27 de set de 2015

O FOCO DA PROPOSTA (02)


#PreparaçãoExigeCompromisso





MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA REDAÇÃO DO ENEM

#PreparaçãoExigeCompromisso







O FOCO DA PROPOSTA

#PreparaçãoExigeCompromisso





CUIDADO!


Alguns vídeos com dicas para o ENEM - inseridos na internet - defendem um modelo de preparação que já não existe mais. "Macetes", previsões de questões ou temas, decorebas de fórmulas... Se isso já era ultrapassado naquela época, hoje se torna inusitado demais. Aluno e professor antenados percebem. Esse tipo de prova não valoriza conteúdo acumulado mecanicamente, mas a capacidade de - com tais conteúdos - dominar linguagens, compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir argumentação e elaborar propostas. Em todas as áreas.
Cuidado com as propagandas enganosas. Milagres inexistem.

24 de set de 2015

30 DIAS PARA O ENEM 2015


Não há mais o que esperar. São apenas 30 dias para o ENEM / 2015. Contraditoriamente, há muitos alunos desistindo da preparação. Uma boa novidade para os que são permanentemente comprometidos.

SÉRIE QUESTÕES DE CONCURSOS - REGÊNCIA VERBAL e NOMINAL (06)


01. Assinale a única alternativa que está de acordo com as normas de regência da língua culta.
a) avisei-o de que não desejava substituí-Io na presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, jamais aspirei a tal cargo;b) avisei-lhe de que não desejava substituí-lo na presidência, pois apesar de ter sempre servido a instituição, jamais aspirei a tal cargo;
c) avisei-o de que não desejava substituir- lhe na presidência, pois apesar d ter sempre servido à instituição, jamais aspirei tal cargo;
d) avisei-lhe de que não desejava substituir-lhe na presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, jamais aspirei a tal cargo;
e) avisei-o de que não desejava substituí-lo na presidência, pois apesar de ter sempre servido a instituição, jamais aspirei tal cargo.

02. Marque o erro de regência verbal.
a) Prefiro estudar que trabalhar.
b) À cerveja prefiro o leite.
c) Prefiro leite a cerveja.
d) Prefiro este nome àquele que ele propôs.

03. Dentre as frases abaixo, uma apenas apresenta a regência nominal correta. Assinale-a:
a) Ele não é digno a ser seu amigo.
b) Baseado laudos médicos, concedeu-lhe a licença.
c) A atitude do Juiz é isenta de qualquer restrição.
d) Ele se diz especialista para com computadores eletrônicos.
e) O sol é indispensável da saúde.

04. (CTFMG) A regência nominal está conforme a norma culta em:
a) O filho tornou-se um profissional apto para exercer ao cargo de diretor.
b) A estrangeira mostrava muita devoção a pesquisa do HIV, naquele hospital.
c) A população simpatizava-se com as propostas apresenta-das pelo Governo.
d) O homem deve obediência aos princípios harmônicos que a natureza lhe oferece

05. Aponte a frase que apresenta incorreção de regência verbal.
a) Mário pagou o carro.
b) A moça perdoou a indiscrição do colega.
c) Antônio deixou de pagar o ajudante ontem.
d) Perdoemos aos que nos ofendem.

06. (TJ – SP) Indique onde há erro de regência nominal:
a) Ele é muito apegado em bens materiais.
b) Estamos fartos de tantas promessas.
c) Ela era suspeita de ter assaltado a loja.
d) Ele era intransigente nesse ponto do regulamento.
e) A confiança dos soldados no chefe era inabalável.


7 de set de 2015

INDEPENDÊNCIA?


Independência.

Palavrinha complexa e abrangente. Independência ideológica? Independência política? Independência econômica? Com todo o fanatismo existente e propagado nas redes sociais, é possível se falar em independência?

Somos mais dependentes do que possa supor nossa demagogia. Somos subordinados a dogmas que nos escravizam o tempo todo, fazendo-nos marionetes de um sistema cujos polos políticos não nos dizem a que vieram; e o pior, somos por convicção. Minha afirmação é incoerente (ser DEPENDENTE por CONVICÇÃO)? Muito mais incoerente é nossa postura de reclamar que as coisas não vão bem, quando isso se dá - em grande medida - pela nossa mediocridade e paixão sem limites.

Se procuramos tanto uma solução para problemas que historicamente afligem o país, não podemos desconsiderar que tais problemas serão sanados satisfatoriamente apenas quando conquistarmos as independências. Quando sustentarmos nossas posições sem as interferências diárias dos amigos, parentes e patrões; quando soubermos dizer "não!" a certos vigaristas travestidos de representantes do povo sem nenhum remorso; quando o Hino Nacional não se restringir a um ato isolado nos eventos esportivos internacionais; quando o debate político deixar de ser peleja partidária e virá uma discussão que precede o bem comum.

Se queremos independência, teremos que ser mais maduros: valorizando mais a educação (enquanto sociedade) e menos as baladas (não é que não possamos ser felizes, mas não podemos festejar eternamente sem razão); não tendo constrangimento em cobrar das autoridades o que elas nos devem. Seremos independentes quando movimentos de protestos não se confundirem com atos de vandalismo; quando tivermos discernimento a respeito das manipulações midiáticas que sofremos; seremos, enfim, independentes quando soubermos o que realmente queremos para o nosso país, numa consciência coletiva e não individual.

Sem isso, em minha visão clichê, a marcha de hoje e de sempre em nada nos representará.

Cassildo Souza

4 de set de 2015

TOLERÂNCIA POLÍTICA

Tolerância 1000

                                                                                                                          
 Cassildo Souza

Observando a situação do país estes dias, veio-me a sensação de que – como povo – somos muito passivos, tolerantes com os atos de corrupção, conformados demais com os descasos que a nação atravessa ao longo da história. Somos filhos da cegueira eterna, da mesmice política que nos toma conta. Não conseguimos enxergar o óbvio. As décadas transformam-se em séculos e seguimos sofrendo, sofrendo, sofrendo, sob as mais esdrúxulas justificativas do tipo “o Brasil é assim mesmo”, “O Brasil não tem solução”, “Fulano rouba, mas faz.”

Lastimável.  Nossa conivência com atos inescrupulosos chega ao nível máximo, numa espécie de relação estranha, já que tudo isso recai sobre nossos ombros. Chego a pensar (tenho quase certeza disso) que existe cumplicidade com tais atitudes, numa espécie de relação mútua, como se esperássemos o dia em que qualquer um de nós cometerá um delito dessa natureza e, portanto, estará isento. Uma relação de troca no mais legítimo estilo de “um dia poderá ser eu”. “E caso eu esteja na mesma situação, também quero ser absolvido”. Duro admitir tamanho absurdo, mas não espanta que assim seja, em se tratando de Brasil.

Agonizamos na educação, na segurança pública, no respeito aos direitos civis; na saúde – pública ou privada – a situação precária só progride; a infraestrutura de algumas cidades não garante o fluxo das construções ou dos automóveis; a falta de recursos hídricos só torna iminente a existência de um colapso, mesmo sendo nosso país um dos mais ricos hidricamente do planeta. E o que fazemos? Aceitamos calados e quando ameaçamos usar nossa voz, apenas o fazemos denegrindo a imagem daqueles que pensam diferente de nós. Sempre fugimos ao foco do debate que deveria haver, porque há também uma mentalidade politiqueira que leva ao fanatismo.

Discutir sobre os problemas do país não pode confundir-se com brigar por facções. Isso alimenta a nossa passividade. Somos atrasados ao ponto de inverter a situação, considerando-nos dependentes dos políticos, quando eles é que devem depender de nós para conquistar seus cargos. E depender de nós significa estarem comprometidos com nossas agendas, cientes de que se assim não fizerem, nós os excluiremos de nossos contatos, de nossos possíveis representantes. Sonhar é muito bom. Estamos muito distantes disso. Nossa tolerância é espantosa, porque ela está ligada intimamente a nossa cumplicidade, nossa conivência histórica. Criticamos nos políticos muitas atitudes que nós, no dia a dia, cometemos.

As gerações atual e futura não podem desanimar; pelo contrário, elas é que poderão contribuir para que tal mentalidade seja banida de uma vez por todas de nossas cabeças; para que nos esqueçamos das pelejas partidárias, do clientelismo barato que só prejudica a busca de soluções concretas para tais problemas. Todos esses fatos nos tornam “hipertolerantes” com a elite que domina o Brasil – de qualquer que sejam as cores partidárias. O pacote é completo, e nosso erro é justamente querer eleger como culpado apenas um lado, visto que todos os pólos de nossa política – em meu questionável entender – não se diferem muito um do outro.

Nossa “Tolerância 1000” certamente é considerada um aspecto favorável a quem “comanda” a nação. E quando digo “comanda”, estou me referindo aos 3 Poderes: executivo, legislativo e judiciário (propositalmente com iniciais minúsculas). Os membros de tais representações conhecem o povo de sua nação e, por isso, estão cada vez mais acomodados em atender aos problemas que nos atingem. Nossa preocupação diária é com as baladas que virão, com a próxima novela das 9 ou com quem será campeão brasileiro. Estudar, refletir e cobrar melhorias nunca está em nossa agenda pessoal.


O Brasil vai bem, obrigado. Desde 1500.