11 de mai. de 2010

QUESTÕES COMENTADAS - CLASSES DE PALAVRAS

01. (FEI-SP) Leia, atentamente, o texto e responda:

“Depois, Iracema quebrou a flecha homicida, deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.” (José de Alencar).

Em qual das alternativas todas as palavras são substantivos?

a) Iracema – farpada – consigo – ponta – flecha;

b) ponta – Iracema – desconhecido – flecha – haste;

c) homicida – farpada – deu – ponta – Iracema;

d) desconhecido – depois – Iracema – flecha – ponta;

e) flecha – consigo – guardando – Iracema – quebrou.

RESPOSTA: "B". Para ser SUBSTANTIVO, a palavra deve ter por função principal DESIGNAR, DENOMINAR as coisas, pessoas e sensações; na letra A", farpada é adjetivo e consigo, pronome; na letra "C", farpada é adjetivo, deu é verbo; na letra "D", desconhecido é adjetivo e depois, advérbio; letra "E", consigo é pronome e guardando e quebrou, verbos. Na letra "B", embora desconhecido seja originalmente adjetivo, no trecho aparece antecedido de artigo e, portanto, substantivo.


02. (Mackenzie-SP) Assinale a alternativa onde a palavra grifada não se classifica como adjetivo:

a) Seus olhos tinham o mesmo brilho úmido das uvas.

b) A esposa exemplar poupava-lhe os dissabores.

c) Não faz mal – respondeu-lhe o Diretor.

d) Seja breve.

e) Esperaram juntos no topo da escada.

RESPOSTA: "C". Mal nunca é adjetivo, pode ser substantivo, advérbio ou conjunção temporal; na letra "A", úmido qualifica brilho; na letra "B", exemplar qualifica esposa; na letra "D", breve qualifica o subentendido você (você seja breve); na letra "E", juntos qualificam o termo subentendido eles.


03. (FAU Santos-SP) “O policial recebeu o ladrão A bala. Foi necessário apenas um disparo; o assaltante recebeu A bala na cabeça e morreu na hora.”

No texto, os vocábulos destacados são, respectivamente:

a) preposição e artigo; b) preposição e preposição;

c) artigo e artigo; d) artigo e preposição;

e) artigo e pronome indefinido.

RESPOSTA: "A". Quando o A é preposição, é invariável. Na primeira oração, se trocássemos bala por tiro, a palavra anterior permaneceria sendo A, portanto, preposição; e, na segunda, fazendo a mesma troca, o A transformar-se-ia em O, seguindo o substantivo masculino tiro, por isso é artigo definido, o qual sempre acompanha substantivo.

1 de mai. de 2010

LÍNGUA PORTUGUESA JAMAIS SERÁ ACESSÓRIA

Num modelo de vestibular que "ameaça" se estender pela maioria das universidades brasileiras, com a valorização da interdisciplinaridade, o aluno que percebe mais facilmente as entrelinhas tenderá a sobressair-se em relação aos demais. Agora, mais do que nunca, os que estudam mais, lêem mais, criticam mais, enfim, aqueles que raciocinam mais objetivamente e com conhecimento concreto deverão, em larga escala, ficar com as vagas dos cursos.
Mas não pensem os desavisados que atingir a excelência na interpretação dos enunciados e dos textos dos processos seletivos acontecerá naturalmente, como aprender a andar, por exemplo. Se até essa habilidade requer treinamento, imagine aprender a ler e a escrever com criticidade. A Língua Portuguesa, matéria geralmente preterida, desprezada por um sem número de alunos e algumas dezenas de cursinhos pré-vestibulares ganha corpo, e por essa razão precisa ser colocada numa posição de importância por alguns pseudoalunos e aventureiros de plantão encarregados em ganhar dinheiro de pessoas ingênuas.
Quando se tem um aulão preparatório, seja no meio do curso ou na véspera das provas, o tempo para Língua Portuguesa e Redação praticamente inexiste, é irrisório se comparado ao de outras matérias. Há status diferenciado concedido a disciplinas igualmente importantes e igualmente merecedoras de destaque, mas que sempre são privilegiadas e servem de marketing para quem promove o evento dito preparatório ao vestibular.
Ao aluno cabe a consciência de que Língua Portuguesa sempre foi importante. Não será apenas agora, por causa de tais modificações no modelo do Vestibular. É inviável perceber isso apenas depois da reprovação no vestibular, mas aqueles que não vêem ainda a importância de saber utilizar o nosso código matriz na situação apresentada ou em qualquer outra, revejam seus conceitos, pois a competitividade não espera por ninguém. E lembrem-se: Língua Portuguesa jamais será acessória. Ela é "simplesmente" a língua que falamos.

Boa noite.

25 de abr. de 2010

NOVA PROPOSTA DE REDAÇÃO - II

Publico mais uma proposta de redação da Central de Cursos. É o II Módulo.

(Clique na imagem para obter tamanho original)

21 de abr. de 2010

MODELO DE ARTIGO DE OPINIÃO

Por ora, disponibilizarei um modelo de ARTIGO DE OPINIÃO, com sua estrutura. No decorrer das outras postagens, colocarei à disposição de vocês o modelo de CARTA ARGUMENTATIVA, também com suas características. Lembrem-se que ambos os gêneros citados possuem como objetivo principal convencer, persuadir o destinatário ou leitor. Foi escrita por ERIC DE MEDEIROS COSTA, atualmente aluno da Central de Cursos.

Um abraço a todos.

(Clique na imagem para ampliar)

PROPOSTAS DE REDAÇÃO DO SIMULADO E DO INCENTIVO À LEITURA

A pedidos e considerando a importância da redação para o processo vestibular, disponibilizo as propostas usadas no SIMULADO no Projeto de Incentivo à Leitura da Central de Cursos, digitalizadas (Clique na imagem para obter tamanho real).




Um abraço a todos e boa redação.

Cassildo.



16 de abr. de 2010

CANSEI DE TENTAR PROVAR O QUE EU SOU

Estou a me perguntar, faz tempo, o que é certo ou errado no mundo. Na verdade, coisas que antes eram tão bem definidas passaram a assumir posições duvidosas e paradoxais, levando-nos à loucura de não conseguirmos enxergar a verdade, pelo menos a primeiro momento.
Quantas são as pessoas que vivem por aí, tendo que provar todos os dias que não são culpadas por aquilo de que as estão acusando! Eu mesmo, no meu universo particular, fico mesmo indignado com ter que tentar fazer tudo direito e ser declarado como sendo justamente o oposto. Isso me traz "cólera", um sentimento de revolta tão grande que nenhuma palavra conseguiria definir.
Por que razão acusar o outro indevidamente, principalmente quando este é exatamente o contrário daquela acusação? E mais, quando, além disso, o responsável pelo julgamento aponta o que você fez tendo a nítida certeza de que aquilo não é verdade?
Sei que o blog foi criado para discutir coisas da Língua. Mas esses aspectos também nos interessam. É muito traumatizante ter que, a toda hora, responder um óbvio "não" a julgamentos dos quais não se tem prova, para comprovar que se é inocente. Em suma, você, que tenta ser correto é tido o tempo todo, por força das acusações infundadas, como errado.
É mais doloroso isso porque, para quem erra e o faz conscientemente, tanto faz se estão observando ou não. O problema é que as pessoas que tentam seguir uma conduta exemplar são mais suscetíveis a condenações do que aquelas que não têm compromisso nenhum com a verdade, com a correção e com a prudência. Eis aqui um dos indivíduos vítimas dessa crueldade.

ELOS IMPOSSÍVEIS (Cassildo Souza)

Inconveniências e contradições
Incoerências e ambições
Que assemelham-se aos problemas sociais
Que nos conduzem a dizer “nunca mais”.

Incomunicação consciente, impossível
Ambiência negativamente incrível
Incapacidade de reciprocidade
Mútua distorção da liberdade.

Seres da completude que não se complementam
Inadmissíveis atitudes que alimentam
Intransmissões de fluídos de pensamentos
Desconexão prevista para eternamente.

Mas o laço se desfaz em oportuno
(Hipocrisia, nada que seja uno)
Sela-se o fim do ciclo duvidoso
Que alivia e traz um mundo luminoso.

CONTRAVENÇÃO (CASSILDO SOUZA)

Sou o tudo e o nada
Sou o claro e o escuro
A Razão e emoção.

Sou o “eu” e sou o “nós”
Sou o antes e o após
Início e conclusão.

Sou revolta e calmaria
Sou a noite e o dia
Sou real e ilusão.

Eu sou o ter e o ser
Paciência e agonia
Sou o sim e sou o não.

Sou o que eu apareço
Sou o que não conheço
Norma culta e jargão.

O frio e o calor
Não sou ódio, sou amor
Que bela contradição!

Sou o simples e o complexo
O coerente e sem nexo
Certeza e confusão.

Imaginário e real
Sou constante e dual
Sou a indefinição.

Sou abstrato e concreto
Sou a regra e o “exceto”
A total contravenção.

A MUDANÇA EM UM DIA (CASSILDO SOUZA)

Um dia, as mudanças vingarão
Nesse dia, coisas fúteis cessarão
Certo dia, as respostas surgirão
Lindo dia, tudo terá já passado.

Qualquer dia, os medíocres não serão
Num só dia, as verdades rasgarão
Não mais que um dia, as certezas cassarão
As mentiras que se têm plantado.

Espere um dia: as justiças correrão
Será o dia de o "sim" vencer o "não"
Pois os dias jamais serão em vão
Tudo estará decretado.

Sempre em dia, bem ou mal, existirão
Aqueles dias em que todos amarão
Único dia dessa sólida explosão
O alívio estará consolidado.

9 de abr. de 2010

POR UMA MELHOR ESCOLA PÚBLICA

Temos a idéia, no geral, de que a escola pública está acabada, deteriorada, abandonada. E isto, na maior parte, é verdade. Não sendo novidade alguma, deveríamos nos direcionar para os fatores que contribuem para que essa situação constitua realidade. Por que será que a imagem das escolas mantidas pelo Governo é sempre de decepção?
Digo, independentemente de qualquer coisa, que se o comprometimento profissional dos professores das escolas públicas fosse 70% do que eles oferecem às instituições privadas, quando lá estão, a coisa seria bem diferente. Sei que existe uma série de situações a serem revistas, como uma melhor estruturação, material disponível em quantidade suficiente para se trabalhar, laboratórios nas diversas áreas etc. Tais aspectos também não podem e - mais importante - não devem ser esquecidos. Mas, tendo-se todos esses recursos, nada funciona se os atores principais - professores e alunos - não estiverem comprometidos.
Cabe a cada um de nós, classificados como professores, mediadores, facilitadores ou qualquer nomenclatura que ainda venha a surgir, lutar para que a imagem do local onde desenvolvemos nossas atividades seja sempre preservada. Não me parece coerente não ter motivação para trabalhar em nome do estabelecimento em que estamos inseridos, remar contra a própria maré.
Sei que muitos profissionais, como eu, trabalham em vários turnos e, desta forma, não dispõem de tempo suficiente para dedicar-se a um planejamento que diga respeito à realidade, a buscar novas formas de aprender e ensinar, a debater com seus colegas. Ainda assim, não há razões justificáveis para se fazer "corpo mole" ou viver reclamando do salário a vida inteira.
A escola pública é responsável pela maior demanda de alunos e não pode ser tratada como se fosse um "engodo", passatempo para os filhos darem sossego aos pais ou um local onde se encontram os amigos, sem nenhuma pretensão de buscar conhecimento. Os profissionais da educação, os autênticos heróis da educação, devem estar atentos para que a sua escola seja uma referência e, assim, eles possam realizar-se enquanto instrumentos do saber a contribuírem para o crescimento profissional das crianças e dos adolescentes.

31 de mar. de 2010

HOW MUCH e HOW MANY

Para início de conversa, MUCH e MANY significam MUITO, respectivamente com substantivos INCONTÁVEIS e CONTÁVEIS. O mesmo ocorrerá com HOW MUCH e HOW MANY, que significam QUANTO:
1. HOW MANY STUDENTS ARE THERE AT CLASSROOM?
(Quantos estudantes existem na sala de aula?)
2. HOW MUCH MILK DO YOU NEED TO THE CAKE?
(Quanto leite você precisa para o bolo?)
Em Inglês, diferentemente de Língua Portuguesa, os substantivos contáveis (COUNTABLE NOUNS) e INCONTÁVEIS (UNCOUNTABLE NOUNS) são tratados de forma diferente. Os substantivos contáveis são aqueles que podem ir para o plural, que são concretos, como FRIEND (amigo), CAR (carro), PENCIL (lápis) etc. Os substantivos incontáveis são os que não aparecem com uma forma definida, como MILK (leite), MONEY (dinheiro), WATER (água), SAND (areia), etc.
Percebam que na oração n.º 1, o HOW MANY foi utilizado levando-se em conta que STUDENTS é substantivo contável; no segundo caso, HOW MUCH foi utilizado considerando que MILK é substantivo incontável.
Os dois termos são utilizados também em frases afirmativas.
I KNOW HOW MANY PEOPLE WERE AT THE PARTY (Eu sei quantas pessoas estavam na festa).
I DON'T KNOW HOW MUCH SADNESS IS HIS HEART. (Eu não sei quanta tristeza há em seu coração).
Um abraço.
Cassildo.

CONTINUANDO A "DISCUSSÃO"

Vejamos algumas palavras que, pelo radical, indicam vocábulos derivados. Nestes casos, é possível presumir se a palavra resultante é escrita com "S", "SS", "RS", "Ç", "C":

RETROCEDER - Retrocesso
PROCEDER - Processo
CONCEDER - Concessão
INTERCEDER - Intercessão
CEDER - Cessão
EXCEDER - Excesso.

*Exceção geralmente, por engano, é escrita com SS, como EXCESSO. Ocorre que a correlação dessa palavra deve ser considerada conforme abaixo:
EXCETO - Exceção
CORRETO - Correção
AFETO - Afeição
DIRETO - Direção

Notamos que os vocábulos com radical CED tendem a formar outras palavras escritas com SS. Por outro lado, a palavra EXCEÇÃO correlaciona-se a outros vocábulos e, por isso, tem grafia diferenciada.
Vejamos outra lista de nomes e verbos correlacionados:
INVERTER - Inversão, inverso
CONVERTER - Conversão
REVERTER - Reversão
PERVERTER - Perversão, perverso
Do mesmo modo, percebemos que os vocábulos com radical VERT tendem a derivar vocábulos escritos com RS.
Voltaremos com mais dicas dessa natureza.

29 de mar. de 2010

"DISCURSO" OU "DISCUSSO"? "DISCURSÃO" OU "DISCUSSÃO"?

Palavras que geralmente nos confundem, não é verdade?

Na Língua Portuguesa, observar a origem da palavra nunca é demais quando se quer escrever corretamente.
A palavra DISCURSO deriva de DISCORRER, assim como PERCURSO, de PERCORRER; CONCURSO, DE CONCORRER; RECURSO, DE RECORRER. E assim por diante. Portanto, deve ser escrita com RS e não com SS.
A palavra DISCUSSÃO deriva de DISCUTIR, como ADMISSÃO, DE ADMITIR; OMISSÃO, DE OMITIR; EMISSÃO, DE EMITIR; REPERCUSSÃO, DE REPERCUTIR. Nesse caso, a palavra correta é escrita com SS.
Existem várias outras correlações, que veremos em outras postagens.

25 de mar. de 2010

LETRAS EMBARALHADAS

(Cassildo Souza)

Minhas letras
Não me tocam
Nem te tocam
Estão hipnotizadas
No papel.

Nunca mais saíram
As metáforas,
As anáforas
As emoções,
As ilusões.

Estão desarrumadas,
Só dispostas,
Impostas
No tábua, sem vida
Sem esperança.

Não só basta a composição
É preciso a intenção
A sensação
Que o leitor preste atenção
Ao que tento dizer.

Quero interagir
Intervir
Que você venha ouvir
E entender
Do que quero convencer.

COMO ESCREVER BEM SEM LER?

Cassildo


Pergunto: como saber de algo que nunca se viu? Como relatar um fato que nunca se presenciou? Como falar daquilo que não se conhece?

Pois é. Tem sido este o questionamento que faço nesses anos dedicados a preparar estudantes para a redação. É impressionante como pensam que o texto apareçará instantaneamente, como se fosse um arquivo baixado da internet, um "download". As pessoas estão mais preocupadas em querer adivinhar o tema do que propriamente saber como se escreve ou informar-se de tudo que anda ocorrendo.
Sem leitura, não há produção textual. Porque essa produção deve nascer do que está acumulado, das experiências, do conhecimento de mundo, do conhecimento teórico - adquirido na e fora da escola - das experiências em geral. Leitura é essencial, para que se tome o devido conhecimento das coisas.
O hábito de ler para poder produzir (entenda-se produzir como, inclusive, discutir sobre diversos temas oralmente) deve começar por aquilo que lhe é mais interessante. Não é necessário ler apenas os textos mais cultos, filosóficos, literários (os quais serão, sempre, essenciais), mas também direcionar-se àquilo que tem mais atrativo para o leitor, a fim de poder iniciar o processo de "habituação" aos livros.
Para quem quer se aventurar nos caminhos da escrita, a matéria-prima principal é a leitura. Sobre os temas que se acharem mais importantes, mas que se leia para que se possa juntar conteúdo concreto e aumentar o repertório vocabular. Somente assim, a pessoa estará habilitada a iniciar o processo de produção textual sem maiores traumas.

FUNÇÕES DA PALAVRA "SE"

Um dos conteúdos que mais aparecem em concursos públicos é a partícula SE e suas funções. Poderá ser utilizada de diversas maneiras, como podemos observar a seguir:


1. Substantivo
: ocorre, nesse caso, a derivação imprópria. Geralmente vem acompanhada de umartigo (elemento responsável pela substantivação dos vocábulos):
O "se" não existe.É preciso ter certeza das coisas.

2. Pronome ou partícula apassivadora
: ocorre sempre quando está acompanhando um VTD (verbo transitivo direto). A oração é transferível à voz passiva e por isso, a nomenclatura do vocábulo "se".
Louva-se o bom profissional. (Voz passiva: O bom profissional é louvado).
VTD

3. Índice ou símbolo de indeterminação do sujeito
: ocorre sempre quando está acompanhando um verbo não transitivo direto ou quando este está com OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO. Nesse caso, o sujeito fica impossível de determinar.
Precisa-se de pessoas honestas no Brasil. (Quem precisa de pessoas honestas? Não se sabe).
VTI
Morre-se à míngua a toda hora no País. (Quem morre à míngua? Não se sabe).
VI
Admira-se aos bons profissionais. (Quem admira aos bons profissionais? Não se sabe).
VTD OD Prep.
*Neste caso específico, a forma verbal admira-se é VTD, mas o objeto direto aparece com uma preposição não exigida pelo verbo (a).

4. Pronome reflexivo
: quando a partícula indica que o sujeito é também objeto: pratica e sofre a ação ao mesmo tempo.
Ronaldo contundiu-se no jogo de domingo. (Ronaldo contundiu a ele próprio).
Os namorados se abraçaram no salão. (Quem abraçou também foi, ao mesmo tempo, abraçado).

5.
Parte integrante do verbo: caso em que o verbo é sempre utilizado com a partícula "se".
Eu referi-me aos maus profissionais. (Não se usa, nesse sentido, o verbo referir, sem a partícula "se").
O rapaz suicidou-se porque tinha depressão. (Não se usa o verbo suicidar, sem a partícula "se").

6. Partícula denotativa de realce:
quando o "se" apenas enfatiza o termo, mas em nada altera o sentido.
Eles se vão rapidamente = Eles vão rapidamente.

7. Conjunção subordinativa integrante
: quando a partícula liga duas orações, uma principal e uma subordinada substantiva. Complementa o sentido do verbo da oração principal.
Marcos não sabia / se viria ainda este ano.
O. Principal O. Subcordinada
(Não sabia o quê? a resposta começa com a conjunção "se" que introduz a subordinada).

8. Conjunção subordinativa condicional
: quando o vocábulo "se" introduz uma oração subordinada que indica condição. É substituível, feitos os devidos ajustes, pelas correspondentes caso ou desde que.
Marcos virá / se todos concordarem.
O. Principal O. Subordinada
(caso/desde que todos concordem. Há uma condição para que marcos venha).
Veja como um pequeno vocábulo poderá causar tantas confusões. Por isso, é essencial que se estude essa palavra em seus vários casos.
Um abraço.
Cassildo.

19 de mar. de 2010

PROCUREM MAIS!!

Lembro novamente que o nosso blog possui um sistema de busca. Assuntos de Língua Portuguesa já abordamos de todos os tipos. Então, nesses dois últimos anos, todas as postagens estão armazenadas. É só colocar o nome da palavra-chave na caixa do lado superior direito e procurar. Dificilmente não encontrará o que procura, mas se isso acontecer, contate-me e peça para eu colocar um arquivo específico para o assunto.

Um abraço!!

Cassildo!

17 de mar. de 2010

PRONOMES RELATIVOS "WHO", "WHOM", "THAT" E "WHICH"

Os pronome reelativos são termos que se relacionam com palavras antecedentes. Em português são representados pelas palavras: QUE (O QUAL e flexões, DE QUE e flexôes, EM QUE e flexôes), CUJO/CUJA, ONDE. Em Inglês, são representados por WHO, WHOM, WHICH, THAT.

A. WHO = QUE, O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS. Tem como antecedente uma pessoa e funciona como SUJEITO. Usado em frases restritivas e explicativas:

The man WHO works hardly is a good man ( O homem QUE trabalha duro é um homem bom).
The man, WHO is a very contraditory being, destroy the nature (O homem, QUE/O QUAL é um ser contraditório, destrói a natureza).

B. WHOM = QUE, O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS. Tem como antecedente uma pessoa e funciona como OBJETO do verbo seguinte.


The man WHOM I visited was very well (O HOMEM que eu VISITEI estava muito bem).
*Note que, diferentemente, do caso anterior, há duas pessoas envolvidas e uma delas é OBJETO DIRETO do verbo VISITEI (visitei quem?).


C. WHICH = QUE, O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS. Tem como antecedente coisas ou animais e funciona como SUJEITO ou OBJETO do verbo seguinte, tanto em orações restritivas como explicativas.

The thing WHICH I like best is playing guitar (A coisa QUE eu mais gosto é tocar violão).
The dog, WHICH is man's friend, sometimes doesn't behave itself well (O cão, QUE/O QUAL é amigo do homem, às vezes não se comporta bem).

The dog WHICH is black is not here anymore (O cachorro QUE é preto não está mais aqui).

D. THAT = QUE, O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS. Tem como antecedente pessoas, coisas ou animais e pode ser utilizado como SUJEITO ou OBJETO do verbo seguinte. Nunca é utilizado em orações explicativas.

The man THAT works hardly is a good man. ( O homem que trabalha duro é um bom homem).
*Neste caso, note que o pronome THAT substitui corretamente o pronome WHO, funcionando como SUJEITO e tendo como antecedente uma pessoa.

The man THAT I visited was very well (O homem que eu visitei estava muito bem).
*Neste caso, perceba que o pronome THAT substitui corretamente o pronome WHOM, funcionando como OBJETO e tendo como antecedente uma pessoa.
The thing THAT I like best is playing a guitar (A coisa que eu mais gosto é tocar violão).
*Registre-se, no presente caso, que o pronome THAT substitui corretamente o pronome WHICH, funcionando como OBJETO e tendo como antecedente uma coisa.
The chair THAT is broken isn't mine (A cadeira que está quebrada não é minha).
*Veja que o pronome THAT funciona como SUJEITO do verbo, relaciona-se a uma coisa e substitui adequadamente o pronome WHICH.
*Como THAT não funciona em orações explicativas, os períodos abaixo precisariam ser reformulados:

1. The man, THAT is a contraditory being, destroy the nature (ERRADO).
2. The dog, THAT is man's friend, sometimes behave himself well (ERRADO).

Na oração 1, o correto seria WHO em vez de THAT; na oração 2, a forma adequada seria WHICH, em vez de THAT.

E. Pronome zero: Quando os pronomes relativos funcionarem como OBJETO do verbo seguinte, poderão ser omitidos, sem prejuízo de significado. A omissão só poderá acontecer em frases restrititivas, não-explicativas.

The man (THAT) I visited was well.
The dog (WHICH) is black is not mine.

Um abraço e até a próxima postagem.

Cassildo.

5 de mar. de 2010

POR QUE A MEDIOCRIDADE ATRAI?

Uma das questões que me intrigam é o fato de a mediocridade ser considerada uma estratégia bem escolhida nos dias atuais. A imbecilidade (expressão, por si só, grosseira) atingiu limites inimagináveis. E isso acontece em todos os níveis, segmentos ou áreas.
A primeira, e talvez a pior, é a crítica destrutiva ou a infâmia. Denegrir a imagem alheia parece que virou moda, muito devido também ao incentivo vindo da televisão, por exemplo. As pessoas se excitam em dizer coisas negativas das outras, no âmbito pessoal e profissional. Saem falando tudo aquilo que vem à cabeça, mesmo que presumam não ser verdade. E eu pergunto: aonde iremos parar, se queremos que nossos filhos não sigam maus exemplos? Ou queremos que isso aconteça?
Antes de a escola pregar boas normas de conduta, valores, ética, harmonia, seja o que for mais, os pais que se dizem exemplares precisam agir no sentido de fazer valer os bons costumes. Caso não consiga levar uma vida de referência, que pelo menos realizem suas atitudes condenáveis fora do contexto em que seus descendentes estejam inseridos. É muito fácil cobrar mudanças do Governo, da Escola, da Sociedade. Mas é preciso entender que tais transformações só acontecerão a iniciar do lar, de onde tais costumes (bons e ruins) sairão e tomarão conta do exterior.
Vamos dar um basta na mediocridade. Vamos combater atitudes mesquinhas, dando exemplos, mostrando que se deve, de vez em quandp, ficar no lugar do outro, para tentar imaginar o que sentiria com determinadas ações que cometemos. Sonhar assim não é utopia, é obrigação, mais que obrigação, é um direito. Como uma frase de certo texto que li "arrumar o homem é a tarefa das tarefas, se é que se quer arrumar o mundo".
Um abraço.
Cassildo.

INÍCIO DE TRABALHO

Iniciei, esta semana, na Escola Estadual "Tristão de Barros", o trabalho como Professor de Língua Inglesa. Encontrei lá várias pessoas conhecidas, algumas das quais foram meus professores, como Marquinhos e Marliete. Erleilson (mais que colega, um irmão) é um dos integrantes dessa turma comprometida com o trabalho sério.
Espero, sinceramente, que possa dar a minha contribuição como um cidadão que acredita na educação transformadora, capaz de fazer os alunos pensarem, refletirem, discutirem, concluírem.
Estarei sempre à disposição no que for preciso, na tentativa de realizar um trabalho como merece ser o da educação.
Um abraço!!