31 de dez de 2015

2016: COMECEMOS POR NÓS!


Seguindo as tradições - sem entanto constituir dogma - desejo que o ciclo a se iniciar seja bem mais leve para a maioria. Para a maioria, porque entendo que nem todos consideraram totalmente ruim o período anterior. As realidades são distintas a cada ser. Individualmente considero "15" um dos melhores de minha vida pessoal e profissional; pensando coletivamente, eu devo concordar que muita coisa negativa ocorreu. Muitas das quais por nossa própria culpa. Refletir é, também, assumir os erros.
Não podemos desvincular de nossas ações o sucesso de uma temporada; vivemos culpando os outros, creditando fracassos a terceiros; se um projeto não foi bem-sucedido, se um empreendimento deu errado, "foi culpa da crise"; crise é, aliás, uma palavra mágica que tem se tornado clichê para responder de imediato aquilo para o qual não temos a resposta sólida. A crise financeira não é sozinha responsável pelos desmandos do Brasil e do mundo. Ele é cruel, é verdade. Mas há crises moral, institucional e familiar no decorrer de nossa história. Há crise nos valores: ser honesto virou ingenuidade. Esses problemas juntos é que acabam por resultar na avalanche a que temos assistido diariamente, em especial em nosso país. São, de fato, crises. E crises de múltiplas facetas.
Se queremos falar de boas novas, de projetos bem-sucedidos, de realizações pessoais e profissionais, comecemos de nós mesmos. Não precisamos do discurso para fazê-lo. Desejar Feliz Natal ou Feliz Ano Novo tornou-se quase uma expressão do tipo "bom dia", "está quente aqui", "tudo bem?", despretensiosas, quando não se tem assunto para abordar. É preciso, muto mais do que desejos em vão, que atitudes existam. Ações que nos signifiquem e nos dignifiquem por estarem devidamente associadas ao que falamos ou escrevemos, onde quer que estejamos.
Desejo menos hipocrisia; menos violência; menos corrupção. Então digamos: "desejo que eu seja menos hipócrita, menos violento, menos corrupto; desejo que eu me afaste cada vez mais do egoísmo, da inveja e da falsidade; desejo que eu me mantenha firme em minhas convicções, desde que elas não prejudiquem terceiros; desejo que eu seja menos egocêntrico, mais tolerante; que eu seja cada vez mais consciente de minhas limitações; desejo também que eu tenha autoestima, consciência de meu valor; desejo, enfim, que eu esteja sempre a caminho de me tornar mais humano". O discurso em primeira pessoa favorecerá - de fato - as mudanças necessárias.
Não sendo assim, o "Feliz Ano Novo", "Bom Ano", "Feliz 2016" e expressões correlatas continuarão a constituir dogmas dos quais a humanidade já não mais precisa. E assim, a tradição será renovada por puro capricho, não nos trazendo absolutamente nada de evolução para o mundo.
Que em 2016 sejamos os primeiros a assumir nossos erros.
Grande Ano a todos.

30 de dez de 2015

"FELIZ NATAL", "FELIZ ANO NOVO"

"Feliz Natal" e "Feliz Ano Novo", em boa parte das ocasiões, são saudações individualistas, visto que os que a proferem geralmente estão em situação favorável, com ceias caríssimas e que até se desperdiçam às vezes. É um "Feliz Natal" para quem o diz e não um desejo para o outro, que muitas vezes está mal, sem perspectivas e não recebe nenhuma ajuda daqueles que lhes desejam boas festas. Se o espírito de Natal, segundo os que mais o defendem, é a coletividade, essa propagação tem sido muito pouco praticada.

E SE O CALENDÁRIO MUDASSE?

E se o calendário mudasse, como já várias vezes ocorreu no decorrer da história? Então o término do ano mudaria também. Isso nos faz refletir que tudo é abstrato em relação a essa época. Ficamos adiando para o próximo período de 12 meses coisas que poderiam ser realizadas no momento presente. "O ano que termina", "Tomara que acabe logo", "Foi o melhor da minha vida". Tudo isso é relativo porque depende das convenções temporais a que estamos submetidos.
Por outro lado, são coisas que alimentam a humanidade; de certo modo, são dogmas. Eles existem e ponto final. Se não devemos nos escravizar a eles, também não podemos ser tão "rabugentos" a ponto de criticarmos aqueles que os seguem. As críticas também têm limite e a autocrítica pode tomar seu lugar de vez em quando.
Costumamos apontar como falhas aquilo que não gostamos de fazer, como se fôssemos donos da verdade. Cada um sabe como vive e, isso sim, representa um caminho para a tolerância e para o respeito às pessoas.
Que venha 2016; mas que venha, a qualquer tempo, a reflexão e a autoanálise. Ninguém é perfeito, principalmente aquele que só fala na primeira pessoa do singular.
Vida que segue.

VOTOS PARA 2016?

Quer fazer votos para 2016? Comece por você mesmo, deixando o pedantismo de lado, não sendo omisso quando puder ajudar, nem tirando vantagem de quem já nada tem.

28 de nov de 2015

E LÁ SE FORAM VINTE ANOS...

Hoje amanheci nostálgico (mais do que normalmente já sou). Lembrando que está fazendo 20 anos de minha saída do ensino médio. Em 1995, aos 17 anos, no COLÉGIO COMERCIAL DE CURRAIS NOVOS (que já não se encontrava em seu auge), eu concluía o chamado "segundo grau" e ainda ensaiava nascer para o mundo. Porque é com essa idade (17, 18 anos) que começamos a nascer. Até então, somos apenas projeções.
Em duas décadas, eu posso olhar para trás e ver quanto a vida iniciada depois da saída da escola básica foi generosa comigo. Continua sendo. Lembranças inevitáveis desse intervalo me vieram à mente hoje, considerando que trabalho com adolescentes da mesma idade que eu tinha àquela época. Penso em como tudo acontece em seu devido tempo, e como foi essencial aquela formação primeira em minha vida. Eu era "apenas" o que meus alunos são hoje: jovens sonhadores, mas às vezes desprovidos de uma maturidade - o que é natural, pela fase em que nos encontramos - com mil e uma alternativas na mente, sem saber direito qual seguir, e se é possível seguir a que se deseja.
Esses 20 anos me consolidaram muito enquanto homem; mas a consolidação deles só foi possível por tudo que os antecedeu: o que aprendi na escola, complementando as orientações familiares, são um sustentáculo imprescindível e os efeitos têm mostrado isso. Eu costumo pensar que ainda sou um principiante nas coisas que faço, não quero me desgarrar dessa sensação de "amadorismo" - embora procure ser profissional - no mais positivo sentido da palavra. É a sensação de querer estar iniciando voos decisivos, mas ao mesmo tempo a consciência de que há bagagem e experiência para tocar as funções. Um misto de saudades de tempos que não voltam com a satisfação de que esses mesmos tempos provocarão - para sempre - efeitos em minha vida pessoal e profissional.
Ser nostálgico geralmente é tido como algo negativo por algumas pessoas. Fala-se que é como se não conseguíssemos nos livrarmos do passado. Eu vejo diferente. Todas as vezes que lembranças assim me ocorrem, eu me sinto privilegiado, tendo em vista poder "viajar no tempo" para uma época em que, mesmo com várias dificuldades, eu era extrema e inocentemente feliz e - não menos incrível - poder,no tempo presente, usufruir de tal período, contribuindo de alguma forma para a mesma sociedade que me acolheu.
Felicidade às vezes é isso.
Cassildo Souza.

NO AMBIENTE DO MEU CORAÇÃO: ESCOLA ESTADUAL "TRISTÃO DE BARROS".


SÉRIE QUESTÕES DE CONCURSOS - SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO SIMPLES II(07)

01. (IDECAN) Analise o trecho “Foi essa geração de empregos a maior promotora da redução da desigualdade [...].” (9º§). Assinale a alternativa que apresenta a classificação adequada da oração quanto ao seu tipo de sujeito.
A) Sujeito oculto.                                  D) Oração sem sujeito.
B) Sujeito simples.                               E) Sujeito indeterminado.
C) Sujeito composto.

02. (FUNCERN - Assist. Adm. UFRN) Considere o trecho: “E o PIB detesta ler. Então este texto é inútil, já que dificilmente chegará às mãos de um Perfeito Idiota
Brasileiro legítimo, certo? Errado (1). Qualquer um de nós corre o risco de se comportar assim (2). A relação semântica entre os dois segmentos do trecho será mantida se o ponto que os separa for substituído por
A) portanto.             B) desde que.           C) entretanto.           D) uma vez que.

03. (FUNCERN - Assist. Adm. UFRN) Considere o trecho: “Entender que a coisa pública é de todos e não uma terra de ninguém à sua disposição para fincar o garfo. [...]. Se algum desses códigos sociais lhe parecer alienígena em algum momento, cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus do PIB. Reaja, porque, enquanto não erradicarmos esse mal,nunca vamos ser uma sociedade para valer.” Os elementos linguísticos em destaque estabelecem, respectivamente, as seguintes relações de sentido:
A) condição, condição, causa e condição.
B) finalidade, comparação, causa e tempo.
C) finalidade, condição, explicação e tempo.
D) condição, comparação, explicação e condição.

04. (IDECAN)  Em “sempre pode haver uma oportunidade melhor”, o termo destacado é:
A) objeto indireto.                              B) objeto direto.
C) complemento nominal.                 D) sujeito.
E) agente da passiva. 

05. (IDECAN)  Em “Estrangeiros, escravos e mulheres não podiam participar dos debates ou julgamentos, nem eram consultados para coisa alguma.”, a conjunção em destaque confere à oração ideia de
A) adversidade.    B) alternância.
C) explicação.       D) conclusão.
E) adição.

21 de out de 2015

3 DIAS PARA O ENEM / 2015 - DICAS FINAIS


      


                                     









10 de out de 2015

27 de set de 2015

O FOCO DA PROPOSTA (02)


#PreparaçãoExigeCompromisso





MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA REDAÇÃO DO ENEM

#PreparaçãoExigeCompromisso







O FOCO DA PROPOSTA

#PreparaçãoExigeCompromisso





CUIDADO!


Alguns vídeos com dicas para o ENEM - inseridos na internet - defendem um modelo de preparação que já não existe mais. "Macetes", previsões de questões ou temas, decorebas de fórmulas... Se isso já era ultrapassado naquela época, hoje se torna inusitado demais. Aluno e professor antenados percebem. Esse tipo de prova não valoriza conteúdo acumulado mecanicamente, mas a capacidade de - com tais conteúdos - dominar linguagens, compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir argumentação e elaborar propostas. Em todas as áreas.
Cuidado com as propagandas enganosas. Milagres inexistem.

24 de set de 2015

30 DIAS PARA O ENEM 2015


Não há mais o que esperar. São apenas 30 dias para o ENEM / 2015. Contraditoriamente, há muitos alunos desistindo da preparação. Uma boa novidade para os que são permanentemente comprometidos.

SÉRIE QUESTÕES DE CONCURSOS - REGÊNCIA VERBAL e NOMINAL (06)


01. Assinale a única alternativa que está de acordo com as normas de regência da língua culta.
a) avisei-o de que não desejava substituí-Io na presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, jamais aspirei a tal cargo;b) avisei-lhe de que não desejava substituí-lo na presidência, pois apesar de ter sempre servido a instituição, jamais aspirei a tal cargo;
c) avisei-o de que não desejava substituir- lhe na presidência, pois apesar d ter sempre servido à instituição, jamais aspirei tal cargo;
d) avisei-lhe de que não desejava substituir-lhe na presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, jamais aspirei a tal cargo;
e) avisei-o de que não desejava substituí-lo na presidência, pois apesar de ter sempre servido a instituição, jamais aspirei tal cargo.

02. Marque o erro de regência verbal.
a) Prefiro estudar que trabalhar.
b) À cerveja prefiro o leite.
c) Prefiro leite a cerveja.
d) Prefiro este nome àquele que ele propôs.

03. Dentre as frases abaixo, uma apenas apresenta a regência nominal correta. Assinale-a:
a) Ele não é digno a ser seu amigo.
b) Baseado laudos médicos, concedeu-lhe a licença.
c) A atitude do Juiz é isenta de qualquer restrição.
d) Ele se diz especialista para com computadores eletrônicos.
e) O sol é indispensável da saúde.

04. (CTFMG) A regência nominal está conforme a norma culta em:
a) O filho tornou-se um profissional apto para exercer ao cargo de diretor.
b) A estrangeira mostrava muita devoção a pesquisa do HIV, naquele hospital.
c) A população simpatizava-se com as propostas apresenta-das pelo Governo.
d) O homem deve obediência aos princípios harmônicos que a natureza lhe oferece

05. Aponte a frase que apresenta incorreção de regência verbal.
a) Mário pagou o carro.
b) A moça perdoou a indiscrição do colega.
c) Antônio deixou de pagar o ajudante ontem.
d) Perdoemos aos que nos ofendem.

06. (TJ – SP) Indique onde há erro de regência nominal:
a) Ele é muito apegado em bens materiais.
b) Estamos fartos de tantas promessas.
c) Ela era suspeita de ter assaltado a loja.
d) Ele era intransigente nesse ponto do regulamento.
e) A confiança dos soldados no chefe era inabalável.


7 de set de 2015

INDEPENDÊNCIA?


Independência.

Palavrinha complexa e abrangente. Independência ideológica? Independência política? Independência econômica? Com todo o fanatismo existente e propagado nas redes sociais, é possível se falar em independência?

Somos mais dependentes do que possa supor nossa demagogia. Somos subordinados a dogmas que nos escravizam o tempo todo, fazendo-nos marionetes de um sistema cujos polos políticos não nos dizem a que vieram; e o pior, somos por convicção. Minha afirmação é incoerente (ser DEPENDENTE por CONVICÇÃO)? Muito mais incoerente é nossa postura de reclamar que as coisas não vão bem, quando isso se dá - em grande medida - pela nossa mediocridade e paixão sem limites.

Se procuramos tanto uma solução para problemas que historicamente afligem o país, não podemos desconsiderar que tais problemas serão sanados satisfatoriamente apenas quando conquistarmos as independências. Quando sustentarmos nossas posições sem as interferências diárias dos amigos, parentes e patrões; quando soubermos dizer "não!" a certos vigaristas travestidos de representantes do povo sem nenhum remorso; quando o Hino Nacional não se restringir a um ato isolado nos eventos esportivos internacionais; quando o debate político deixar de ser peleja partidária e virá uma discussão que precede o bem comum.

Se queremos independência, teremos que ser mais maduros: valorizando mais a educação (enquanto sociedade) e menos as baladas (não é que não possamos ser felizes, mas não podemos festejar eternamente sem razão); não tendo constrangimento em cobrar das autoridades o que elas nos devem. Seremos independentes quando movimentos de protestos não se confundirem com atos de vandalismo; quando tivermos discernimento a respeito das manipulações midiáticas que sofremos; seremos, enfim, independentes quando soubermos o que realmente queremos para o nosso país, numa consciência coletiva e não individual.

Sem isso, em minha visão clichê, a marcha de hoje e de sempre em nada nos representará.

Cassildo Souza

4 de set de 2015

TOLERÂNCIA POLÍTICA

Tolerância 1000

                                                                                                                          
 Cassildo Souza

Observando a situação do país estes dias, veio-me a sensação de que – como povo – somos muito passivos, tolerantes com os atos de corrupção, conformados demais com os descasos que a nação atravessa ao longo da história. Somos filhos da cegueira eterna, da mesmice política que nos toma conta. Não conseguimos enxergar o óbvio. As décadas transformam-se em séculos e seguimos sofrendo, sofrendo, sofrendo, sob as mais esdrúxulas justificativas do tipo “o Brasil é assim mesmo”, “O Brasil não tem solução”, “Fulano rouba, mas faz.”

Lastimável.  Nossa conivência com atos inescrupulosos chega ao nível máximo, numa espécie de relação estranha, já que tudo isso recai sobre nossos ombros. Chego a pensar (tenho quase certeza disso) que existe cumplicidade com tais atitudes, numa espécie de relação mútua, como se esperássemos o dia em que qualquer um de nós cometerá um delito dessa natureza e, portanto, estará isento. Uma relação de troca no mais legítimo estilo de “um dia poderá ser eu”. “E caso eu esteja na mesma situação, também quero ser absolvido”. Duro admitir tamanho absurdo, mas não espanta que assim seja, em se tratando de Brasil.

Agonizamos na educação, na segurança pública, no respeito aos direitos civis; na saúde – pública ou privada – a situação precária só progride; a infraestrutura de algumas cidades não garante o fluxo das construções ou dos automóveis; a falta de recursos hídricos só torna iminente a existência de um colapso, mesmo sendo nosso país um dos mais ricos hidricamente do planeta. E o que fazemos? Aceitamos calados e quando ameaçamos usar nossa voz, apenas o fazemos denegrindo a imagem daqueles que pensam diferente de nós. Sempre fugimos ao foco do debate que deveria haver, porque há também uma mentalidade politiqueira que leva ao fanatismo.

Discutir sobre os problemas do país não pode confundir-se com brigar por facções. Isso alimenta a nossa passividade. Somos atrasados ao ponto de inverter a situação, considerando-nos dependentes dos políticos, quando eles é que devem depender de nós para conquistar seus cargos. E depender de nós significa estarem comprometidos com nossas agendas, cientes de que se assim não fizerem, nós os excluiremos de nossos contatos, de nossos possíveis representantes. Sonhar é muito bom. Estamos muito distantes disso. Nossa tolerância é espantosa, porque ela está ligada intimamente a nossa cumplicidade, nossa conivência histórica. Criticamos nos políticos muitas atitudes que nós, no dia a dia, cometemos.

As gerações atual e futura não podem desanimar; pelo contrário, elas é que poderão contribuir para que tal mentalidade seja banida de uma vez por todas de nossas cabeças; para que nos esqueçamos das pelejas partidárias, do clientelismo barato que só prejudica a busca de soluções concretas para tais problemas. Todos esses fatos nos tornam “hipertolerantes” com a elite que domina o Brasil – de qualquer que sejam as cores partidárias. O pacote é completo, e nosso erro é justamente querer eleger como culpado apenas um lado, visto que todos os pólos de nossa política – em meu questionável entender – não se diferem muito um do outro.

Nossa “Tolerância 1000” certamente é considerada um aspecto favorável a quem “comanda” a nação. E quando digo “comanda”, estou me referindo aos 3 Poderes: executivo, legislativo e judiciário (propositalmente com iniciais minúsculas). Os membros de tais representações conhecem o povo de sua nação e, por isso, estão cada vez mais acomodados em atender aos problemas que nos atingem. Nossa preocupação diária é com as baladas que virão, com a próxima novela das 9 ou com quem será campeão brasileiro. Estudar, refletir e cobrar melhorias nunca está em nossa agenda pessoal.


O Brasil vai bem, obrigado. Desde 1500.

10 de ago de 2015

"ESSE TEMA NÃO CAI NO ENEM"

Produção textual na Central de Cursos - Currais Novos
10.08.2015

Produção textual na Central de Cursos - Currais Novos
10.08.2015

Esse tema não cai no ENEM."

Estamos há 6 anos desde a mudança drástica que ocorreu no EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO, o qual se transformou num grande vestibular, "enterrando" a maioria das seleções tradicionais para ingresso no ensino superior. Mas parece alguns não incorporaram ainda as alterações ocorridas nesse sistema e continuam - alunos ou professores - a esperar um sistema de preparação previsível, decoreba e que "vende" garantia de acerto. Isso ocorre muito com a prova de redação, um modelo no qual não se deve apoiar-se.

A possibilidade de assuntos que giram em torno da prova de redação é abrangente ao extremo. Analisando-se material didático de diversas editoras, encontram-se cerca de 70 temas diferentes indicados como possíveis de serem escolhidos pelos professores que elaboram as propostas de diversos processos seletivos, inclusive a do Enem. Ou seja, não há previsibilidade (e nem deveria haver) para o assunto a ser cobrado na produção textual. Esta é a realidade.

No entanto, alunos insistem em exigir de professores que eles acertem o tema, e alguns professores alimentam - de maneira incrivelmente inocente ou leviana - a garantia de que vão acertar o assunto da prova. Ora, se por acaso o Enem aborda um assunto coincidente com o da preparação, isso é mais do que natural. Mas não terá sido o poder de "vidente" do mestre o responsável por essa coincidência. Mesmo porque os professores geralmente trabalham inúmeros temas durante o ano. Caso fosse possível prevê-los, eles trabalhariam apenas aquele em que apostariam. É claro que se faz necessário o estabelecimento de critérios, dentro dos preceitos do Exame, que discute temas sociais em suas edições.

Estudar, ler, escrever, questionar, revisar propostas anteriores constituem atitudes sensatas e que não visa a "facilitar" a preparação. Somente com muito esforço e compromisso se poderá realizar as provas de todas as áreas com boas perspectivas. Ninguém saberá que tema será exigido e, por isso, ao tratar de qualquer temática social, ela já estará essencialmente ligada a qualquer outro que venha a cair. O resto é propaganda enganosa, que atrai muitos inocentes ou descompromissados que desejam sucesso sem suor.

5 de ago de 2015

O PROFESSOR E A BUSCA PELO EQUILÍBRIO



O professor e a busca pelo equilíbrio

Ser professor é estar, antes de tudo, habituado às mudanças bruscas de expectativas. Um dia tudo dá certo, no outro o mundo cai. E então aquele ser ora está entusiasmado, ora está frustrado, guiado pelos acontecimentos que não obedecem a uma sequência lógica. Viver isso é mais do que comum em nossa profissão. Linearidade não existe.

Não é fácil encontrar o equilíbrio, o ponto que norteie com segurança absoluta as ações que se vão desenvolver ao longo de um dia de trabalho. E isso não significa que não haja critérios, que não se projete com clareza o que se quer. Trabalha-se para públicos muito diversificados, ainda que se insiram num grupo maior com certa padronização. As respostas nem sempre vêm de modo semelhante para os mesmos níveis. Questões que intrigam até mesmo quem já tem certa “bagagem” na área.

O fato é que – enquanto professores – somos cobrados a agir como se fôssemos máquinas infalíveis, que conseguem prever com uma precisão espetacular os eventos que ocorrerão daqui a um segundo ou daqui a meses. Essa cobrança vem de todos: da sociedade, dos alunos, mas principalmente de nós mesmos. Sabemos que infalibilidade não existe, ao mesmo tempo em que – malsucedidamente – insistimos em tentar ser perfeitos, sem equívocos. Estamos na “corda-bamba” o tempo todo.

Ser professor resume-se a esse vai e vem diário, a esse interminável processo de cair e levantar. Ser criticado hoje pelo que se elogiou ontem, ser elogiado quando não se merece e, apesar disso, tudo ter critério mais ou menos definido. E, assim, seguem as aulas, planejadas e imprevisíveis (doce contradição), seguem as inquietações, seguem as exigências dos outros sobre nós, as nossas exigências sobre os outros (os alunos). Assim segue a vida; vida que segue.  Até a próxima surpresa.



26 de jul de 2015

FANATISMO POLÍTICO NO BRASIL



E se o ENEM - para o qual faltam exatamente 90 dias - cobrasse um tema de redação sobre o fanatismo político no Brasil? Creio que seria um terror para a maioria, já que - de um lado e de outro - as análises são sempre tendenciosas.


EMPRESAS DE RÁDIO E TV SÃO CONCESSÕES PÚBLICAS E NÃO PRIVADAS

Emissoras de rádio e TV são concessões públicas. Isso, teoricamente, induz a pensarmos que tais veículos comunicativos deveriam ser imparciais, publicando as matérias sem favorecer ninguém. Se são concessões públicas, não deveriam agir como empresas privadas. Utopia. Isto é o que ocorre diariamente no Brasil.
Não seria diferente, já que - embora a Constituição proíba - Deputados e Senadores estão entre os que mais recebem essas concessões e, desse modo, publicarão apenas aquilo que é do seu interesse.
Outro fato a ser esclarecido é que as concessões têm tempo limitado, mas não se tem conhecimento de que os conteúdos veiculados sejam avaliados e que isso interfira na renovação da autorização para operar.
Portanto, pensar numa mídia predominantemente imparcial, no Brasil, é pensar que os problemas ociais nossos estão todos resolvidos.


SUFIXO "IN" SOBRE RADICAIS INICIADOS COM "R"


Radicais iniciados com "r" acrescidos do prefixo "in", dobram a consoante "r". Portanto, não existe INRESPONSÁVEL, INREVERSÍVEL, INRETRATÁVEL, INRECUPERÁVEL (são corretas IRRESPONSÁVEL, IRREVERSÍVEL, IRRETRATÁVEL, IRRECUPERÁVEL). Um erro muito comum na hora de escrever. No caso da prova do ENEM, afeta negativamente a Competência I da Redação: domínio da norma culta da língua.

PARCIAL e IMPARCIAL. Quais as diferenças?


Uma confusão muito comum ocorre com os termos PARCIAL e IMPARCIAL.
Quando se fala numa mídia PARCIAL, significa dizer que ela é tendenciosa, tomando PARTIDO de alguém, favorecendo alguma PARTE. Normalmente, as pessoas se equivocam (por falta de cuidado ou de leitura) e entendem o oposto. Ser IMPARCIAL é, então, ser NEUTRO, não favorecer a quem quer que seja. Muito cuidado!


21 de jul de 2015

SÉRIE QUESTÕES DE CONCURSOS - SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO I (5)

01. (Medicina Itajubá-MG) Todas as orações apresentam verbo de ligação, exceto:
a) Camilo saiu desesperado da biblioteca.
b) Juliana ficou pensativa ao lado da irmã. 
c) Orestes continuava firme no seu propósito.
d) Jairo permanece calado no meio da gritaria. 
e) César parecia um rapaz entre os coleguinhas

02. Assinale a frase sem complemento nominal
a) Há necessidade de apoio. 
b) Tenho confiança em vocês.
c) O gosto pelas letras levou-o longe. 

d) Não duvido de ninguém.

03. Assinale a alternativa em que o sujeito está incorretamente classificado:

a) chegaram, de manhã, o mensageiro e o guia (sujeito composto);

b) fala-se muito neste assunto (sujeito indeterminado);

c) vai fazer frio à noite (sujeito inexistente);

d) haverá oportunidade para todos (sujeito inexistente);
e) não existem flores no vaso (sujeito inexistente).


04. Em “Éramos três velhos amigos, na praia quase deserta”, o sujeito desta oração é:

a) subentendido; 

b) claro, composto e determinado;

c) indeterminado; 

d) inexistente;

e) claro, simples e determinado.


05.Marque a oração em que o termo destacado é sujeito:
a) houve muitas brigas no jogo;

b) Ia haver mortes, se a polícia não interviesse;

c) faz dois anos que há bons espetáculos;

d) existem muitas pessoas desonestas;

e) há muitas pessoas desonestas.