26 de jul. de 2011

A GRAMÁTICA SEMPRE SERÁ FUNDAMENTAL

Vai me incomodar sempre que um aluno, especialmente de ensino médio, não observar corretamente algumas normas da escrita. E já, sem introdução, afirmo que a fala não pode ser comparada ao registro escrito da língua, pelas peculiaridades que cada uma das formas possui.

Não vou aqui justificar os erros de língua portuguesa creditando-os à internet, à era da informação. Não me apoiarei nessas desculpas. O fato é que alguns "intelectuais" que pregam a não-difusão da gramática acabam tornando uma tarefa que já é difícil ainda mais complexa, quando distorcem as experiências. Contextualizar não significa esconder a gramática, pois os aspectos dessa natureza sempre serão decisivos na apreensão de qualquer que seja a língua.

Alunos da 3ª série do ensino médio escreverem "nossos descendentes nunca nos perdoará" constitui, evidentemente, falta de leitura. Mas, basear-se nessa informação para desconsiderar o ensino das normas gramaticais só piora o cenário, pois entendo não haver nenhum problema em se utilizar as múltiplas opções. Se o aluno não aprendeu naturalmente, por via da leitura, que aprenda pelas regras que lhe serão passadas e que ele se conscientize de que elas servirão, de fato, num momento em que o ato de ler não lhe propiciar essa conscientização normalmente.

Não podemos fazer de conta que as leis não existem. Em casa, no trabalho, na escola, enfim, na sociedade, precisamos de limites e de orientações para para podermos agir de maneira correta. Muitas vezes, o simples fato de estarmos não nos credencia a agir sem base alguma, aleatoriamente. Aprender regras não é pecado nenhum, ainda mais em se tratando de um idioma. A questão é saber, os professores, difundir tais determinações e os alunos, absorvê-las de modo adequado.

Mudou muita coisa em termos de linguagens, mas a gramática nunca será obsoleta. Ajustá-la às necessidades é obrigação das escolas e dos profissionais das Letras, sob pena de serem responsabilizados - algum dia - pela falta total de critério no emprego de um bem tão especial, como a nossa língua. Se alguém prova o contrário, que explique o porquê de tanta gente desta geração escrever errado e, repito, não me convence colocar a culpa na internet.

AULÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA E REDAÇÃO (CEDAP)


QUINTA-FEIRA, 28 DE JULHO, AULÃO DE LINGUAGENS EM SANTA CRUZ (CEDAP).
A AULA SERÁ DIVIDIDA EM 2 PARTES: NA PRIMEIRA, TRABALHAREMOS 14 QUESTÕES DE VESTIBULARES E ENEM (INTERPRETAÇÃO E GRAMÁTICA CONTEXTUALIZADA); NA SEGUNDA ETAPA, ENFOCAREMOS A CARTA-ARGUMENTATIVA, DENTRO DA DISCIPLINA DE REDAÇÃO. ESTOU NUMA EXPECTATIVA BOA, PARA QUE TODAS AS DÚVIDAS SEJAM TRAZIDAS NESSE MOMENTO.

ATÉ LÁ.

CASSILDO.

23 de jul. de 2011

A MEDIOCRIDADE NAS PEQUENAS COISAS

A mediocridade constitui nada mais do que atos mesquinhos e covardes daqueles que são inseguros consigo próprios e que, por esse motivo, têm a necessidade de agir inconvenientemente a ponto de prejudicar as pessoas de bem.

Pode ser qualquer um destes atos: calúnia, intriga, inveja dentro do ambiente de trabalho a ponto de motivar comentários maldosos, falta de compromisso profissional, incapacidade de aceitar o mérito alheio, ironias descabidas no intuito de desvalorizar o que alguém tenta produzir. O medíocre é - em suma - um inconformado.

No dia-a-dia, infelizmente estamos rodeados por esses seres. Mesmo aqueles de quem esperamos uma postura correta e atos grandiosos, muitas vezes, nos surpreendem com seu "veneno". Ainda acreditando que a perfeição nunca será atingida, acho que isso não deve servir de justificativa para que usemos de má fé contra nossos semelhantes. Cada pessoa deve ter consciência da conseqüência de seus atos, não há ninguém inocente nos dias atuais.

Todos os medíocres são pessoas mal-resolvidas e que necessitam - atingindo seu próximo - afirmar-se de um modo estranho, com sentimento de ódio inexplicável pelas vias normais. Todos nós devemos nos policiar, a fim de que essa sensação ruim não nos atinja em qualquer tempo que seja.

20 de jul. de 2011

AMIGO É... (CASSILDO)

Amigo é

Aquele que não mede esforços para ajudar um companheiro, independentemente da circunstância;

Amigo é

Aquele que aceita que lhe puxem a orelha e que igualmente chama a atenção quando é preciso;

Amigo é

Aquele que critica o seu colega, mas não aceita que outros o critiquem;

Amigo é

Aquele a quem podemos dizer algo que não diríamos a ninguém;

Amigo é

Aquele já nos magoou um dia, mas que nunca deixou de nos amar;

Amigo é

Aquele que não nos elogia na presença, mas que nos exalta diante dos demais;

Amigo é

Aquele que quanto maior a distância, mais presente parece estar;

Amigo é

Dádiva insubstituível e irrefutável, para a qual não há palavras que possam denotar.

Cassildo.

15 de jul. de 2011

FUNÇÕES DA LINGUAGEM


FUNÇÕES DA LINGUAGEM

1. Função referencial, informativa, denotativa ou cognitiva: está centrada no assunto e no referente, é objetiva e informativa. Caracteriza-se pela 3ª pessoa e pela denotação.

O Brasil é um país devedor.

O Sol é o centro do nosso sistema planetário.

2. Função emotiva ou expressiva: está centrada emissor, veiculando suas emoções e sentimentos. O texto é crítico e subjetivo.

Meu Deus, o Brasil nunca mais vai pagar essa dívida!

3. Função conativa ou apelativa: está centrada no receptor, na tentativa de convencê-lo a tomar uma posição. Caracteriza-se pela persuasão, uso de imperativos e é comum em textos de publicidade.

Você não pode perder a promoção desta semana!

4. Função fática: está centrada no canal, visando estabelecer e manter contato com o nosso interlocutor.

Alô, alô, não desligue, não, ouviu?

5. Função metalingüística: está centrada no código, visando a explicar elementos constituintes de nossa língua: um professor em sua sala de aula, um livro didático, um dicionário.

Adjetivo: palavra que dá qualidade aos substantivos, especificando-os ou modificando-os.

6. Função poética: está centrada da mensagem, valorizando a maneira como esta é transmitida: o ritmo, o vocabulário conotativo, a sonoridade têm influência no conteúdo das informações. O subjetivismo é preponderante.

Queria ter amado mais, ter chorado mais

Ter visto o sol se pôr.

(...)

Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração.

EXERCÍCIOS

I. Filho de rico é boy. Filho de pobre é motoboy.

(Rodrigo Batista de Moraes, motoboy que não conseguiu obter emprego com carteira assinada, em inscrição no seu capacete – Folha de São Paulo)

II. “Nossa língua cotidiana está algo distanciada da língua portuguesa, que é a oficial e, num certo sentido, é uma língua importada. Não raro viajamos entre toponímicos tupis.”

(José de Souza Martins, Folha de São Paulo).

III. “Uma pesquisa realizada com 2.131 alunos do primeiro ano do ensino superior em São Paulo revelou que a maioria (80%) declarou estar freqüentando o curso idealizado.”

(Verônica Fraidenraich, Folha de São Paulo)

01. As funções da linguagem exploradas nos textos são respectivamente,

a) fática, metalingüística e conativa.

b) poética, emotiva e referencial

c) emotiva, referencial e conativa

d) poética, metalingüística e referencial

e) conativa, emotiva e metalingüística

02. Em todas as alternativas, a palavra destacada marca, no processo comunicativo, a presença do receptor, caracterizando a função conativa. Isso só NÃO ocorre em:

a) DIGA – me o que comes e te direi quem és.

b) Não SEJA um mero administrador de vendas.

c) Não BASTA ter boas idéias.

d) A melhor companhia aérea é aquela que faz VOCÊ esquecer que está num avião.

e) VESTIBULANDO, estude conosco!

03. (COMPERVE – ASSIST. ADM. IFRN 2010)

Texto 1

Taça é um utensílio utilizado com função semelhante à do copo, ou seja, conter líquidos para serem ingeridos. As taças têm formato diferente do copo e, geralmente, são utilizadas em ocasiões mais formais e elegantes.

As taças também servem para premiar agremiações pela conquista de campeonatos e torneios, servindo de troféu ao vencedor.

Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2010.

Texto 2

Resposta do jogador Lúcio, capitão da Seleção Brasileira, ao Blog da Copa, quando perguntado se ele já havia se imaginado levantando a taça.

É uma situação complicada ficar toda hora pensando assim, mas sonho muito com isso. É meu objetivo e do grupo também. Não penso apenas em mim. Sei que seria o destaque naquele momento, como capitão, levantando a Copa, mas seria a vitória do grupo, e não apenas a individual. Seria o reconhecimento do sacrifício de todos, o sonho dos jogadores, das famílias e da torcida brasileira. Mas a caminhada é longa.

Disponível em: .

Acesso em: 25 abr. 2010.

Em relação à função da linguagem predominante em cada texto, podem-se fazer as seguintes afirmações:

A) no Texto 1, predomina a função metalinguística, pois usa-se a linguagem (o código), para definir e explicar um elemento da própria linguagem, como o vocábulo “taça”; no Texto 2, predomina a função emotiva, pois está centrado nas manifestações pessoais do emissor (opiniões, sentimentos e emoções) acerca do conteúdo transmitido.

B) no Texto 1, predomina a função referencial, pois a mensagem centra-se no receptor e organiza-se de forma a influenciá-lo, ou chamar sua atenção; no Texto 2, predomina a função poética, pois o entrevistado emprega metáforas para expressar o significado da taça para si.

C) no Texto 1, predomina a função referencial, pois o emissor procura fornecer informações da realidade, sem a opinião pessoal, de forma objetiva, direta; no Texto 2, predomina a função emotiva, pois o emissor (Lúcio) fala de suas expectativas em relação à Copa do Mundo.

D) no Texto 1, predomina a função metalinguística, pois caracteriza-se pela preocupação com a origem e o significado da palavra “taça”; no Texto 2, predomina a função conativa, pois o emissor (Lúcio) centra a mensagem no receptor, a qual é construída de forma a influenciá-lo a torcer pelo Brasil.

RESPOSTAS: 01-D, 02-C, 03-A.


PARABÉNS, ERLEILSON!

HOJE É O ANIVERSÁRIO DO MEU GRANDE AMIGO, NA VERDADE, IRMÃO, ERLEILSON HERLI. GRANDE CARA, PROFESSOR DO TRISTÃO DE BARROS, DO CEDAP, TUTOR DA UFRN, PAI DE EMANUEL, VASCAÍNO FORTE E DONO DE UMA SIMPLICIDADE ÍMPAR. DEUS O ABENÇOE NESSA CAMINHADA E QUE NÓS CONTINUEMOS A TRAVAR ESSA AMIZADE AINDA POR MUITOS ANOS.

GRANDE ABRAÇO!

CASSILDO.

14 de jul. de 2011

REVISTA CURRAES: ADQUIRAM!

Impressionado com a 2ª edição da Revista Curraes: Nossa terra, nosso povo, publicação independente, sob a iniciativa de Fagner Farias, esse jovem graduando em jornalismo, que tem muito a oferecer a nossa região, com suas idéias. Conheço a primeira edição, também muito bem concebida, demonstrando que podemos, sim, realizar um trabalho excelência nessa área.

A Revista é produzida, basicamente, por estudantes que estão cursando Jornalismo, importante área para o desenvolvimento de qualquer nação. E seus articulistas destacam-se com belos e qualificados textos sobre a história de Currais Novos.

Já estou ansioso para a próxima publicação, em 2012.

Parabéns, Fagner, a você e a todos que ajudaram a construir esse material.

Bibliografia:

REVISTA CURRAES: Nossa terra, novo povo. Currais Novos/RN, Ano II, N.º 2, Julho, 2011.

13 de jul. de 2011

PARABÉNS, MÁRIO BRASIL!

Gostaria de congratular meu colega de trabalho, Mário Brasil, pela passagem do seu aniversário em 13.07.2011, desejando-lhe muita saúde, paz e tranqüilidade na caminhada.

Um agrande abraço, vascaíno forte, Deus o abençoe!

Seu amigo,

Cassildo.

10 de jul. de 2011

SOMOS CONVENCIDOS NO ESPORTE COLETIVO

Não vale a pena dizer que o Brasil não dispensa o apoio necessário aos esportes em geral, mesmo para aqueles nos quais apresentamos maior desenvoltura. Mesmo assim, conseguimos nos sobressair em algumas modalidades, como o futebol - historicamente - e o vôlei, de 10, 12 anos para cá.

Até aí, tudo bem. O problema é que quando começamos a vencer torneios, especialmente no futebol - mas também no voleibol - parece que passamos a esnobar os adversários e achar que ganharemos sempre, apenas pela "tradição", a qual não entra em campo e em quadra. Tomamos umas lições esta semana, que devem servir para os próximos desafios.

Quanto mais se ganha, mais a seriedade deve aumentar. É assim com os Estados Unidos e seus atletas. O fato de vencer uma competição não quer dizer que precisam relaxar. É claro que não podemos comparar estruturas, mas a atitude é um elemento decisivo em qualquer disputa, não somente esportiva. Não podemos dizer que falta isso no voleibol, que tem pessoas sérias no comando, a começar pelo "ultravitorioso" técnico Bernardinho, mas também temos entrado nos campeonatos com a certeza da vitória.

Em relação ao futebol, a cada competição, seja um mundial de sub-17, uma copa do mundo feminina ou uma competição sulamericana da seleção principal (é verdade que há Costa Rica e México, que não fazem parte da América do Sul), eu me convenço de que o nível brasileiro já não é tão diferente dos demais, talvez por essa falta de vontade em jogar com a camisa do País, talvez pelo crescimento de outras equipes, talvez por essa qualidade ser equivocadamente considerada como excepcional. Não acho que as competições nacionais sejam um parâmetro que nos permita chamar quem quer que seja de craque. E não estou duvidando de Neymar e Ganso, que são - de fato - diferentes.

O voleibol apenas entrou aqui para acompanhar a lista de decepções, o que talvez nem fosse merecido. Seria o décimo título da Liga Mundial, e perdemos no tie-break, para um time espetacular - a Rússia - o que deve ser encarado como normal. Mas, seja em um esporte ou em outro, precisamos entender que desporto se faz com planejamento, seriedade e especialmente a longo prazo. Superar uma competição não significa dizer que tudo está bem. A Seleção Feminina é duas vezes medalhista de prata e nem por isso a situação das jogadoras mudou. Achávamos que venceríamos os EUA, só porque estavam com um time menos nivelado. Derrotas doeram, mas elas apenas denunciam que devemos "baixar nossa bola", dar mais apoio aos nossos atletas e aprendermos que perder é uma das alternativas existentes em qualquer jogo.

9 de jul. de 2011

QUESTÕES COMENTADAS - INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

PETROBRAS – CESGRANRIO MAIO/2008

A HORA DA VERDADE

Conta a lenda que 3 habitantes de Sapocity discutiam o que tinha mais valor para vencer. Reuniram três sapos que representariam diferentes categorias: a força dos 20 anos, a visão estratégica dos 50 e a sabedoria dos 70.

Para acabar com a discussão decidiram por uma série de provas, e a primeira prova seria o salto sobre o poço gigante. Era um salto quase impossível. Suspense e tensão.

A cidade inteira veio assistir à competição e torcer pelos seus representantes. Na largada, os três saíram juntos e na hora do grande salto eles se embolaram no ar e caíram dentro do poço. Era muito fundo.Os outros sapos vieram para a beirada do poço e, desesperados, choravam a perda de seus heróis.

Era impossível sair daquela profundidade.

Os três sapos pulavam com todas as suas forças, mas estavam longe de conseguir sair do poço. Do beiral, os amigos gritavam: desistam, não adianta, é impossível...e choravam. O sapo de 20 anos, desanimado pela certeza do fracasso, deixou-se afundar e morreu afogado. O de 50 pensou: isso é a fraqueza da juventude, eles não têm experiência e não sabem lidar com críticas. Depois de muitas tentativas e já ferido pelos choques com as paredes pedregosas, chegou à conclusão de que realmente não havia como sair dali e desistiu. Deixou-se afogar como o de 20 anos. E, enquanto isso, o de 70, impressionado com a escolha dos seus concorrentes, tentava pular para a liberdade.

O grupo do lado de fora já não estava mais com pena do velho sapo. Eles pareciam com raiva e gritavam: “Quem você pensa que é? Os outros muito mais fortes do que você não conseguiram, desista e morra logo, seu sapo velho”. E todos começaram a gritar juntos: “De-sis-te! De-sis-te!”

E quanto mais eles gritavam mais o sapo velho pulava e os gritos aumentavam: “De-sis-te! De-sis-te!”

Mas para surpresa de todos, num salto quase milagroso, o sapo velho conseguiu sair do poço. Todos ficaram em silêncio. E o sapo velho falou: “Eu não tenho como agradecer o apoio de vocês; sem ele eu não teria conseguido. Não reparem, eu sou surdo e não ouvi as lindas palavras de apoio, mas vi o rosto de vocês e pude ler as palavras em suas bocas.

Eu acho que eram: In-sis-te! In-sis-te!

AYLMER, Roberto. Escolhas. RJ: Proclama Editora. 2001.

01 Na história dos sapos, as passagens cujos sentidos caracterizam, respectivamente, o insucesso e o desafio são:

(A) “...o salto sobre o poço gigante.” (l. 7-8) e “Era um salto quase impossível.” (l. 8)

(B) “os três saíram juntos...” (l. 11-12) e “...eles se embolaram no ar...” (l. 12-13)

(C) “...caíram dentro do poço.” (l. 13) e “Era muito fundo.” (l. 13)

(D) “Os outros sapos vieram para a beirada do poço...” (l. 14) e “...choravam a perda de seus heróis.” (l. 15)

(E) “os amigos gritavam:” (l. 19) e “...e choravam.” (l. 20)

02 Qual a passagem da lenda dos sapos que, especificamente, ratifica o sentido de que a chave do sucesso está na capacidade de resistir?

(A) “O sapo de 20 anos, desanimado pela certeza do fracasso, deixou-se afundar e morreu afogado.” (l. 21-22)

(B) [O sapo de 50 anos] “chegou à conclusão de que realmente não havia como sair dali e desistiu.” (l. 26-28)

(C) “o de 70, (...) tentava pular para a liberdade.” (l. 29-30)

(D) “O grupo do lado de fora já não estava mais com pena do velho sapo.” (l. 31-32)

(E) “E quanto mais eles gritavam mais o sapo velho pulava e os gritos aumentavam:” De-sis-te! De-sis-te!” (l. 37-38)

03 O preconceito ao idoso se evidencia em

(A) “desistam, não adianta, é impossível...” (l. 19-20)

(B) “eles não têm experiência...” (l. 24)

(C) “...não sabem lidar com críticas.” (l. 24-25)

(D) “Quem você pensa que é?” (l. 33)

(E) “Todos ficaram em silêncio.” (l. 40-41)

04 “Era um salto quase impossível. Suspense e tensão.” (l. 8-9)

Das palavras a seguir, a que está FORA do contexto do trecho acima é

(A) expectativa. (B) medo. (C) preocupação.

(D) euforia. (E) apreensão.

05 O sapo mais velho só conseguiu sair do poço porque

(A) não fez uma leitura labial perfeita do que a platéia gritava.

(B) usou a sabedoria própria da idade para resolver a situação.

(C) era, na realidade, mais forte que os concorrentes.

(D) ficou revoltado com os gritos da assistência e decidiu reagir.

(E) tinha mais experiência que os jovens e sabia lidar bem com as críticas.

RESPOSTAS COMENTADAS

01. RESPOSTA: “C”. Dentro do contexto analisado, insucesso representa o fato de os sapos terem caído dentro do poço, pois, na verdade, deveriam atravessá-lo, era essa a essência da competição. A única alternativa que apresenta essa passagem é a letra C. Já o desafio é que o poço “era muito fundo”, e, portanto, era quase impossível sair de lá. Outra passagem que também poderia representar o desafio é o segundo trecho da letra a, “Era um salto quase impossível”. As outras alternativas estão descartadas, pois não reúnem características nem de insucesso nem de desafio.


02. RESPOSTA: “E”. É preciso antes interpretar o enunciado: a palavra ratifica significa confirma, reforça. Então, a capacidade de resistir é confirmada, ratificada pelo fato de o sapo velho continuar tentando pular para fora, apesar dos incentivos contrários. Descartam-se letras A, B e D automaticamente. A letra C é aquela que mais se aproxima da letra E, mas o simples fato de o sapo de 70 anos tentar pular para liberdade, por si só, não caracteriza capacidade de resistência e sim, apenas, a tentativa de livrar-se da morte,

03. RESPOSTA: “D”. O preconceito, que significa conceito antecipado ou pré-definido, é, na verdade, o eixo norteador desse texto. Dentre as alternativas acima, fica claro esse tipo de atitude quando os outros sapos que foram assistir à competição começaram a esnobar o mais velho. A frase “Quem você pensa que é?” indica o pré-julgamento dos espectadores, uma vez que outros mais novos não haviam conseguido. Para eles, era impossível um sapo de 70 anos alcançar o sucesso que o de 20 e 50 não atingiram. Ou seja, julgaram-no pela faixa etária, sem considerar outros fatores como capacidade de insistir e perseverança.

04. RESPOSTA: “D”. Essa é uma questão que envolve sinonímia. Expectativa indica espera e, portanto, incerteza. Suspense enquadra-se nesses dois significados. Medo também está ligado a suspense. Preocupação e apreensão estão no mesmo campo de significação. Mas euforia significa motivação, felicidade, como resultado de algo que foi conseguido. Não se enquadra no mesmo campo semântico das demais palavras. Portanto, constitui a sua letra a resposta da questão.

05. RESPOSTA: “A”. Está mais do que claro que o sapo só saiu porque entendeu que estava sendo incentivado. A leitura labial dele foi diferente daquilo que realmente os outros estavam dizendo. O trecho final do texto mostra que houve uma troca de Desiste para Insiste, palavras que rimam e, coerentemente, foram compreendidas erroneamente pelo sapo de 70 anos. Resposta clara.

8 de jul. de 2011

ATÉ QUANDO ADOLESCENTES ABANDONARÃO AS ESCOLAS PARA TRABALHAR?

Várias pesquisas realizadas dão conta de que no Ensino Médio o abandono escolar é aspecto marcante e, ao mesmo, motivo de preocupação, tendo o fator trabalho um crédito importante em relação a essas desistências. Nesse período, o aluno não tem mais o auxílio do bolsa-família, o que o conduz, freqüentemente, a trabalhar para ajudar no sustento da família.

Hoje, ao encerrar uma das turmas de Ensino Médio (regime semestral), um aluno veio me agradecer pelo período que terminava e dizia, às lágrimas, que talvez tivesse de mudar de escola, para estudar no turno noturno. O motivo: "tenho de trabalhar, se não o bicho pega, minha família depende muito de mim". Meus olhos, discretamente, também lacrimejaram por tamanha injustiça que acompanha esses jovens, impedindo-os, quase sempre, de realizarem seus sonhos.

Esse é um caso dentre milhares que estão espalhados pelo País. A política educacional, seja de Governo "X", "Y" ou "Z" não tem permitido - ao longo dos anos - uma oportunização de acesso ao conhecimento básico que possibilite pelo menos que os adolescentes possam concorrer ao processo de ingresso ao ensino superior. É que o Páis paga por não considerar importantes as discussões concretas sobre o processo educacional, sem falácias ou promessas mirabolantes.

Fiquei perguntando-me, até quando vamos conviver com isso. Meninos e meninas que não sabem do futuro, não sabem nem mesmo se concluirão o ensino médio, porque precisam trabalhar e auxiliar a renda de suas famílias. Rapazes que nem completaram dezesseis anos e que já estão abandonando seus ideais, moças que não podem vislumbrar um futuro de luz por causa da irresponsabilidade histórica de nossas autoridades. Dessa forma, não adianta a mídia veicular notícias "mágicas" sobre melhoria do ensino. Quem vivencia sabe, e olha que trabalho numa escola muito boa. Imagine nas piores, o que acontece. O Brasil não avançará com esse modelo arcaico de inclusão.

2 de jul. de 2011

AULÃO EM LAGOA NOVA

Acabo de chegar da cidade de Lagoa Nova, onde - juntamente com Raul, professor de Biologia - ministrei aulão preparatório ao Vestibular / 2011, no Cursinho CES, comandado por Cícero. Foi a segunda vez este ano que apareci por lá e novamente saí com ótima impressão.

Em Linguagens, trabalhamos interpretação de textos e vícios de linguagem, importantes conteúdos para os candidatos ao ingresso na UFRN / 2011. Foi um momento muito interessante, tendo eu assistido à especialíssima aula de Raul, o qual sabe como poucos transformar assuntos complicados em coisas corriqueiras.

Além do fato de estarmos trabalhando, esses momentos são também uma oportunidade para que professores se reencontrem. É sempre bom quando eu me deparo com Raul, porque conversamos bastante sobre coisas relacionadas à aprendizagem. Ele continua o mesmo, e por isso a sua aula atraiu muito a atenção dos presentes.

Considero um saldo positívissimo, procuramos fazer o que sabemos com toda a simplicidade, focando os temas que certamente estarão incluídos no processo seletivo para 2012.

Agradeço a presença de todos os alunos, e - mais uma vez - a confiança do Professor Cícero que nos convidou a ministrar a aula.

Um abraço.