Língua: primeira manifestação cultural de qualquer sociedade. Expressão maior do ser humano, em diferentes maneiras: verbal e não-verbal; escrita e falada; culta e variante; musical e visual. Enfim, Língua Portuguesa, Língua Brasileira, língua estrangeira: sem ela, a sociedade não sobreviveria.
25 de out. de 2014
22 de out. de 2014
POR QUEM COMEÇA A CORRUPÇÃO?
Antes de reclamar da corrupção do país, que há 514 anos aqui se instalou, reflita quando pediu atestado médico falso para não ir ao trabalho ou à escola; reflita quando recebeu dinheiro a mais do que deveria, por engano, e ficou calado; reflita quando usou - em benefício próprio - material do órgão / empresa onde trabalha; reflita o salário que recebeu no mês, tendo feito corpo mole na sua obrigação.
Haveria inúmeros outros exemplos. Depois de tentar corrigir essas falhas, aí sim, comece a reclamar. Somos todos responsáveis pela honestidade ou corrupção de uma nação. Nós é que a compomos. Simples assim.
18 de out. de 2014
15 de out. de 2014
SEM PROFESSOR, NÃO HÁ MUDANÇAS. O BRASIL PRECISA ACORDAR
Cassildo Souza
No momento em que me encontro perdido entre provas e trabalhos para corrigir (mesmo em feriado municipal, pela emancipação política da cidade), não poderia deixar de refletir sobre a data em que orgulhosamente faço questão de estar incluído: o Dia do Professor. Para quem não sabe, esta data não constitui feriado nacional, nem estadual. Em alguns municípios, isoladamente, ela até é constituída assim, mas não na maioria dos locais em nosso país. Eis a importância que dão à função responsável por formar cidadãos e promover mudanças substanciais na vida das pessoas. Mesmo assim, orgulha-me demais - em meio a tantas dificuldades - ser um representante dessa nobre missão.
O professor (educador, em geral) é o profissional mais comprometido com a educação em qualquer aspecto: acorda cedo para ir à escola, abdica de momentos com a família para corrigir e planejar atividades; envolve-se com problemas dos alunos, muitas vezes não sanados pelas famílias; enfrenta falta de estrutura na maior parte das escolas em que atua; recebe vencimentos incompatíveis com o grau de relevância de sua função; é cobrado constantemente pelos maus resultados, como se fosse o centro das mazelas existentes; está errado quase sempre, e mesmo assim, não perde a hombridade, a grandeza, a insistência de querer propor as mudanças. Imaginem como seria se o professor deixasse de existir!
Não deixará de existir. No entanto, cada vez menos, por uma série de fatores, incluindo os que citei acima, pessoas se interessam pelas licenciaturas: há cursos - em diversas áreas - esvaziados. Não é por acaso. Que importância a sociedade, os políticos, os empresários dão a professores? Que incentivo as novas gerações têm para que possam sonhar em serem profissionais do conhecimento? Que ambientes agradáveis e adequados são propiciados a mestres e discentes, para que possam interagir na tarefa de compartilhar o mundo? Que investimentos maciços há, em qualquer parte do território nacional, para que a profissão seja atrativa? Desde o nosso descobrimento, enfrentamos essa falta de compromisso, de consciência, de atitude. Há uma dívida histórica conosco.
Ainda assim, nós não podemos baixar a cabeça. Somos valorosos, sim, com raras exceções. Muito valiosos, modéstia à parte. Somos, com todos os clichês possíveis, profissionais responsáveis por realizar mudanças. Sem professor, não há mudanças. Somos nós - cada um a sua maneira - que revolucionamos a nação. Muitos poderiam ser os exemplos citados aqui, mas não é o foco desta mensagem. Queremos, mais do que apontar fatos, reforçar a tese de que somos essenciais ao desenvolvimento do Brasil. E só nos desenvolveremos,de fato, quando acordarmos para essa realidade, quando deixarmos de colocar a educação em planos subalternos. No dia em que a discussão política (ou politiqueira), as baladas e o consumismo derem lugar ao debate sobre a educação, em cada esquina, pelos cidadãos "comuns", teremos começado a mudança. Mas não podemos nos esquecer de que essa relação deve ser recíproca. Para que tenhamos pessoas discutindo a educação, a educação das pessoas deve melhorar, a fim de proporcioná-las condições para um fórum consciente e qualificado.
Acorda, Brasil!
Parabéns a todos os professores deste país ressacado desde 1500.
14 de out. de 2014
QUE O PERÍODO ELEITORAL PASSE METEORICAMENTE
Há um problema que nenhum candidato eleito resolverá no Brasil: o fanatismo político. A solução a isso partirá - se partir - de nós, cidadãos. Precisamos deixar o subjetivismo de lado. Se discutíssemos política em vez de brigarmos pelos candidatos, tudo poderia ser diferente.
Nunca brigarei por candidatos. Expor a opinião faz parte do exercício da democracia, mas até isso - quando feito deliberadamente nas redes sociais - tende a levar a discussão teoricamente madura para um lado que não nos interessa e que, infelizmente, só contribui para que não avancemos.
Espero que o período eleitoral passe meteoricamente, porque a maneira como as pessoas se manifestam não parece ser a mais sensata possível. Comprometer amizades e relações bem-sucedidas por causa de pessoas que não sabemos se vingarão, é um risco muito grande. Nessa parte, creio que quase não evoluímos. Ainda estamos na fase ultrapassada em que impera a seguinte lei: "O melhor para o país é sempre o lado para o qual eu voto." A maioria das análises é tendenciosa para aquilo que queremos que se afirme. O partidarismo, por incrível que pareça, ainda impera - e muito - por esses lados "sul-ocidentais", interferindo diretamente nas decisões.
Sendo difícil usarmos a razão para questões políticas, o melhor seria - em meu questionável entender - não expor as opiniões carregadas de uma "tietagem" para "A" ou "B". A eleição passará, os perdedores reclamarão e até torcerão para a situação piorar, a fim de justificar suas opiniões; os ganhadores sorrirão, mas daqui a um tempo poderão estar arrependidos. É assim sempre. Não se pode esquecer de que em várias situações seu amigo é seu adversário na hora de votar. Uma coisa não pode atingir a outra, e isso é o que temos visto nas últimas eleições, já que elas coincidiram com o "boom" das tecnologias virtuais, usadas em muitos casos não para discutir ideias e propostas, mas para provocar e ridicularizar quem pensa diferente.
Vida que segue.
4 de out. de 2014
1 de out. de 2014
OS "MILAGREIROS"
Vivemos numa nação onde - para se contribuir com o bem comum - as pessoas precisam ser políticos, candidatar-se a algum cargo público, num interesse repentino por participar do processo democrático. Todos resolverão os problemas crônicos vividos pela população num passe de mágica. Todos salvarão, em apenas 4 anos, a pátria que tem mais de 5 séculos. A cada fim de mandato, começam a pregar que o tempo não foi suficiente. Desculpa para a reeleição. Não à toa existe gente com 40 anos de política por aí sem ter feito nada que favorecesse à coletividade.
Pessoas que nunca prestaram serviço relevante enquanto cidadãos, que nunca levantaram um dedo para ajudar alguém que necessitasse, surgem do nada com as ideias mais mirabolantes, com um brilhantismo incalculável e - mais surpreendente - com um desejo humanitário de causar inveja a qualquer indivíduo. É como se tivessem-se regenerado, mudado substancialmente e, desse modo, passado a se interessar pelas pessoas. Muitos deles já permanecem na vida pública há décadas; outros são estreantes na política, mas não apresentam perfil diferente dos "medalhões". E as alianças, cujas representações escritas mais parecem o alfabeto inteiro, povoam as mídias e confundem a cabeça do brasileiro. É uma mistura tão grande e sem cabimento de ideologias, que a diferença de condução não mudará muito entre quem ganhar e quem perder.
Há um visível extremismo nas propostas apresentadas por algumas figuras. Há um ufanismo que perde até mesmo para os filmes de ficção mais "xaropes" a que já assistimos. Eu chamaria os militantes políticos brasileiros de "milagreiros". Eles pregam uma mudança tão radical que contraria tudo o que tem sido feito ao longo da história brasileira. E o pior, tudo que eles pregam está totalmente em desacordo com o que a maioria deles já fez enquanto agentes políticos. Não podemos nos esquecer de que grande parte dos candidatos ou tenta a reeleição ou, já tendo sido bem-sucedida no passado, deseja voltar para o conforto dos equipados gabinetes que nós, cidadãos de verdade, os oferecemos pelos nossos tributos.
Votar? Infelizmente, temos que escolher alguém. No caso brasileiro, o menos ruim, o menos traumático, o menos "cara-de-pau". Mas as propostas utópicas demais, longe de soar como ingenuidade dos candidatos (ninguém é ingênuo nesse segmento), para mim geram automaticamente uma distância, posto que não se trata de apertar um botão e resolver todos os problemas. Não precisamos de salvadores da pátria. Precisamos de seriedade, precisamos de competência técnica, precisamos de pessoas que não coloquem o apadrinhamento político como prioridade de suas gestões. Milagres não acontecem assim, ainda mais numa área tão delicada como a política.
21 de set. de 2014
20 de set. de 2014
O PROFESSOR E OS DESAFIOS DO MILAGRE!
Com a sociedade esfacelada e indefinida em vários aspectos, algumas questões passam a tornar-se dúbias, uma vez que os fundamentos clássicos para elas talvez não sirvam mais a uma resposta clara. Saber qual é o papel da escola atual e, mais especificamente, o papel do professor (ou educador) é uma das perguntas cujas respostas não têm vindo com muita objetividade. Antecipadamente, entendo que a escola não pode acumular funções, sob pena de não realizar nem mesmo aquilo a que se destina.
Deixando de lado o discurso de que a escola precisa acompanhar a geração atual etc, meu questionamento se relaciona ao modo como os alunos têm chegado às salas de aula: desacostumados a cumprir normas, descomprometidos consigo próprios, não cientes da importância que a educação deve exercer em suas vidas. Em linhas gerais, este é o perfil dos estudantes do ensino básico atual. Se é evidente que cabe à escola contribuir com a sua formação, também é claro que sem o apoio das famílias - quase sempre desestruturadas - torna-se impossível realizar essa tarefa de maneira bem-sucedida.
Os adolescentes atuais são indivíduos que dominam várias habilidades tecnológicas e virtuais; aprendem rapidamente a tocar instrumentos musicais; editam vídeos com uma facilidade admirável; operam com perícia os computadores. Todas essas habilidades, no entanto, são obtidas aleatoriamente pela disponibilidade que essas ferramentas apresentam, sem disciplina para utilizá-las no momento devido e de forma otimizada. Apesar de todas essas qualidades, não há noção do que seja respeitar limites. Então, entramos naquilo que muitos dizem - e concordo - de que a função de sistematizar esses conhecimentos é da escola. É dela a competência de fornecer o embasamento teórico necessário à facilitação da vida desses alunos. Muitos alunos parecem não dispostos a aceitar isso, visto que vão para a escola simplesmente por obrigação ou por causa das "resenhas" que farão antes, durante e depois das aulas. Aprendizado é quase nulo.
Grande parte do corpo discente advém de grupos familiares inseridos em situações adversas: problemas sociais dos mais diversos matizes, como violência, álcool, drogas, separação de pais, criação pelos avós ou até por outras pessoas. Sem precisar ser especialista no assunto, sabemos que tais aspectos interferem diretamente na socialização e no aprendizado dos meninos, a ponto de não estarem nem um pouco interessados nos ensinamentos dos mestres, com raras exceções. Há uma falta de direcionamento incrível; os problemas são cada vez mais diversificados e em quantidade cada vez maior. O professor, na sala de aula, tem que funcionar como um herói, o "salvador da pátria", para - além de exercer o que lhe compete, ou seja, a transmissão e aplicação dos conhecimentos fundamentais - ainda sanar a situação social em que bom número de seus alunos se encontram. Nunca deu - nem dará - certo.
Na maioria das situações, a cobrança sobre os educadores é constante e injusta, a meu ver. Quando analisados, os professores são colocados contra a parede pelos resultados insatisfatórios (números), como se a explicação para o desempenho dos jovens estivesse condicionada "apenas" ao aprendizado em si. As questões que citei acima são geralmente colocadas de lado, ainda que tais análises partam de quem se diz técnico em educação. São profissionais que enxergam as coisas às vezes de maneira muito limitada, lendo - e não interpretando - números que deveriam levar em consideração os aspectos gerais que envolvem ensinar para a geração atual. Em síntese: é como se a escola tivesse a função de transmitir conhecimento, aplicá-lo e ainda solucionar os problemas sociais vividos pelos alunos. Isso é distorcer o papel da instituição e dos professores. É cobrar-lhes algo que eles não têm ou não podem oferecer.
Seria preciso rever alguns modos de conduzir a educação também nesse sentido. A escola precisa apoiar, sim, seus alunos em todos os aspectos que estiverem a seu alcance. É necessário, também, que haja políticas concretas que ataquem os problemas sociais vividos antes da chegada desses meninos aos bancos escolares. É fundamental que se criem estratégias para acompanhar crianças que não têm o devido comprometimento por parte de seus tutores. Por mais que os educadores tenham boa vontade de ajudá-los, há tarefas que não lhes competem. Eles estão sempre desamparados, sem respaldo, enfrentando cargas horárias desumanas, mal conseguindo realizar o que já é de sua obrigação. Não se pode substituir a aquisição do conhecimento por socialização vaga, esperando apenas a presença do aluno nas salas de aula como refúgio dos problemas que enfrenta em casa, sem que veja naquilo uma real oportunidade de mudar sua vida. Desejar que o professor resolva tudo é querer que ele faça milagres. Professor não é milagreiro: é, no máximo, um incentivador do conhecimento.
14 de set. de 2014
7 de set. de 2014
31 de ago. de 2014
30 de ago. de 2014
24 de ago. de 2014
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