26 de mai de 2008

CARTA-ARGUMENTATIVA (GRAVIDEZ PRECOCE)

Gravilândia, GV, 25 de dezembro de 2003.

Querida filha,


Tenho-a criado da melhor maneira que um pai poderia fazer, considerando as condições por que sempre passamos no decorrer de nossas vidas. Apesar das dificuldades, nunca deixei de lhe dar o melhor de mim, procurei educá-la pensando em garantir um futuro digno para você e futuros descendentes. Entretanto, algumas de suas atitudes têm me incomodado um pouco ultimamente.
Sem querer bancar um pai “careta”, tenho me preocupado muito sobre a maneira como tem encarado as coisas em sua volta. Depois que conheceu aquele seu namorado, você virou a cabeça, jogou tudo para o alto e passou a cometer algumas imprudências: a maior delas, a falta de cuidados na prevenção de doenças ou de uma possível gravidez indesejada. Isso me deixa perplexo, principalmente pelas informações que você teve oportunidade de adquirir esses anos, o que naturalmente exigiria uma atitude totalmente diferente.
Lembre-se, não sou contra a sua maternidade. Aliás, considero o maior privilégio que uma mulher pode ter. Apenas não quero, caso isso venha a se concretizar prematuramente, vê-la desesperada pelos cantos, sem saber como agir pelo fato de não tê-la planejado. Vivemos num mundo recheado de mecanismos que ajudam a prevenir a gravidez, temos camisinha como o método mais conhecido, além de outros que você certamente os conhece. Por isso, peço-lhe que reflita um pouco sobre suas atitudes, você ainda nem concluiu o Ensino Médio, lembra? E o vestibular, o seu sonho de ser jornalista, de brigar pelos direitos dos mais fracos, como sempre dizia almejar quando era criança? Deixou-os de lado? Creio que não.
Filha, às vezes os sonhos podem ser interrompidos por falta de consciência. E é isso que lhe peço como alguém que a ama desde os seus primeiros passos, desde a época em que ainda segurava em sua mão para que andasse sem riscos de cair. Tome mais cuidado, previna-se; não jogue fora os seus anseios, as suas vontades, o seu futuro. Una o útil ao agradável. Divirta-se, sim, mas com prudência. E quanto ao resto, pode contar comigo e com a sua mãe, você sabe que estamos sempre prontos para dizer uma palavra de conforto, de apoio, de amor. Aquele amor insubstituível, que sentimos em nossos corações por essa linda menina que, num piscar de olhos, já virou mulher.


De seu pai que a ama profundamente,


Metódio Contraceptus

8 comentários:

anderson disse...

devemos colocar nosso nome no final da carta

CASSILDO SOUZA disse...

Sim, Anderson. Devemos, sim, colocar o nome ao final da carta. Mas, entenda, a assinatura a ser posta é do PSEUDÔNIMO, ou seja, um nome ficticio que será fornecido pela Banda Organizadora do Vestibular.

Anônimo disse...

Mas,no primeiro parágrafo da carta argumentativa,devemos colocar o ponto de vista defendido!

Anônimo disse...

Qual a diferênça entre uma Carta argumetativa e uma Carta Aberta ??

CASSILDO SOUZA disse...

O ponto de vista defendido pode ser apenas indicado, no primeiro parágrafo. Ele será construído ao longo do texto, no desenvolvimento, parte que se destina a esse fim.

CASSILDO SOUZA disse...

Carta aberta e carta argumentativa não apresentam grandes diferenças. Isso ocorre mais no lado estrutural: Na carta aberta, que é destinada a um grupo de pessoas, a data geralmente vem na parte de baixo, existe o título e o vocativo é dispensável. Mas já existem cartas abertas com a mesma estrutura da carta argumentativa, pois o que será avaliado é o teor de persuasão. Essas diferenças não contam tanto na avaliação.

Lucas Matheus disse...

Cassildo, em redações uso qual pessoa, 1°, 2° ou 3°, e em que tipo uso cada uma?!

CASSILDO SOUZA disse...

Lucas, depende muito da redação. No caso de uma narração, pode-se 1ª 3ª pessoa. Na carta argumentativa, utiliza-se, preferencialmente, a 1ª pessoa, assim como no artigo de opinião; na DISSERTAÇÃO-ARGUMENTATIVA, uiliza-se, preferencialmente, a 3ª pessoa do singular.