15 de out de 2016


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Ser professor, ser escolhido
Nunca me arrependi de ser professor; nunca me arrependeria; nunca me arrependerei.
O fato é que somos escolhidos para atuar nessa nobre e linda missão. Sem utopias, mas sem rancor, é ela que me faz melhorar a cada dia. Torna-me mais humano, mais compreensivo, mais tolerante a certas questões. É a atuação em sala de aula que me faz enxergar o mundo com outros olhos. Com olhos de quem tem curiosidade de mudar.
Nosso dia a dia não é fácil; é cheio de alternâncias, de imprevistos, de incertezas, até mesmo - e em especial - de estresse. Há uma tensão diária que nos acompanha no intuito de testar todas as nossas forças e nossas fraquezas. Há alegria, há dor, há cobranças (e autocobranças), há descaso, há pouco caso. É um complexo formado de múltiplas facetas. Assim é ser professor.
No entanto, há uma satisfação inexplicável para aqueles que realizam com convicção essa função. Há - antes de tudo - prazer em servir, em ser útil, em apontar caminhos; há - por outro lado - necessidade de ser firme nas convicções, no cumprimento de algumas convenções e naquilo que se deseja alcançar. A caminhada é cheia de atalhos, mas também cheia de pedras. Aprende-se a desviá-las com o tempo. Há um foco nisso tudo: o aluno. É ele que faz ter sentido existirmos enquanto profissionais. É para ele que atuamos e a quem nos dedicamos diariamente, sem culpa, sem arrependimentos, sem meios termos.
Sinto-me extremamente realizado e privilegiado por Deus me ter transferido tamanha responsabilidade. Há dias de glória, há dias de sufoco, há momentos de angústia. Mas a análise geral sempre aponta resultados, saldos positivos e a realização pessoal e profissional em estar ali, em sala de aula, buscando melhorar, buscando aprender e buscando ser referência de alguém que tanto precisa alcançar suas metas de vida. Sei das dificuldades, da falta de atenção das autoridades e da falta de reconhecimento de parte da sociedade, mas ainda assim, tem valido muito a pena.
Espero saúde e vitalidade para prosseguir nesse desafio que é "ensinar". Aliás, não ensinamos muita coisa, nem é esta nossa maior proposição. A nossa importância estar em sabermos indicar os melhores caminhos para a aprendizagem, em discutirmos ideias, em promovermos o debate geral. Isso demanda compromisso, dedicação, bem-estar, aspectos fundamentais nessa batalha constante.
Um grande abraço a todos os professores do país, a todos os alunos que fazem ter sentido nosso dia a dia e que nossos anseios sejam conquistados para que a nação passe - de fato - a crescer.
Prof. Cassildo Souza

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