31 de mai de 2013

FILHOS ACOMPANHADOS PELOS PAIS TENDEM A A SEREM MAIS ESTUDIOSOS

Hoje, andando pela rua, encontrei a mãe de um ex-aluno e de outro filho que estuda atualmente conosco, na Escola Estadual Tristão de Barros. Conversamos um bom tempo sobre o desempenho deles. Ela queria saber como andava o filho mais novo, já que o mais velho atualmente cursa faculdade em Santa Cruz .
Muito gratificante ver como uma mãe (junto ao pai) acompanha a trajetória escolar dos filhos, que por sinal são muito bons. O resultado de uma boa educação está - especialmente - nesse acompanhamento e na seriedade que os pais dão para a formação de seus filhos. E o reconhecimento dos estudantes está também no reconhecimento dos pais, que têm os professores como pilares dessa sustentação.
Essas coisas - que deveriam ser comuns - tornam-se comoventes, visto que boa parte das famílias pouco se importa com o que acontece nas escolas.

LINKS COM INFORMAÇÕES SOBRE O ENEM / 2013

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Pessoal, estou disponibilizando abaixo alguns links com informações recentes relacionadas ao ENEM - EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO - Edição 2013. Este ano, o rigor - principalmente na correção dos textos - será ainda maior. É preciso muito foco e mudança de hábito nas preparações, tanto por alunos quanto por professores. Um dos links diz respeito aos assuntos mais recorrentes no referido exame, o que deve deixar alerta o candidato que pretende se dar bem.

(Temas mais cobrados desde 2009)

(Regras severas na correção dos textos)

(Um site, dentro do portal de veja.com, com tudo sobre o ENEM, desde a preparação até as universidades que o adotaram para preencher vagas no ensino superior)

27 de mai de 2013

NÚMEROS DE INSCRITOS DO ENEM JÁ PASSA DE 5 MILHÕES


Segundo o MEC, até a última sexta-feira (24.05), o número de inscritos ultrapassava os 5.199.000 candidatos, com a expectativa de que hoje, 27.05, até às 23h59, esse quantitativo atinja a marca dos 6 milhões.

Ainda conforme as informações do Ministério da Educação, não haverá prorrogação do prazo, mas o pagamento da taxa, que é de R$ 35, poderá ser efetuado até a quarta-feira (29.05).

São Paulo lidera a lista dos estados com mais inscrições, superando a casa dos 800 mil, seguido de Minas Gerais (acima dos 500 mil) e Ceará, com quase 400 mil candidatos cadastrados até agora. Abaixo, o link da matéria completa publicada no site do G1.


26 de mai de 2013

NORMA CULTA QUASE ESQUECIDA


Nossos alunos não leem, isso é fato, quase um clichê. Não nos esqueçamos também de que a norma culta tem sido esquecida em alguns ambientes escolares. Certos professores (por se acomodarem ou terem problemas com esse segmento) vêm desprezando a gramática que, mesmo devendo ser flexível, também não pode ser prescindida. Ela é a base para o entendimento de qualquer língua. A maneira de se abordar é outra história.

22 de mai de 2013

MENSAGEM DO EX-ALUNO PRENTICE GIOVANNI POR OCASIÃO DE DATA NATALÍCIA

Lembrando aqui, sabe. Daquelas tardes no isolado do CEDAP.

- Português.

- Com quem?

- Cassildo.

- Quem?

- Cassildo, o cara. Competência em pessoa. Gosta de uma gramática amuada. Aquele negócio de Orações Subordinadas-Adjetivas Completivas-Nominais-Apositivas-Reduzidas-de-Infinitivo-e-Gerúdio é com ele mesmo.

- Porra.

- É. Isso mesmo. E tem mais.

- E precisa?

- Bem, precisa. Quando precisamos de um conversa, tirar alguma dúvida, até mesmo, pedir algum conselho, Cassildo é uma boa pedida.

- Hum...

- É. Além de professor. Ele é amigo. Humano. Saber dizer dizeres do tipo: "o conhecimento é adquirido de forma lenta. Não é de uma hora para outra que aprendemos uma matéria, um conteúdo. É preciso determinação, interesse e paciência".

- Motivador?

- Sim. Cassildo ensina o ensinamento da vida: batalhar para se chegar aos sonhos.

- Utópico?

- De maneira alguma. Os sonhos são realizáveis. Cassildo sabe. Cassildo viu. Cassildo presenciou. E, claro, também ensinou. Ensinou a sonhar.

- Como?

- De pé no chão. Com livros nos olhos. Com quadros riscados. Com atenção redobrada.

- ... O tipo dele é...

- Cassildo, na verdade, é uma tarde portuguesa. Cheia de comunicação, concordâncias, interpretações e semântica. Cassildo é desse tipo aí.

- Dos bons, então.

- Sim. Claro. Na brecha. Mantendo o padrão. Continuando a continuidade continuada que continua indo.

- Só que melhorada.

- Isso. Essa Continuidade. Constância. É Cassildo. Cassildo. Um baita de amigo e professor.

- Foda.

- É. Mestre nas palavras. Artista na música. Gosta do Guilherme Arantes mais do que dar sermão em alunos.

- Sermão?

- Sim. Receba um e verás.

- Vishi...

- Só assim se toma jeito. Só assim cria casco para enfrentar essa dura vida. Melhor receber sermão de quem se preocupa conosco do que receber sermão de gente alheia.

- Então, esse Cassildo aí, se preocupa...

- Se preocupa com seus alunos. Dentro e fora de suas aulas. Pra ele. Eu acho. O mundo é uma sala de aula. Exigindo interação. Exigindo conhecimento. Exigindo cuidado. E, nesse "Mundão Salesco", é melhor nos apoiarmos em quem nos deseja o bem. Em que procura lecionar. Longe ou perto. Mas que, mesmo assim, nos passe confiança e tranquilidade, apesar das distâncias. Não acha? Cassildo é por esse caminho.

- ... é sim.

- É. Agora tenho que ir.

- Já.

- Mas...

- Tenho que mandar um parabéns de existência para um amigo.

- Você vai falar mais alguma coisa?

- Sim, mas outra hora. Agora, bem, tenho que ir. Tenho que dar os parabéns de existência pra...

- Um amigo. Ok. Vá lá.

***

Parabéns, Cassildo. Obrigado por existir naquelas tardes de aula em busca dos menores e maiores sonhos das nossas vidas. Continue ensinando como sonhar e a ser gente de bem.

Lembre-se: quem agradecer somos nós... por sua presença por aqui.

Parabéns, cara.

obs: Desconsidere os erros. Escrever para Professor de Português é complicado.


https://www.facebook.com/cassildo.souza?sk=wall&notif_t=wall

21 de mai de 2013

OBRIGADO PELOS ACESSOS NO BLOG, NESTES 5 ANOS E 4 MESES DE EXISTÊNCIA



Pageview chart 1407351 pageviews - 892 posts, last published on May 21, 2013 - 283 followers


Média de acessos anual: 263.868
Média de acessos mensal: 21.989
Média de acessos diária: 732,96

Muito obrigado a todos que fazem deste espaço uma oportunidade para tirar dúvidas, emitir sugestões, críticas ou mesmo elogios, já que nem só de críticas vivemos. 

Trata-se de um espaço interativo, antes de tudo, um hipertexto que se constrói essencialmente pela integração dos que desejam participar da difusão de conhecimento e de descobertas constantes. 

UFRN ofertará 100% das vagas via Enem / SiSU






A Universidade Federal do Rio Grande do Norte decidiu extinguir o vestibular tradicional e preencher todas as vagas através do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A noticia da decisão foi divulgada no site da Pró-Reitoria de Graduação da própria universidade no ultimo dia 08. Dessa forma, com exceção daqueles cursos que fazem Teste de Habilidade Específica (Música, por exemplo), a partir do segundo semestre deste ano, a UFRN irá utilizar o Sisu para a escolha de todos seus novos estudantes.
A universidade, que já havia acenado para um aumento nas vagas ofertadas via Sisu (veja a matéria), aproveitou para estabelecer a aplicação do porcentual de cotas que serão reservadas no SiSU. Veja como ficou:
  • 25% para o SiSU 2013.2.
  • 37,5% para o ano de 2014 (SiSU 14.1 e 14.2)
  • 50% a partir do ano de 2015 (SiSU 15.1, 15.2 e seguintes).
Outra informação importante são as notas mínimas e os pesos de cada prova do Enem em função da área do Curso:

Área Biomédica:
Linguagem: Peso 1,5 – nota mínima 400
Matemática: Peso 1,0 – nota mínima 350
Ciências Humanas: Peso 1,5 – nota mínima 400
Ciências da Natureza: Peso 3,0 – nota mínima 450
Redação: Peso 1,5 – nota mínima 400

Área Humanística I (Administração, Contábeis, Economia e Turismo):
Linguagem: Peso 2,0 – nota mínima 400
Matemática: Peso 2,0 – nota mínima 400
Ciências Humanas: Peso 2,0 – nota mínima 400
Ciências da Natureza: Peso 1,0 – nota mínima 350
Redação: Peso 1,5 – nota mínima 400

Área Humanística II (demais cursos das áreas Humanas e Sociais):
Linguagem: Peso 2,5 – nota mínima 450
Matemática: Peso 1,0 – nota mínima 350
Ciências Humanas: Peso 2,5 – nota mínima 450
Ciências da Natureza: Peso 1,0 – nota mínima 350
Redação: Peso 1,5 – nota mínima 400

Área Tecnológica I (Arquitetura):
Linguagem: Peso 1,0 – nota mínima 350
Matemática: Peso 2,0 – nota mínima 400
Ciências Humanas: Peso 2,0 – nota mínima 400
Ciências da Natureza: Peso 2,0 – nota mínima 400
Redação: Peso 1,5 – nota mínima 400

Área Tecnológica II (demais cursos das áreas Exatas e Tecnológicas):
Linguagem: Peso 1,0 – nota mínima 350
Matemática: Peso 3,0 – nota mínima 450
Ciências Humanas: Peso 1,0 – nota mínima 350
Ciências da Natureza: Peso 2,0 – nota mínima 400
Redação: Peso 1,5 – nota mínima 400

Fonte: http://www.infoenem.com.br/ufrn-ofertara-100-das-vagas-via-enem-sisu/

20 de mai de 2013

UM (INDIGNADO) DESENCANTO PELO MUNDO


Segurei-me demais para não escrever nada desse tipo, com cara de pessimismo. É que ultimamente tenho feito algumas reflexões sobre o momento atual do mundo. Normalmente eu falaria apenas sobre o Brasil; costumamos colocá-lo como o centro de tudo o quanto acontece de ruim porque, na verdade, nosso país às vezes parece uma piada sem graça. Mas o fato é que o mundo todo está em crise. E uma crise provocada por nós, por nossas atitudes (ou a falta delas), por nosso egoísmo, por nosso senso de superioridade, quando somos apenas alguns seres perdidos num planeta pequeno para tanta gente.

Incomoda muito o fato de as pessoas terem posto o dinheiro como prioridade em suas vidas e de quererem - a todo custo - convencer os outros sobre tal questão. Isso sempre existiu, mas hoje a escala tem níveis imensuráveis. Parece não mais haver coisas interessantes para se fazer, amigos com quem se compartilhem bons momentos ou a realização de projetos pessoais, que completem o ser humano. Tudo gira em torno do capitalismo, que dizem estar agonizando, mas - por outro lado - tem-se inovado para seduzir  muitas pessoas, através de formas miraculosas de se ganhar dinheiro sem trabalhar, sem produzir. É preciso termos  o mínimo de bom senso para sabermos que isso uma hora acabará mal. Cada é livre para fazer o que acha mais conveniente, não há problemas em enriquecer. A questão é fazer disso um objetivo único, fútil e banal, esquecendo-se de todas as outras possibilidades que a vida nos oferece, como apreciar a natureza, os filhos, a arte, o lazer, coisas que se deveriam concretizar através desse mesmo dinheiro. Porém, as possibilidades de viver tais aspectos praticamente inexiste, já que a busca incessante pelos altos rendimentos não deixa tempo para mais nada. É um paradoxo. Colapso geral.

Se esse fosse o grande problema do mundo, teríamos a iminência de uma mudança positiva. Além de tudo (ou quase) tudo dar destaque às finanças, vivemos sob uma pressão eterna, já que nossos problemas sociais aumentam em escala geométrica. Não temos mais respeito ao homem em sua totalidade. Pagamos uma imensidão de tributos mensalmente (trabalhamos 12 meses para ganharmos 7,5, os outros 4 meses e meio servem para quitar tais impostos), tiram-nos tudo quanto é de obrigações, mas não temos o retorno em serviços essenciais. Infelizmente isso deixou de ser uma particularidade do Brasil para tornar-se prática normal em países ditos desenvolvidos. Não temos hospitais, não temos escolas à altura que uma pessoa digna merece, não temos sistemas previdenciários seguros, nem aqui nem em quase nenhum outro lugar, a ponto de nos habituarmos a viver sempre no limite de nossas possibilidades. As cidades são conglomerados de pessoas, que mais se assemelham a formigas tontas, procurando transportar seu alimento para um lugar seguro, se é que ainda existe nesse planeta. Uma confusão total. Foi nisso que nosso planeta azul se transformou ao longo de pequena trajetória em relação à história do universo. Somos tão novos aqui e tanta bobagem já fizemos!

Como parte integrante ou como efeito direto de outros problemas, a insegurança urbana passou a vigorar com tanta força, que mesmo em cidades menores não se sabe o que vai acontecer ao sair para trabalhar. Virou normal a prática do assaltos, cujas armas utilizadas encontram facilidade inexplicável para chegarem às mãos dos bandidos. Pergunta-se pela polícia: em parte, não temos uma segurança preparada (além de muitos desvios de função, como ocorre nas áreas de saúde e educação), mas também a Justiça, atendendo "literalmente" ao que preconiza a Constituição Federal, garante uma liberdade que assusta. Assusta,  porque a partir de certa época o crime passou a compensar. Não têm mais muitas conseqüências após colocar a arma na cabeça de pessoas de bem e levar o dinheiro do caixa ou produtos dos estabelecimentos. Assaltam, estupram, matam à luz do dia e das câmeras de segurança (ou de insegurança), chegam à delegacia, fazem os procedimentos e uma semana depois estão soltos. Parecemos viver um filme de ficção, em que a desocupação e o vandalismo são comuns e apoiados pelas autoridades, as quais em sua imensa maioria querem ver mesmo o sinal do caos. Sem isso, elas se tornariam dispensáveis. Trata-se de um ponto mais peculiar ao Brasil, país da desordem e da regressão.

Num mundo tão estranho e apavorante, ainda sobra espaço para os "faz-de-conta"; os profissionais relapsos, especialmente na esfera pública, que se escondem por trás de um balcão para não atender as pessoas; profissionais que eternamente buscam subterfúgios para desviarem sua função: professores que nunca foram a uma sala de aula e se autoproclamam exemplos, contribuindo para uma educação cada vez mais precária e desalentadora; policiais que jamais foram para a rua dar segurança à população, ou porque não têm coragem ou por acomodação; médicos e outros profissionais de saúde que "engolem" as horas de trabalho em unidades de saúde sem equipamentos, medicamentos ou condições sanitárias adequadas. Eles não cumprem e os políticos comemoram essa inviabilidade de crescimento para continuarem nos tendo como reféns. Apesar de se tratar de um fato geral, esses últimos se identificam perfeitamente com o nosso país, uma nação mestre em dar calote em seus patriotas, os quais - por sua vez, submissos e ignorantes - adoram viver sob tal égide.

Estamos numa época que exigiria muita reflexão, caso tivéssemos essa consciência. Infelizmente tal reflexão - além de ser difícil pela "obediência" da população - quanto mais se concretiza menos traz luzes, espera-se seja enquanto. Há uma angústia geral de 7 bilhões de viventes sem rumo, sem lugar para onde ir, sem motivos para comemorar o que quer seja, apesar de viverem festejando um vazio intenso o ano todo. Não me atreveria a propor soluções para tantos e tão complexos problemas. Mas deveríamos começar pela indignação, pela não aceitação de certos preceitos e pela coletividade. Estamos muito desumanizados no sentido mais específico da palavra. Precisamos nos desconectar das redes, vez por outra, para refletir. Precisamos ver o outro como possibilidade de que os grupos sociais necessitam para desenvolver-se. Precisamos sair dessa prisão gigantesca onde estamos. A autoavaliação é requisito para a consciência coletiva, os valores morais devem ser revistos, minimamente. O mundo ainda pode ter surpresas positivas, mas nada virá apenas pela boa vontade. Boa vontade sobra aos maiores canalhas que conhecemos e só isso jamais nos mostrará uma humanidade promissora.  Vendo tudo isso acontecer, torna-se quase inútil tanta modernidade tecnológica, tanto avanço cientifico, se os pontos de vista não evoluíram simultaneamente a esses eventos.

14 de mai de 2013

QUAL É A MELHOR FORMA DE EVITAR A "COLA"?


Cassildo Souza

Convivemos com um problema histórico no ambiente escolar: a "cola" na hora da prova. Até mesmo "provérbios" foram criados enaltecendo o poder que essa estratégia sempre teve para compensar a falta de preparação ou de entendimento dos alunos sobre determinado conteúdo. O mais conhecido "Quem não cola não sai da escola" nunca perdeu seu posto e isso continua sendo um grande desafio para as instituições escolares que se perguntam qual seria a melhor maneira de coibir tal procedimento.  Certamente, decisões drásticas não têm sido efetivas, até hoje.

Como educador ativo no exercício da sala de aula, proponho-me a sugerir - por experiência própria - que damos nossa parcela de contribuição para que práticas desse tipo aconteçam. Quanto mais as respostas exigidas forem objetivas, memorizáveis e menos interpretáveis, os alunos terão a facilidade de fragmentá-las para colocar em algum lugar escondido, seja na carteira, nas mãos, no bolso. Ele apenas vai, sabendo  qual assunto será cobrado, "recortar" as respostas já prontas que provavelmente cairão com mesmas palavras e construções no momento da prova. O estudante que cola escolheu não exercitar o pensamento, por isso ele procede de tal maneira. Respostas objetivas demais levam a essa possibilidade. É claro que existem as exceções, devido à natureza de alguns assuntos, mas sempre haverá possibilidade de adequação.

Se o problema existe com mais destaque no caso das questões "decorebas", a nós professores cabe pensar em estratégias que coíbam aquilo que eu considero a primeira forma de corrupção cidadã. E quando eu falo em combater tal ato não estou jamais propondo que vigiemos permanentemente o aluno esperando o momento certo para tomar-lhe a prova e atribuir nota zero na caderneta escolar. Combater a cola passa por um avanço também na concepção das propostas de enunciados das questões. Trata-se de uma mudança de mentalidade geral. Não somente em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, área em que atuo, mas em outras matérias, é preciso construir tarefas mais críticas que requeiram do aluno a capacidade de raciocionar com base numa situação prática. Isso não só inibe práticas reprováveis na hora da prova como ajuda a medir, de fato, a capacidade do aluno. É mais ou menos o que ocorre nos principais exames do país hoje, notadamente no ENEM.

Nós, profissionais da educação, devemos estar em constante inquietação, no melhor sentido da palavra, para que estratégias melhorem nossa prática. É evidente que isso não tem que estar relacionado diretamente à maneira peculiar como cada um exerce sua profissão. Cada um tem, e considero sagrada, a forma de transmitir o conteúdo, de cobrar empenho dos alunos e de fazer com que os conhecimentos sejam difundidos. Mas melhorar o modo como os enunciados das perguntas aparece numa tarefa escrita, por exemplo, inibirá certos procedimentos descabidos daqueles que porventura querem "facilidades" no atendimento às tarefas propostas. Quando se propõe ao discente que ele não só memorize os dados, mas que raciocine em cima deles, além de estarmos incentivando enfrentar situações-problema de modo crítico, estamos - de alguma forma - dizendo ao aluno que ele não conseguirá êxito caso não tenha havido preparação, pois a "cola", nesse caso, será totalmente inviável.