atribui-se à personalidade masculina a obrigação de conter ao máximo suas emoções.

04. Há uma relação de causa (I) e efeito (II) entre os segmentos da seguinte formulação:
(A) A rotina de uma família (I) / costuma ser duramente atingida numa Copa do Mundo (II).
(B) (...) retornam os papéis tradicionais (I) até que chegue uma outra Copa (II).
(C) É preciso também reconhecer (I) que são muito distintas as atuações dos membros da família (II).
(D) (...) são muito distintas as atuações dos membros da família (I) nessa época de gols (II).
(E) Como toda exaltação de paixões (I), uma Copa pode abrir feridas que demoram a fechar (II).

RESPOSTAS COMENTADAS:

01. RESPOSTA: "D". A proposição "I" afirma que a vida rotineira dos homens "sofre alterações" "ao contrário do que ocorre com a das mulheres. O texto começa afirmando que "A rotina de uma FAMÍLIA costuma ser duramente atingida numa Copa do Mundo de futebol." Ou seja, todos são afetados. A proposição "II" é correta, pois realmente o segundo parágrafo aborda a atuação de todos os membros da família nessa época; a proposição III também é correta, já que se aborda o fato de a família ficar vulnerável durante esse período, com a afirmação "...uma copa do mundo põe à prova a solidez dos laços familiares."

02. RESPOSTA: "B". Questão intimamente ligada à anterior. Está claro no texto que "O homem da casa passa a ter novos hábitos, prolonga seu tempo diante da televisão, disputa-a com as crianças" ou "Cabe aos homens personificar em grau máximo as paixões envolvidas...". Ou seja, tudo começa por ele e vai atingindo os demais membros da família.

03. RESPOSTA: "C". Todas as outras alternativas considera o termo "paixões" muito abrangente, e é perceptível que se trata das paixões futebolísticas, por isso a alternativa "C" constitui resposta, já que as "paixões" são "despertadas" pela copa do mundo.

04. RESPOSTA: "E". "Causa" é o motivo e o efeito, o "resultado". Na alternativa "A", não há causa nem efeito, há apenas uma declaração, sendo a parte I o sujeito da oração; na alternativa "B", a parte I constitui ideia principal e a II indica tempo; na "C", a parte I é ideia principal e a II constitui objeto direto do verbo "reconhecer"; "D", período semelhante ao da "B", a parte II indica tempo. Na "E", é visível que a causa é "exaltação das paixões" e o efeito (conseqüência, resultado) é "abrir feridas que demoram a fechar".    

16 de fev de 2013

HOMENAGEM DE GIÂNOTE ARAÚJO AO PROFESSOR SIMÃO LUIZ DOS SANTOS

“Stand up”, “sit down” foram essas as primeiras palavras que ouvi em Inglês, em sala de aula, na minha vida. Chegaram através de uma voz forte e pela boca de um homem que, a partir daquele dia, despertaria em mim a curiosidade por idiomas estrangeiros. Era manhã de segunda-feira no ano de 1989. Nessa época, era comum os alunos ficarem de pé no momento da entrada do professor em sala e só sentarem após a autorização do mesmo. Hoje, manhã de sexta-feira no ano de 2013, acordei sem palavras. Uma trava na garganta me impede de exprimir a sensação de perda que tomou conta não só de mim, mas de todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelo mestre que hoje partiu. Por outro lado, me sinto na obrigação de oferecer-lhe palavras, pois foi exatamente isso que recebi durante o contato que tive com o homem que trouxe para Currais Novos o primeiro projeto de doação de vocabulário para aqueles que queriam ampliar suas formas de comunicação. O professor de quem eu falo está, no dia de hoje, me provando que a forma mais bela de se dar continuidade à vida é propagar ideias, é passar conhecimento adiante, é plantar nos outros a semente da paixão por aquilo que se ama. Meu primeiro e grande mestre ainda vive, foi fruteira da qual seus frutos foram aproveitados e seu saber continuará sendo repassado. Essa, para mim, é a vida eterna. Grato, Simão Luiz!


Giânote Araújo

15 de fev de 2013

SIMÃO...O ETERNO MESTRE DA LÍNGUA INGLESA

Simão Luiz 

Há pessoas que, em toda a sua trajetória, decidem doar-se aos outros, sem medir esforços. Era assim o cidadão Simão Luiz, sempre preocupado com o futuro das pessoas, com a instrução que todos deveriam ter, com o ser humano, em primeiro lugar. Simão foi ousado, determinado a trazer para Currais Novos um novo olhar. A língua inglesa, que - à época - era não só estrangeira mas também estranha a muita gente. E ele cumpriu sua maior missão: ser um disseminador do conhecimento, da correção, da bondade. Descanse em paz, meu mestre. Você ficará em nós, pelos conselhos, pelo conhecimento, pela amizade, pelo compromisso com aquilo a que se propunha. Em mim, você estará sempre marcado pelo ofício que aprendi a desempenhar: ser professor de língua inglesa. Muito obrigado por tudo! Deus o guiará nessa viagem eterna!

10 de fev de 2013

NO BRASIL, ATÉ (E PRINCIPALMENTE) O CARNAVAL É DE FACHADA

"...vivemos de 'curtição', brincamos com coisa séria, dizendo que tudo deve começar após o carnaval, depois lamentamos violência, corrupção e fatos afins."
Não quero criar polêmicas (nem tenho mais idade para isso - se é que idade interfere), mas sou daqueles que entendem haver um equívoco quando se diz "O Brasil é o país do carnaval".  Há um erro em pelo menos 50% da afirmação. Sao vários os brasileiros que não suportam tanto barulho, tanta manipulação e tanta coisa dita carnavalesca que não mais é. Mas a impressão que os veículos de comunicação mais prestigiados nos passam é de que a maioria absoluta dos brasileiros curte essa festa compartilhando da ideia de que tudo deve iniciar apenas depois dessa celebração. Essa ideia, pensada muito cuidadosamente, tem funcionado.

Algumas pesquisas realizadas em meados dos anos 2000 comprovaram que mais da metade da população brasileira não aprecia o período carnavalesco e que esse percentual se refugia nos dias da folia. Alguns vão às praias mais calmas, outros se dirigem à zona rural, milhares saem para os retiros. Pela televisão e internet, parece ser o contrário. A pompa que se dispensa às festividades, com transmissão de desfiles das escolas de samba ou bailes, é digna de veículos de comunicação gigantes que conseguem através da publicidade fazer tudo parecer necessário, essencial, perfeito, o que não corresponde à realidade. Uma manipulação maquiavélica.

 Mas isso é apenas uma analogia do que acontece historicamente no Brasil. Estamos, ou parecemos estar, na terra do "quase", do "faz-de-conta", da imitação, da demagogia, da mentira velada. O carnaval aparece como uma festa do povo, com a conivência dos meios de comunicação mais populares; é "fabricada" para que as pessoas a recebam assim. Isso é uma continuidade do ocorre com as políticas públicas, com o cuidado à população, com a estrutura da educação, da saúde, da segurança. Se tudo isso, bem mais relevante do que o carnaval, é sempre manipulado e não nos atende a contento, com o carnaval não poderia ser diferente. E, então, ele acaba se transformando também num modo de fazer o povo esquecer-se do que é realmente importante. E haja misturas: bebidas, direção, sexo sem segurança, acidentes, gravidez indesejada. É a festa do povo. E o país? "Deixa pra lá".

Não nos enganemos, pois a frase "No Brasil tudo começa depois do carnaval" foi disseminada pela classe elitista com o intuito de ser incorporada pela população brasileira. Há uma junção entre o pensamento de que o evento é da maioria - quando não é - e o fato de que tudo realmente precisa iniciar após esses festejos. Tal mentalidade influencia até mesmo aquele percentual que não gosta de cair na folia, o que constitui algo preocupante demais para um país que se deseja chamar de "evoluído". Tudo "fake", maquiado, de fachada. E, assim, vivemos de "curtição", brincamos com coisa séria, dizendo que tudo deve começar após o carnaval, depois lamentamos violência, corrupção e fatos afins. É o Brasil, sempre mestre em fazer parecer aquilo que não é.

6 de fev de 2013

MAIORIDADE PENAL PRECISA SER DISCUTIDA



Entendo que uma sociedade que se preze não pode furtar-se de discutir temas relevantes socialmente.  Não necessariamente para apontar soluções miraculosas ou acabadas, mas simplesmente para que a partir daí surjam idéias capazes de nortear caminhos a serem percorridos na busca de atenuar certas problemáticas. No Brasil, a violência – historicamente incidente – ganha certo espaço nos veículos midiáticos e na boca da população, uma vez que, acelerada por outros problemas sociais (especialmente as drogas), chega a um limite máximo de tolerância. Vem-nos, então, a discussão sobre a maioridade penal.  Ela seria viável em nossa realidade? Não pretendemos responder a tal dilema com um simples e resumido texto, porém é racional analisar a possibilidade.

Milhares de casos de criminalidade envolvem pessoas com idade abaixo de 18 anos, as quais – à maioria das vezes – atuam propositalmente em nome de pessoas maiores: assaltos, tráfico de drogas, pistolagem. Em qualquer desses casos, quando se apreende (e não se prende) o menor infrator, este brevemente é solto por causa de vários aspectos – dentre os quais a ausência de casas de recuperação – e volta para as ruas, esperando a próxima oportunidade de cometer delitos novamente. Tal adolescente já fora maculado antes pela falta de atuação do Estado, em especial na educação de base, e da família, cujos componentes também tiveram uma base educacional precária, mas o fato é nesse estágio não mais lhe serve o investimento “remediador” da educação. São casos, infelizmente, quase perdidos. É para essas situações que precisamos repensar a maioridade. 

Paralelo a essa discussão, a educação precisa passar por uma reformulação drástica, de maneira a prevenir futuros delinqüentes na sociedade. Mas enquanto esse processo, que sendo prioridade já é lento, não se resolve num país em que questões assim estão sempre em segundo ou terceiro plano, a comunidade brasileira precisa discutir de forma clara soluções emergentes. Que venham juristas, que venham legisladores argumentar; que haja discussões ferrenhas, debates acalorados. Que a matéria seja pauta nas principais vias de comunicação, nas redes sociais, mas que o discurso também não tome o lugar das ações. É preciso colocar em xeque a legislação criminal que temos há décadas, que não se alinha ao contexto atual de mundo complexo, de crescimento desordenado das cidades, de impunidade histórica que sempre marcou o nosso país. Se não é solução uma redução na idade para responder pelos atos praticados, apontem outras alternativas para que não transformemos esta terra em trincheiras, onde civis são ceifados diariamente sem chance de defesa, o que – sabemos – alegra muitos políticos eleitos sob a bandeira da insegurança. 

Não sejamos tolos a ponto de acharmos que uma mudança na legislação nesse sentido resolveria nossos traumas, até porque, havendo impunidade, nenhuma solução é concreta. Mas é preciso que o tema redução de maioridade penal seja abertamente debatido pelos segmentos sociais, pelos Poderes, especialmente Legislativo e Judiciário, pelo cidadão comum e de bem que vive apavorado ou, em alguns casos, habituado com a violência. A grande imprensa precisa destinar um tempinho a assuntos relevantes que pelo menos sirvam para despertar uma discussão madura, fundamentada em preceitos concretos de modo a beneficiar o pagador de impostos, o trabalhador, o pai, a mãe, o brasileiro correto, quase sempre desprestigiado pela elite brasileira, autoridades ou não. Algo precisa ser urgentemente realizado. Estamos à beira de um abismo e justiça com as próprias mãos não nos convém. Pelo menos por enquanto.