24 de mai de 2015

MUDANÇAS NO ENEM 2015


I

Alunos carentes e concluintes do ensino médio em 2015 são isentos da taxa do ENEM, a exemplo das edições anteriores. No entanto, a partir desta edição, alunos que não comparecem às provas perdem - automaticamente - o direito de isenção na edição seguinte. A ideia é evitar o alto percentual de abstenção que tem ocorrido nos últimos anos. Boa mudança.

II

O horário das provas do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM sofreu alterações para a edição de 2015. Agora, as provas iniciarão às 13h30, permanecendo o mesmo tempo de duração das edições anteriores.




10 de mai de 2015

SÉRIE QUESTÕES DE CONCURSOS - PRONOMES (04) - RESPOSTAS

 01-D (para definir o "que" como não sendo pronome relativo, basta que ele esteja após um verbo; neste caso, estará introduzindo oração substantiva; para defini-lo como pronome relativo, basta que seja possível trocá-lo por O QUAL e suas flexões);

02-B (pronome de tratamento concorda em 3.ª pessoa); 

03-C (pronome "mim" usa-se após preposição ou no final de oração; "eu" usa-se como sujeito da oração seguinte, geralmente com infinitivo: "..para eu ler."); 

04-B ("certo" é pronome indefinido quando substituível por "algum": "Algum rapaz te procurou."); 

05-B ("estes" refere-se a "dentes", termo mais próximo, enquanto "aquela" refere-se a "maxila", termo mais distante).

DIAS DAS MÃES

O Dia das Mães oficial, o de hoje, deve ser apenas uma extensão dos outros 364 dias que a elas dedicamos. Estes seres nos suportam do nascimento até a vida adulta, amparando-nos, confortando-nos, apoiando em nossas decisões, mesmo quando parecemos já ter adquirido independência. Na verdade, o "cordão umbilical" nunca se rompe, o laço é permanente, eterno.
Minha homenagem a Maria Lindalva, minha mãe, responsável por tudo que sou e pelo que ainda poderei vir a ser. Tenho sorte de ser filho desta mulher com uma história de vida incrível. E ainda mais por ter o gênio tão parecido com o dela. É meu espelho e minha referência.
Nesta data, dizer EU TE AMO é apenas um clichê.


3 de mai de 2015

EDUCAÇÃO: A SOCIEDADE DEVERIA SER A PRIMEIRA A VALORIZAR

Nunca fui de me incluir em manifestações mais fervorosas sobre qualquer que seja a causa. Não tenho jeito para certas reações, embora respeite aqueles que as promovem - desde que demonstrem coerência na atuação. A educação brasileira, notadamente falimentar, numa dessas manifestações a que nos habituamos historicamente, testemunhou mais um episódio lamentável comum a nosso país, quatro dias atrás, no Paraná, quando professores da rede estadual foram agredidos COVARDEMENTE por um grupo de policiais usados como instrumentos de um estado truculento e sem diálogo.
Sem querer me ater aos excessos de alguns - uma porcentagem mínima à qual o governo do PR faz questão de se referir, apoiado por muitos cidadãos ditos de bem - os professores ali estavam para cobrar direitos garantidos pela Constituição Brasileira e pelas leis que a partir dela se originam. Em primeiro lugar, os PMs encontravam-se munidos de todos os equipamentos necessários para grandes confrontos. E estranhamente, porque esses mesmos PMs poderiam estar nas ruas protegendo a população dos bandidos, os quais tomam conta dia a dia de nossos bairros, amedrontando quem quer que seja. Mas não. Por ordem de um tal governador remanescente do tempo da escravidão e da ditadura militar, eles não foram intimidar os assaltantes, nem os traficantes, nem os políticos corruptos. Eles agrediram professores cuja arma é senão a própria voz em defesa de seus direitos.
Não se trata de culpar a PM, como corporação, pelos fatos ocorridos, visto que sabemos serem funcionários do Estado, a quem devem subordinação e obediência. No entanto, até a subordinação e a obediência têm limites que não precisam ser estabelecidos por dispositivo legal nenhum. Existe um limite imposto pelo caráter de humanidade, de dignidade, de coletividade, uma vez que tanto policiais quanto professores são vítimas do mesmo Estado. Ou seja, em vez de haver uma junção de forças, houve uma segregação orquestrada por detentores de um poder sujo e repugnante. Dezessete - eu disse 17 - heróis recusaram-se a compactuar com tamanha falta de respeito e, por isso, foram presos.
Esses 17 cidadãos dignos de todo o respeito e consideração - por quem tem capacidade de discernimento - devem ter-se lembrado que serão, mais cedo ou mais tarde, vítimas da mesma causa que motivou a manifestação dos mestres; devem ter-se lembrado que muitos daqueles educadores que ali estavam os ajudaram na sua formação, contribuindo inclusive para que obtivessem êxito no concurso que originou a convocação deles; devem ter-se lembrado que existiam senhores e senhores responsáveis - em meio a tantas dificuldades - por educar os filhos dos outros, até mesmo dos próprios policiais. Merecem todas as honras os 17 homens - no mais completo sentido da palavra. Não importa o que pensam os opressores e quem os apoia.
Tendemos a ficar indignados quando membros da polícia militar são mortos em confronto com os bandidos, porque morrem heróis que estão protegendo a população. Do mesmo modo, devemos demonstrar indignação pelas agressões direcionadas aos manifestantes do Paraná, pela maneira excessiva como tudo aconteceu. A ação foi ordenada pelo governador do Estado e executada pela corporação. Não me convence a história de que estavam obedecendo ordens, já que muitos funcionários deixam de obedecer determinações muito mais relevantes para o público que recebe determinado serviço. Os PMs do Paraná perderam uma grande oportunidade de juntar-se àqueles manifestantes e opor-se a quem realmente merecia. Talvez eu esteja viajando demais, querendo uma mentalidade avançada desse jeito.
Não se trata aqui de uma manifestação contra a figura do policial militar brasileiro, pois estamos abordando um fato específico, com local específico. Não cabe a generalização, que fique bem claro, já que os verdadeiros e sérios policiais - assim como os verdadeiros e sérios professores, profissionais da saúde, garis, vigias noturnos, etc. - ainda são a salvação do país.
Meu repúdio a esses atos que envergonham o Brasil diante do mundo. Meu repúdio aos que apoiam o diálogo do gás de pimenta, das balas de borracha e dos cassetetes. Aprendi a argumentar de outra maneira.
Por exemplo, amanhã, minha arma será uma camisa preta durante minhas aulas.


1 de mai de 2015

DIA DO TRABALHO. DIA DOS VERDADEIROS HERÓIS NACIONAIS


O dia 1.º de Maio merece ser exaltado por inúmeros motivos. Se hoje os trabalhadores ainda não estão no paraíso, pelo menos muitos direitos negados no passado recente já são, ainda que lentamente, cumpridos (não necessariamente respeitados, mas cumpridos). O que dizer, entretanto, para aqueles que estão desempregados, excluídos do mercado? O que falar àqueles que são praticamente escravos em algumas empresas, trabalhando num regime subumano por salários pífios, sob ameaça de demissão o tempo todo? O que transmitir aos professores de todo o Brasil, especialmente aos do Paraná, pelas cenas lamentáveis ocorridas dois dias atrás? E aos policiais, que arriscam a vida todos os dias, atuando sem os aparatos de segurança e sem os suportes necessários a boas operações? Aos profissionais da saúde, o que argumentar pelo caos total vivido por eles em hospitais e unidades de saúde que mais parecem depósitos de pessoas?

Não há o que dizer, de fato. Lamentar é o possível, mas não resolve esses problemas. Então, façamos o que manda o bom senso. E ele nos manda reconhecer o grau de heroísmo que os operários de todas as áreas demonstram neste país injusto, mesquinho e autoritário, características que estão totalmente em confronto com a democracia. O bom senso nos diz que devemos aplaudir os trabalhadores da indústria, do comércio, os prestadores de serviço; os heróis da segurança pública, da educação e da saúde; os autônomos, que mesmo não estando vinculado a alguma companhia, pagam os impostos (caríssimos) necessários à sua atuação; devemos enaltecer as domésticas, babás, camareiras, que se dedicam às funções como se estivessem arrumando as próprias casas ou cuidando dos próprios filhos; aplaudir os profissionais isentos da imprensa (nem sempre isso é possível, no Brasil), os quais colaboram muitas vezes em esclarecer casos que interessam à sociedade. Enfim, é preciso agradecer a todos os trabalhadores, pois eles são os responsáveis pela construção de um país que se encarrega todos os dias de desmanchar o que fazem. São eles ainda a salvação desta terra sem comando, que sustenta falcatruas milionárias e diárias a que temos tido acesso ao longo da história.

O que fugir a essa exaltação é, para mim, estratagema para nos fazer acreditar que as autoridades se preocupam com os trabalhadores. Independentemente de quem esteja no poder, tudo não passa de discurso. Os verdadeiros heróis nacionais são os cidadãos comuns, instruídos ou não, que se empenham para dar seu melhor, num custo benefício irrisório para eles e excelente para o país. Aqueles que saem de casa pela madrugada, que pegam no mínimo dois ônibus para chegarem a seus empregos; aqueles que almoçam às pressas para não deixar o trabalho atrasar; aqueles que voltam para casa às oito, nove horas da noite e que, por isso, nem tempo para dedicar à família têm; aqueles que são mortos por acidentes de trabalho, por falta de condições adequadas às atividades desenvolvidas; são essas pessoas as verdadeiras merecedoras de toda a atenção, carinho, respeito e de dignidade, matéria escassa quase sempre na terra tupiniquim.

Como trabalhador, sou testemunha de quão dedicados são os brasileiros. Estou me referindo à regra, e a regra no Brasil é que sua população trabalha demais e pouco vive. Produz muito e ganha pouco. Por mais que recebam salários ridículos, não deixam de dedicar-se. Por isso vive mal. Mas o esforço é constante, é contínuo, é cativante. Um de meus sonhos (mais do que isso, uma utopia) é que um dia esses heróis tenham a recompensa que merecem, ou pelo menos que se aproximem desse reconhecimento. Isso pode (e deve) começar pelos próprios trabalhadores, a cada 2 anos, refletindo bastante antes de digitar certos números em uma urna eletrônica.

Parabéns aos Heróis Nacionais Brasileiros!

Sem vocês, já teríamos falido.

Cassildo​ Gomes Rodrigues de Souza