21 de out. de 2015

3 DIAS PARA O ENEM / 2015 - DICAS FINAIS


      


                                     









10 de out. de 2015

27 de set. de 2015

O FOCO DA PROPOSTA (02)


#PreparaçãoExigeCompromisso





MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA REDAÇÃO DO ENEM

#PreparaçãoExigeCompromisso







O FOCO DA PROPOSTA

#PreparaçãoExigeCompromisso





CUIDADO!


Alguns vídeos com dicas para o ENEM - inseridos na internet - defendem um modelo de preparação que já não existe mais. "Macetes", previsões de questões ou temas, decorebas de fórmulas... Se isso já era ultrapassado naquela época, hoje se torna inusitado demais. Aluno e professor antenados percebem. Esse tipo de prova não valoriza conteúdo acumulado mecanicamente, mas a capacidade de - com tais conteúdos - dominar linguagens, compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir argumentação e elaborar propostas. Em todas as áreas.
Cuidado com as propagandas enganosas. Milagres inexistem.

24 de set. de 2015

30 DIAS PARA O ENEM 2015


Não há mais o que esperar. São apenas 30 dias para o ENEM / 2015. Contraditoriamente, há muitos alunos desistindo da preparação. Uma boa novidade para os que são permanentemente comprometidos.

SÉRIE QUESTÕES DE CONCURSOS - REGÊNCIA VERBAL e NOMINAL (06)


01. Assinale a única alternativa que está de acordo com as normas de regência da língua culta.
a) avisei-o de que não desejava substituí-Io na presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, jamais aspirei a tal cargo;b) avisei-lhe de que não desejava substituí-lo na presidência, pois apesar de ter sempre servido a instituição, jamais aspirei a tal cargo;
c) avisei-o de que não desejava substituir- lhe na presidência, pois apesar d ter sempre servido à instituição, jamais aspirei tal cargo;
d) avisei-lhe de que não desejava substituir-lhe na presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, jamais aspirei a tal cargo;
e) avisei-o de que não desejava substituí-lo na presidência, pois apesar de ter sempre servido a instituição, jamais aspirei tal cargo.

02. Marque o erro de regência verbal.
a) Prefiro estudar que trabalhar.
b) À cerveja prefiro o leite.
c) Prefiro leite a cerveja.
d) Prefiro este nome àquele que ele propôs.

03. Dentre as frases abaixo, uma apenas apresenta a regência nominal correta. Assinale-a:
a) Ele não é digno a ser seu amigo.
b) Baseado laudos médicos, concedeu-lhe a licença.
c) A atitude do Juiz é isenta de qualquer restrição.
d) Ele se diz especialista para com computadores eletrônicos.
e) O sol é indispensável da saúde.

04. (CTFMG) A regência nominal está conforme a norma culta em:
a) O filho tornou-se um profissional apto para exercer ao cargo de diretor.
b) A estrangeira mostrava muita devoção a pesquisa do HIV, naquele hospital.
c) A população simpatizava-se com as propostas apresenta-das pelo Governo.
d) O homem deve obediência aos princípios harmônicos que a natureza lhe oferece

05. Aponte a frase que apresenta incorreção de regência verbal.
a) Mário pagou o carro.
b) A moça perdoou a indiscrição do colega.
c) Antônio deixou de pagar o ajudante ontem.
d) Perdoemos aos que nos ofendem.

06. (TJ – SP) Indique onde há erro de regência nominal:
a) Ele é muito apegado em bens materiais.
b) Estamos fartos de tantas promessas.
c) Ela era suspeita de ter assaltado a loja.
d) Ele era intransigente nesse ponto do regulamento.
e) A confiança dos soldados no chefe era inabalável.


7 de set. de 2015

INDEPENDÊNCIA?


Independência.

Palavrinha complexa e abrangente. Independência ideológica? Independência política? Independência econômica? Com todo o fanatismo existente e propagado nas redes sociais, é possível se falar em independência?

Somos mais dependentes do que possa supor nossa demagogia. Somos subordinados a dogmas que nos escravizam o tempo todo, fazendo-nos marionetes de um sistema cujos polos políticos não nos dizem a que vieram; e o pior, somos por convicção. Minha afirmação é incoerente (ser DEPENDENTE por CONVICÇÃO)? Muito mais incoerente é nossa postura de reclamar que as coisas não vão bem, quando isso se dá - em grande medida - pela nossa mediocridade e paixão sem limites.

Se procuramos tanto uma solução para problemas que historicamente afligem o país, não podemos desconsiderar que tais problemas serão sanados satisfatoriamente apenas quando conquistarmos as independências. Quando sustentarmos nossas posições sem as interferências diárias dos amigos, parentes e patrões; quando soubermos dizer "não!" a certos vigaristas travestidos de representantes do povo sem nenhum remorso; quando o Hino Nacional não se restringir a um ato isolado nos eventos esportivos internacionais; quando o debate político deixar de ser peleja partidária e virá uma discussão que precede o bem comum.

Se queremos independência, teremos que ser mais maduros: valorizando mais a educação (enquanto sociedade) e menos as baladas (não é que não possamos ser felizes, mas não podemos festejar eternamente sem razão); não tendo constrangimento em cobrar das autoridades o que elas nos devem. Seremos independentes quando movimentos de protestos não se confundirem com atos de vandalismo; quando tivermos discernimento a respeito das manipulações midiáticas que sofremos; seremos, enfim, independentes quando soubermos o que realmente queremos para o nosso país, numa consciência coletiva e não individual.

Sem isso, em minha visão clichê, a marcha de hoje e de sempre em nada nos representará.

Cassildo Souza

4 de set. de 2015

TOLERÂNCIA POLÍTICA

Tolerância 1000

                                                                                                                          
 Cassildo Souza

Observando a situação do país estes dias, veio-me a sensação de que – como povo – somos muito passivos, tolerantes com os atos de corrupção, conformados demais com os descasos que a nação atravessa ao longo da história. Somos filhos da cegueira eterna, da mesmice política que nos toma conta. Não conseguimos enxergar o óbvio. As décadas transformam-se em séculos e seguimos sofrendo, sofrendo, sofrendo, sob as mais esdrúxulas justificativas do tipo “o Brasil é assim mesmo”, “O Brasil não tem solução”, “Fulano rouba, mas faz.”

Lastimável.  Nossa conivência com atos inescrupulosos chega ao nível máximo, numa espécie de relação estranha, já que tudo isso recai sobre nossos ombros. Chego a pensar (tenho quase certeza disso) que existe cumplicidade com tais atitudes, numa espécie de relação mútua, como se esperássemos o dia em que qualquer um de nós cometerá um delito dessa natureza e, portanto, estará isento. Uma relação de troca no mais legítimo estilo de “um dia poderá ser eu”. “E caso eu esteja na mesma situação, também quero ser absolvido”. Duro admitir tamanho absurdo, mas não espanta que assim seja, em se tratando de Brasil.

Agonizamos na educação, na segurança pública, no respeito aos direitos civis; na saúde – pública ou privada – a situação precária só progride; a infraestrutura de algumas cidades não garante o fluxo das construções ou dos automóveis; a falta de recursos hídricos só torna iminente a existência de um colapso, mesmo sendo nosso país um dos mais ricos hidricamente do planeta. E o que fazemos? Aceitamos calados e quando ameaçamos usar nossa voz, apenas o fazemos denegrindo a imagem daqueles que pensam diferente de nós. Sempre fugimos ao foco do debate que deveria haver, porque há também uma mentalidade politiqueira que leva ao fanatismo.

Discutir sobre os problemas do país não pode confundir-se com brigar por facções. Isso alimenta a nossa passividade. Somos atrasados ao ponto de inverter a situação, considerando-nos dependentes dos políticos, quando eles é que devem depender de nós para conquistar seus cargos. E depender de nós significa estarem comprometidos com nossas agendas, cientes de que se assim não fizerem, nós os excluiremos de nossos contatos, de nossos possíveis representantes. Sonhar é muito bom. Estamos muito distantes disso. Nossa tolerância é espantosa, porque ela está ligada intimamente a nossa cumplicidade, nossa conivência histórica. Criticamos nos políticos muitas atitudes que nós, no dia a dia, cometemos.

As gerações atual e futura não podem desanimar; pelo contrário, elas é que poderão contribuir para que tal mentalidade seja banida de uma vez por todas de nossas cabeças; para que nos esqueçamos das pelejas partidárias, do clientelismo barato que só prejudica a busca de soluções concretas para tais problemas. Todos esses fatos nos tornam “hipertolerantes” com a elite que domina o Brasil – de qualquer que sejam as cores partidárias. O pacote é completo, e nosso erro é justamente querer eleger como culpado apenas um lado, visto que todos os pólos de nossa política – em meu questionável entender – não se diferem muito um do outro.

Nossa “Tolerância 1000” certamente é considerada um aspecto favorável a quem “comanda” a nação. E quando digo “comanda”, estou me referindo aos 3 Poderes: executivo, legislativo e judiciário (propositalmente com iniciais minúsculas). Os membros de tais representações conhecem o povo de sua nação e, por isso, estão cada vez mais acomodados em atender aos problemas que nos atingem. Nossa preocupação diária é com as baladas que virão, com a próxima novela das 9 ou com quem será campeão brasileiro. Estudar, refletir e cobrar melhorias nunca está em nossa agenda pessoal.


O Brasil vai bem, obrigado. Desde 1500.

10 de ago. de 2015

"ESSE TEMA NÃO CAI NO ENEM"

Produção textual na Central de Cursos - Currais Novos
10.08.2015

Produção textual na Central de Cursos - Currais Novos
10.08.2015

Esse tema não cai no ENEM."

Estamos há 6 anos desde a mudança drástica que ocorreu no EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO, o qual se transformou num grande vestibular, "enterrando" a maioria das seleções tradicionais para ingresso no ensino superior. Mas parece alguns não incorporaram ainda as alterações ocorridas nesse sistema e continuam - alunos ou professores - a esperar um sistema de preparação previsível, decoreba e que "vende" garantia de acerto. Isso ocorre muito com a prova de redação, um modelo no qual não se deve apoiar-se.

A possibilidade de assuntos que giram em torno da prova de redação é abrangente ao extremo. Analisando-se material didático de diversas editoras, encontram-se cerca de 70 temas diferentes indicados como possíveis de serem escolhidos pelos professores que elaboram as propostas de diversos processos seletivos, inclusive a do Enem. Ou seja, não há previsibilidade (e nem deveria haver) para o assunto a ser cobrado na produção textual. Esta é a realidade.

No entanto, alunos insistem em exigir de professores que eles acertem o tema, e alguns professores alimentam - de maneira incrivelmente inocente ou leviana - a garantia de que vão acertar o assunto da prova. Ora, se por acaso o Enem aborda um assunto coincidente com o da preparação, isso é mais do que natural. Mas não terá sido o poder de "vidente" do mestre o responsável por essa coincidência. Mesmo porque os professores geralmente trabalham inúmeros temas durante o ano. Caso fosse possível prevê-los, eles trabalhariam apenas aquele em que apostariam. É claro que se faz necessário o estabelecimento de critérios, dentro dos preceitos do Exame, que discute temas sociais em suas edições.

Estudar, ler, escrever, questionar, revisar propostas anteriores constituem atitudes sensatas e que não visa a "facilitar" a preparação. Somente com muito esforço e compromisso se poderá realizar as provas de todas as áreas com boas perspectivas. Ninguém saberá que tema será exigido e, por isso, ao tratar de qualquer temática social, ela já estará essencialmente ligada a qualquer outro que venha a cair. O resto é propaganda enganosa, que atrai muitos inocentes ou descompromissados que desejam sucesso sem suor.

5 de ago. de 2015

O PROFESSOR E A BUSCA PELO EQUILÍBRIO



O professor e a busca pelo equilíbrio

Ser professor é estar, antes de tudo, habituado às mudanças bruscas de expectativas. Um dia tudo dá certo, no outro o mundo cai. E então aquele ser ora está entusiasmado, ora está frustrado, guiado pelos acontecimentos que não obedecem a uma sequência lógica. Viver isso é mais do que comum em nossa profissão. Linearidade não existe.

Não é fácil encontrar o equilíbrio, o ponto que norteie com segurança absoluta as ações que se vão desenvolver ao longo de um dia de trabalho. E isso não significa que não haja critérios, que não se projete com clareza o que se quer. Trabalha-se para públicos muito diversificados, ainda que se insiram num grupo maior com certa padronização. As respostas nem sempre vêm de modo semelhante para os mesmos níveis. Questões que intrigam até mesmo quem já tem certa “bagagem” na área.

O fato é que – enquanto professores – somos cobrados a agir como se fôssemos máquinas infalíveis, que conseguem prever com uma precisão espetacular os eventos que ocorrerão daqui a um segundo ou daqui a meses. Essa cobrança vem de todos: da sociedade, dos alunos, mas principalmente de nós mesmos. Sabemos que infalibilidade não existe, ao mesmo tempo em que – malsucedidamente – insistimos em tentar ser perfeitos, sem equívocos. Estamos na “corda-bamba” o tempo todo.

Ser professor resume-se a esse vai e vem diário, a esse interminável processo de cair e levantar. Ser criticado hoje pelo que se elogiou ontem, ser elogiado quando não se merece e, apesar disso, tudo ter critério mais ou menos definido. E, assim, seguem as aulas, planejadas e imprevisíveis (doce contradição), seguem as inquietações, seguem as exigências dos outros sobre nós, as nossas exigências sobre os outros (os alunos). Assim segue a vida; vida que segue.  Até a próxima surpresa.



26 de jul. de 2015

FANATISMO POLÍTICO NO BRASIL



E se o ENEM - para o qual faltam exatamente 90 dias - cobrasse um tema de redação sobre o fanatismo político no Brasil? Creio que seria um terror para a maioria, já que - de um lado e de outro - as análises são sempre tendenciosas.


EMPRESAS DE RÁDIO E TV SÃO CONCESSÕES PÚBLICAS E NÃO PRIVADAS

Emissoras de rádio e TV são concessões públicas. Isso, teoricamente, induz a pensarmos que tais veículos comunicativos deveriam ser imparciais, publicando as matérias sem favorecer ninguém. Se são concessões públicas, não deveriam agir como empresas privadas. Utopia. Isto é o que ocorre diariamente no Brasil.
Não seria diferente, já que - embora a Constituição proíba - Deputados e Senadores estão entre os que mais recebem essas concessões e, desse modo, publicarão apenas aquilo que é do seu interesse.
Outro fato a ser esclarecido é que as concessões têm tempo limitado, mas não se tem conhecimento de que os conteúdos veiculados sejam avaliados e que isso interfira na renovação da autorização para operar.
Portanto, pensar numa mídia predominantemente imparcial, no Brasil, é pensar que os problemas ociais nossos estão todos resolvidos.


SUFIXO "IN" SOBRE RADICAIS INICIADOS COM "R"


Radicais iniciados com "r" acrescidos do prefixo "in", dobram a consoante "r". Portanto, não existe INRESPONSÁVEL, INREVERSÍVEL, INRETRATÁVEL, INRECUPERÁVEL (são corretas IRRESPONSÁVEL, IRREVERSÍVEL, IRRETRATÁVEL, IRRECUPERÁVEL). Um erro muito comum na hora de escrever. No caso da prova do ENEM, afeta negativamente a Competência I da Redação: domínio da norma culta da língua.

PARCIAL e IMPARCIAL. Quais as diferenças?


Uma confusão muito comum ocorre com os termos PARCIAL e IMPARCIAL.
Quando se fala numa mídia PARCIAL, significa dizer que ela é tendenciosa, tomando PARTIDO de alguém, favorecendo alguma PARTE. Normalmente, as pessoas se equivocam (por falta de cuidado ou de leitura) e entendem o oposto. Ser IMPARCIAL é, então, ser NEUTRO, não favorecer a quem quer que seja. Muito cuidado!


21 de jul. de 2015

SÉRIE QUESTÕES DE CONCURSOS - SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO I (5)

01. (Medicina Itajubá-MG) Todas as orações apresentam verbo de ligação, exceto:
a) Camilo saiu desesperado da biblioteca.
b) Juliana ficou pensativa ao lado da irmã. 
c) Orestes continuava firme no seu propósito.
d) Jairo permanece calado no meio da gritaria. 
e) César parecia um rapaz entre os coleguinhas

02. Assinale a frase sem complemento nominal
a) Há necessidade de apoio. 
b) Tenho confiança em vocês.
c) O gosto pelas letras levou-o longe. 

d) Não duvido de ninguém.

03. Assinale a alternativa em que o sujeito está incorretamente classificado:

a) chegaram, de manhã, o mensageiro e o guia (sujeito composto);

b) fala-se muito neste assunto (sujeito indeterminado);

c) vai fazer frio à noite (sujeito inexistente);

d) haverá oportunidade para todos (sujeito inexistente);
e) não existem flores no vaso (sujeito inexistente).


04. Em “Éramos três velhos amigos, na praia quase deserta”, o sujeito desta oração é:

a) subentendido; 

b) claro, composto e determinado;

c) indeterminado; 

d) inexistente;

e) claro, simples e determinado.


05.Marque a oração em que o termo destacado é sujeito:
a) houve muitas brigas no jogo;

b) Ia haver mortes, se a polícia não interviesse;

c) faz dois anos que há bons espetáculos;

d) existem muitas pessoas desonestas;

e) há muitas pessoas desonestas.


5 de jul. de 2015

REDES SOCIAIS REVELAM APENAS O QUE AS PESSOAS SÃO, AINDA QUE DISFARCEM



Todos somos marionetes das redes sociais. Eu falei 'somos', o que me inclui, antes de qualquer interpretação errônea sobre eu querer julgar o comportamento alheio. Hoje praticamente ninguém mais vive sem essas ferramentas que se apresentam com dualidade a nosso dispor. Sem negar sua imensurável contribuição para o avanço da informação, o problema é que as temos usado para despejar–lhes todas as nossas faces ocultas - que agora deixam de sê-lo - para revelar que na verdade seres humanos são muito complicados.
Propagação do ódio, rancor, ostentação – coisa típica daqueles que querem provar algo às pessoas -, calúnias, mentiras, discussões fúteis e inúteis: uma radiografia do que ocorre cotidianamente por aqui. Vivemos o auge dessas ferramentas, o que já nos leva a não estranhar tanto esses comportamentos. Na fase inicial desses ambientes virtuais, acreditávamos que as pessoas os empregavam para demonstrar algo que de fato não fossem. Hoje, percebemos a rede como um refúgio que abriga todos os desabafos, o lado questionável e obscuro dos humanos, as imbecilidades dos indivíduos. Legitimam personalidades.
O fato de revelar quem as pessoas realmente são não nos tira a possibilidade de notar uma ousadia maior dos usuários quando estão conectados, visto que é teoricamente mais fácil ser “sincero” estando do outro lado, sem o contato cara a cara com seu interlocutor. Desse modo, ainda que as redes não consigam mascarar o que existe em seus participantes, acabam funcionando – também – como um mecanismo encorajador para se publicar as vontades, as antipatias e as calúnias que não seriam veiculadas em caso de contato presencial. Assim, acaba sendo também um ambiente propício para os covardes. Eles estão por toda a parte, principalmente aqui.
O fato é que não podemos – e não devemos, em meu entender – negar as redes sociais ou desejar o seu fim. Seria um retrocesso, visto que a concepção inicial desse tipo de ambiente é o da socialização, da propagação de ideias relevantes, das opiniões livres de censura e de conhecimento também. Não é concebível culpar a internet pelas mazelas que os seres humanos criaram. Em determinado momento é impossível disfarçar o verdadeiro caráter de quem está por trás de um celular, tablet, computador. Queremos otimizar a rede? Então, comecemos por otimizar as pessoas, tarefa quase impossível nas condições atuais.