11 de set. de 2011

DIA 11 DE SETEMBRO - NÃO HÁ MAIS O QUE DIZER

O artigo que começo a escrever é simplesmente para dizer que fiquei sem conteúdo o qual possa fazer referência ao atentado de 10 anos atrás. Lembro-me de que estava trabalhando na sede da Prefeitura Municipal de Currais Novos, quando alguém ligou para minha chefe falando da notícia, que se encontrava já na internet.

A sensação de medo tomou conta de todos. Alguns falavam da possibilidade de uma terceira grande guerra; outros diziam que o Brasil poderia ser um país onde houvesse terroristas escondidos. Muitas histórias. O fato é que milhares morreram, até mesmo sob o olhar desconfiado de alguns defensores da manipulação daquele fatídico dia.

Não vou opinar sobre este assunto, muitos já o fizeram, parece faltar temas na mídia. Reportagens e mais reportagens estampam capas das principais revistas, ocupam espaço na televisão e internet. Quem sou eu para tentar concorrer com esses meios!? O fato é que esse tempo parece ter passado voando. Eu tinha apenas 23 anos, estava praticamente iniciando o curso de graduação e hoje já passei da casa dos trinta, estou casado, trabalhando bem mais do que antes. Mas, tenho certeza, para as famílias dos mortos é como se o pesadelo nunca acabasse.

Por isso, apenas como recomendação, em respeito a tais famílias, não vamos comparar as coisas equivocadamente e dizer que os Estados Unidos mereceram o atentado. Podem até cogitar que os próprios americanos tenham planejado tudo, só não podem desconsiderar que pessoas inocentes morreram. Mais que isso, independentemente da inocência, não tiveram como se defender. Tudo foi muito brutal.

Mas, repito, não opinarei sobre o tema, apenas sugiro refletir o que aconteceria caso viéssemos a sofrer mesma tragédia. Falar que foi merecido é fácil. Mas não vamos aderir à "modernidade" barata. Sim, porque ficou, depois dessa catástrofe, muito viável defender terroristas alegando que a América do Norte sempre agiu covardemente com os demais países. Isso, em momento algum, apaga o que foi aquele dia de terror para o mundo.

10 de set. de 2011

PRESIDENTA OU PRESIDENTE: MAIS DO QUE UMA QUESTÃO LINGÜÍSTICA

Essa discussão nunca será puramente lingüística. Há - talvez muito mais do que imaginemos - outro interesse por trás de todo o debate "vocabular" que se intensificou após a posse de Dilma Rousseff. Por que que tanta gente se incomoda quando se ouve a palavra "presidenta"? É um erro de língua portuguesa, é um preciosismo gramatical ou apenas uma maneira de se afirmar ideologicamente?

Os dicionários de Língua Portuguesa sempre trouxeram variantes femininas para aqueles vocábulos teoricamente neutros. mestra, parenta, oficiala, presidenta. Estão todas registradas e isso por si só já seria suficiente para justificar o seu uso. Dois problemas, no entanto, reforçam a tese daqueles que se posicionam contra haver dois gêneros quando a terminação é neutra. O primeiro deles é que "estudante" e "tenente", por exemplo são usadas tanto para masculino quanto para o feminino, diferentemente das citadas acima e, por isso, o usuário do idioma tende a se confundir, já que não existe padronização.

A segunda questão, bem mais complexa e talvez a principal, diz respeito à posição assumida pelas mulheres nos últimos tempos. Nunca se havia questionado antes a palavra "presidenta", por mais que já fosse usada em atas de entidades representativas, no caso de uma mulher a presidir; embora a maioria dos gramáticos admitam a dupla possibilidade, Dilma Rousseff faz questão de que o "a" seja pronunciado em seus discursos e isso tem a intenção de afirmar a representatividade feminina no poder, fato que tem crescido na América Latina. Sem dúvida alguma, a atitude não é bem recebida por pessoas que não admitem a inevitável mudança de tempos.

Vejamos que as palavras como "soldada" enfrentam a resistência de muitos, ainda que estejam dicionarizadas. É que algumas funções nunca foram - de fato - exercidas pelas mulheres, por isso os substantivos que designam tais atribuições pareciam estar guardados, sem uso, esperando um momento certo para serem empregados. Parece que as ocasiões têm aparecido de maneira cada vez mais constante. Então, não há motivos para contraposições, a meu ver. As palavras existem, as mulheres passaram a desempenhar tais tarefas e não deveríamos perder tempo querendo reverter uma situação já superada.

Presidenta, sim. Soldada, sim. Coronela, sim. Não é somente a língua que se modifica. Simultaneamente vêm as transformações sociais. As mulheres têm ocupado postos historicamente masculinizados e isso - quer queira ou não - incide sobre os outros aspectos, notadamente a nossa língua. O debate sobre a forma correta da palavra decorre de um debate maior que deveria existir: o novo papel feminino na sociedade. Por isso, entendo que defender uma única forma para "presidente" seria retroceder, voltar a um tempo que não nos interessa. Como se pode ver, a discussão é muito mais ideógica do que lingüística e caminhar para frente exige que aprendamos novos vocábulos para designar os cargos protagonizados pela figura feminina.

7 de set. de 2011

INDEPENDÊNCIA DEVE COMEÇAR POR NÓS

Dia 7 de setembro. Desfiles enfeitarão as ruas das cidades do País. Discursos serão proferidos em larga escala. Mecanismos de comunicação farão suas coberturas com cuidado singular, para que nada passe despercebido. Claro, é o Dia da Independência do Brasil. 189 anos após o evento planejado para que D. Pedro I gritasse, contra sua própria vontade, "Independência ou morte!".

Muitos protestam alegando que tal independência nunca se concretizou de fato. Mas considero essa história um pouco clichê. Não é interessante repetirmos que o Brasil é um refém econômico dos países mais desenvolvidos, nem afirmarmos que todo esse acontecimento da Independência foi objeto de "cartas marcadas". Isso já está - sob minha ótica - mais do que ultrapassado. Toda e qualquer independência deve partir, em primeiro lugar, da consciência individual, antes que se estenda à coletividade.

Se reivindicamos que o Brasil seja cada vez mais autônomo, tentemos nós agir assim em primeiro lugar. Somos manipulados por tudo. Internet, televisão, modos de vestir, falar, festividades que nos são repassadas como manifestações culturais e que na verdade atendem a uma indústria gigantesca, dentre outros exemplos. Somos, a maior parte do tempo, "maria-vai-com-as-outras", porque é mais cômodo permanecermos inertes, desde que algumas necessidades vitais sejam a nós garantidas. Falta termos a coragem de irmos de encontro a certas concepções e nada é mais aprisionante do que isso. Não somos independentes. Fazemos o que a sociedade emana.

Não podemos radicalizar e combater tudo e todos que estão à nossa volta. As coisas devem ser equilibradas e harmoniosas. Mas o fato é que desejamos uma independência nacional, quando na verdade ainda não saímos de nosso próprio casulo. O casulo da ignorância, dos conceitos provincianos, do preconceito, da necessidade de aparecermos socialmente; o casulo do orgulho, da falta de coleguismo, da inveja; o casulo da falta de consciência na hora de escolhermos representantes, da falta de atitude quando discordamos de nossas autoridades e falta de refutação dentro de nosso próprio grupo. Não saímos, ora porque não queremos; ora porque temos de dar satisfação para o mundo todo. Não somos independentes. Fazemos o que os outros nos mandam fazer.

Todos precisamos refletir sobre a independência intrínseca. É muito viável fazer críticas à nação, que é apenas uma vítima da forma como a conduziram ao longo de sua trajetória. O país ser ou não independente deriva de sermos ou não politizados, conscientizados, bem-resolvidos em nossas concepções. E isso não se contrasta com termos orgulho do Brasil. Tenho, sim, orgulho de nossas riquezas naturais, de nossos artistas, de nossos esportistas, de certos profissionais que elevam no nome desta terra lá fora. Ser indepedente implica isso também. Implica referirmos a nosso país-continente com entusiasmo e satisfação. Vamos todos, antes de qualquer coisa, buscar essa capacidade interior de reconhecermos as coisas positivas e de nos livrarmos de determinados preceitos. A partir daí, poderemos reclamar a liberdade geral, num processo que não se faz de noite para o dia.

4 de set. de 2011

O MERCADO DE TRABALHO E O PROFESSOR

Não há como negar que, hoje, o profissional que deseja sobressair-se em suas atividades precisa integrar-se ao novo modelo de mundo. Os profissionais da área de educação talvez sejam aqueles que mais necessitem inserir-se no mundo moderno, adequando seus conhecimentos e experiências ao contexto da globalização. O elemento deflagrador desse processo é a qualificação.

Do mesmo modo que o mercado exige um administrador atualizado, um advogado em contato constante com a legislação vigente, um jornalista bem informado e manuseando as ferramentas da informática, um professor que deseja ser bem-sucedido deve buscar ampliar seus horizontes. Não se admite mais, atualmente, um profissional da educação acomodado, que não procurou graduar-se ou especializar-se, não apenas para apresentar uma satisfação à sociedade, mas para que aquelas informações adquiridas possam constituir-se em subsídios a serem transmitidos aos alunos. As seleções e concursos públicos, inclusive, não abrem vagas para os “atrasados”.

Evidentemente, a qualificação de um professor ou qualquer outro indivíduo que trabalhe na educação não se restringe a buscar apenas aqueles conhecimentos típicos para ensinar. É preciso entender que existe uma nova era, a da tecnologia, que veio para facilitar a vida de todos. Há de existir procura intensa para se adequar a essas ferramentas, sob pena de se ficar perdido e tornar inviáveis as atividades inerentes à profissão. O professor é, mais do que nunca, um profissional do futuro, responsável por ventilar as mentes de seus alunos, que por sinal, também acompanham ó crescimento da informação. Portanto, além de preparar-se em sua área específica, ao bom professor, àquele que deseja romper as fronteiras do óbvio, cabe a inquietude de encontrar os mecanismos facilitadores de sua prática educativa.

Verifica-se que renderão bons frutos todos aqueles que se conscientizarem dessas necessidades. É preciso que se compreenda que a clientela estudantil encontra-se cada vez mais diversa, por conseqüência das exigências do mercado de trabalho. Mesmo que isso não seja explicitamente observável, está mais do que subentendida nos discentes a vontade de acompanhar afinadamente a “música” que o mundo contemporâneo “toca”. Desse modo, nada melhor que qualificar-se, atualizando-se e buscando novos conhecimentos para o enfrentamento de desafios presentes e complexos.

2 de set. de 2011

ALGUNS TEMAS QUE PODEM CAIR NA REDAÇÃO DO VESTIBULAR

Listo e detalho alguns temas que podem ser cobrados pelo Vestibular e ENEM 2011/2012

ASCENSÃO FEMININA:
A mulher tem ocupado espaços cada vez mais generosos na sociedade. Por mais que as mudanças ainda não representem uma consolidação dessa nova realidade, caminha-se a passos cada vez mais largos para que a figura feminina seja efetivada como nova agente de transformações no mundo, nas mais diversas áreas.

LEGALIZAÇÃO DA MACONHA: Defendida por pessoas públicas e políticos de peso, a discussão - não tão nova assim - ganhou força este ano, especialmente com a participação do ex-Presidente FHC em documentário que defende a descriminalização da droga. Cantores como Lobão e Zé Ramalho, além do Deputado Fernando Gabeira são alguns ícones favoráveis à mudança na legislação.

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO: Outra temática bastante polêmica, exige conhecimentos que vão da Biologia ao Direito. Vários segmentos da sociedade reconhecem a necessidade de modificação na lei. O debate sobre o tema teve seu auge recente durante a Campanha Eleitoral para Presidente em 2010, o que dividiu a opinião de muitos eleitores.

UNIÃO CIVIL DE HOMOSSEXUAIS: Outro tema que foi bastante discutido durante a Campanha Eleitoral, à época ainda não havia sido sancionada a lei que garante a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Este ano, o STF aprovou o dispositivo e, dessa forma, o assunto ganha ainda mais probabilidade de ser tema dos vestibulares e ENEM.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: Temática que incide diretamente sobre nossa sociedade, uma vez que jovens grávidas tornaram-se comuns, por mais que haja informações disponíveis nas escolas e nos meios de comunicação. Talvez a ação da família, muitas vezes ineficaz, contribua para uma incidência tão alta. Tais informações precisam estar guardadas na cabeça do candidato, para produzir uma proposta de intervenção solidária coerente no seu texto.


PALAVRAS QUE GERAM DÚVIDA III

  • "DIFERIR"(distinguir) ESCREVE-SE DIFERENTE DE "DEFERIR" (conceder, aprovar);
  • "DISCRIÇÃO" (caráter de discreto) NÃO SE MISTURA COM "DESCRIÇÃO" (ato de descrever);
  • "MANDADO (ordem) É DIFERENTE DE "MANDATO" (período de gestão);
  • "INFLIGIR" (aplicar norma) É DISTINTA DE "INFRINGIR" (transgredir a norma);
  • "DISCRIMINAR" (distinguir, especificar, separar) DISTANCIA-SE DE "DESCRIMINAR" (tirar a característica de crime de alguma pessoa ou algum ato);
  • "ARREAR" (pôr arreios) É DIVERSA DE "ARRIAR" (abaixar);
  • "CESSÃO" (ato de ceder, liberar) DIFERE-SE DE "SESSÃO" (reunião, atividade de entretenimento, tratamento de saúde, etc) E DE "SEÇÃO/SECÇÃO (parte de um todo);
  • "RATIFICAR" (confirmar, reafirmar) É UMA COISA, "RETIFICAR" (consertar) É OUTRA;
  • "SENSO" (sentido, compreensão) NÃO SE PODE MISTURAR COM "CENSO" (contagem).

1 de set. de 2011

PALAVRAS QUE GERAM DÚVIDA II

  • "FUSÍVEL" e "FUZIL" SÃO PALAVRAS DISTINTAS;
  • "VAZAR" E "VASÃO" SÃO DE ORIGEM DISTINTA;
  • "BAZAR" NÃO TEM A VER COM "BASE";
  • "EXCESSO" E "EXCEÇÃO" ESCREVEM-SE DIFERENTEMENTE;
  • "OBSESSÃO" E "OBCECADO" TÊM GRAFIAS ESPECÍFICAS;
  • "MECHA" (subst.) É UMA COISA, "MEXA" (verbo) É OUTRA;
  • "VIAGEM" É SUBSTANTIVO, "VIAJEM" É FORMA VERBAL;
  • "RIJO" É DIFERENTE DE "RÍGIDO";
  • "COXA" NÃO SE CONFUNDE COM "COLCHA";
  • "FECHE" É FORMA VERBAL, "FEIXE" É SUBSTANTIVO.

PALAVRAS QUE GERAM DÚVIDA

Algumas palavras na língua portuguesa causam dúvidas ao redator ou até mesmo quanto à forma de pronunciar. Eis aqui algumas dicas:

  • "ASCENSÃO" E NÃO "ASCENÇÃO";
  • "PRETENSÃO" E NÃO "PRETENÇÃO";
  • "PEÇA" E NÃO "PESSA".
  • "CONCERTEZA", "COMCERTEZA", "CONSERTEZA" NÃO EXISTEM, É "COM CERTEZA"; "APARTIR" NÃO EXISTE, É "A PARTIR";
  • "AGENTE" NÃO SUBSTITUI "NÓS", NESSE CASO, USA-SE "A GENTE";
  • "DIRREPENTE" NÃO HÁ, É "DE REPENTE";
  • "MAS" (PORÉM) NÃO PODE SER ESCRITA COMO "MAIS";
  • NO PLURAL, A FORMA É "TÊM" E NUNCA "TÊEM";
  • "FAXINA" E JAMAIS "FACHINA";
  • "DEIXAR" E NUNCA "DEICHAR";
  • "REIVINDICAÇÃO" E JAMAIS "REINVINDICAÇÃO";
  • "SUPÉRFLUO" E NÃO "SUPÉRFULO".

28 de ago. de 2011

REDAÇÃO DO IV SIMULADO - CENTRAL DE CURSOS - 27.08.2011

CENTRAL DE CURSOS – OS CAMPEÕES EM APROVAÇÃO

SIMULADO CENTRAL DE CURSOS – SÁBADO (27.08.2011)

NOME: __________________________________________________________NOTA: ______

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Leia o texto-base abaixo e, em seguida, siga as instruções para produzir sua redação.



DEZ MOTIVOS PARA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL

Sep2010

Autor: Ivan Moraes Filho

1) De 2002 a 2007, cerca de 1,2 milhão de mulheres procuraram o Serviço Único de Saúde no Brasil por conta de complicações em abortos mal realizados (fonte: SUS);

2) Nesta mesma época, R$ 160 milhões foram gastos pelo SUS para acolher estas mulheres;

3) A maior parte das mulheres que sofrem complicações por abortamentos mal realizados são pobres e negras;

4) Definir quando quer ter filhos/as é direito sexual e reprodutivo das mulheres;

5) Cientistas não concordam (e talvez jamais concordarão) sobre quando exatamente tem início a vida. A estrutura cerebral completa se dá apenas aos 3 meses de gravidez, o que é argumento para a regulamentação do aborto até este limite;

6) De acordo com a legislação atual (de 1940), o abortamento é já é legal se a mulher tiver sido vítima de estupro ou se correr risco de vida. Na prática, porém, estas exceções não funcionam como deveriam;

7) Convicções religiosas são legítimas e devem ser seguidas pelo fiel de cada credo. Se uma determinada religião não aceita uma prática qualquer da sociedade, está no seu direito de solicitar que seus seguidores não compactuem com esta prática. Mas o dogma não deve interferir na legislação ou na garantia dos direitos das outras pessoas;

8) Você certamente conhece alguém muito próximo que já passou pela experiência do aborto. Com certeza alguém do seu ciclo de amizades ou da sua família. Muito possívelmente até você. E você não acha que essa pessoa tem que ir para a cadeia por conta disso;

9) Por incrível que pareça, camisinha também falha. Muito pouco, se bem utilizada. Mas falha.

10) Quase um lembrete: ser a favor da legalização do aborto não quer dizer ser a favor do aborto. Quer dizer que você é a favor que as mulheres que precisem recorrer a este procedimento possam fazê-lo através do serviço público de saúde sem medo de represálias e sem correr risco de morte.

http://www.bodega.blog.br/zuvidizoio/dez-motivos-para-a-legalizacao-do-aborto-no-brasil/

Com base no texto acima, escreva uma CARTA ARGUMENTATIVA endereçada ao Senhor Ivan Moraes Filho, autor da postagem, posicionando-se TOTALMENTE ou PARCIALMENTE contra ou a favor da descriminalização do aborto no Brasil. Estruture seu texto nos moldes do gênero solicitado, sem ferir os direitos humanos. Como você não poderá assinar o seu nome, use o pseudônimo Gestação Interrompida.

INSTRUÇÕES:

Þ Evite, ao máximo, rasuras;

Þ A assinatura com o nome original acarretará ao aluno a nota ZERO (0,00);

Þ O texto deverá adequar-se a uma norma ortográfica específica: o aluno utilizará a regra antiga ou a atual, mas deverá definir uma única forma de escrita;

Þ Serão analisados os seguintes aspectos: emprego adequado da norma culta; análise correta e coerente do tema proposto; aspectos coesivos; estrutura textual adequada à tipologia e ao gênero textual.

MARQUE UM “X” NA OPÇÃO ESCOLHIDA PARA A NORMA ORTOGRÁFICA

( ) REGRAS ANTERIORES AO ACORDO

( ) REGRAS ESTABELECIDAS PELO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

- ESCREVA O SEU TEXTO NO VERSO -

27 de ago. de 2011

REFERENCIAÇÃO ANAFÓRICA E CATAFÓRICA

Referenciação ou Coesão Referencial é um tipo de coesão caracterizada pela retomada de termos já citados (referentes) ou de modo contrário, em que o termo referente aparece depois da definição ou identificação. No primeiro caso, há REFERENCIAÇÃO ANAFÓRICA; no segundo, REFERENCIAÇÃO CATAFÓRICA:

1. Ronaldo anunciou a saída dos campos, num clima de grande emoção. Ele ainda afirmou que continuará no meio futebolístico.

* A retomada do referente "Ronaldo" é realizada pelo pronome pessoal "Ele". Neste caso, há Referenciação Anafórica ou simplesmente Anáfora.

2. Tendo grande aceitação por parte dos corintianos, ele não poderia anunciar sua aposentadoria em clima mais emocionante. Ronaldo realmente se identificou com a Gaviões da Fiel.

* Aqui, o referente "Ronaldo" aparece depois das informações que são veiculadas sobre o jogador. Por isso, dizemos que o caso é de Referenciação Catafórica ou simplesmente Catáfora.

É bom ficarmos atento a esse conteúdo, na medida em que ele tem sido cobrado em larga escala nos concursos, exames de admissão, vestibulares e ENEM. Além disso, numa redação a coesão é fundamental para que o texto tenha equilíbrio e, em muitos casos, norteia a coerência e unidade textuais.

Um abraço e até a próxima postagem.

25 de ago. de 2011

SIMULADO CENTRAL DE CURSOS

Esta semana não haverá aulão na Central de Cursos, por ocasião do IV SIMULADO / 2011. Os alunos que estão comprometidos com os seus objetivos deverão usar esse momento como parâmetro da prova que a UFRN realizará no final de novembro.

Todos devem comparecer!

21 de ago. de 2011

QUE VENHA A SEMANA!

Para algumas pessoas, o domingo é sinônimo de descanso, passeio, filmes, etc. Este domingo, para mim, como tantos outros que já venci, foi para correções, especialmente de proposta de redação trabalhada durante a semana na Central de Cursos - Currais Novos e CEDAP - Santa Cruz.

Esse tipo de atividade serve para aquecer o início de uma semana que terá muitas movimentações. Tristão de Barros, Central de Cursos, Prefeitura, IEJ (Acari), CEDAP (Santa Cruz). Necessário será força e determinação para cumprir cada uma das tarefas a que me propus.

Como sempre, o que tento passar para outras pessoas é que tudo se resolve quando se propõe a isso. Bom poder movimentar-me assim, em vários contextos. É um aprendizado do qual não quero fugir tão cedo e, tenho certeza, isso me faz crescer cotidianamente. Estar com saúde e disposição para isso é presente sem definição.

Portanto, semana, aí vou eu. Sempre com a filosofia de fazer o que é certo, mas consertando os erros que inevitavelmente surgirão. É sempre bom poder dizer que se vai começar a semana de pé direito, realizando não mais do que as obrigações a que fomos chamados.

Boa noite a todos os que reconhecem meu trabalho e um convite àqueles que ainda não o visualizaram.

Um abraço!

DISCURSO DIRETO, INDIRETO E SEMI-INDIRETO (INDIRETO LIVRE)

TIPOS DE DISCURSO

Ao analisarmos qualquer narrativa, distinguimos a linguagem do contador da estória (o narrador) e a linguagem das personagens, aquelas pessoas que participam, que compõem a estória, agindo, dialogando, enfim, expressando-se. O próprio narrador pode se constituir em um personagem, caso em que os verbos e pronomes aparecerão na primeira pessoa do singular.

A linguagem do narrador geralmente caracteriza-se pelo respeito à norma culta, enquanto que a linguagem das personagens dependerá de seu meio cultural, posição social, etc., dentro da narrativa. Um juiz, por exemplo, não falaria igualmente a uma criança de cinco anos de idade.

a) Discurso Direto

Dizemos que o discurso é direto quando representa a reprodução fiel das falas das personagens. Geralmente, é indicado pelos travessões, que constituem os diálogos dos atores do texto, e pelos verbos de elocução (verbo dicendi) (falar, indagar, afirmar, explicar, responder, etc.).

A moça ia no ônibus muito contente da vida, mas, ao saltar, a contrariedade se anunciou:

- A sua passagem já está paga – disse o motorista.

- Paga por quem?

- Esse cavalheiro aí.

(Fernando Sabino)

b) Discurso Indireto

Nessa modalidade do discurso, o narrador acaba adaptando a linguagem das personagens à sua, não havendo, portanto, uma reprodução fiel do diálogo. É marcante, nessa modalidade, a presença dos conectivos subordinativos “que” e “se”.

O doutor Fábio, em frente de sua mesa de trabalho, ar um tanto caso, com grande simpatia, perguntou-me o que eu desejava.

Respondi-lhe prontamente que desejava um lugar na explicação.

Caso transformássemos, para o discurso direto, o trecho acima, teríamos a seguinte construção:

O doutor Fábio, em frente de sua mesa de trabalho, ar um tanto caso, com grande simpatia, perguntou-me:

- O que você deseja?

Respondi-lhe prontamente:

- Desejo um lugar na explicação.

c) Discurso Indireto Livre ou Semi-indireto

Modalidade do discurso em que as vozes do narrador e personagem confundem-se, não sendo possível identificar, com clareza, a fala de um ou de outro. O narrador reproduz um pensamento da personagem.

Um dia acabou encontrando-se com ela numa rua escura e semideserta. Seus olhares, cúmplices, se cruzam. Chegou a hora de espantar incertezas. Não, mas não quero precipitar-me.

Transposições entre pronomes, verbos e advérbios na conversão do discurso:

a) Os pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos e verbos passam de 1ª para 3ª pessoa do singular ou plural: eu, me/mim, comigo convertem-se em ele/ela, o/a/lhe, se/si, consigo.

b) Os advérbios aqui/cá transformam-se em ali/lá; agora torna-se naquela ocasião/naquele momento; hoje em naquele dia.

c) Presente do indicativo passa ao imperfeito desse mesmo modo: estamos muda para estivemos.

d) O pretérito perfeito do indicativo passa ao mais-que-perfeito desse mesmo modo: fiz vira fizera.

e) O futuro do presente converte-se ao futuro do pretérito: farei converte-se em faria.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

01. (CS/2010) Marque a alternativa em que há predominância do discurso indireto:

a) Os homens falaram que não mais iriam trabalhar na obra.

b) Disse-me, com veemência: “não virei mais aqui”.

c) Como saber se aquilo era verdade ou mentira? Não podia acreditar no que acontecera.

d) É possível que o assaltante tenha dito, nunca ganhei dinheiro tão fácil.

e) E o menino corria mais do que era capaz, para poder chegar a tempo.

02. (CS/2010) Mantendo a correspondência entre os tempos verbais, converta o trecho a seguir para o discurso indireto

Chegando ao local do evento, o artista não gostou muito do que viu. Então, dirigindo-se à coordenação, ele questionou:

- Vocês querem que eu me apresente num palco tão pequeno?

- É o que temos por ora, explicou o promotor da festa.

- Desculpe-me, mas, nesse cubículo, eu não farei o show.

RESPOSTAS:

01. A. No caso do discurso indireto, sempre haverá a presença das conjunções subordinativas QUE e SE, formando um período composto. A fala do personagem adapta-se à do narrador. Único caso existe na alternativa “A”.

02. Chegando ao local do evento, o artista não gostou muito do que viu. Então, dirigindo-se à coordenação, ele questionou se os organizadores queriam que eu ele se apresentasse num palco tão pequeno. O promotor da festa, então, explicou que aquele era o que eles dispunham naquele momento. O artista pediu desculpas, mas afirmou que, naquele espaço, não faria o show.