28 de fev de 2014

TIPOLOGIA TEXTUAL - SEQUÊNCIA EXPLICATIVA

A seqüência explicativa consiste em detalhar ou conceituar determinado elemento, explicando a sua aplicação e suas particularidades. É típica dos dicionários e enciclopédias.


Verbo intransitivo: É aquele verbo que não rege complemento para ter sentido completo. . Ex.: os alunos já saíram. 

23 de fev de 2014

TEXTO ARGUMENTATIVO: EQUILÍBRIO DEVE SER UMA BUSCA CONSTANTE

Ser extremista na produção de um texto argumentativo, especialmente na prova do ENEM, é quase um suicídio, posto que os temas cobrados nunca apontarão para uma verdade absoluta nos posicionamentos. Sempre darão margem a um contraponto. Equilibrar a opinião, por meio de argumentos consistentes exige conhecimento do assunto (leitura) e da tipologia textual de natureza dissertativo-argumentativa (teoria e prática aliadas).

TIPOLOGIA TEXTUAL - SEQUÊNCIA INJUNTIVA

A sequência injuntiva configura-se por orientar, instruir, através de passos que devem obedecer a uma ordem. É típica dos manuais de orientação:


Modo de usar: Aplique sobre a cutícula e deixe agir de 2 a 3 minutos. Empurre com o auxílio de uma espátula. Se necessário, remova o excesso com o alicate de uma cutícula. 

21 de fev de 2014

AGRADECIMENTOS

Agradecemos a todos os comentários, dúvidas e sugestões enviados a este blog. Atingimos a marca de 1.920.000 visitas em 5 anos e 3 meses, o que nos orgulha demais. Falhas podem existir, erros podem ser cometidos, mas a busca pela qualidade nunca cessará. Há uma extrema vontade de se fazer tudo em nome da difusão do conhecimento, com opiniões emitidas e recebidas, bem como temas que podem ser relevantes a todos nós.

Muitíssimo obrigado, pessoal.

Professor Cassildo Souza
Autor do blog

TIPOLOGIA TEXTUAL - SEQUÊNCIA DESCRITIVA

A sequência descritiva consiste em retratar com palavras algo que se viu ou se observou, representando um objeto ou uma imagem. Nesse tipo de redação, os verbos de ação estão em segundo plano, dando destaque aos substantivos e aos adjetivos.    


Verde, na monotonia cinzenta da paisagem, só algum juazeiro [...]; mas em geral as pobres árvores apareciam lamentáveis, mostrando os cotos dos galhos como membros amputados e a casca toda raspada em grandes zonas brancas.
QUEIROZ, Rachel de. O quinze. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1988.

18 de fev de 2014

TIPOLOGIA TEXTUAL- DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA

A seqüência dissertativo-argumentativa (seqüência argumentativa) caracteriza-se pela discussão de uma problemática, com apresentação de idéias amparadas por argumentações e fatos, culminando com uma tomada de posição ou defesa de princípios.


Pelo que podemos presumir, o combate a essa droga avassaladora (o crack) só surtirá algum efeito, caso haja integração de toda a sociedade. Há uma necessidade premente de ações unificadas, que defendam uma causa comum, na tentativa de interferir positivamente acerca dessa quadro lamentável, porém reversível.
(fonte: www.napontadosdedosenapontadalingua.blogspot.com in: “Crack: para vencê-lo, é preciso um mutirão. Souza, Cassildo Gomes R. de   

16 de fev de 2014

TIPOLOGIA TEXTUAL - NARRAÇÃO

A sequência narrativa caracteriza-se por discorrer, contar, relatar fatos, sejam eles fictícios ou reais. Em oposição à descrição, é intensamente dinâmica, por isso predominam os verbos que indicam ação. Apresenta fatos, personagens, cenário, temporalidade. 

Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem. Lá se ia a oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto,  para me distrair na viagem. Suspirei e fiz o bacano respondendo que estava às suas ordens.
                PONTE PRETA, Stanislaw. A estranha passageira. 

15 de fev de 2014

O ENEM MOSTRA A FRAGILIDADE DE NOSSO ENSINO


O tema é repetido, mas o texto é novo. E essa reflexão não pode deixar de existir, se desejamos algum dia que alunos de escolas públicas atinjam um nível de qualidade ao se submeterem à prova do ENEM - EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO. O fato é que o aprendizado obtido nos níveis básicos da rede pública - o ensino fundamental - tem sido colocado à prova e, então, questionado, quando analisamos os resultados a cada ano. Há uma discrepância extrema entre os conhecimentos exigidos na prova (a qual se apresenta bem elaborada, no todo, embora com um número exagerado de questões) e a capacidade de se responder satisfatoriamente às propostas lançadas no Exame. Um desafio que já deveria ter começado a ser superado pelos autores das políticas educacionais.

É sabido amplamente pela sociedade brasileira que aos alunos de escolas públicas são dadas oportunidades de se inscreverem pela política de cotas raciais e/ou sociais, além de outros incentivos como acréscimo no argumento final do candidato, com base em algumas particularidades. O governo federal, atestando sua incapacidade de oferecer um ensino com qualidade digna, criou esses dispositivos no sentido de amenizar o resultado ainda mais catastrófico que poderia existir para os estudantes que participam do ENEM. Infelizmente, nem assim - em muitos casos - os resultados parecem animadores. A cada edição da prova, fica evidente o hiato gigantesco entre aquilo que se pretende (ou que se aparenta pretender) e o que acontece de fato com candidatos de escolas públicas.  

Sabemos que o problema da educação não será resolvido do dia para noite. Ainda que houvesse interesse de nossos representantes, levar-se-ia tempo. Mas o fato é que a trajetória escolar do aluno, desde as primeiras experiências estudantis até o momento de enfrentar esse tipo de seleção (não apenas o ENEM, mas outros exames e concursos públicos) ainda tem acontecido de maneira ultrapassada na escola e fora dela. Teimamos em priorizar a memorização pura e simples; teimamos - pais e professores - em só incentivá-los nos últimos momentos de sua escolarização básica; teimamos em dizer que eles são muito novos e, portanto, poderão esperar. Teimamos - novamente pais e professores - em não estabelecermos para eles uma rotina de estudo a longo prazo. Esses fatores - somados ao atraso histórico que nossa educação apresenta - acabam interferindo decisivamente na nota que será utilizada para ingresso ao ensino superior.

Está na hora de alunos, pais, professores, pedagogos reconhecerem essas falhas e, em conjunto, começarem a montar estratégias de aprendizado eficazes. Sem muito discurso e mais prática. Mais compromisso, mais reflexão, mais execução, mais atitude. Está na hora de, na sala de aula, deixarmos nossas frustrações de desvalorizados e fazermos o nosso papel, se afinal ali estamos. Isso também nos credenciará a certas cobranças mais futuramente. Está no momento de os alunos entenderem que um ano de preparação (na escola ou em cursinhos preparatórios) sem uma base formada, mínima que seja, não lhes garantirá um bom resultado. O ensino é contínuo e a longo prazo. Está mais do que no momento de compreender que as cotas ou outros incentivos não farão milagres de aprovação para os originários da rede pública. Mudança total nos moldes da preparação ao ENEM. E preparação começa desde cedo, nos primeiros momentos da educação doméstica ou sistematizada. Ao Estado, cabe substituir gradativamente a sua veia marqueteira embutida nas cotas por políticas sérias, que possibilitem aos jovens de todo o país uma estrutura educacional firme, valorizando os docentes, mas cobrando deles o compromisso necessário a um bom processo de ensino-aprendizagem.


9 de fev de 2014

1.900.000 VISITAS! QUEM DIRIA!

Não imaginei -  mais de 5 anos atrás, quando comecei a registrar - que chegaria a um número tão significativo de "pageviews" em meu blog. Só tenho a agradecer a todos que contribuíram para que isso se tornasse real. Obrigado a todos que comentam, questionam, criticam, sugerem. Espaço interativo existe para esse tipo de atividade. Rumo aos 2.000.000 de visitas, em poucos mais de 60 meses. 

Grande abraço a todos. E continuamos na batalha. Em breve, este blog se tornará site, com domínio próprio.

Cassildo.

8 de fev de 2014

CONCORDÂNCIA - UM ASPECTO IMPORTANTE NA CONSTRUÇÃO DO SENTIDO

Certos casos da gramática merecem cuidado. Se eu escrevesse "Estou disponibilizando o material com slides relativo à primeira aula.", existiria algum desvio de concordância aí?

E se eu publicasse "Vou seguir o cronograma de aulas mensais.", haveria ambigüidade na minha afirmação? Quem deve seguir quem, na concordância?

A leitura e escrita regulares possibilitam que sejam construídos esses períodos corretamente, sem que se questione os motivos da construção. Mas às vezes, dúvidas podem surgir.

Tudo depende daquilo que se deseja expressar. A concordância verbo-nominal, diferente do que ocorre em outros conteúdos, constitui um aspecto muito importante na língua, para se comunicar corretamente o que se deseja. Então, certas formas são preferíveis a outras, por interferirem diretamente no sentido.

Fiquem à vontade para desvendar as frases acima. Aceito explicações científicas ou empíricas.

Espero a participação.

7 de fev de 2014

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE TEXTOS DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVOS

UM PEQUENO INSTANTE DE REFLEXÃO

De uns dias pra cá, tenho questionado muitas coisas. Não se preocupem os que me acompanham, que o primeiro questionado sempre sou eu. Quando me meto a refletir sobre as coisas do mundo desordenado que nos rodeia, sempre terei - antes de tudo - me colocado como o centro desses questionamentos. Assim, a consciência pesará menos e os meus "dramas" (como muitos insistem em denominar) se amenizarão. Eis que aqui vou eu com uma decisão, provocada pela observação do cotidiano.


Tenho percebido que a diferença entre um esforço sobre-humano de uma pessoa e a inércia de outra não pesa tanto. Hoje em dia todos são colocados num mesmo patamar, ainda que não procedam com a mesma postura, o mesmo nível, o mesmo entusiasmo. Parece existir uma convenção segundo a qual "todos devem ser iguais", independentemente dos contextos e das circunstâncias. Somos todos comparáveis a produtos numa linha de produção, ainda que algumas das unidades possam ser inviáveis. Isso me incomoda.


Sou adepto da meritocracia, em qualquer campo que seja. Talvez essa minha visão seja o problema. Vivemos num país em que o mérito está no clientelismo, no corporativismo, nas "panelinhas" que se formam, nas indicações políticas, na capacidade de manipular as opiniões. Profissionais dedicados são preteridos, enquanto pessoas sem nenhum escrúpulo às vezes posam de boazinhas, de competentes, "compram" a sua imagem e, no final do processo, de nada adianta para alguns a busca pela correção. É desapontador isso.


Evidentemente que ser correto sempre compensa, no final. Mas ser generoso demais às vezes provoca traumas. Querer fazer tudo certinho, ajudar os outros, aconselhar a quem se estima, parecem ser atitudes inúteis hoje em dia. Estou pensando seriamente em mudar certas posturas que não acrescentam em nada. O intervalo entre os que buscam avançar e os que não buscam absolutamente nada é nulo. É duro admitir isso, num mundo tão cheio de egoísmo. De repente, com essas palavras, eu posso estar alimentando ainda mais essa nulidade, mas - por um instante -preciso rever algumas concepções. É claro, mantendo certos princípios invioláveis, como a honestidade. Isso é obrigação, nunca mérito.

Concurso da Caixa Econômica Federal - Nível Superior (EDITAL)

LÍNGUA PORTUGUESA:
1 Ortografia oficial.
2 Acentuação gráfica.
3 Flexão nominal e verbal.
4 Concordância
nominal e verbal.
5 Regência nominal e verbal.
6 Pronomes: emprego, colocação e formas de tratamento. 
7 Emprego de tempos e modos verbais.
8 Vozes do verbo.
9 Emprego do sinal indicativo de crase.
10 Pontuação.
11 Sintaxe da oração e do período.
12 Redação.
13 Compreensão e interpretação de textos.

Concurso da Caixa Econômica Federal - Nível Médio (Conteúdos)

LÍNGUA PORTUGUESA: 
1 Compreensão e interpretação de textos. 
2 Tipologia textual. 
3 Ortografia oficial. 
4 Acentuação gráfica. 
5 Emprego das classes de palavras. 
6 Emprego do sinal indicativo de crase. 
7 Sintaxe da oração e do período. 
8 Pontuação. 
9 Concordância nominal e verbal.
10 Regência nominal e verbal.
11 Significação das palavras.
12 Redação Oficial.


EDITAL CAIXA NÍVEL MÉDIO

6 de fev de 2014

EXEMPLO DE DISSERTAÇÃO - CONCLUSÃO

Não podemos ficar parados vendo milhares e milhares de crianças sofrerem maus tratos e agressões. A maneira mais correta de lutarmos contra isto é denunciar esses “monstros” e cuidar bem dos nossos pequenos. Eles serão o futuro de nosso país e colocarão em prática tudo aquilo que estão aprendendo agora. 

EXEMPLO DE DISSERTAÇÃO - 2º PARÁGRAFO DE DESENVOLVIMENTO

Entretanto, essa função não é mais verdadeiramente desempenhada, sendo comum encontrarmos casos em que irmãos se agridem ou, até mesmo, o pai ou a mãe maltratam seus filhos, exemplo do recente caso Isabella Nardoni, que obteve repercussão nacional. A violência contra as crianças ocorre constantemente, porém são poucos aqueles que são denunciados e punidos, fazendo com que a justiça, o governo e a sociedade não tomem conhecimento de todas as ocorrências. Desta forma, nós próprios estamos ajudando para que esse tipo de agressão seja cada vez mais comum. Não existem justificativas para a violência, pior ainda quando esta é praticada contra inocentes e indefesas crianças. 

EXEMPLO DE DISSERTAÇÃO - 1º PARÁGRAFO DE DESENVOLVIMENTO

Os tipos de agressão mais utilizados contra as crianças são a física e a sexual, praticadas, em sua grande maioria, por pessoas do próprio convívio familiar, o que provoca traumas e frustrações que serão levados por toda a vida desses pequenos. Na realidade, o papel que a família desempenha na estruturação e formação de uma criança é o mais importante se comparado com os papéis da escola, do governo e da sociedade como um todo, visto que será o seio familiar a primeira e insubstituível educadora da vida destes. 

EXEMPLO DE DISSERTAÇÃO - INTRODUÇÃO

Cenário Familiar

  A violência contra crianças e adolescentes é uma triste realidade que acompanhou a evolução do homem durante séculos e séculos. Porém, ela nunca tinha ganhado tamanha importância como nos dias atuais. O fato é que os casos de violência infantil estão ocorrendo com uma maior freqüência, gerando uma enorme revolta da população, que se choca ao entrar em contato com o tipo de agressão praticada contra os nossos pequenos, geralmente dentro do próprio âmbito familiar. São dezenas de casos ocorrendo simultaneamente durante num único dia, porém, são poucos aqueles que são denunciados e expostos à sociedade. 

DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA EM PROSA

Tema de interesse geral;
Introdução (Tese), Desenvolvimento e Conclusão;
Impessoalidade (não uso da 1ª pessoa do singular);
Imparcialidade na defesa de um ponto;
Argumentos em favor de um posicionamento;
Jamais deverá ser construída em versos. 
Conclusão deve apresentar sugestões para resolver a problemática debatida;
Não se assina sob hipótese alguma. 

2 de fev de 2014

Jogador de futebol ter que ser escoltado? De que adianta ameaçá-los? Quando vamos separar os torcedores dos bandidos? Resolveu fazer pressão e tentar agredi-los? O resultado foi positivo? 

Conheço ilustres torcedores do Corinthians (não é o único clube que sofre com isso, mas igualmente aos outros também é conivente com essa "moçada"), que - tenho certeza - jamais aprovariam as atitudes de alguns bandidos travestidos de torcedores. São certamente, esses néscios, os mesmos bandidos que estão aterrorizando os cidadãos nas ruas, assaltando, matando e fazendo arrastões. 

É o Brasil!