24 de mai. de 2015

MUDANÇAS NO ENEM 2015


I

Alunos carentes e concluintes do ensino médio em 2015 são isentos da taxa do ENEM, a exemplo das edições anteriores. No entanto, a partir desta edição, alunos que não comparecem às provas perdem - automaticamente - o direito de isenção na edição seguinte. A ideia é evitar o alto percentual de abstenção que tem ocorrido nos últimos anos. Boa mudança.

II

O horário das provas do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM sofreu alterações para a edição de 2015. Agora, as provas iniciarão às 13h30, permanecendo o mesmo tempo de duração das edições anteriores.




10 de mai. de 2015

SÉRIE QUESTÕES DE CONCURSOS - PRONOMES (04) - RESPOSTAS

 01-D (para definir o "que" como não sendo pronome relativo, basta que ele esteja após um verbo; neste caso, estará introduzindo oração substantiva; para defini-lo como pronome relativo, basta que seja possível trocá-lo por O QUAL e suas flexões);

02-B (pronome de tratamento concorda em 3.ª pessoa); 

03-C (pronome "mim" usa-se após preposição ou no final de oração; "eu" usa-se como sujeito da oração seguinte, geralmente com infinitivo: "..para eu ler."); 

04-B ("certo" é pronome indefinido quando substituível por "algum": "Algum rapaz te procurou."); 

05-B ("estes" refere-se a "dentes", termo mais próximo, enquanto "aquela" refere-se a "maxila", termo mais distante).

DIAS DAS MÃES

O Dia das Mães oficial, o de hoje, deve ser apenas uma extensão dos outros 364 dias que a elas dedicamos. Estes seres nos suportam do nascimento até a vida adulta, amparando-nos, confortando-nos, apoiando em nossas decisões, mesmo quando parecemos já ter adquirido independência. Na verdade, o "cordão umbilical" nunca se rompe, o laço é permanente, eterno.
Minha homenagem a Maria Lindalva, minha mãe, responsável por tudo que sou e pelo que ainda poderei vir a ser. Tenho sorte de ser filho desta mulher com uma história de vida incrível. E ainda mais por ter o gênio tão parecido com o dela. É meu espelho e minha referência.
Nesta data, dizer EU TE AMO é apenas um clichê.


3 de mai. de 2015

EDUCAÇÃO: A SOCIEDADE DEVERIA SER A PRIMEIRA A VALORIZAR

Nunca fui de me incluir em manifestações mais fervorosas sobre qualquer que seja a causa. Não tenho jeito para certas reações, embora respeite aqueles que as promovem - desde que demonstrem coerência na atuação. A educação brasileira, notadamente falimentar, numa dessas manifestações a que nos habituamos historicamente, testemunhou mais um episódio lamentável comum a nosso país, quatro dias atrás, no Paraná, quando professores da rede estadual foram agredidos COVARDEMENTE por um grupo de policiais usados como instrumentos de um estado truculento e sem diálogo.
Sem querer me ater aos excessos de alguns - uma porcentagem mínima à qual o governo do PR faz questão de se referir, apoiado por muitos cidadãos ditos de bem - os professores ali estavam para cobrar direitos garantidos pela Constituição Brasileira e pelas leis que a partir dela se originam. Em primeiro lugar, os PMs encontravam-se munidos de todos os equipamentos necessários para grandes confrontos. E estranhamente, porque esses mesmos PMs poderiam estar nas ruas protegendo a população dos bandidos, os quais tomam conta dia a dia de nossos bairros, amedrontando quem quer que seja. Mas não. Por ordem de um tal governador remanescente do tempo da escravidão e da ditadura militar, eles não foram intimidar os assaltantes, nem os traficantes, nem os políticos corruptos. Eles agrediram professores cuja arma é senão a própria voz em defesa de seus direitos.
Não se trata de culpar a PM, como corporação, pelos fatos ocorridos, visto que sabemos serem funcionários do Estado, a quem devem subordinação e obediência. No entanto, até a subordinação e a obediência têm limites que não precisam ser estabelecidos por dispositivo legal nenhum. Existe um limite imposto pelo caráter de humanidade, de dignidade, de coletividade, uma vez que tanto policiais quanto professores são vítimas do mesmo Estado. Ou seja, em vez de haver uma junção de forças, houve uma segregação orquestrada por detentores de um poder sujo e repugnante. Dezessete - eu disse 17 - heróis recusaram-se a compactuar com tamanha falta de respeito e, por isso, foram presos.
Esses 17 cidadãos dignos de todo o respeito e consideração - por quem tem capacidade de discernimento - devem ter-se lembrado que serão, mais cedo ou mais tarde, vítimas da mesma causa que motivou a manifestação dos mestres; devem ter-se lembrado que muitos daqueles educadores que ali estavam os ajudaram na sua formação, contribuindo inclusive para que obtivessem êxito no concurso que originou a convocação deles; devem ter-se lembrado que existiam senhores e senhores responsáveis - em meio a tantas dificuldades - por educar os filhos dos outros, até mesmo dos próprios policiais. Merecem todas as honras os 17 homens - no mais completo sentido da palavra. Não importa o que pensam os opressores e quem os apoia.
Tendemos a ficar indignados quando membros da polícia militar são mortos em confronto com os bandidos, porque morrem heróis que estão protegendo a população. Do mesmo modo, devemos demonstrar indignação pelas agressões direcionadas aos manifestantes do Paraná, pela maneira excessiva como tudo aconteceu. A ação foi ordenada pelo governador do Estado e executada pela corporação. Não me convence a história de que estavam obedecendo ordens, já que muitos funcionários deixam de obedecer determinações muito mais relevantes para o público que recebe determinado serviço. Os PMs do Paraná perderam uma grande oportunidade de juntar-se àqueles manifestantes e opor-se a quem realmente merecia. Talvez eu esteja viajando demais, querendo uma mentalidade avançada desse jeito.
Não se trata aqui de uma manifestação contra a figura do policial militar brasileiro, pois estamos abordando um fato específico, com local específico. Não cabe a generalização, que fique bem claro, já que os verdadeiros e sérios policiais - assim como os verdadeiros e sérios professores, profissionais da saúde, garis, vigias noturnos, etc. - ainda são a salvação do país.
Meu repúdio a esses atos que envergonham o Brasil diante do mundo. Meu repúdio aos que apoiam o diálogo do gás de pimenta, das balas de borracha e dos cassetetes. Aprendi a argumentar de outra maneira.
Por exemplo, amanhã, minha arma será uma camisa preta durante minhas aulas.


1 de mai. de 2015

DIA DO TRABALHO. DIA DOS VERDADEIROS HERÓIS NACIONAIS


O dia 1.º de Maio merece ser exaltado por inúmeros motivos. Se hoje os trabalhadores ainda não estão no paraíso, pelo menos muitos direitos negados no passado recente já são, ainda que lentamente, cumpridos (não necessariamente respeitados, mas cumpridos). O que dizer, entretanto, para aqueles que estão desempregados, excluídos do mercado? O que falar àqueles que são praticamente escravos em algumas empresas, trabalhando num regime subumano por salários pífios, sob ameaça de demissão o tempo todo? O que transmitir aos professores de todo o Brasil, especialmente aos do Paraná, pelas cenas lamentáveis ocorridas dois dias atrás? E aos policiais, que arriscam a vida todos os dias, atuando sem os aparatos de segurança e sem os suportes necessários a boas operações? Aos profissionais da saúde, o que argumentar pelo caos total vivido por eles em hospitais e unidades de saúde que mais parecem depósitos de pessoas?

Não há o que dizer, de fato. Lamentar é o possível, mas não resolve esses problemas. Então, façamos o que manda o bom senso. E ele nos manda reconhecer o grau de heroísmo que os operários de todas as áreas demonstram neste país injusto, mesquinho e autoritário, características que estão totalmente em confronto com a democracia. O bom senso nos diz que devemos aplaudir os trabalhadores da indústria, do comércio, os prestadores de serviço; os heróis da segurança pública, da educação e da saúde; os autônomos, que mesmo não estando vinculado a alguma companhia, pagam os impostos (caríssimos) necessários à sua atuação; devemos enaltecer as domésticas, babás, camareiras, que se dedicam às funções como se estivessem arrumando as próprias casas ou cuidando dos próprios filhos; aplaudir os profissionais isentos da imprensa (nem sempre isso é possível, no Brasil), os quais colaboram muitas vezes em esclarecer casos que interessam à sociedade. Enfim, é preciso agradecer a todos os trabalhadores, pois eles são os responsáveis pela construção de um país que se encarrega todos os dias de desmanchar o que fazem. São eles ainda a salvação desta terra sem comando, que sustenta falcatruas milionárias e diárias a que temos tido acesso ao longo da história.

O que fugir a essa exaltação é, para mim, estratagema para nos fazer acreditar que as autoridades se preocupam com os trabalhadores. Independentemente de quem esteja no poder, tudo não passa de discurso. Os verdadeiros heróis nacionais são os cidadãos comuns, instruídos ou não, que se empenham para dar seu melhor, num custo benefício irrisório para eles e excelente para o país. Aqueles que saem de casa pela madrugada, que pegam no mínimo dois ônibus para chegarem a seus empregos; aqueles que almoçam às pressas para não deixar o trabalho atrasar; aqueles que voltam para casa às oito, nove horas da noite e que, por isso, nem tempo para dedicar à família têm; aqueles que são mortos por acidentes de trabalho, por falta de condições adequadas às atividades desenvolvidas; são essas pessoas as verdadeiras merecedoras de toda a atenção, carinho, respeito e de dignidade, matéria escassa quase sempre na terra tupiniquim.

Como trabalhador, sou testemunha de quão dedicados são os brasileiros. Estou me referindo à regra, e a regra no Brasil é que sua população trabalha demais e pouco vive. Produz muito e ganha pouco. Por mais que recebam salários ridículos, não deixam de dedicar-se. Por isso vive mal. Mas o esforço é constante, é contínuo, é cativante. Um de meus sonhos (mais do que isso, uma utopia) é que um dia esses heróis tenham a recompensa que merecem, ou pelo menos que se aproximem desse reconhecimento. Isso pode (e deve) começar pelos próprios trabalhadores, a cada 2 anos, refletindo bastante antes de digitar certos números em uma urna eletrônica.

Parabéns aos Heróis Nacionais Brasileiros!

Sem vocês, já teríamos falido.

Cassildo​ Gomes Rodrigues de Souza 

30 de abr. de 2015

SÉRIES QUESTÕES DE CONCURSOS: PRONOMES (04)

1. (FUVEST) Conheci que (1) Madalena era boa em demasia... A culpa foi desta vida agreste que (2) me deu uma alma agreste. Procuro recordar o que (3) dizíamos. Terá realmente piado a coruja? Será a mesma que (4) piava há dois anos? Esqueço que (5) eles me deixaram e que (6) esta casa está quase deserta. Nas frases acima o que aparece seis vezes; em três delas é pronome relativo. Quais?
a) 1, 2, 4
b) 2, 4, 6
c) 3, 4 , 5
d) 2, 3, 4
e) 2, 3, 5

2. (ETF-SP) Estamos certos de que V. Exa. .......... merecedor da consideração que......... dispensam .......... funcionários.
a) é - lhe - vossos
b) é - lhe - seus
c) é - vos - vossos
d) sois - lhe - seus
e) sois - vos - vossos.

3. (UFP-CURITIBA) Complete com os pronomes e indique a opção correta, dentre as indicadas abaixo:
1. De repente, deu-lhe um livro para .......... ler.
2. De repente, deu um livro para .......... .
3. Nada mais há entre .......... e você.
4. Sempre houve entendimentos entre .......... e ti.
5. José, espere vou .......... .
a) ele, mim, eu, eu, consigo
b) ela, eu, mim, eu, contigo
c) ela, mim, mim, mim, com você
d) ela, mim, eu, eu, consigo
e) ela, mim, eu, mim, contigo

4. (UF-MA) Identifique a oração em que a palavra certo é pronome indefinido:
a) Certo perdeste o juízo.
b) Certo rapaz te procurou.
c) Escolheste o rapaz certo.
d) Marque o conceito certo.
e) Não deixe o certo pelo errado.

5. (UNIRIO) Assinale o item que completa convenientemente as lacunas do trecho: A maxila e os dentes denotavam a decrepitude do burrinho; .........., porém, estavam mais gastos que .......... .
a) esses, aquela
b) estes, aquela
c) estes, esses
d) aqueles, esta
e) estes, esses

26 de abr. de 2015

PRONOMES RELATIVOS

PRONOMES RELATIVOS
III - CUJO, CUJA, CUJOS, CUJAS
São pronomes relativos mais complexos, visto que, diferentemente dos outros, concordam com o termo seguinte. Além disso, relacionam dois elementos, sendo que um pertence ou se refere ao outro. NUNCA devem ser utilizados acompanhados de artigos (CUJO O, por exemplo), constituindo desvio grave de norma culta.
A empresa CUJO diretor foi preso decretou falência.
1. A EMPRESA decretou falência.
2. O diretor DA EMPRESA foi preso.
Percebe-se que DA EMPRESA indica posse em relação a DIRETOR. Esta é a condição para e aplicar o pronome CUJO: haver dois elementos relacionados.
Tais pronomes podem vir antecedidos de preposições, a exemplo dos outros relativos. As regências verbal e nominal determinarão esse emprego. Vejamos:
A empresa A CUJO diretor se atribui falcatrua está sendo investigada.
1. A EMPRESA está sendo investigada.
2. Atribui-se falcatrua Ao diretor DA EMPRESA.

PRONOMES RELATIVOS

II - ONDE
Eu visitei a loja ONDE você trabalha.
1. Eu visitei A LOJA
2. Você trabalha NA LOJA
Como o termo NA LOJA indica LUGAR, o pronome relativo ONDE é o adequado para a situação comunicativa, visto que sua função é exatamente de indicar essa circunstância. Aqui poderia ser utilizada a expressão EM QUE / NA QUAL, visto que a preposição EM também é indicadora de LUGAR. 
No entanto, sem a preposição (Eu visitei a loja QUE você trabalha) ocorre incoerência no uso dos RELATIVOS, assim como o inverso também é bastante comum. Se o termo antecedente for indicador de LUGAR, jamais poderá ser empregado isoladamente o pronome QUE, na linguagem formal.
A variação AONDE é empregada quando o verbo da oração indica movimento, ação, dinamicidade.
Não sei AONDE você foi. (ideia de "Não sei PARA ONDE (para que lugar) você foi).

PRONOMES RELATIVOS

Introduzem orações subordinadas adjetivas, substituindo um nome já mencionado. Pode ser substituído por O QUAL e suas flexões, conforme a flexão da palavra anterior. É importante compreender que a presença do QUE presume duas ideias, as quais podem ser decompostas isoladamente:
I - QUE conheço o homem QUE / O QUAL passou aqui.
1. Eu conheço O HOMEM.
2. O HOMEM passou aqui.

Observe que o termo O HOMEM é substituído por QUE, evitando sua repetição e a consequente ausência de coesão referencial. A função sintática do QUE é de SUJEITO, pois o termo a que ele se refere (O HOMEM) é sujeito na segunda oração. Assim, as funções sintáticas do QUE são determinadas pelas funções sintáticas dos termos que ele substitui. Vejamos outros exemplos:
O homem QUE eu vi estava usando terno e gravata.
1. O HOMEM estava usando terno e gravata.
2. Eu vi O HOMEM.

Na segunda oração, O HOMEM completa o sentido de "vi" e é, portanto, OBJETO DIRETO. Assim, a função sintática de QUE na frase "O homem que eu vi estava usando terno e gravata" é de OBJETO DIRETO.
Não se deve empregar o QUE para indicação de lugar. Neste caso se fará o emprego de ONDE ou AONDE, conforme o verbo seja estático ou de movimento.
Vejamos:
A cidade QUE eu moro é muito boa.
1. A CIDADE é muito boa.
2. Moro na CIDADE.

Como NA CIDADE é adjunto adverbial de LUGAR, o pronome relativo adequado seria ONDE, com a frase reformulada: "A cidade ONDE eu moro é muito boa".

19 de abr. de 2015

LANÇAMENTO DO LIVRO "COM A FORÇA DAS FOLHAS QUE ESTIVEREM VIVAS" (WESCLEY GAMA)

Lançamento do livro "Com a força das folhas que estiverem vivas", do poeta, compositor, escritor e cantor currais-novense Wescley J. Gama, no Casarão de Poesia. Um momento memorável!




DICAS DE REDAÇÃO PARA O ENEM / 2015

5. Não substituir argumentos por informações
INFORMAÇÃO não se confunde com ARGUMENTAÇÃO. Conhecer as informações e os fatos é fundamental para se construir um bom texto argumentativo. No entanto, uma coisa não substitui a outra. Os dados porventura existentes em um texto dessa natureza devem ser sustentáculos dos argumentos e não tomar seu lugar. Nem sempre os candidatos têm essa percepção e acabam enchendo o texto de informações que - isoladas - quase nada acrescentam à qualidade da produção. Pelo contrário, privilegiar as informações e deixar de lado os argumentos pode implicar na fuga ao tipo recomendado na proposta de redação. Muito cuidado.


2 de abr. de 2015

DICAS PARA O ENEM / 2015


4. REDAÇÃO DO ENEM DEBATE UMA PROBLEMÁTICA SOCIAL

A redação dissertativa de cunho argumentativo visa a debater uma problemática social, exigindo do redator capacidade de argumentar com consistência, apresentar fatos que sustentem seu posicionamento, selecionar informações relativas à temática debatida, tecer sobre causas e consequências. Em dado momento, até poderá fazer uso de trechos de outras tipologias (narrativa, descritiva, expositiva), mas deverão predominar os argumentos, já que é o candidato o responsável por discutir um assunto que lhe diz respeito enquanto cidadão.




24 de mar. de 2015

PRODUÇÃO TEXTUAL - UMA PRÁTICA ESSENCIAL E ÓBVIA


Tenho observado ultimamente - pelo menos nos ambientes em que atuo e convivo - uma preocupação muito grande de alunos concluintes do ensino médio que se preparam para o ENEM: a produção textual. Nessa fase escolar, é comum os alunos ficarem tensos com as incertezas em relação ao seu desempenho nessa área que tem decidido as vagas para as universidades do Brasil. Teoricamente é um bom sinal. Teoricamente, porque nem sempre esse tipo de atitude representa uma continuidade dos estudos básicos de tais alunos. A produção textual não é um assunto para ser tratado no final do ensino médio; deve ser um processo contínuo desde os primeiros anos de escola.

Entendo que nem deveria tratar dessa temática, por parecer óbvio que leitura e escrita devam ser pilares dos estudos de qualquer aluno. Acontece que os fatos nos trazem uma realidade bem diferente. Como o nosso ensino geral é cheio de problemas e demoramos a evoluir, uma das competências que nossos jovens deixam de adquirir durante o período escolar é a produção de textos dos mais diversos gêneros; um desmando por parte dos que dizem promover a educação, desde as autoridades máximas do país a profissionais que não fazem jus a suas obrigações. O aluno passa as fases escolares sem exercitar essa capacidade, a qual será necessária não apenas na hora de fazer a prova do ENEM, mas em toda a sua vida profissional.

Não acredito numa proposta de ensino que desmereça ou deixe de prestigiar a prática escrita. E nisso fica subentendida leitura, primeiro embasamento para qualquer produção. Uma coisa nunca estará alheia à outra, mas para isso é preciso que as instituições escolares - amparadas e aparelhadas pelo Estado - reúna condições de preparar os seus docentes para, com competência e destreza, oferecer a seus discentes a possibilidade de praticarem desde cedo a construção textual. Ainda que seja incipiente o apoio dispensado pelos órgãos de educação, nada impede que os profissionais de ensino olhem com cuidado a relevância indiscutível desse incentivo para que alunos desenvolvam capacidade linguística, gramatical e crítica. Isso não se limita ao ENEM.

O que é essencial é - também - óbvio. Não dá para conceber que as escolas, os professores, os alunos vejam importância na produção textual apenas no último ano do ensino médio. É o mesmo que esperar que o país mude radicalmente da água para o vinho, sendo que temos mazelas acumuladas de 515 anos. É preciso haver compromisso especialmente dos professores ligados a área das Linguagens, com seu trabalho diário, contínuo e árduo, sim! É necessário que os pais cobrem para seus filhos atividades que incentivem a prática de leitura e escrita, já no ensino fundamental menor, porque só assim será possível atenuar as falhas apresentadas em exames que medem o nível de interpretação e compreensão textuais, por sinal, pífios.

15 de mar. de 2015

DICAS PARA O ENEM


3. CONSTRUIR INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO E CONCLUSÃO
Isso presume que o texto argumentativo cobrado pelo ENEM deve conter - no mínimo - 3 parágrafos, posto que cada parte precisa de um parágrafo para se constituir. No caso do DESENVOLVIMENTO, o redator poderá fazer mais de um parágrafo. Na INTRODUÇÃO, deve-se apresentar o tema em linhas gerais e, caso se deseje, pode-se apresentar também a TESE que se tem sobre o assunto; no DESENVOLVIMENTO, grosso modo, tem-se o detalhamento do que foi proposto na introdução; na CONCLUSÃO, tem-se a consolidação das ideias apresentadas no desenvolvimento e, no caso específico da prova do Enem, é nessa parte que se apresentam as propostas de intervenção para a problemática debatida.

DICAS PARA O ENEM


2. ATENDER À PROPOSTA DE REDAÇÃO SUGERIDA
Muita gente que realiza a produção do ENEM tangencia o tema. Isto significa que o candidato fugiu total ou parcialmente ao que foi sugerido na proposta de redação. Para que isso não ocorra, é preciso - dentre outros aspectos - ler atentamente e compreender os textos motivadores e o enunciado da proposta, bem como ter lido sobre o tema que está sendo cobrado. Enquadrar o tema devidamente é um dos aspectos mais importantes na produção do ENEM, e o não atendimento a isso pode custar a eliminação do candidato.

DICAS PARA O ENEM


1. ATENDER À TIPOLOGIA DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVA
Na redação do Enem, exige-se que o candidato produza um texto argumentativo, com base nos textos motivadores disponibilizados, sobre algum tema de interesse coletivo. A característica marcante deste tipo de modalidade textual é o posicionamento, a opinião, embasando-se em argumentos consistentes e bem construídos. Não atender a esses aspectos pode levar o candidato a produzir uma tipologia textual diferente ou simplesmente enchê-lo de informações que estas sustentem aquilo que se defende. E, como consequência, o candidato poderá ter sua redação eliminada.

7 de mar. de 2015

LISTA DOS APROVADOS PARA O ENSINO SUPERIOR - ESCOLA ESTADUAL "TRISTÃO DE BARROS" (2011-2015)

Apresentamos a seguir as listas dos alunos aprovados para o ensino superior, da Escola Estadual "Tristão de Barros", em Currais Novos (RN), no período de 2011 a 2015. São até agora 140 alunos aprovados nos últimos cinco anos, o que corresponde a uma média de 28 ingressantes nas universidades por ano.







5 de mar. de 2015

EU SOU UM CARA FELIZ!


Eu - mal iniciou o ano letivo - fiquei pensando nesta primeira semana onde eu estaria caso não estivesse numa escola, ao lado dos vários colegas, recebendo os alunos novos e veteranos, testemunhando a movimentação habitual de um ambiente que me convida insistentemente até mesmo nas férias. Estaria numa sala trancada, burocratizando algum documento? Estaria gerenciando alguma loja de eletrodomésticos ou de confecções projetando e tentando atingir metas? Num banco, contando cédulas? Na praça de táxi ou de mototáxi transportando a população? Construindo casas? 

Não sei.Fiquei matutando sobre isso e me bateu uma sensação estranha: uma sensação de pensar que nenhuma daquelas funções alheias a que eu ocupo combina com minhas habilidades. É como se eu - por algum motivo indefinido - deixando de ser professor, ficasse sem ter o que fazer, vagando em busca de uma função apenas para sobreviver materialmente. Sim, "apenas materialmente", porque como professor eu não trabalho somente para sobreviver materialmente. Eu atuo para sobreviver espiritualmente, ainda que por muitas vezes eu tenha questionado meu próprio desempenho para tal missão. faz parte do pacote.

Evidentemente, eu não encontrei a resposta. Simplesmente porque não preciso encontrar a resposta. A que interessa saber o que eu seria, se eu já sou o que eu sempre quis ser? Quantas vezes não recebi conselhos para mudar de profissão, para "sair dessa vida", como se estar em sala de aula fosse equivalente a estar cometendo um crime semelhante ao narcotráfico. Coisas da sociedade hipócrita brasileira. "Você é muito inteligente, procure outra coisa". "Seu potencial é tão grande, você tem certeza que quer isso para você?" E outras frases que, não sendo levadas em consideração, confirmam a minha sina - no melhor sentido da palavra - para conviver constantemente com alunos de quase todas as idades: dos 10, 11 anos até a idade adulta, em turmas para concursos.

Problemas. Estresses. Broncas. Qual profissão não os tem? Mas o fato é que todos os anos tenho podido analisar o processo por completo e verificar um saldo espetacularmente positivo que me confirma - à beira dos 37 anos - ter feito a escolha adequada. Os ambientes da escola, ainda mais sendo a EETB - Escola Estadual Tristão de Barros, atraem-me, chamam-me a continuar lá, ensinando, aprendendo, convivendo, atingindo objetivos e tentando explicar outros não alcançados. Isto é a minha cara, meu significado. O resto é especulação!

Eu sou um cara feliz!


Cassildo Gomes Rodrigues de Souza

26 de fev. de 2015

RESPOSTAS À SÉRIE QUESTÕES 01 (ACENTUAÇÃO), 02 (ORTOGRAFIA), 03 (CRASE)

01 - acentuação gráfica: 01-B, 02-conveniência (paroxítona terminada em ditongo crescente ou falsa proparoxítona); também (oxítona terminada em "em"); matéria (paroxítona terminada em ditongo crescente ou falsa proparoxítona); espírito - proparoxítona), 03-D, 04-C, 05-A.

02 - ortografia oficial: 01-B, 02-B, 03-B, 04-B, 05-E.

03 - acento grave (crase): 1-C, 2-D, 3-A, 4-D 5-a) não usa crase; b) usa-se crase nas duas ocasiões.

17 de fev. de 2015

"TUDO SÓ COMEÇA DEPOIS DO CARNAVAL..."


Cassildo Souza

Essa estória de tudo só começar depois do carnaval simboliza bem o que nós somos enquanto brasileiros. Um clichê sem graça, mas que tem efeitos danosos à nação. Alguns me dirão que não se pode mudar nada, então que se dance conforme a música. Uma música que - a exemplo do que ocorre no campo artístico brasileiro - enjoa de tanto tocar sem apresentar mensagem concreta. A grande mídia, as autoridades políticas e os grandes empresários vibram com essa mentalidade retrógrada, mas que acomete até mesmo certas pessoas consideráveis sensatas. Isso é bom para essa minoria, não para nós, a maioria.
Respeito o evento como uma expressão cultural - até o ponto em que é realmente uma manifestação espontânea, de produção humana. Dentro do evento, há vários segmentos, várias linhas de abordagem e manifestação. A partir do momento em que se passa a pregá-lo como uma massa de manobra - como o fazem a mídia televisiva e a virtual - ele deixa de ser uma manifestação espontânea. E é essa a vertente que está associada à célebre frase de que "No Brasil, tudo só funciona depois do carnaval". Eu discordo. Nem depois do carnaval, somos capazes de fazer o país andar.
No Brasil, nada funciona nunca, exatamente por essa mentalidade de tudo ser balada; tudo é alegria de fachada; tudo é festa. Uma comemoração constante, como se motivos tivéssemos para tal. É evidente que não se deve pregar o enclausuramento, a censura à celebração da vida; mas é preciso saber o que se está celebrando ou se há, em dado momento, motivos para isso. Nessas horas, eu não vejo pessoas protestando contra a falta de água e potencial falta de energia, m refiro àquelas que saíram às ruas em junho/2013. Basta um evento festivo e as ideologias ficam para trás. Tudo é esquecido num "passe de mágica". Esse fenômeno independe de quem esteja à frente da nação.
Temos uma via tríplice: o carnaval da elite, que pode pagar até R$ 85 mil para ver o desfile das escolas de samba e ostentar seu poder aquisitivo; as "migalhas" desse mesmo carnaval, a cargo das transmissões televisivas cujas emissoras faturam milhões de reais, direcionadas a quem fica em casa acreditando que realmente somos o país do carnaval; o carnaval do povão - em clubes ou de rua - talvez o mais legítimo de todos, mas que tem perdido seu espaço ou porque não têm apoio de órgãos governamentais ou porque também sofreu uma manipulação passando de cultura popular a cultura de massa. O que isso tem a ver com o tema aqui abordado? Tudo. Qualquer que seja o estilo da folia, trata-se de um período em que cegamos para todos os problemas sociais a que estamos expostos. Está tudo bem arranjado.
E o período de trégua nunca acaba na Quarta-Feira de Cinzas. Ele se estende até o próximo carnaval - o da elite ou do povão - e assim o círculo vicioso do tudo "só começa depois do carnaval" renova-se. É simples: aqui, vive-se o ano todo como se estivéssemos no carnaval. Somos um verdadeiro carnaval.

14 de fev. de 2015

FUNÇÕES DA LINGUAGEM - EXERCÍCIOS


RESUMO DAS APROVAÇÕES DA ESCOLA ESTADUAL "TRISTÃO DE BARROS' - 2011/2015




DIFICULDADE DE DEFINIR A CARREIRA ACADÊMICA

Acumular diplomas de áreas diferentes - para fazer quantidade - já se provou ser uma aventura; mas é pior quando não se conseguem finalizar os cursos iniciados.
Talvez o primeiro desafio dos jovens que iniciam a vida acadêmica seja decidir o que querem. Brincar de ser acadêmico não leva a lugar nenhum. Conheço pessoas que nunca conseguiram concluir o ensino superior, tendo iniciado em diversas áreas sucessivamente.
No geral, o ideal é a definição de um campo de atuação. Isso não impede conhecer outras áreas, mas é preciso haver certo critério.

INFORMAÇÃO IMPORTANTE!

Na chamada da lista de espera da UFRN, recomenda-se que TODOS OS CANDIDATOS (em verde e amarelo) compareçam. Se todos comparecerem, os que estão em verde garantem as vagas; os alunos listados em amarelos só herdarão as vagas se os da lista verde forem desistindo ou não comparecerem, mas desde que tenham apresentado documentação. Vejam a imagem: