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QUESTÕES COMENTADAS PELO AUTOR DO BLOG

QUESTÕES DE CRASE

01. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:

___semana passada, eu estava ____ observar ____ lojinha de importados da Disney, quando___ semana retrasada veio ___ minha memória.
a) À, a, a, a, a.
b) À, a, a, à, à.
c) À, a, à, à, à.
d) A, a, a, a, a.

02. (PUC-SP) Use o acento indicativo da crase, quando mecessário, nas orações abaixo:

a) Não vai a festas nem a reuniões.

b) Chegamos a universidade as oito horas.

03. (UFV-MG) Indique a alternativa em que o sinal indicativo de crase é facultativo:
a) Voltou à casa do juiz.
b) Chegou às três horas.
c) Voltou à minha casa.
d) Devolveu as provas àquela aluna.

RESPOSTAS COMENTADAS:
01. "D". Na primeira lacuna, o termo semana exige apenas o artigo "a" e nunca a preposição (como em "o mês passado", "o ano passado", em que apenas o artigo masculino é exigido); antes de verbos não emprega acento de crase; a forma verbal "observa" exige apenas artigo (é VTD), portanto, "a" lojinha, sem crase; antes de "semana retrasada", que é o sujeito da última oração do período, não emprega crase; na última lacuna, antes de "minha" (pronome possessivo) o sinal de crase é facultativo. Portanto, nenhum vocábulo "a" das cinco lacunas deveria receber acento grave.

02. a) Não vai a festas nem a reuniões (sem crase nas duas ocorrência de "a"): sempre que o "a" estiver seguido de substantivo feminino no plural, ele não será craseado, pois se configurará apenas a preposição. Caso fosse acrescido o "s" aos dois vocábulos "a", ou retirados os "s" de "festas" e "reuniões", então teríamos que usar a crase (Não vai às festas nem às reuniões / Não vai à festa nem à reunião); b) Chegamos à universidade às oito horas (com crase nas duas ocorrências de "a"): Chegamos a (preposição exigida pelo verbo) + a (artigo que antecede universidade) = à; "às oito horas" (locução adverbial feminina de hora = crase obrigatória).

03. "C". Um dos poucos casos facultativos da crase acontece como pronomes possessivos femininos (antes de minha, nossa, sua, não é obrigatório acentuar). Na alternativa "a", a crase obrigatória, por se tratar do termo "casa" especificado (seria sem acento, caso a palavra não estivesse definida); na opção "b", também caso obrigatório de crase (locução adverbial de hora); na última opção, a regência do verbo devolver (o quê? / a quem?) provoca a fusão do "a" (preposição) + aquela (pronome demonstrativo).

QUESTÕES DE ORTOGRAFIA

01 (Eng. Elétrico - MGS/MG) Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas:
I. Deve haver um ___________ para a sua atitude.
II. Paulo não foi contratado ___________ não fala alemão?
a) por que – por que b) por quê – por que
c) porque – porque d) porquê – porque

02. (UFRN 2010)
Leia o período abaixo.
Mal se congestiona o tráfego [...], o fagócito move-se [...].”
Nesse período, o conector Mal exprime noção de
A) tempo e admitiria, em seu lugar, a locução conjuntiva logo que.
B) tempo e seria correto substituí-lo pela locução conjuntiva visto que.
C) modo e é antônimo do advérbio bem.
D) modo e é homônimo do adjetivo mau.

03. (ESPM/SP) A frase em que todas as palavras estão corretamente grafadas é:
a) O jovenzinho provinceano ficou extático quando se deparou com o homem-sanduíche.
b) A ingênuidade do rapazinho impediu momentâneamente que ele desse pela função do homem-sanduíche.
c) Quem tinha pretenções de emprego acercava-se das placas, buscando divizar o que informavam.
d) A existência mesma do homem-sanduíche constitui prova de que nossa sabedoria não exclui a impiedade.
e) Nas situações extremas, as pessoas desfazem-se de anéis ou correntes para cobrir despezas de emergência. 

04. Sem ________, a criança _________ os comandos do jogo eletrônico, em que ________ eram perseguidos.
As lacunas serão corretamente preenchidas com:
a) exitar – compulsava – animaisinhos
b) exitar – compulçava – animaizinhos
c) hesitar – compulçava – animaizinhos
d) hesitar – compulsava – animaisinhos
e) hesitar – compulsava – animaizinhos.

RESPOSTAS COMENTADAS

01. D. No primeiro caso, o porquê funciona como substantivo (sinalizado pelo artigo "um") e, nessas condições, sempre será grafado porquê (sinônimo de motivo ou razão); no segundo caso, apesar de se tratar de uma pergunta, escreve-se porque, já que sugere uma explicação.

02. A. A palavra mal, diferentemente de mau, pode exprimir modo (advérbio), tempo (conjunção) ou designar um estado que se opõe a bem, funcionando como substantivo. Pelo contexto da frase, o vocábulo só pode ser substituído, nas alternativas existentes, por logo que, portanto indicando tempo.

03. D, pois nessa alternativa não existem palavras escritas erradamente. Na opção "A", as escritas corretas seriam provinciano (de província) e estático (parado), a palavra extático refere-se a êxtase, o que não se enquadra no contexto; na opção "B", ingenuidade e momentaneamente não são acentuadas (ingênuo e momentâneo, sim); na opção "C", as palavras corretas são pretensões e divisavam; na alternativa "E", a palavra é despesa.

04. E. As palavras corretas são hesitar (recuar, temer), compulsava (apertava, pressionava) e animaizinhos (o sufixo zinho só alterna para sinho se a palavra original, no singular, também já apresentar "s", não é o caso de animal).

QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS - TEXTO 01


01. (UFRN/2009) O folheto autoriza inferir-se que, ao usar aparelho celular enquanto dirige, o condutor do veículo
A) deve ter, além de coordenação motora, bastante controle emocional.
B) causa acidentes mais por inexperiência que por falta de precaução.
C) põe em risco tanto a segurança de motoristas quanto a de pedestres.
D) precisa redobrar sua atenção, principalmente em perímetros urbanos.

RESPOSTA: "C".
Trata-se de texto com elementos verbais e não-verbais. Neste caso, para responder corretamente, o aluno recorre a seus conhecimentos prévios sobre o tema e ao que está contido no folheto. Há vários indícios do risco de acidentes quando os motoristas falam ao celular, no trânsito. Simples de responder.
02. (UFRN/2009) No folheto, constata-se uma ambigüidade intencional quanto ao emprego da palavra
A) ligação, que pode ser interpretada como combinação ou telefonema.
B) direção, que pode ser interpretada como volante ou orientação.
C) perigosa, que pode ser interpretada como arriscada ou deliberada.
D) celular, que pode ser interpretada como telefone ou tecnologia.

RESPOSTA: "A".
Ambigüidade ocorre quando se tem dupla possibilidade de interpretação. Nas alternativas apresentadas, poderia haver ambigüidade, pelos sentidos deduzidos. Mas, conforme o texto, a palavra LIGAÇÃO indica tanto COMBINAÇÃO/JUNÇÃO quanto TELEFONEMA. Questão, da mesma forma da anterior, com simples resolução.
03. (UFRN/2009) No slogan CELULAR: Não Fale no Trânsito, uma característica da função conativa da linguagem éA) a objetividade da informação transmitida.
B) a manutenção da sintonia entre a STTU e o público-alvo.
C) o esclarecimento da linguagem pela própria linguagem.
D) o emprego do verbo no modo imperativo.

RESPOSTA: "D".
Questão com conteúdo de FUNÇÕES DA LINGUAGEM. Têm ocorrido em diversos vestibulares. Em todo texto publicitário, a tentativa de persuasão e busca à adesão do receptor é característica marcante, pois é a ele que a mensagem se direciona. Neste caso, há FUNÇÃO CONATIVA DA LINGUAGEM e o emprego dos verbos no IMPERATIVO é condição essencial para que a intenção do autor seja confirmada.

(UFPB) 

Texto 02 - Choro

Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça. Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada e ali ficaram chorando valsas, repinicando sambas. E a gente veio se ajuntando, calada, ouvindo. Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça. E em pé na calçada, ou sentados no chão da varanda, ou nos canteiros do jardinzinho, todos ficamos em silêncio ouvindo os negros.
Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma; ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro, o floreio do clarinete, o repinicado vivo e triste da viola.
Só essa música que nos arrasta e prende, nos dá alegria e tristeza, nos leva a outras noites de emoções – e grátis. Ainda há boas coisas grátis, nesta cidade de coisas tão caras e de tanta falta de coisas. Grátis – um favor dos negros.
Alma grátis, poesia grátis, duas horas de felicidade grátis – sim, só da gente do povo podemos esperar uma coisa assim nesta cidade de ganância e de injustiça. Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça.
Texto adaptado de BRAGA, Rubem. Um pé de milho. 5 ed., Rio de Janeiro: Record, 1993, pp. 104-105.

01. O texto acima é, do início ao fim, repleto de imagens, conforme atestam os trechos que se seguem, com EXCEÇÃO de:
a) “Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça.”
b) “... e ali ficaram chorando valsas, repinicando sambas.”
c) “Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça.”
d) “... ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro, o floreio do clarinete, o repinicado vivo e triste da viola.”
e) “Alma grátis, poesia grátis, duas horas de felicidade grátis...”

02. No texto, observa-se que o discurso do cronista Rubem Braga apresenta procedimentos relacionados ora com a descrição, ora com a narração, ora com a dissertação.
A linguagem empregada de forma argumentativa, conforme convém à dissertação, ocorre em:
a) “... sim, só da gente do povo podemos esperar uma coisa assim nesta cidade de ganância e de injustiça. Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça.”
b) “Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça.”
c) “Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma;”
d) “Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada...”
e) “Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça.”

03. As afirmativas abaixo relacionam-se com o texto Choro. Todas são verdadeiras, com EXCEÇÃO de:
a) A riqueza de elementos do universo musical tais como o clarinete, a viola, o pandeiro e a cabaça reflete a relação desses elementos com a cultura negra.
b) A referência ao vocábulo choro traz simultaneamente a idéia de desabafo, através de lágrimas derramadas e de choro como estilo musical de caráter sentimental.
c) A dor vivida é suavizada pela presença dos amigos e pela música.
d) No texto, percebem-se reflexões sobre a política social e o modo de viver do brasileiro.
e) O autor ressalta que, na cidade, apesar de tantas coisas caras, ainda há muitas coisas grátis em favor dos negros.

RESPOSTAS COMENTADAS


01. “E”. Na alternativa “A”, os termos “clarinete”, “pandeiro”, “cabaça” dão idéia de imagens; na letra “B”, as ações “chorando valsas”, “repinicando sambas” também trazem-nos imagens; mesmo modo, “C” e “D”, que remetem, nas ações relatadas e/ou descritas, várias imagens. Na última alternativa, entretanto, os termos “alma”, “poesia” e “felicidade” e, desse modo, não remetem as “imagens” sugeridas no enunciado.

02. “A”. Questão envolvendo TIPOLOGIA TEXTUAL. Nas alternativas de “B”, “C” e”D”, temos narração, relato de fatos; na opção “E”, verificamos descrição, marcada pelo uso do verbo de ligação e predicativo do sujeito. A opção da resposta caracteriza-se pelo posicionamento, emissão de juízo de valor feito pelo narrador do texto que, nesse trecho, é predominantemente argumentativo.

03. “E”. Uma pequena mudança do que está contido na alternativa altera também o sentido do que está no texto. A informação correta é que as “coisas grátis” eram um favor dos negros e não em favor dos negros. Isso descarta a possibilidade de a alternativa “E” estar relacionada ao texto “choro”.



Texto para as questões de 01, 02 e 03 (FUVEST)


Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sistematicamente me enviava missivas eruditas com precisas informações sobre as regras da gramática, que eu não respeitava, e sobre a grafia correta dos vocábulos, que eu ignorava. Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último “Quarto de Badulaques”. Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” – do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário (...). O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário (...) Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”. O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo, se é bonito ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela, mas reclama sempre que o prato está rachado.
Rubem Alves http://rubemalves.uol.com.br/quartodebadulaques


01 Ao manifestar-se quanto ao que seja “correto” ou “incorreto” no uso da língua portuguesa, o autor revela sua preocupação em
a) atender ao padrão culto, em “fi-lo”, e ao registro informal, em “varrição”.
b) corrigir formas condenáveis, como no caso de “barreção”, em vez de “varreção”.

c) valer-se o tempo todo de um registro informal, de que é exemplo a expressão “missivas eruditas”.
d) ponderar sobre a validade de diferentes usos da língua, em diferentes contextos.
e) negar que costuma cometer deslizes quanto à grafia dos vocábulos.


02 O amigo é chamado de “paladino da língua portuguesa” porque
a) costuma escrever cartas em que aponta incorreções gramaticais do autor.
b) sofre com os constantes descuidos dos leitores de “Quarto de Badulaques”.
c) julga igualmente válidas todas as variedades da língua portuguesa.
d) comenta criteriosamente os conteúdos dos textos que o autor publica.
e) é tolerante com os equívocos que poderiam causar reprovação no vestibular.


03 “Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela, mas reclama sempre que o prato está rachado.”
Considerada no contexto, essa frase indica, em sentido figurado, que, para o autor,
a) a forma e o conteúdo são indissociáveis em qualquer mensagem.
b) a forma é um acessório do conteúdo, que é o essencial.
c) o conteúdo prescinde de qualquer forma para se apresentar.
d) a forma perfeita é condição indispensável para o sentido exato do conteúdo.
e) o conteúdo é impreciso, se a forma apresenta alguma.,

01. RESPOSTA: "d". O autor reclama justamente pelo fato de o seu amigo ser rigoroso com algumas palavras escritas equivocamente, como o caso de "varreção". Ao dizer que não adiantaria mostrar a página do dicionário aos mineiros da roça, ele pretende defender que cada ambiente, cada situação, cada destinatário exigem tipos de linguagem diferentes. Questão de variação lingüística.


02. RESPOSTA: "a". A grosso modo, "paladino" é um tipo de defensor de um palácio, um soldado. Ao referir-se a seu amigo assim, o autor quer dizer que aquele se preocupa com a língua portuguesa de um modo extremista, defende-a incondicionalmente, "com unhas e dentes". E esta maneira de defender a nossa língua manifesta-se através das missivas (ou seja, cartas) enviadas ao autor.

03. RESPOSTA: "b". A "sopa" tomada pelo amigo representa o teor ou sentido dos textos (conteúdo), enquanto que o "prato" significa a estrutura gramatical (forma). No contexto em que é colocada, a frase quer dizer que o fato de existirem falhas na forma, não significa necessariamente prejuízo ao conteúdo. Aquela é um acessório importante, mas este é o principal, devendo - portanto - ser bem mais valorizado pela sua mensagem.


AULÃO DO CEDAP (SANTA CRUZ) QUESTÕES COMENTADAS

QUESTÕES DO ENEM / 2009
Gerente – Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo?
Cliente – Estou interessado em financiamento para compra de veículo.
Gerente – Nós dispomos de várias modalidades de crédito.
O senhor é nosso cliente?
Cliente – Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco.
Gerente – Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê ta em Brasília? Pensei que você inda tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma.
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004 (adaptado).

01. (ENEM / 2009) Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente, observa-se que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente devido
A à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade.
B à iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco.
C ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais).
D à intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo.
E ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio.

Texto para as questões n.º 02 e 03

02.(ENEM/2009) Os principais recursos utilizados para envolvimento e adesão do leitor à campanha institucional incluem
A o emprego de enumeração de itens e apresentação de títulos expressivos.
B o uso de orações subordinadas condicionais e temporais.
C o emprego de pronomes como “você” e “sua” e o uso do imperativo.
D a construção de figuras metafóricas e o uso de repetição.
E o fornecimento de número de telefone gratuito para contato.

03. (ENEM/2009) O texto tem o objetivo de solucionar um problema social,
A descrevendo a situação do país em relação à gripe suína.
B alertando a população para o risco de morte pela Influenza A.
C informando a população sobre a iminência de uma pandemia de Influenza A.
D orientando a população sobre os sintomas da gripe suína e procedimentos para evitar a contaminação.
E convocando toda a população para se submeter a exames de detecção da gripe suína.

Saúde, no modelo atual de qualidade de vida, é o resultado das condições de alimentação, habitação, educação, renda, trabalho, transporte, lazer, serviços médicos e acesso à atividade física regular. Quanto ao acesso à atividade física, um dos elementos essenciais é a aptidão física, entendida como a capacidade de a pessoa utilizar seu corpo — incluindo músculos, esqueleto, coração, enfim, todas as partes —, de forma eficiente em suas atividades cotidianas; logo, quando se avalia a saúde de uma pessoa, a aptidão física deve ser levada em conta.

04. (ENEM / 2009) A partir desse contexto, considera-se que uma pessoa tem boa aptidão física quando
A apresenta uma postura regular.
B pode se exercitar por períodos curtos de tempo.
C pode desenvolver as atividades físicas do dia-a-dia, independentemente de sua idade.
D pode executar suas atividades do dia a dia com vigor, atenção e uma fadiga de moderada a intensa.
E pode exercer atividades físicas no final do dia, mas suas reservas de energia são insuficientes para atividades intelectuais.

O "Portal Domínio Público", lançado em novembro de 2004, propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime e gratuita, colocando à disposição de todos os usuários da Internet, uma biblioteca virtual que deverá constituir referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.
Esse portal constitui um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada.
BRASIL. Ministério da Educação. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 29 jul. 2009 (adaptado).

05. (ENEM / 2009) Considerando a função social das informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, o ambiente virtual descrito no texto exemplifica
A a dependência das escolas públicas quanto ao uso de sistemas de informação.
B a ampliação do grau de interação entre as pessoas, a partir de tecnologia convencional.
C a democratização da informação, por meio da disponibilização de conteúdo cultural e científico à sociedade.
D a comercialização do acesso a diversas produções culturais nacionais e estrangeiras via tecnologia da informação e da comunicação.
E a produção de repertório cultural direcionado a acadêmicos e educadores.

Textos para as questões 06 e 07
Texto I
É praticamente impossível imaginarmos nossas vidas sem o plástico. Ele está presente em embalagens de alimentos, bebidas e remédios, além de eletrodomésticos, automóveis etc. Esse uso ocorre devido à sua atoxicidade e à inércia, isto é: quando em contato com outras substâncias, o plástico não as contamina; ao contrário, protege o produto embalado. Outras duas grandes vantagens garantem o uso dos plásticos em larga escala: são leves, quase não alteram o peso do material embalado, e são 100% recicláveis, fato que, infelizmente,
não é aproveitado, visto que, em todo o mundo, a percentagem de plástico reciclado, quando comparado ao total produzido, ainda é irrelevante.
Revista Mãe Terra. Minuano, ano I, n. 6 (adaptado).
Texto II
Sacolas plásticas são leves e voam ao vento. Por isso, elas entopem esgotos e bueiros, causando enchentes. São encontradas até no estômago de tartarugas marinhas, baleias, focas e golfinhos, mortos por sufocamento.
Sacolas plásticas descartáveis são gratuitas para os consumidores, mas têm um custo incalculável para o meio ambiente.
Veja, 8 jul. 2009. Fragmentos de texto publicitário do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

06. (ENEM / 2009) Em contraste com o texto I, no texto II são empregadas, predominantemente, estratégias argumentativas que
A atraem o leitor por meio de previsões para o futuro.
B apelam à emoção do leitor, mencionando a morte de animais.
C orientam o leitor a respeito dos modos de usar conscientemente as sacolas plásticas.
D intimidam o leitor com as nocivas consequências do uso indiscriminado de sacolas plásticas.
E recorrem à informação, por meio de constatações, para convencer o leitor a evitar o uso de sacolas plásticas.

07. (ENEM / 2009) Na comparação dos textos, observa-se que
A o texto I apresenta um alerta a respeito do efeito da reciclagem de materiais plásticos; o texto II justifica o uso desse material reciclado.
B o texto I tem como objetivo precípuo apresentar a versatilidade e as vantagens do uso do plástico na contemporaneidade; o texto II objetiva alertar os consumidores sobre os problemas ambientais
decorrentes de embalagens plásticas não recicladas.
C o texto I expõe vantagens, sem qualquer ressalva, do uso do plástico; o texto II busca convencer o leitor a evitar o uso de embalagens plásticas.
D o texto I ilustra o posicionamento de fabricantes de embalagens plásticas, mostrando por que elas devem ser usadas; o texto II ilustra o posicionamento de consumidores comuns, que buscam praticidade e conforto.
E o texto I apresenta um alerta a respeito da possibilidade de contaminação de produtos orgânicos e industrializados decorrente do uso de plástico em suas embalagens; o texto II apresenta vantagens do consumo de sacolas plásticas: leves, descartáveis e gratuitas.

08. (ENEM / 2009) A linguagem da tirinha revela

A o uso de expressões linguísticas e vocabulário próprios de épocas antigas.

B o uso de expressões linguísticas inseridas no registro mais formal da língua.

C o caráter coloquial expresso pelo uso do tempo verbal no segundo quadrinho.

D o uso de um vocabulário específico para situações comunicativas de emergência.

E a intenção comunicativa dos personagens: a de estabelecer a hierarquia entre eles.

RESPOSTAS COMENTADAS:

1. RESPOSTA: “A”. É clara a mudança de linguagem quando a gerente percebe que está falando com pessoa próxima, passando a empregar a informalidade.

2. RESPOSTA: “C”. O texto é publicitário, que emprega a função CONATIVA ou APELATIVA da linguagem. Neste caso, o uso de termos que remetem o receptor (você, modo imperativo, sua) constitui recurso para atingir esse leitor.

3. RESPOSTA: “D”. O objetivo principal de um cartaz com campanha que aborde saúde é, geralmente, orientar a população sobre procedimentos para a não-contaminação. É o caso específico.

4. RESPOSTA: “C”. Segundo o texto, ter boa aptidão física não discrimina idade ou qualquer outra característica particular. O indivíduo que se apresenta assim desenvolve suas atividades normalmente, sem restrição ou limite de idade.

5. RESPOSTA: “C”. O nome “Domínio Público” já sugere que os conteúdos publicados no referido site sejam disponibilizados gratuitamente, ou seja, democraticamente a todas as pessoas da sociedade.

6. RESPOSTA: “E”. No texto II, as estratégias argumentativas visam a convencer o leitor que usar plástico pode ser desvantajoso. E isso é construído com base em constatações, como a morte de animais por sufocamento, o entupimento de esgotos e bueiros.

7. RESPOSTA: “B”. Está claríssimo que o texto 1 defende o uso do plástico, abordando suas vantagens, enquanto o texto 2 é contrário às idéias do texto 1. A letra “C” traz o termo “sem qualquer ressalva” o que a torna inapta para a resposta.

8. RESPOSTA: “C”. A tirinha é caracterizada pela linguagem coloquial (informal) e isso é observado a partir do uso de “tinha” em vez de “tivesse”, que seria a forma correta pela norma culta.

QUESTÃO N.º 01 (ENEM)
RESPOSTA: “D”. A criança, em sua inocência, acreditava que a intenção do pai era ler o livro, mas – na verdade – tratava-se apenas de uma consulta, como é o caso dos dicionários, enciclopédias e gramáticas.


QUESTÃO N.º 02 (ENEM)
 
RESPOSTA: “C”. A internet, usada como ferramenta governamental, sempre visa a melhorar os serviços oferecidos pelo Estado.

QUESTÃO N.º 03 (ENEM)

RESPOSTA: “D”. Questão simples de solucionar. Está claro que se trata da Mata Atlântica, cujo pedido de ajuda está explícito na bandeira que aparece sem o verde, culminando com a expressão “Estão tirando o verde de nossa terra”.

Texto para as questões n.º 04 e 05
QUESTÃO N.º 04 (ENEM)

Predomina no texto a função da linguagem

A fática, porque o autor procura testar o canal de comunicação.

B metalinguística, porque há explicação do significado das expressões.

C conativa, uma vez que o leitor é provocado a participar de uma ação.

D referencial, já que são apresentadas informações sobre acontecimentos e fatos reais.

E poética, pois chama-se a atenção para a elaboração especial e artística da estrutura do texto.


RESPOSTA: “E”. Há várias características que conduzem um texto a ter predominância da função poética. A linguagem figurada, a estética, em forma de poema e – neste caso em especial – a sonoridade dão um tom particular que caracterizam a função poética da linguagem.
QUESTÃO N.º 05 (ENEM)
Na estruturação do texto, destaca-se

A a construção de oposições semânticas.

B a apresentação de ideias de forma objetiva.

C o emprego recorrente de figuras de linguagem, como o eufemismo.

D a repetição de sons e de construções sintáticas semelhantes.

E a inversão da ordem sintática das palavras.

RESPOSTA: “D”. Uma questão está relacionada à outra. A repetição de sons (“v”, principalmente) e a estruturação semelhante em cada estrofe, se destacam no texto, como “cada vez mais...”.


QUESTÃO N.º 06 (ENEM)


RESPOSTA: “D”. A estratégia de persuasão adotada aqui consiste em mostrar casos em que o cigarro provocou, direta ou indiretamente, danos ao aparelho respiratório não somente ao fumante ativo, mas também ao fumante passivo.

QUESTÃO N.º 07 (ENEM)

RESPOSTA: “C”. Trata-se do gênero “notícia”, o qual está inserido na tipologia da narração. Portanto, o fato, a finalidade motivada e o resultado são importantes componentes de um texto dessa natureza. 


FRENTE ÚNICA – Revisão Geral

QUESTÃO 01 (C. LETRAS 2009). Segundo a charge acima,

a) A ação dos criminosos é tão eficiente quanto às políticas de segurança pública, dificultando o desenvolvimento de medidas preventivas.

b) Ao colocar em oposição os números 190 e 171, a mensagem deixa implícito que ladrões são mais rápidos do que o serviço de emergência da polícia.

c) Os números 190 e 171 referem-se a artigos do Código Penal Brasileiro, que tratam da punição aos crimes de furtos e roubos.

d) Os números 190 e 171 referem-se a números dos serviços de segurança pública, em que um deles não está atendendo a contento às necessidades da população.

e) Policiais e ladrões tornaram-se um só grupo, trabalhando em acordos anônimos e deixando a população à beira de um ataque de nervos. 



RESPOSTA: “B”. Está clara a crítica feita aos serviços de segurança; o n.º 190 (emergência) não funciona e o 171 (artigo do código penal brasileiro relacionado a estelionato) tem permeado na sociedade, numa clara fragilidade de nosso sistema de segurança pública.



QUESTÃO 02 (ENEM 2011)





RESPOSTA: “C”. A construção final do Texto 2 “quanto mais se define, menos se individualiza, pois seus traços biográficos são sempre partilhados por outros homens” indica que a resposta dada à vem por meio da representação de um personagem que representa a classe dos “Severinos”, os quais se encontram na mesma situação.




QUESTÃO 03. (UFBA) Indique a alternativa em que o sinal indicativo da crase foi mal empregado:

a) Fui à Bahia e a Brasília.

b) A doçura da caridade aliviará à vencedores e à vencidos.

c) Não vades à toa pelas trilhas da vida. Realizai alguma coisa.

d) Não se vai à glória por um caminho de flores.

e) Nada neste mundo se compara à consciência do dever cumprido.


RESPOSTA: “B”. Como crase é contração de A (preposição) + A (artigo), presume-se que será utilizada sempre antes de nomes femininos. Neste caso, a alternativa “B” traz “vencedores” e “vencidos”, ambas as palavras no masculino plural. Portanto, sinal indicativo mal empregado, atendendo ao que pede o enunciado.



QUESTÃO 04. (OBJ-SP) Assinale a frase em que se admite o acento indicativo de crase:

a) Chegaram a margem do rio.

b) Pôs-se a chorar.

c) A seca parecia-lhe como um fato necessário.

d) Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a ideia.

e) O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.



RESPOSTA: “A”. Consideremos a regência de “chegar” que, embora intransitivo, admite adjunto adverbial de lugar e sempre se acompanha da preposição “a” (chegaram a); unindo-se o “a” do verbo anterior com “a” (artigo) que antecede “margem”, temos a obrigatoriedade do acento de crase: “Chegaram a + a margem do rio”.



QUESTÃO N.º 05. (ITA-SP) Dadas as sentenças:

1) Meu irmão dedicou-se à áreas literárias.

2) Estamos à espera de socorro.

3) Transmita esta informação à Sua Excelência.

Deduzimos que:

a) apenas a sentença no 1 está correta.

b) apenas a sentença no 2 está correta.

c) apenas a sentença no 3 está correta.

d) todas estão corretas.

e) n.d.a.



RESPOSTA: “B”. Na proposição n. 01, o “a” singular não pode ser craseado se o substantivo seguinte é plural; na proposição 2, o termo “à espera” constitui locução adverbial feminina de modo, como “à tarde”, “à noite” “à vista”, por isso é acentuado; na proposição 3, temos pronome de tratamento, os quais não admitem acento de crase. Portanto, somente a proposição 2 está correta.



QUESTÃO N.º 06 (ENEM)






RESPOSTA: “C”. Ao observar o anúncio, qualquer leitor o remeterá ao ditado popular “Quem é morto sempre aparece”, condição essencial para compreender a propaganda. Intertextualidade significa exatamente a relação entre o texto observado e outros que porventura o leitor tenha explorado sobre determinado tema.



07. (UFPR) Assinale a alternativa que contém adjetivos corretamente empregados, quanto à concordância nominal, em:

1. Comprei um terno e um sapato escuros.

2. Comprei capas e sapatos escuros.

3. Comprei uma capa e um sapato escuro.

a) 1 b) 2 c) 3

d) 1 e 2 e) 1, 2 e 3



RESPOSTA: “E”. Todas estão corretas: na primeira, “escuros” concorda com os substantivos “terno” e “sapato”, qualificando os dois; na segunda, o termo “escuros” tanto concorda com “sapatos” quanto com “capas”; na terceira proposição, o termo “escuro” concorda com o termo mais próximo “sapato”.



08. FEI-SP) O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito. Portanto, não está correta a alternativa:

a) Faltam ainda seis meses para o vencimento.

b) Existem fortes indícios de melhoria geral.

c) Não provém daí os males sofridos.

d) Os fatos que o perturbam são bem poucos.

e) Serão considerados válidos tais argumentos?



RESPOSTA: “C”. Os derivados de “ter” e “vir”, na 3ª pessoa do plural, sempre recebem circunflexo. Trata-se de acento de concordância e não de tonicidade.



09. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que a lacuna pode ser preenchida por qualquer das duas formas verbais indicadas entre parênteses:

a) Um dos seus sonhos . . . . . . . . . . morrer na terra natal. (era, eram)

b) Aqui não . . . . . . . . . . os sítios onde eu brincava. (existe, existem)

c) Uma porção de sabiás . . . . . . . . . . na laranjeira. (cantava, cantavam)

d) Não . . . . . . . . . . em minha terra belezas naturais. (falta, faltam)

e) Sou eu que . . . . . . . . . . morrer ouvindo o canto do sabiá. (quero, quer)



RESPOSTA: “C”. Trata-se de EXPRESSÃO PARTITIVA, semelhante a “maioria de”, “maior parte de”, “grande parte de”, “boa parte de”, em que tanto se pode concordar com a unidade do conjunto (“porção”) quanto com os elementos do conjunto “sabiás” – portanto, singular ou plural estão corretos.

10. (UEMA) Acentue:
a) feri-lo-iamos b) canta-la-ieis

c) compo-la d) vende-lo

e) retribui-lo


RESPOSTA: feri-lo-íamos; cantá-la-íeis; compô-la; vendê-lo; retribuí-lo.



11. (FEI-SP) Reescreva, acentuando-os corretamente, os vocábulos em que sejam necessários os sinais de acentuação:

a) No cerebro fervilhavam-lhe ideias originais que ele anotava a lapis nos papeis com que recheava os bolsos.

Resposta: cérebro, idéias, lápis, papéis


b) Atras daquele aspecto austero, escondia-se um observador sutil e ironico.

Resposta: Atrás, irônico

*consideraram-se as regras anteriores ao novo Acordo Ortográfico.



12. (FAAP-SP) Copie, dando forma correta aos vocábulos em que haja erro de ortografia:

Eu não quis realizar a pesquisa de que fora incumbido por que andava desassocegado e angustiado com os revezes da vida e anceava por um descanço prolongado.


RESPOSTA: porque; desassossegado; reveses (plural de revés); ansiava (de ansiar); descanso



13. (FUVEST) Preencha os espaços vazios com a forma adequada do verbo indicado entre parênteses:

a) Cada um contribui como quer. (contribuir)

b) É bom que te habitues ao trabalho. (habituar)

c) Esperemos que se atenue o barulho. (atenuar)

d) Exige-se dele uma competência que não possui (possuir)

Comentário: atenuAR, habitUAR (atenuE, habituE); contribUIR, possUIR (contribuI, possuI).



14. O texto abaixo é um trecho de um conto que reproduz a fala de uma personagem:

um sitiante:

“— Com perdão da pergunta, mas será que mecê não tem por lá alguma enxada assim meia velha pra ceder pra gente?”

Reescreva-a, adequando a forma à linguagem urbana culta.


RESPOSTA: Com licença, você não teria uma enxada usada que pudesse nos emprestar?



15. Por meio do pronome relativo adequado, estabeleça relação entre as orações, transformando a segunda em subordinada adjetiva:

Modelo: Recebi todos os livros. Eles foram indicados pela crítica.

Transformação: Recebi todos os livros que foram indicados pela crítica.

1. Encontrei os amigos. Estava precisando deles.

RESPOSTA: Encontrei os amigos DE QUEM / DOS QUAIS estava precisando.



2. Todos vaiaram o jogador. O técnico escalara o jogador na última hora.

RESPOSTA: Todos vaiaram o jogador QUE / O QUAL o técnico escalara na última hora.



16. Transforme o trecho a seguir, tipicamente de CARTA ARGUMENTATIVA, em ARTIGO DE OPINIÃO.


Como cidadão brasileiro, consciente de minhas obrigações e direitos, é este o meu posicionamento. Se quem não deve não teme, dê-se a chance de esclarecer o que Senhor mesmo chama de “denúncias infundadas”, e isso só pode ser feito a partir do momento em que não mais ocupar a Presidência dessa Egrégia Casa, pois a sua imagem estará desvinculada de toda e qualquer “manobra” que porventura exista para não prolongar o caso.



RESPOSTA SUGERIDA:


Se quem não deve não teme, o Presidente do Senado deveria dar-se a chance de esclarecer o que ele mesmo chama de “denúncias infundadas”, e isso só pode ser feito a partir do momento em que não mais ocupar a Presidência dessa Egrégia Casa, pois a sua imagem estará desvinculada de toda e qualquer “manobra” que porventura exista para não prolongar o caso.

*A carta, por ser mais individual, requer mais usos da primeira pessoa do plural, ao contrário do artigo em que a abordagem é mais generalizada, por estar direcionado a um público não definido.




IMPESSOALIDADE TEXTUAL



QUESTÃO 17. Reelabore o parágrafo abaixo eliminando a 1ª pessoa do plural.

Foram descobertas minas de sal há 10.000 anos, quando ainda estávamos na época neolítica. Desde esse tempo, o homem acredita que precisamos adicionar sal a nossos alimentos.
José Róiz. In Revista Caros Amigos. São Paulo, Casa Amarela, março de 2002.


RESPOSTA: Foram descobertas minas de sal há 10.000 anos, quando ainda se estava na época neolítica. Desde esse tempo, o homem acredita que é preciso adicionar sal a nossos alimentos. 



QUESTÃO 18. Elimine a 1ª pessoa do plural da frase abaixo e empregue verbo + se. Esteja atento à concordância verbal. Faça outras adaptações se necessárias.


Para que transformemos os dados da realidade, não precisamos de uma grande virada, que não garante nosso sucesso.


RESPOSTA: Para que se transformem os dados da realidade, não se precisa de uma grande virada, que não garante nosso sucesso. 



19. (CEFET-PR) Complete com O ou LHE:

a) Prefiro-O aos outros candidatos por ser mais moço.

b) Encolerizava-se, quando o filho LHE desobedecia.



20. (CEFET-PR) Passe para o tratamento você, usando os pronomes oblíquos sempre que possível:


Reitero-te o convite: traze os teus livros.

Reitero-LHE o convite: TRAGA os SEUS livros..



21. Complete com O ou LHE:


a) Ainda não O informaram da morte do irmão.

b) O velho queria-LHE como a um filho.

*O verbo “querer”, quando significa estimar, querer bem, é VTI, acompanhando-se de preposição.



22. Marque 1 para advérbio e 2 para adjetivo.

(A) (2) Comi meia fruta. (B) (1 ) Ela saiu meio nervosa.

(C) (2 ) Não fale por meias palavras. (D) (2 ) Bebi duas meias xícaras.

(E) (1 ) Estavam meio preocupadas. (F) (1 ) Saiu meio aflito do cinema.

(G) (1 ) Pareceu-me meio afobado.



23. (INPI – NCE) Embarcar, na sua origem, era empregado com referência a barco, mas no texto aparece com referência a avião. O item abaixo em que a palavra sublinhada também mostra desvio do sentido original é:

a) O avião vai decolar com o porco a bordo.

b) O porco chegou a enterrar as patas na comida.

c) Os passageiros “humanos” estranharam o fato.

d) A poltrona ficou estragada por causa do peso do porco.

e) A investigação do incidente vai demorar.

RESPOSTA: “B”. O porco, na verdade, chegou a pôr as patas na comida que, por sentido figurado com idéia de exagero, transforma-se em “enterrar”.




24. (PC-NCE) “...e o exemplo que escolheu para ilustrar SEU comentário”. O item abaixo em que o uso do possessivo SEU gera ambigüidade é:

a) O publicitário fez comentários sobre SEU outdoor.

b) O cronista levou o cachorro em SEU automóvel.

c) O jornalista transportou as mercadorias em SEU horário de trabalho.

d) O secretário viu o professor do debate em SEU escritório.

e) O jornalista nada dizia sobre SEU texto.

RESPOSTA: “D”. Os pronomes “seu” e “sua” freqüentemente causam ambigüidade pela abrangência que apresentam para referir-se às palavras. Neste caso específico, “seu escritório” pode tanto referir-se ao escritório do professor quanto ao escritório do secretário e, portanto, causa ambigüidade ao leitor.

Janelas de ontem e de hoje
Os velhinhos de ontem costumavam, sobretudo nos fins de tarde, abrir as janelas das casas e ficar ali, às vezes com os cotovelos apoiados em almofadas, esperando que algo acontecesse: a aproximação de um conhecido, uma correria de crianças, um cumprimento, uma conversa, o pôr do sol, a aparição da lua.
Eles se espantariam com as crianças e os jovens de hoje, fechados nos quartos, que ligam o computador, abrem as janelas da Internet e navegam por horas por um mundo de imagens, palavras e formas quase infinitas.
O homem continua sendo um bicho muito curioso. O mundo segue intrigando-o.
O que ninguém sabe é se o mundo está cada vez maior ou menor. O que eu imagino é que, de suas janelas, os velhinhos viam muito pouca coisa, mas pensavam muito sobre cada uma delas. Tinham tempo para recolher as informações mínimas da vida e matutar sobre elas. Já quem fica nas janelas da Internet vê coisas demais, e passa de uma para outra quase sem se inteirar plenamente do que está vendo. Mudou o tempo interior do homem, mudou seu jeito de olhar. Mudaram as janelas para o mundo – e nós seguimos olhando, olhando, olhando sem parar sempre com aquela sensação de que somos parte desse espetáculo que não podemos parar de olhar, seja o cachorro de verdade que se coça na esquina da padaria, seja o passeio virtual por Marte, na tela colorida.
(Cristiano Calógeras)
25. Deve-se considerar que o tema central do texto, responsável por sua estruturação, é:
(A) o interesse permanente com que o olhar humano investiga o mundo.
(B) a vantagem de se conhecer cada vez mais realidades virtuais.
(C) a evidência de que o mundo se torna cada vez mais compreensível.
(D) o antigo hábito de, das janelas das casas, ficar olhando tudo.
(E) o hábito moderno de se ficar abrindo imagens da Internet.
RESPOSTA: O tema central não pode priorizar uma época em detrimento de outra; portanto, a letra “A” traz essa idéia central, pois – independentemente da época – o homem sempre tem sido curioso e apresentado um olhar investigativo.

26. O autor NÃO explora uma relação de oposição entre os segmentos
(A) (...) seja o cachorro de verdade / seja o passeio virtual.
(B) (...) fechados nos quartos / os velhinhos de ontem.
(C) Os velhinhos de ontem / as crianças e os jovens de hoje.
(D) (...) nos fins de tarde / o pôr do sol.
(E) (...) viam muito pouca coisa / vê coisas demais.
RESPOSTA SIMPLES: “D”. Nos sentidos do texto, a oposição apenas não acontece entre os termos “fins de tarde” e “o pôr do sol”, já que são expressões sinônimas.

27. Representam uma causa e seu efeito, nessa ordem, os segmentos:
(A) (...) seja o cachorro de verdade / que se coça na esquina da padaria (...)
(B) (...) a aproximação de conhecido, / uma correria de crianças (...)
(C) Já quem fica nas janelas da Internet / vê coisas demais.
(D) O homem continua sendo / um bicho muito curioso.
(E) Os velhinhos de ontem costumavam (...) / abrir as janelas das casas (...)
RESPOSTA: “C”. Causa e efeito (ou causa e conseqüência) são indissociáveis. Neste caso, a causa é ficar nas janelas da Internet e a conseqüência é a quantidade de coisas que se vê.

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS E GRAMÁTICA

Abreviados

Nem faz tanto tempo assim, as pessoas diziam vosmecê. “Vosmecê concede a honra desta dança?” Com o tempo, fomos deixando a formalidade de lado e adotamos uma forma sincopada, o popular você. “Você quer ouvir uns discos lá em casa?” Parecia que as coisas ficariam por isso mesmo, mas o mundo, definitivamente, não se acomoda. Nesta onda de tornar tudo mais prático e funcional, as palavras começaram a perder algumas vogais pelo caminho e se transformaram em abreviaturas esdrúxulas, e você virou vc. “Vc q tc cmg?”
Nenhuma linguagem é estática, elas acompanham as exigências da época, ganham e perdem significados, mudam de função. Gírias, palavrões, nada se mantém os mesmos. Qual é o espanto?
Espanto, aliás, já é palavra em desuso: ninguém mais se espanta com coisa alguma. No máximo, ficamos levemente surpreendidos, que é como fiquei quando soube que um dos canais do Telecine iria abrir um horário às terças-feiras para exibir filmes com legendas abreviadas, tal qual acontece nos chats. Uma estratégia mercadológica para conquistar a audiência mais jovem, naturalmente, mas e se a moda pegar?
Hoje, são as legendas de um filme. Amanhã, poderá ser lançada uma revista toda escrita neste código, e depois quem sabe um livro, e de repente estará todo mundo ganhando tempo e escrevendo apenas com consoantes – adeus, vogais, fim de linha pra vocês.
O receio de todo cronista é ficar datado, mas, em contrapartida, dizem que é importante este nosso registro do cotidiano, para que nossos descendentes saibam, um dia, o que se passava nesta nossa cabecinha jurássica. Posso imaginar, daqui a 50 anos, meus netos gargalhando diante deste meu texto: “ctd d w”. Coitada da vovó mesmo. Às vezes me sinto uma anciã, lamentando o quanto a vida está ficando miserável.
Não se trata apenas dos miseráveis sem comida, sem teto e sem saúde, o que já é um descalabro, mas da nossa miséria opcional. Abreviamos sentimentos, abreviamos conversas, abreviamos convivência, abreviamos o ócio, fazemos tudo ligeiro, atropelando nosso amor-próprio, nosso discernimento, vivendo resumidamente, com flashes do que outrora se chamou arte, com uma ideia indistinta do que outrora se chamou liberdade. Todos espiam todos, sabem da vida de todos, e não conhecem ninguém. Modernidade ou penúria?
As vogais são apenas cinco. Perdê-las é uma metáfora. Cada dia abandonamos as poucas coisas em nós que são abertas e pronunciáveis.
MEDEIROS, Martha. Revista O Globo. 20 mar. 2005.
28 (CESGRANRIO) “Uma língua viva nunca está plenamente feita, mas se faz continuamente graças à atividade linguística.”
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.
Em qual parágrafo do texto o conteúdo coincide com o do trecho apresentado acima?
(A) 2º (B) 3º
(C) 4º (D) 5º (E) 6º
RESPOSTA CLARA: “A”. No segundo parágrafo, afirma-se que “nenhuma linguagem é estática”. Portanto, isso se coaduna com a declaração do mestre Evanildo Bechara, pois a língua está em constante transformação e nunca será um elemento pronto e acabado.

29 (CESGRANRIO) “Espanto, aliás, já é palavra em desuso: ninguém mais se espanta com coisa alguma.” (l. 15-16)
A locução conjuntiva que pode substituir os dois pontos (:) na passagem acima, sem alterar o sentido da frase, é
(A) apesar de que. (B) ainda que.
(C) contanto que. (D) se bem que.
(E) uma vez que.
RESPOSTA: “E”. Mesmo que não apareça nenhuma conjunção ou termo equivalente, fica clara a idéia de CAUSA que a segunda oração representa sobre a primeira. Então, os dois-pontos só poderiam ser substituídos pela locução “uma vez que”, a qual indica essa relação.

30 (CESGRANRIO) A cronista chama de “....miséria opcional.” (l. 39) a(s)
(A) privação voluntária de bens materiais.
(B) vida dos sem comida, sem casa, sem saúde.
(C) perda, pelo abandono consciente, de nossos melhores sentimentos e atitudes.
(D) resignação diante das dificuldades da vida.
(E) legendas abreviadas dos chats.
RESPOSTA: “C”. Pelos sentidos do texto, a “miséria opcional” é exatamente o abandono voluntário dos sentimentos e atitudes. Se é “opcional”, é porque é feito de forma “consciente” e , portanto, constitui a resposta.
As questões 31 a 36 (com exceção da 32) já foram resolvidas e comentadas por ocasião de um aulão realizado dia 05.11.2011; a questão n.º 32 – discursiva – tem como resposta o próprio texto que serviu de interpretação para as de n.º 25, 26 e 27.

Observe atentamente o cartoon abaixo para responder aos itens a, b e c da questão n.º 01.

01. Responda ao que se pede:

 a) Qual é a relação da bandeira com a palavra "no" e a frase do balão?


b) Explique os sufixos das palavras "biggER" e "smallER". O que eles expressam em relação aos adjetivos originais?

c) Qual a diferença entre os sufixos das palavras acima e o da palavra bannER?


Observe a figura abaixo e responda aos itens a e b da questão n.º 02:
02. Em relação aos tempos verbais, responda ao solicitado:


a) Qual a forma nominal representada pelo sufixo "ing"? O que essa forma nominal expressa e qual a sua correspondente em português?


b) Na frase "The writING is a very important aspect of the language.", apesar de o sufixo ING aparecer, por que não se trata de gerúndio? Que palavra é determinante para a mudança de sentido e de classe gramatical?


Ética e moralidade no Serviço Público

Costuma-se dizer que a corrupção material é o recebimento de qualquer vantagem por prática ou omissão de ato de ofício, e corrupção moral, a que precede a material, porque é óbvio que, ao receber a vantagem, já ocorreu no corrompido a deterioração de qualquer princípio de moralidade pessoal ou funcional. Tanto uma como outra podem assumir forma ativa e passiva, porque também quem oferece a vantagem indevida já não apresenta princípio moral.
A corrupção moral abrange também a corrupção de costumes, a falta de caráter particular ou nacional, o desleixo administrativo ou governamental, a falta de solidariedade num grupo humano, a indiferença pela sorte alheia ou pelo interesse público, a tolerância condescendente de superiores às falhas dos subalternos, filhos e tutelados.
Corrupção não é apenas a infração ao dever funcional praticada pelo agente público (político ou administrativo). Não é só o suborno, a taxa de urgência, o chocolate ou a falsa simpatia nos balcões para obter pronto atendimento. A corrupção exteriorizada em ato costuma proceder da corrupção bem mais ampla e, no mais das vezes, interna. Antes de ferir o patrimônio público ou particular, a corrupção degrada os valores íntimos de cada um, relativiza o costume e a cultura da virtude, anulando, pois, os princípios que mantêm a sociedade elevada e digna de seu próprio orgulho.
A degradação moral começa por pequenas concessões, pequenas inversões axiológicas em nosso dia a dia e prossegue corroendo o homem e a sociedade. É, precisamente, a tolerância de pequenos vícios, já na vida privada, que prepara a aceitação das grandes corrupções na vida pública.
Se, na convivência informal, todos já precisamos de tratos éticos, mais ainda na convivência profissional-funcional. Assim, por força da própria Constituição Federal, a ética passou a integrar o próprio cerne de qualquer ato estatal como elemento indispensável à sua validade e eficácia.
Como reforço dessa preocupação ética, a atual Constituição de 1988 também inovou no artigo 5º, inciso LXXIII, ao incluir a moralidade administrativa entre os valores básicos da República a serem protegidos por meio de ação popular. Segundo essa norma constitucional, mesmo que não haja efetivo prejuízo de ordem material ao patrimônio público, se o ato da Administração for lesivo à moralidade administrativa, deverá ser invalidado judicialmente, via ação popular, ou mesmo, antes, revisto administrativamente.
Cumprindo a norma inscrita nesse dispositivo constitucional, o legislador ordinário, através da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, cuidou de regulamentar minuciosamente as hipóteses de suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário em decorrência da prática de atos de improbidade administrativa, a qual abrange todos os atos imorais, ímprobos ou antiéticos.
A propósito, deve ainda ser lembrado que o legislador ordinário, normatizando sobre o assunto, através da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos, no artigo 116, inciso IX, também determina a obediência obrigatória ao princípio da moralidade administrativa ao incluí-lo entre os deveres funcionais dos servidores públicos.
Assim, o servidor público há de ser um ético de plantão vinte quatro horas por dia, já por convicção (o homem é o retrato de suas convicções), já por coerção jurídica. Até porque a consciência ética do servidor público, nesse particular, além de restaurar a cidadania, corrige a disfunção pública no Brasil, que decorre não só da falta de recursos materiais, mas, principalmente, da conduta muitas vezes perversa no atendimento aos usuários dos serviços públicos, atentatória aos direitos humanos universalmente declarados.
Nós, sociedade civil, e o Estado, há décadas, temos falhado no processo de indução ética, pois apenas isso explica o envolvimento de tantas pessoas em tantos atos hediondos em busca, por exemplo, de mera complementação salarial. De diárias artificialmente pagas a obras e compras públicas no interesse de muitos, menos no do Estado, eis o leque da corrupção que vemos no noticiário todos os dias. O empresário corrompe o governo, e o governo corrompe o empresário. Todos querendo ou esperando tirar alguma vantagem desse quadro sombrio.
É claro que há muitas exceções. Há empresários, homens públicos e servidores estatais honestos por princípio. Mas o organismo contaminado anula boas células.
Portanto, não sejamos fracos no bem a ponto de permitirmos tantos fortes no mal. O Brasil precisa da contribuição de cada um de nós e espera que ela seja decisiva, concreta e diária, a fim de resgatarmos a virtude na vida brasileira.
Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2012.
01. (UFRN) Do texto, depreende-se que:
A) a corrupção material é diferente da moral, pois somente a primeira degrada valores, relativiza costumes e anula princípios.
B) a corrupção material e a corrupção moral representam atitudes ilícitas, as quais, em princípio, ocorrem de forma concomitante.
C) a corrupção material é anterior à corrupção moral. Esta representa a deterioração de qualquer princípio de moralidade pessoal ou funcional; aquela pressupõe pagamento de vantagem para prática ou omissão de ato de ofício.
D) a corrupção material e a corrupção moral podem ser caracterizadas como ativa e passiva. Em ambos os casos, esses atos ilícitos pressupõem como criminosos tanto aquele que oferece vantagem indevida quanto o que a recebe.

COMENTÁRIOS: O texto é enfático ao afirmar que “Tanto uma como outra podem assumir forma ativa e passiva, porque também quem oferece a vantagem indevida já não apresenta princípio moral.”. Na “A”, afirma-se, indevidamente, que somente uma delas degrada valores; na “B”, afirma-se, equivocadamente, que ocorrem concomitantemente, ou seja, ao mesmo tempo; vimos que a moral precede (antecede) a material; na letra “C”, inverte-se a ordem das corrupções. Sabemos que a corrupção material sucede a moral e não o contrário.  


02. (UFRN) Em relação à sua conduta, o funcionário público
A) tem de apresentar conduta ética, balizada por princípios pessoais ou por obediência obrigatória às leis em vigor.
B) deve agir, no exercício profissional diário, de modo a preservar a consciência ética dos usuários dos serviços públicos.
C) impede a ocorrência de atos de corrupção praticados por agentes públicos (políticos ou administrativos) quando age em obediência às leis.
D) garante o cumprimento dos direitos humanos universalmente declarados quando realiza atendimento adequado aos usuários.


COMENTÁRIOS: A passagem “..., o servidor público há de ser um ético de plantão vinte quatro horas por dia, já por convicção (o homem é o retrato de suas convicções), já por coerção jurídica.” justifica a alternativa “A”. o vocábulo “já” – nas duas ocorrências – indica alternância, enquanto “convicção” e “coerção jurídica” referem-se

03. (UFRN) De acordo com o texto, é correto afirmar:
A) A expressão “filhos e tutelados”, no 2º parágrafo, refere-se a parentes de pessoas na administração pública que são favorecidos com alguma função em órgãos estatais.
B) No 5º parágrafo, afirma-se que a ética passou a integrar a Constituição Federal, como forma de normatizar a convivência informal e a convivência profissional-funcional.
C) A Constituição de 1988 prevê que todo ato da Administração lesivo aos bens públicos ou à moralidade será revisto administrativamente ou invalidado judicialmente.
D) A corrupção material e a corrupção moral têm a mesma procedência: a falta de princípios éticos e a de controle mais rígido por parte da sociedade civil e do poder público.

COMENTÁRIOS: Os candidatos normalmente ficaram em dúvida entre “B” e “C”. Na “B”, afirma-se que “a ética passou a integrar a Constituição Federal,...”. A Constituição Federal, em sua essência, já presume a ética, então esta não passou a integrar aquela. A passagem seguinte justifica a resposta como alternativa "C": “...se o ato da Administração for lesivo à moralidade administrativa, deverá ser invalidado judicialmente, via ação popular, ou mesmo, antes, revisto administrativamente.”

04. (UFRN) De acordo com o texto,
A) os empresários, principais representantes da sociedade civil, envolvem-se em atos hediondos em busca de complementação salarial.
B) a aceitação das grandes corrupções na vida pública precede a tolerância de pequenos vícios na vida privada.
C) a corrupção degrada valores íntimos do cidadão sem, no entanto, anular os princípios mantenedores da dignidade da sociedade.
D) é indispensável que a ética integre a essência de qualquer ato estatal para que este seja válido e eficaz.
COMENTÁRIOS: A passagem "a ética passou a integrar o próprio cerne de qualquer ato estatal como elemento indispensável à sua validade e eficácia." justifica, sem maiores dificuldades, a alternativa da resposta. Na "A", a informação não está clara no texto; na letra "B", a ordem está inversa; e na opção "C", afirma-se que a corrupção não anula "os princípios mantenedores da dignidade da sociedade", o que é contrário ao que aborda o texto.

05. (UFRN0 Na expressão “pequenas inversões axiológicas”, o termo em destaque
A) é relativo aos valores éticos.
B) refere-se aos axiomas sociais.
C) relaciona-se aos direitos civis.
D) significa degradação moral.

COMENTÁRIOS: O termo “axiológica” diz respeito aos conceitos éticos e morais. Uma questão de significação, em si, embora o contexto pudesse auxiliar na sua resolução. Não há muito por que alongar-se na explicação.

06. (UFRN) Os termos em destaque no período “[...] por convicção (o homem é o retrato de suas convicções), por coerção jurídica.” estabelecem uma relação semântica de
A) tempo.                                            B) alternância.
C) causalidade.                                    D) conformidade.

COMENTÁRIOS: Está claro que as duas ocorrências do termo “já” podem ser substituídas por “ou...ou”, “quer...quer” ou “ora...ora”, indicando alternância.

07.(UFRN) Observe o período a seguir.
“O Brasil precisa da contribuição de cada um de nós e espera que ela seja decisiva, concreta e diária, a fim de resgatarmos a virtude na vida brasileira.” (último parágrafo do texto).
Mantendo-se o sentido desse período, outra proposta de reescrita em conformidade com a norma padrão é:
A) O Brasil precisa que cada um de nós contribua para o resgate da virtude na vida brasileira e espera que essa contribuição seja decisiva, concreta e diária.
B) O Brasil precisa e espera que cada um de nós contribua para resgatarmos decisiva, concreta e diariamente a virtude na vida brasileira.
C) O Brasil espera que cada um de nós contribuamos decisivamente, concretamente e diariamente, e precisa que resgatemos a virtude na vida brasileira.
D) O Brasil espera que cada um de nós contribua e precisa que decisiva, concreta e diariamente resgatemos a virtude na vida brasileira.
COMENTÁRIOS: A expressão “que cada um de nós contribua” equivale a “a contribuição de cada de um nós” (oração substantiva no lugar de expressão substantiva); mesma estrutura de “para o resgate” que equivale a “para resgatar”; por último, a oração “a fim de resgatarmos” é semelhante à expressão “para o resgate”, ambas indicada finalidade. Questão de período composto, mascarada, com oração subordinada adverbial final. As demais opções sempre têm um ou outro elemento que não corresponde ao sentido da frase original.

08. (UFRN) A seguir, encontram-se fragmentos do texto com uma explicação para o uso da vírgula.
I. A corrupção exteriorizada em ato costuma proceder da corrupção bem mais ampla e, no mais das vezes, interna.” – vírgulas utilizadas para demarcar um adjunto adverbial deslocado
II. “[...] temos falhado no processo de indução ética, pois apenas isso explica o envolvimento de tantas pessoas em tantos atos hediondos [...]” – vírgula utilizada para separar a oração coordenada sindética explicativa da coordenada assindética.
III. Não é só o suborno, a taxa de urgência, o chocolate ou a falsa simpatia nos balcões para obter pronto atendimento.” – vírgulas utilizadas para separar o aposto.
IV. Há empresários, homens públicos e servidores estatais honestos por princípio.” – vírgula utilizada para marcar a supressão do verbo.
A explicação para o uso da vírgula está correta em
A) III e IV.                     B) II e IV.
C) I e III.                       D) I e II.
COMENTÁRIOS: Na proposição I, o termo "no mais das vezes" é adjunto adverbial de tempo e deveria vir ao final do período. Como está no interior da frase, considera-se intercalado (hoje em dia as bancas estão denominando de deslocado) e isso explica as vírgulas; Na II, a vírgula separa oração coordenada iniciada pela conjunção POIS. Portanto, I e II já estariam corretas, configurando a resposta. Na III, não existe aposto; na IV, o motivo das vírgulas é a separação de termos coordenados/de mesma função ou em seqüência.

09. (UFRN) Outra possibilidade de concordância verbal igualmente aceitável, de acordo com a norma culta, está na opção:
A) “Nós, sociedade civil, e o Estado, há décadas, temos falhado no processo de indução ética [...]”.
      Nós, sociedade civil, e o Estado, há décadas, têm falhado no processo de indução ética [...].   
B) “[...] os princípios que mantêm a sociedade elevada e digna [...]”.
      [...] os princípios que mantém a sociedade elevada e digna [...].
C) “Se, na convivência informal, todos já precisamos de tratos éticos [...]”.
      Se, na convivência informal, todos já precisam de tratos éticos [...].
D) “Tanto uma como outra podem assumir forma ativa e passiva [...]”.
      Tanto uma como outra pode assumir forma ativa e passiva [...].

COMENTÁRIOS: Na alternativa "A", a segunda oração está errada, visto que o sujeito "nós" não pode concordar com a forma "têm"; na "B", o sujeito "Os princípios" está no plural, portanto exigindo a forma "mantêm"; a letra "D", a expressão "Tanto uma como outra" é sujeito composto, exigindo – assim – o verbo no plural. A única alternativa que admite duas concordâncias é exatamente a letra "C", pois a palavra "Todos" pode tanto ser 3ª pessoa do plural (todos eles) como 1ª pessoa do plural (todos nós), considerando a silepse de pessoa.


10. (UFRN) A opção que apresenta o uso correto do acento grave de acordo com a norma culta é:
A) A tolerância de superiores à falhas de subalternos não é condizente com a ética e a moralidade esperadas no serviço público.
B) Das diárias às obras públicas, todos os pagamentos feitos com recursos governamentais devem obedecer aos rigores da legislação em vigor.
C) Os atos de convivência profissional do funcionalismo devem ser éticos e condizentes com a moralidade à bem do serviço público.
D) Atos estatais contaminados por corrupção são tão ofensivos que acabam por atenuar à ação de funcionários que não se envolvem em falcatruas.

COMENTÁRIOS: Na alternativa "A", o vocábulo “falhas” está no plural, incompatível com “a”, singular, para o uso do acento grave; na opção “C”, a palavra “bem” é masculina, inviabilizando o emprego do acento grave; na opção “D”, o verbo “atenuar” é transitivo direto, isto é, sem preposição, o que proíbe o uso do acento indicador de crase. Na alternativa “B”, a regência exige o emprego do acento de crase: “Das diárias a + as obras públicas”, expressão que indica origem-destino, com o emprego da preposição “a”. 



INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS – QUESTÕES COMENTADAS
Tribunal Regional Eleitoral do AMAPÁ – Analista Judiciário – FCC / 2006

As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto a seguir.


O que mais surpreende na morte do jovem escritor Alberto Campos é que ele não trazia consigo essa marca misteriosa dos que foram escalados para morrer cedo. Não era um desses "avisados" que já parecem surgir do berço com as mãos e a alma preparadas e que, em sua rápida viagem pelo mundo, limitam-se a olhar silenciosamente para as outras
criaturas, com uma certeza nos olhos: uma certeza que nos contagia, mas que continuamos aparentemente a ignorar, tanto é grave esse reconhecimento.
O amigo que olhasse para Alberto Campos não se sentiria coagido a colocar o problema da morte. O corpo talvez
fosse débil, mas o que sobretudo identificávamos nele era a chama do espírito, que arde generosamente e que se alimenta
do seu próprio fogo.
(Carlos Drummond de Andrade)


01. De acordo com o texto, as pessoas que morrem precocemente
(A) surpreendem-nos sempre, pois tendemos a associar a morte à velhice.
(B) deixam transparecer, desde que nascem, sinais do que lhes ocorrerá.
(C) têm, em vida, pressa em passar pelo maior número possível de experiências.
(D) são justamente aquelas que nos pareciam mais intensas e vitais.
(E) preocupam-se em nos fazer ignorar seus pressentimentos.

02. A única afirmação correta em relação ao texto é:
(A) Em Alberto Campos não havia nenhum indício de que morreria precocemente.
(B) O destino não nos permite qualquer convicção sobre quem vai ou não morrer precocemente.
(C) A debilidade física de Alberto Campos era um indício que seus amigos fingiam não ver.
(D) A força espiritual depende do olhar alheio para alimentar sua própria energia.
(E) Os que vão morrer cedo buscam sempre convencer-se
do contrário.

03. Traduz-se corretamente o sentido de uma expressão do texto APENAS em
(A) marca misteriosa = sinal irreconhecível.
(B) escalados = excluídos.
(C)) certeza que nos contagia = convicção que nos toma.
(D) sentir-se coagido = mostrar-se disponível.
(E) chama do espírito = brilho aparente.

04. Identifica-se noção de causa no segmento:
(A) ... com as mãos e a alma preparadas...
(B) ... em sua rápida viagem pelo mundo...
(C) ... tanto é grave esse reconhecimento.
(D) ... limitam-se a olhar silenciosamente para as outras criaturas...
(E) ... e que se alimenta do seu próprio fogo.

05. O amigo que olhasse para Alberto Campos... (início do 2º parágrafo)
A forma verbal grifada na frase acima denota, no contexto,
(A) condição hipotética.                     (B) desconfiança real.
(C) desejo concreto.                           (D) dúvida possível.
(E) surpresa provável.

1-B: A RESPOSTA É DENUNCIADA POR DOIS SEGMENTOS: “...não trazia consigo essa marca misteriosa dos que foram escalados para morrer cedo.” “Não era um desses ‘avisados’ que já parecem surgir no berço com as mãos e a alma preparadas e que,...”. No texto, Alberto Campos é uma exceção a essa regra que, portanto, é defendida por Drummond.

2-A: Essa resposta pode ser justificada pelos motivos da questão n.º 1. Se Alberto Campos era uma exceção à regra de que alguns já nascem com a “marca” da morte, conseqüentemente, não havia nele indícios de que morreria antes do tempo, por isso, fala-se em morte surpreendente. Não se esperava que ele morresse cedo, ao contrário dos demais.

3-C: Questão que envolve significação de palavras, semântica. A letra A é descartada, pois enquanto “marca” é sinônimo de sinal, “misteriosa” não pode ser substituída por “irreconhecível”; na letra B, “escalados” não significa “excluídos”; na letra D, “coagido” é exatamente o contrário de “disponível”, coagido significa inibido, intimidado; na letra E, as duas expressões não têm nada de relação uma com a outra.  Na letra C, a resposta, “certeza” é sinônimo de “convicção” e “que nos contagia” pode substituir tranquilamente a expressão “que nos toma”.

4-C: Analisando-se o período por completo, se substituirmos o termo “tanto é grave esse reconhecimento” por “uma vez que é grave esse reconhecimento/tendo em vista ser grave esse reconhecimento, porque é grave esse reconhecimento” (todas expressões que indicam causa), teremos mantida a coerência do período. A oração da letra C realmente indica causa e é, por isso, a resposta da questão n.º 4.

5-A: Questão que envolve verbo. A desinência SSE sempre indica que o verbo está no IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO. O modo subjuntivo indica imprecisão ou incerteza da forma verbal. Não há garantia de que alguém olharia Alberto Campos, a indicação sugere indefinição e, por isso, a letra é a resposta. Há uma “condição hipotética”. Ou seja, poderia ocorrer ou não.


CONCURSEIROS DE PLANTÃO - QUESTÕES SOBRE TERMOS DA ORAÇÃO

01. (Uni-Rio-RJ) Em “Na mocidade, muitas coisas lhe haviam acontecido”, temos oração:
a) sem sujeito; b) com sujeito simples e claro;
c) com sujeito oculto; d) com sujeito composto;
e) com sujeito indeterminado.

02. (Concurso de Admissão ao Colégio Naval) No texto:
“batem leve, levemente,
Como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é certamente
E a chuva não bate assim.” (Augusto Gil)
Qual é o sujeito de “Batem leve, levemente”?

03. (UFRJ-Letras) A classificação sintática de NADA, no trecho abaixo, é:
“Reflexionou muito sem adiantar nada.” (Machado de Assis)
a) sujeito; b) objeto direto;
c) pronome indefinido; d) predicativo do sujeito.

RESPOSTAS COMENTADAS:

01. "B". O sujeito deve concordar com o verbo, porque é a ele que se refere. "Muitas coisas" concorda com "haviam acontecido". Portanto, o sujeito é simples e claro. Como está em posição diferente, todos acreditam não haver ou ser indeterminado, o que não se confirma pela frase.

02. INDETERMINADO. Em "Batem leve, levemente", a forma verbal está na 3ª pessoa do plural, o que caracteriza sujeito "indeterminado". O próprio sentido da estrofe sugere uma indeterminação do autor da ação. Quem bate leve, levemente? Não há como responder.
03. "B". Adiantar exige complemento, portanto é transitivo (adiantar "o quê?"). Como não vem acompanhado de preposição o complemento é denominado de OBJETO DIRETO. 


ALGUMAS QUESTÕES TRABALHADAS NA AULA DE CONCURSOS (CENTRAL DE CURSOS) - 14.03.2013

11. Marque o erro de ortografia:
a) expontâneo                        b) extravagante

c) exterior                               d) explodir 
RESPOSTA: "A". A palavra correta é espontâneo. Todas as outras palavras apontam para o prefixo "ex", que geralmente indica "movimento para fora".


12. Assinale o erro de ortografia:

a) pechincha                           b) sossobrar

c) prazo                                  d) xícara
RESPOSTA: "B". A palavra é soçobrar, que pode significar "subverter", "afundar", "perturbar". As demais são palavras conhecidas e, por eliminação, o candidato poderia resolver.
 

13. Está correta a palavra:

a) hereje                                 b) reprisar

c) cangica                               d) repreza
RESPOSTA: "B". As demais alternativas trazem palavras com escritas equivocadas. Corretamente se escrevem herege, canjica e represa.
 

14. (FGV – Adaptada) Reescreva o trecho a seguir, corrigindo as impropriedades ortográficas:

 Todos suporam que, a dispeito da inesperiência, ele seria candidato.
RESPOSTA: Há, no trecho, 3 palavras erradas: a forma verbal correta é supuseram e não "suporam", deriva de puseram, assim como compuseram, repuseram, etc; a palavra correta é despeito e não "dispeito"; e, no terceiro caso, temos o equívoco de inexperiência, grafada gravemente com "s". 

 QUESTÕES PARA CONCURSOS (ORTOGRAFIA):

01. Assinale o erro
a) Não quiseram fazer a pesquisa, tão pouco responderam ao questionário.
b) Todo mal é finito.
c) Invadiram a fazenda, mal nasceu o dia.
d) Não fale sobre esse jogo.

02. Só está correta a frase:
a) Chorou, mais não convenceu. b) Ele não é assim tão mau.
c) A firma esta sobre nova direção. d) Voltou não sei por que.

03. Assinale o erro
a) Daqui a um ano, eu te darei a resposta.
b) Sua conversa foi acerca da dívida.
c) A criança estava sob as cobertas.
d) Isso ocorreu a pouco.
 


RESPOSTAS COMENTADAS:

01-A. Quando significa "nem" ou "também não", a forma correta é TAMPOUCO; TÃO POUCO (separado) significa MUITO POUCO, o vocábulo TÃO é advérbio de intensidade. Na "b", "mal" está como substantivo, portanto correto, na "c", "mal" indica tempo, por isso correta a grafia, e na opção "d", "sobre" está correto por significar "a respeito de".

02-B. na "a", deveria ser "mas" (porém), na "c", o correto é "sob" (abaixo de, comandado por), na "d", o "que" deve ser acentuado por estar em final de oração.

03-D. Quando indicar tempo passado, o correto é escrever "há", com o sentido de "faz"; na alternativa "a", existe temporalidade futura, portanto correto o "a"(preposição), na "b", "acerca" significa "sobre", por isso correta a escrita, na "c", poderia ser "sob" ou "sobre", dependendo do contexto. 



Nesta tirinha, a personagem faz referência a uma das mais conhecidas figuras de linguagem para
a) condenar a prática de exercícios físicos.
b) valorizar aspectos da vida moderna.
c) desestimular o uso das bicicletas.
d) caracterizar o diálogo entre gerações.
e) criticar a falta de perspectiva do pai.

Resposta: "E". A figura de linguagem metáfora caracteriza-se por uma analogia feita entre elementos semelhantes, associando-se o sentido conotativo ao original, por meio da comparação. Neste caso específico, tal comparação surge entre o movimento de pedalar a bicicleta ergométrica (estática), com o fato de pai não ter perspectivas de futuro, ou seja, ficar sempre no mesmo lugar.



77. (ENEM 2004) A conversa entre Mafalda e seus amigos
a) revela a real dificuldade de entendimento entre posições que pareciam convergir.
b) desvaloriza a diversidade social e cultural e a capacidade
de entendimento e respeito entre as pessoas.
c) expressa o predomínio de uma forma de pensar e a possibilidade de entendimento entre posições divergentes.
d) ilustra a possibilidade de entendimento e de respeito entre as pessoas a partir do debate político de idéias.
e) mostra a preponderância do ponto de vista masculino nas discussões políticas para superar divergências.

RESPOSTA: "A". Questão de interpretação de texto. No início da discussão, parecia haver convergência, já que as personagens começaram a construir a mesma frase, afirmando que a humanidade estava indo "para a frente, é cla...". No entanto, essa "frente", nos quadrinhos seguintes, mostrou-se ser subjetiva a cada um deles, o que provocou a discussão. Isso é contrário à valorização da diversidade social e cultural e não mostra o entendimento e respeito entre as pessoas (B), não indica predominância do ponto de vista masculino sobre o feminino (E), nem tampouco expressa a "possibilidade de entendimento entre posições divergentes" (C) ou "debate político de ideias" (D).

51. (ENEM / 2010)
A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma floresta, um deserto ou até um lago. Um ecossistema tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações.
DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.


Predomina no texto a função da linguagem

a) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia.

b) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação.

c) poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem.

d) conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor.
e) referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais.

RESPOSTA: "E". Funções da linguagem constitui um conteúdo muito apreciado pelo ENEM. As 6 funções estão ligadas aos 6 elementos da comunicação. Assim: FUNÇÃO DENOTATIVA centra-se em FATOS / INFORMAÇÕES; FUNÇÃO EMOTIVA centra-se no EMISSOR; FUNÇÃO POÉTICA centra-se na mensagem; FUNÇÃO CONATIVA/APELATIVA centra-se no RECEPTOR; FUNÇÃO FÁTICA centra-se no CANAL; e FUNÇÃO METALINGUÍSTICA centra-se no CÓDIGO. Neste caso específico, temos um texto informativo que está, portanto, CENTRADO em informações ou noções conceituais. FUNÇÃO DENOTATIVA ou REFERENCIAL.