20 de set. de 2011

VERBO – MODOS VERBAIS


Muito mais importante e eficaz do que apenas memorizar as formas verbais é identificar o que cada TEMPO e cada MODO designam; de que maneira esses aspectos incidem sobre a temporalidade desejada e – consequentemente – sobre o sentido do período. Quando sabemos o que expressa o MODO INDICATIVO, SUBJUNTIVO e IMPERATIVO, ou quando podemos saber a que se refere PRETÉRITO PERFEITO ou MAIS-QUE-PERFEITO, por exemplo, a flexão verbal torna-se bem mais clara.
1. MODO INDICATIVO: indica precisão, exatidão de uma ação. Pela forma verbal não deve haver dúvidas a respeito de determinado ato. Os tempos verbais desse modo são: PRESENTE, PRETÉRITOS (PERFEITO, IMPERFEITO e MAIS-QUE-PERFEITO), FUTUROS (DO PRESENTE e do PRETÉRITO).
Eu irei à instituição para resolver o problema. (a forma verbal irei apresenta-se como certa, como indefinida, no futuro do presente).
2. MODO SUBJUNTIVO: indica imprecisão. Pela forma verbal, não há definição quanto à ação referida. Os tempos desse modo são: PRESENTE, IMPERFEITO e FUTURO.
Se formos à instituição, resolveremos o problema. (a forma verbal formos apresenta-se como incerta, indefinida, no futuro do subjuntivo)
3. MODO IMPERATIVO: indica ordem, conselho, sugestão, pedido, súplica. Divide-se em IMPERATIVO AFIRMATIVO e IMPERATIVO NEGATIVO. Muito usada na linguagem persuasiva, com destaque para textos publicitários em geral.
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Na próxima postagem, abordarei os TEMPOS VERBAIS, em sua essência, como fiz em relação aos MODOS.

FALTA DE COMPROMISSO: A PIOR DAS MAZELAS DE NOSSOS TEMPOS

Fala-se em muitas mazelas que afligem o mundo moderno. Doenças sem cura, terremotos, tsunamis, furacões, desastres ambientais. Eu aproveito para falar na maior de todas elas. Aquela que tem atingido impediosamente todos os segmentos e causado traumas a pessoas que esperam o cumprimento das obrigações por parte dos que deveriam honrar os seus deveres: a falta de compromisso.

Não vou aqui abordar uma área específica. Vou falar de todos nós, cidadãos comuns ou profissionais, que tanto "sugerimos" às autoridades para terem postura e honrarem seus deveres. Já presenciei e já ocorreram comigo diversos casos de irresponsabilidade. Vemos a toda hora em matérias jornalísticas médicos que não dão a devida assistência a seus pacientes, professores que não comparecem às aulas, ou - quando comparecem - não exercem corretamente sua função, pais que não acompanham adequadamente seus filhos, dívidas que não são saldadas e, assim, por diante. A lista seria extensa, mas as citadas já nos servem de reflexão.

Agir com irresponsabilidade parece ter-se tornado atitude louvável. Uma das piores situações dessa natureza é contratar um serviço, por mais simples que seja, e não quitá-lo, como se profissional chamado a prestar suas atividades estivesse na obrigação de trabalhar voluntariamente. Isso tem-se tornado a cada dia mais comum e, como tudo que se torna comum, corre o risco de se transformar em regra social . Já virou banal realizar um trabalho e dá-lo por perdido, pela falta de recebimento dos honorários a ele relativos. Exemplo maior de descompromisso não existe.


Essa é, sim, a maior das mazelas sociais de nossos tempos, em minha visão. Seres descompromissados estão em alta, e os encontramos por toda a parte. Enquanto não somos afetados pela sua inércia, tudo parece estar sob controle. Mas quando dependemos deles para qualquer situação que nos envolva, percebemos o quanto tais atitudes prejudicam o crescimento geral e maculam pessoas de bem. Aos irresponsáveis, só tenho uma coisa a dizer: sempre estarão na sombra de alguém, sempre serão medíocres, sempre terão o seu nome destadado negativamente e o dedo apontado para o próprio nariz. De tal mazela, quero a maior distância possível, muito embora às vezes eu não tenha esse poder.

SE O SOL BRILHAR (CASSILDO SOUZA)

Se o sol brilhar antes das seis

Sei que já chegou a vez

De selarmos os nossos laços.

Daremos um ou dois passos

Para vermos se o caminho é normal

Se podemos atingir o ideal.

E se esse brilho ocupar os nossos olhos

Estaremos aptos a nos entender

Não significa que seremos perfeitos

Apenas entraremos numa estrada

Mais tranqüila de se vencer.

Quero ver a luminosidade

Desse universo paralelo

Banhando a nossa presença

Nos afastando da escuridão.

17 de set. de 2011

HÁBITOS INCONTROLÁVEIS (CASSILDO SOUZA)

Não gosto de cara que não cumpre compromisso

Não aceito apoio daquele que é omisso

Falta de atitude não tem o meu apreço

Falsidade e hipocrisia têm um amargo preço.


E conversa mole não tem nexo sem ação

Letras fracas não vingam numa má canção

Apelos políticos nunca foram o meu forte

Não acho que a farsa seja um bom norte.


Estratégias ultrapassadas não fazem mais sentido

Não vejo utilidade na "descriatividade"

Viver a vida do outro sempre será bem mais fútil

Querendo tornar legítimo aquilo que não é útil.


Idéias bizarras não atraem nem convencem

Rebeldia sem causa se transforma em anarquia

Atos mesquinhos rapidamente se vencem

Não quero nada disso para o meu dia-a-dia.