E se o ENEM - para o qual faltam exatamente 90 dias - cobrasse um tema de redação sobre o fanatismo político no Brasil? Creio que seria um terror para a maioria, já que - de um lado e de outro - as análises são sempre tendenciosas.
Língua: primeira manifestação cultural de qualquer sociedade. Expressão maior do ser humano, em diferentes maneiras: verbal e não-verbal; escrita e falada; culta e variante; musical e visual. Enfim, Língua Portuguesa, Língua Brasileira, língua estrangeira: sem ela, a sociedade não sobreviveria.
26 de jul. de 2015
EMPRESAS DE RÁDIO E TV SÃO CONCESSÕES PÚBLICAS E NÃO PRIVADAS
Emissoras de rádio e TV são concessões públicas. Isso, teoricamente, induz a pensarmos que tais veículos comunicativos deveriam ser imparciais, publicando as matérias sem favorecer ninguém. Se são concessões públicas, não deveriam agir como empresas privadas. Utopia. Isto é o que ocorre diariamente no Brasil.
Não seria diferente, já que - embora a Constituição proíba - Deputados e Senadores estão entre os que mais recebem essas concessões e, desse modo, publicarão apenas aquilo que é do seu interesse.
Outro fato a ser esclarecido é que as concessões têm tempo limitado, mas não se tem conhecimento de que os conteúdos veiculados sejam avaliados e que isso interfira na renovação da autorização para operar.
Portanto, pensar numa mídia predominantemente imparcial, no Brasil, é pensar que os problemas ociais nossos estão todos resolvidos.
SUFIXO "IN" SOBRE RADICAIS INICIADOS COM "R"
Radicais iniciados com "r" acrescidos do prefixo "in", dobram a consoante "r". Portanto, não existe INRESPONSÁVEL, INREVERSÍVEL, INRETRATÁVEL, INRECUPERÁVEL (são corretas IRRESPONSÁVEL, IRREVERSÍVEL, IRRETRATÁVEL, IRRECUPERÁVEL). Um erro muito comum na hora de escrever. No caso da prova do ENEM, afeta negativamente a Competência I da Redação: domínio da norma culta da língua.
PARCIAL e IMPARCIAL. Quais as diferenças?
Uma confusão muito comum ocorre com os termos PARCIAL e IMPARCIAL.
Quando se fala numa mídia PARCIAL, significa dizer que ela é tendenciosa, tomando PARTIDO de alguém, favorecendo alguma PARTE. Normalmente, as pessoas se equivocam (por falta de cuidado ou de leitura) e entendem o oposto. Ser IMPARCIAL é, então, ser NEUTRO, não favorecer a quem quer que seja. Muito cuidado!
21 de jul. de 2015
SÉRIE QUESTÕES DE CONCURSOS - SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO I (5)
01. (Medicina
Itajubá-MG) Todas as orações apresentam verbo de ligação, exceto:
a)
Camilo saiu desesperado da biblioteca.
b) Juliana ficou pensativa ao lado da
irmã.
c) Orestes continuava firme no seu
propósito.
d) Jairo permanece calado no meio da
gritaria.
e) César parecia um rapaz entre os
coleguinhas
02. Assinale a frase sem complemento
nominal
a) Há necessidade
de apoio.
b)
Tenho confiança em vocês.
c) O gosto pelas letras levou-o longe.
d)
Não duvido de ninguém.
03. Assinale a alternativa em que o sujeito está incorretamente
classificado:
a) chegaram, de manhã, o mensageiro e o guia (sujeito composto);
b) fala-se muito neste assunto (sujeito indeterminado);
c) vai fazer frio à noite (sujeito inexistente);
d) haverá oportunidade para todos (sujeito inexistente);
e) não existem flores no vaso (sujeito inexistente).
04. Em “Éramos três velhos amigos, na praia quase deserta”, o
sujeito desta oração é:
a) subentendido;
b) claro, composto e determinado;
c) indeterminado;
d) inexistente;
e) claro, simples e determinado.
05.Marque a oração em que o termo
destacado é sujeito:
a) houve muitas
brigas no jogo;
b) Ia haver mortes,
se a polícia não interviesse;
c) faz dois anos que há bons espetáculos;
d) existem muitas
pessoas desonestas;
e) há muitas pessoas desonestas.
12 de jul. de 2015
5 de jul. de 2015
REDES SOCIAIS REVELAM APENAS O QUE AS PESSOAS SÃO, AINDA QUE DISFARCEM
Todos somos marionetes das redes sociais. Eu falei 'somos', o que me inclui, antes de qualquer interpretação errônea sobre eu querer julgar o comportamento alheio. Hoje praticamente ninguém mais vive sem essas ferramentas que se apresentam com dualidade a nosso dispor. Sem negar sua imensurável contribuição para o avanço da informação, o problema é que as temos usado para despejar–lhes todas as nossas faces ocultas - que agora deixam de sê-lo - para revelar que na verdade seres humanos são muito complicados.
Propagação do ódio, rancor, ostentação – coisa típica daqueles que querem provar algo às pessoas -, calúnias, mentiras, discussões fúteis e inúteis: uma radiografia do que ocorre cotidianamente por aqui. Vivemos o auge dessas ferramentas, o que já nos leva a não estranhar tanto esses comportamentos. Na fase inicial desses ambientes virtuais, acreditávamos que as pessoas os empregavam para demonstrar algo que de fato não fossem. Hoje, percebemos a rede como um refúgio que abriga todos os desabafos, o lado questionável e obscuro dos humanos, as imbecilidades dos indivíduos. Legitimam personalidades.
O fato de revelar quem as pessoas realmente são não nos tira a possibilidade de notar uma ousadia maior dos usuários quando estão conectados, visto que é teoricamente mais fácil ser “sincero” estando do outro lado, sem o contato cara a cara com seu interlocutor. Desse modo, ainda que as redes não consigam mascarar o que existe em seus participantes, acabam funcionando – também – como um mecanismo encorajador para se publicar as vontades, as antipatias e as calúnias que não seriam veiculadas em caso de contato presencial. Assim, acaba sendo também um ambiente propício para os covardes. Eles estão por toda a parte, principalmente aqui.
O fato é que não podemos – e não devemos, em meu entender – negar as redes sociais ou desejar o seu fim. Seria um retrocesso, visto que a concepção inicial desse tipo de ambiente é o da socialização, da propagação de ideias relevantes, das opiniões livres de censura e de conhecimento também. Não é concebível culpar a internet pelas mazelas que os seres humanos criaram. Em determinado momento é impossível disfarçar o verdadeiro caráter de quem está por trás de um celular, tablet, computador. Queremos otimizar a rede? Então, comecemos por otimizar as pessoas, tarefa quase impossível nas condições atuais.
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