27 de ago. de 2010

MELHORES REDAÇÕES - PROPOSTA VI

Antigas práticas, antigos males

Palmas Polemicus


Durante todo o período pelo qual a civilização humana transcorreu na sua evolução, princípios e valores transformaram-se acompanhando o desenvolvimento político e social da humanidade. No âmbito educacional não seria diferente. Durante muito tempo tratada com um meio de formar guerreiros – como acontecia em antigas sociedades, a espartana, por exemplo – ou ainda como um instrumento de coerção utilizado pela Igreja na procura de fiéis, a educação moldou-se de acordo com as mudanças sociais. Contudo, alguns aspectos desse passado ainda persistem em nos acompanhar no nosso presente. Um exemplo deles é o castigo corporal como uma opção de educar os menores.

Vivemos em uma sociedade contemporânea, onde qualquer indivíduo, independente de sua cor, idade ou religião, tem um amplo conjunto de direitos básicos. O castigo corporal aplicado às crianças e aos adolescentes viola o direito delas de conviver num ambiente de paz e respeito. Como podemos exigir respeito lançando mão da ignorância? Será possível ensinar a paz por meio da violência? Claro que não. Esse imenso paradoxo vem sendo aplicado há muito tempo. E nós, apesar de sermos “modernos”, educamos nossas crianças de forma semelhante aos espartanos. Embora não precisemos formar mais guerreiros.

A proposta de lei que pretende coibir essas práticas absurdas é um avanço considerável na nossa legislação. Sabemos que a educação de crianças é algo bastante reservado à família. Porém, as atitudes tomadas por esses futuros adultos são de interesse geral da sociedade, cabendo, assim, uma intervenção do Estado. Precisamos formar guerreiros, mas guerreiros cidadãos. Que lutem incessantemente por uma sociedade mais justa. Que tenham plenas convicções dos direitos civis. Que saibam irradiar o respeito, dignidade e fraternidade por todos os pilares sociais. Para isso, uma educação fundamentada na compreensão e na reciprocidade do respeito é imprescindível.

Desse modo, é uma pena necessitarmos de uma legislação específica para aprendermos a tratar os menores da maneira correta. Todavia, nada foi em vão. Os efeitos dessas medidas serão sentidos num futuro não muito distante. Crianças melhores educadas resultaram em adultos mais conscientes. É nessa perspectiva que construímos, pouco a pouco, um mundo melhor.

Proposta de redação n.º VI - Projeto de Lei contra palmadas em crianças, publicada neste blog, no endereço http://centraldasletras.blogspot.com/2010/08/proposta-de-redacao-n-vi.html.
Aluno: Clístenes Stênio
Gênero textual: Artigo de Opinião
Nota sugerida: 8,75

25 de ago. de 2010

EMANUEL NASCEU!!

Nasceu, na noite da última terça-feira, o filho de meu amigo Erleilson, Emanuel. Veio com saúde, Graças a Deus, para premiar esse cara, que já é como um irmão. Os meus parabéns vão para ele e esposa, Risolete, e que essa chegada represente o início de uma nova etapa em suas vidas.
Todos os amigos celebram esse nascimento, e têm certeza de que esse fruto dará muitas alegrias à família.

23 de ago. de 2010

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

Hoje à noite, na Central de Cursos, turma do INTENSIVO, 3ª aula de Língua Portuguesa, comigo e com Helissa, um professor em cada horário. Na minha aula, especificamente, faremos alusão aos aspectos de DENOTAÇÃO e CONOTAÇÃO (Sentido real e sentido figurado), com resolução de questões a respeito.
Na turma maior, EXTENSIVO, concluiremos a parte de interpretação de textos, a partir da questão n.º 8, e adiantaremos mais um conteúdo do CADERNO 3: Regência verbo-nominal.
Que aula de hoje seja muito boa, como foi a da última segunda-feira.
Até lá.
Um abraço.

21 de ago. de 2010

MELHORES REDAÇÕES - PROPOSTA N.º IV

O necessário abandono às tradições

Social Net

Nos últimos anos, é notável o desenvolvimento e emprego da tecnologia no nosso cotidiano, conferindo à atualidade grande dinamicidade, a se perceber, por exemplo, pela globalização, fenômeno tal que a ideia de “globo” pode fazer tanto referência ao mundo como um todo, mas também à grande amplitude na qual se aplicam tais conhecimentos na atualidade, a se destacar nos meios de comunicação. Por conseguinte, é perceptível, apesar de gradativamente, a adesão de setores, mesmo os mais tradicionais, às tecnologias, destacando como exemplo, pelo atual contexto de processo eletivo, a presença de presidenciáveis em redes sociais virtuais diversas.

Há, porém, quem questione se a utilização de tal recurso vem a ser eficiente e realmente aproximar o candidato de seu público alvo, os eleitores. Entretanto, tal posicionamento de dúvida é, aparentemente, um reflexo de como a política no Brasil ainda é um setor em que se insiste distanciar do restante da sociedade e de seus aspectos. Como já citado, as inovações têm potencialidade de aplicação nas mais diversas áreas e a política, a destacar no período de campanhas, pode ser uma delas, sobretudo quando se vem a notar qual é o real propósito de um período eleitoral para o candidato, bem como quando se traçam paralelos.

Tempos atrás, por exemplo, as empresas, por mais bem sucedidas que fossem, realizavam publicidade por meio de panfletagem ou anúncios em jornais. O motivo para tanto era que estas eram, justamente, as alternativas para divulgação na época. Aos poucos, com os avanços já citados, o ramo publicitário acompanhou-os e passou a propagar marcas em ondas de rádio, sinal de televisão e, mais recentemente, por bits na internet, obtendo elevadas taxas de difusão dos produtos anunciados, aumentando mercados consumidores etc. A citação do ramo publicitário não é à toa: a economia, setor fundamental da sociedade, mostrou-se flexível para adaptar sua veiculação às tecnologias, tal qual as campanhas políticas também podem, visto que, em uma análise contundente, a política é um ramo intrínseco da sociedade e de elevada importância, além de possuir um caráter publicitário em suas campanhas, através das quais os candidatos usam de argumentos diversos(verídicos ou não) a fim de defender sua imagem diante de um “mercado”, desta vez, o eleitorado. A utilização dos recursos em debate toma maior relevância quando se percebe a magnitude do eleitorado que se alcança com, por exemplo, simples postagens no “Twitter”, meio mais comum entre os candidatos: segundo estatísticas, o Brasil representa 8% da massa total de usuários mundiais do Twitter, muitos destes provavelmente ainda indecisos, constituindo votos importantes a serem conquistados rumo a um sucesso na corrida presidencialista

É necessário incutir à visão de pessoas que ascendem a cargos públicos o quão se provam benéficos os canais que a comunicação atual permite, muitas vezes até em quesito financeiros. Não seria mais viável uma divulgação maciça de idéias e propostas por meio de tais redes que eventos grandiosos presenciais? Definitivamente, não se pode insistir na ideia de as campanhas políticas “nadarem contra a corrente tecnológica”. Por números e fatos, mostra-se como o processo democrático pode ser beneficiado por meio da aproximação já observada em alguns casos e que poderia ser perfeitamente adotada por cargos de magnitude estadual e até mesmo municipal. Romper com o tradicionalismo em prol da sadia disputa política é um avanço. Resta saber, porém, qual é o tamanho da vontade de alguns candidatos em abandonar tradicionais práticas de campanha, nem sempre lícitas, em prol do bem-estar social geral.


Autor: Eric de Medeiros Costa
Proposta n.º 04: Candidatos usam redes sociais para se aproximar de leitores - publicada neste blog, em 12.07.2010, no link: http://centraldasletras.blogspot.com/2010/07/proposta-de-redacao.html
Nota atribuída: 9,25
Gênero textual: Artigo de opinião

QUESTÕES DE CRASE PARA CONCURSOS

As questões a seguir foram trabalhadas na última terça-feira, no EVOLUÇÃO SISTEMA DE ENSINO, e dizem respeito ao emprego do acento indicativo de crase.

01. (IBGE) Assinale a opção incorreta com relação ao emprego do acento indicativo de crase:
(A) O pesquisador deu maior atenção à cidade menos privilegiada.
(B Este resultado estatístico poderia pertencer à qualquer população carente.
(C) Mesmo atrasado, o recenseador compareceu à entrevista.
(D) A verba aprovada destina-se somente àquela cidade sertaneja.
(E) Veranópolis soube unir a atividade à prosperidade.

RESPOSTA: "B
". Antes de pronomes indefinidos, com exceção de OUTRAS, não se emprega o acento da crase; nas demais, o emprego está correto: alternativa "A", ...deu atenção a + a cidade...; alternativa "C", ...compareceu a + a entrevista; "D":...destina-se somente a + aquela cidade sertaneja; alternativa "E": ...soube unir a atividade a + a prosperidade.

02. (IBGE) Assinale a opção em que o A sublinhado nas duas frases deve receber o acento grave indicativo de crase:
(A) Fui a Lisboa receber o prêmio./Paulo começou a falar em voz alta.
(B) Pedimos silêncio a todos. Pouco a pouco, a praça central esvaziava.
(C) Esta música foi dedicada a ele. / Os romeiros chegaram a Bahia.
(D) Bateram a porta, fui atender. / O carro entrou a direita da rua.
(E) Todos a aplaudiram./ Escreve a redação a tinta.

RESPOSTA: "D": Bateram a + a porta.../ O carro entrou à direita (locução adverbial feminina de lugar); nas outras opções: letra "A": Fui a Lisboa (não se exige artigo, portanto, sem crase)/...começou a falar (antes de verbos não se usa crase); letra "B", Pedimos silêncio a todos (antes do pronome indefinido "todos", não se crase) / Pouco a pouco,...(não se usa crase com palavras repetidas); letra "C", Esta música foi dedicada a ele (não se usa crase antes de pronome retos - eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas)/ Os romeiros chegaram à Bahia (Antes de Bahia, usa-se o artigo A, portanto, emprega-se a crase); "E", Todos a aplaudiram (o a é pronome, portanto não se craseia) / Escreve a redação a tinta (No primeiro a, não há exigência de preposição (VTD); no segundo, a tinta é locução adverbial de instrumento, que não exige artigo, portanto, não se emprega a crase).

03. (Escrev.Pol./SP) A alternativa em que o sinal de crase não procede é:
a) À exceção da Bandeirantes, as outras emissoras de televisão detêm a ampla liderança com percentuais fabulosos.
b) Está presente a cineasta das cidades brasileiras à quem a porcentagem de 7% surpreendeu.
c) Os dados da pesquisa referem-se às cenas, certamente sem paralelo, em qualquer outro lugar no mundo.
d) Cresce, às escondidas, o número de cidades recebendo imagens de televisão, ameaçadoras dos valores ético-culturais.

RESPOSTA: "B". Não emprega a crase antes de pronomes relativos "que", "quem", "cujo", "cuja"; alternativa "A", quando significar COM EXCEÇÃO DE, a expressão correta é À EXCEÇÃO DE - com crase; letra "C", ...referem-se a + as cenas (preposição a + artigo as, por isso a crase); letra "D", às escondidas é locução adverbial feminina de modo, assim, usa-se a crase.

04. (Of.Just./SP) Assinale a alternativa onde o sinal indicativo da crase foi usado inadequadamente:
a) Prefiro esta bolsa àquela.

b) Isto é prejudicial à saúde.
c) Escrevia à Machado de Assis.
d) Ele referiu-se à Fabiana, não a mim.
e) As lágrimas caíam uma à uma de seus olhos.

RESPOSTA: "E", não se emprega o acento da crase com expressões contendo palavras repetidas; nas demais opções: "A", o verbo PREFERIR admite duas regências - Prefiro ( o quê?) esta bolsa (a quê?) a + aquela, por isso, crase em àquela; "B", Isto é prejudicial a + a saúde - crase orbigatória; "C", Escrevia à (moda de) Machado de Assis - as expressões subentendidas "à moda de" "à maneira de" sempre exigem crase; "D", Referiu-se a + a Fabiana, como se trata de nome próprio feminino, a crase é facultativa.

Espero que as questões acima tenham esclarecido algumas dúvidas quanto ao emprego do acento indicador de crase, aspecto tão discutido na gramática e tão recorrente nos concursos públicos e vestibulares.

Um abraço,

Cassildo.

12 de ago. de 2010

NOTURNAS SENSAÇÕES (CASSILDO SOUZA)

SILÊNCIO TOTAL
A CIDADE DORME
TRANQÜILIDADE ANORMAL
DO NADA QUE SE MOVE.

A URBANA SENSAÇÃO
É SUBURBANA
O BARULHO SE PERDEU
NAS FOLHAS QUE CAÍRAM.

O SILÊNCIO É A TÔNICA
ATÔNITO NÃO SE ESTÁ
E A CIDADE SEMIMORTA
DESCANSA QUASE EM PAZ.

TÍPICA NOITE FRIA
HÁ VENTANIA
A BRISA QUE ME SOPRA
É O ÚNICO SOM.

SOZINHA A NOITE
CAMINHA
NUMA ESTRADA INTACTA
O PACTO DO SILÊNCIO.

8 de ago. de 2010

PROPOSTA DE REDAÇÃO N.º V


(Clique na imagem acima, para ampliar e imprimir a proposta)

4 de ago. de 2010

O DESENGANO COM O FUTEBOL

Ultimamente, não consigo me empolgar com um jogo de futebol sequer. Não diria que isso se resume ao futebol brasileiro em si, porque também na Copa do Mundo, a despeito da derrota do Brasil, não tivemos um primor na bola rolando.

Talvez eu já esteja, ao trinta e dois anos, sendo saudosista como o são aqueles que acompanharam as Seleções de 70 e 82(as quais infelizmente não pude seguir), sendo que a minha referência positiva compreende o final da década de 80 e início dos anos 90, quando um certo baixinho encantava o mundo, para citar o primeiro exemplo. Tempos dos holandeses Gullit, Rijckard e Van Busten. Época em que Maradona ainda fazia da bola um instrumento musical, e em que Jorginho alçava "com a mão" a bola na cabeça dos atacantes.

Naquela mesma época, os salários eram bem menores, infinitamente inferiores aos de hoje. Qualquer jogador de um time como Vasco da Gama não recebe menos de 30, 40 mil reais mensais. Uma desproporção tanto em relação aos demais trabalhadores quanto ao "mísero" futebol jogado por grande parte deles. Naqueles referidos anos, o futebol era mais vistoso, ainda havia alguns espetáculos e a imprensa, até esta, tinha melhores profissionais, na acepção termo.

Está chato o futebol e tudo que a ele vem ligado. Assistimos a comentaristas (na maioria, ex-jogadores) sem formação nem civilidade algumas ofenderem os telespectadores, protagonizando um bairrismo digno de pessoas sem instrução. Narradores que querem comentar arbitragem e o jogo; comentaristas que querem narrar a partida; repórteres que incitam briga entre torcidas e provocam técnicos, os quais caem como um "patinho" nas armadilhas feitas para aumentar a audiência e vender os produtos televisivos. Tudo com raríssimas exceções.

É lamentável: o esporte mais popular do mundo está, em minha visão, carrancudo e decadente. E digo isso com um constrangimento profundo, daqueles que admiram o futebol competitivo, mas também "romântico", que nada tem a ver com as armações que presenciamos em 2005, ou com interesses privados de "empresários" (com aspas, para diferenciar dos verdadeiros) e cartolas que, em sua grande parte, não têm a menor noção do que seja a ainda maior paixão do Brasil.

INGLÊS - USOS DO AUXILIAR DID

A Língua Inglesa, diferentemente da nossa, tem em sua gramática uma característica peculiar: utilizar-se de auxiliares na construção das frases verbais, com raras exceções ( verbos TO BE e modais TO HAVE, SHOULD, OUGHT TO, CAN, COULD, MAY, MIGHT).
Essa estrutura muitas vezes indica a temporalidade do verbo, como no caso da partícula DID, a qual converte o verbo para o tempo passado (PAST TENSE/SIMPLE PAST), nas formas INTERROGATIVA e NEGATIVA:

Exemplos:

AFIRMATIVA: Mary washed the car last week ( Mary lavou o carro semana passada).

A frase acima encontra-se no PAST TENSE, fato percebido pela presença do ED, típica dos verbos regulares. Caso desejássemos transformar a oração em pergunta ou em negação, obrigatoriamente, utilizaríamos o auxiliar DID. Vejamos:

INTERROGATIVA: DID Mary wash the car last week? (Mary lavou o carro semana passada?)

*Acrescenta-se DID no início da oração e o sinal "?" ao final da sentença. o verbo, no entanto, volta para sua forma de tempo presente (neste caso, retira-se o ED, por o ser o verbo regular), mas a tradução será sempre no passado, em virtude da palavra DID.

NEGATIVA: Mary DID NOT (DIDN'T) wash the car last week. (Mary não lavou o carro semana passada.)

*Acrescenta-se DID + NOT ou simples DIDN'T antes do verbo da sentença, que é empregado no tempo presente (retira-se o ED), contudo a tradução para Português é feita com o verbo o passado.

No caso dos verbos irregulares, o aluno precisará conhecer as suas formas para PRESENT TENSE e PAST TENSE.
Exemplos:
AFIRMATIVA: Mary forgot her books on the table. (Mary esqueceu seus livros sobre a mesa.)
INTERROGATIVA: DID Mary forget her books on the table? (Mary esqueceu seus livros sobre a mesa?)
NEGATIVA: Mary DIDN'T forget her books on the table (Mary esqueceu seus livros sobre a mesa.)

Vamos, agora, praticar:

Passe as orações a seguir para as formas INTERROGATIVA e NEGATIVA no SIMPLE PAST TENSE.

1. Cassildo posted contents of English on the blog.

2. Barack Obama received the World Piece Nobel.

3. The students went to the Math class.

4. People spoke many bad words about him.

5. Michael Jackson sang and danced very much well.

Postaremos mais dicas de Língua Inglesa brevemente.

Um abraço.

Cassildo Souza.

QUESTÕES TRABALHADAS NO AULÃO DE 1º DE AGOSTO - CC

Foi realizado, último dia 1º de agosto, o I Domingo de Aulões da Central de Cursos, com abordagem de todas as disciplinas do vestibular e ENEM. Na oportunidade, alguns números foram apresentados pelos professores, num período compreendido entre 8h30 e aproximadamente 20h. Disponibilizo, a seguir, questões de concordância verbo-nominal utilizadas na aula de Língua Portuguesa, ministrada por mim, no período da tarde:

01.(CS/2008) Marque a alternativa em que a concordância verbal apresenta-se de acordo com as normas gramaticais em vigor:
a) O conjunto de leis que existem no Brasil são muito complicadas.
b) Todas as leis contém algo que não atenda aos interesses da população.
c) Os poderosos acreditam que as pessoas nunca vão perceber a obscuridade das leis.
d) É igual as leis do Brasil e dos Estados Unidos no que diz respeito à falta de interesse em ajudar a população.

Resposta: C
. Na concordância, devem-se observar os seguintes aspectos: Se verbal, núcleo do sujeito e verbo devem concordar; em sendo nominal, os adjetivos, pronomes, artigos e numerais devem concordar com o substantivo. Na letra "A", o núcleo do sujeito é CONJUNTO, portanto a concordância adequada seria no singular: "é muito complicado"; na letra "B", o núcleo do sujeito é LEIS, portanto a forma verbal correta deveria ser CONTÊM (com circunflexo); na letra "D", o núcleo do sujeito LEIS exige a concordância com seus referentes SÃO IGUAIS. Na letra "C", ACREDITAM concorda com PODEROSOS e a locução VÃO PERCEBER concorda com PESSOAS, portanto resposta correta.

02. (TTN ) Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal
.
a) Soava seis horas no relógio da matriz quando eles chegaram.
b) Apesar da greve, professores, diretores, funcionários, ninguém foram demitidos.
c) José chegou ileso a seu destino, embora houvessem muitas ciladas em seu caminho.
d) Fomos nós quem resolvemos aquela questão.
e) O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que ampara sua petição.

Resposta: "D".
Os verbos SOAR, BATER e DAR, quando indicam horas (em substituição ao verbo SER) sempre concordam com o termo seguinte, por isso, na alternativa "A", o correto seria SOAVAM; na letra "B", o termo NINGUÉM é sempre singular, exigindo que o verbo e o adjetivo também o sejam: FOI DEMITIDO seria a construção adequada; na opção "C", a forma verbal deveria ser HOUVESSE, pois se encontra no sentido de EXISTIR; na letra "E", são os ARTIGOS 37 e 38 que AMPARAM (e não ampara) "sua petição". Na letra "D", como se trata do pronome relativo QUEM, a concordância é dupla: FOMOS NÓS QUEM RESOLVEMOS/RESOLVEU, qualquer uma delas estaria correta. Se, em vez de QUEM, tivéssemos QUE, a concordância seria, obrigatoriamente, com o pronome: "Fomos NÓS QUE RESOLVEMOS a questão".

03 (VUNESP / 2007) Na língua, a concordância diz respeito à acomodação da flexão das palavras que se relacionam entre si, como no exemplo: “Os financistas cultivam um novo fetiche”. Com base nessa informação, assinale a frase cuja concordância se faz corretamente.

a) Mais de duzentos clientes saíram satisfeitos do Banco.
b) Um e outro teria que investir na Bolsa de Valores.
c) Haja visto a orientação da Diretoria do Banco, todos os clientes foram bem informados.
d) Acontece coisas estranhas nas agências bancárias dos municípios brasileiros.
e) Por falta de funcionários, foi suspensa as experiências e os estudos sobre investimentos bancários.

Resposta simples: "A".
Se são MAIS DE DUZENTOS CLIENTES, o verbo só poderia ficar no plural, SAÍRAM: verbo concorda com sujeito; na letra "B", o sujeito é composto e anteposto ao verbo, então a forma verbal correta deveria ser TERIAM; na letra "C", a expressão deve concordar com o termo seguinte, que é feminino, portanto HAJA VISTA; na letras "D" e "E", os verbos vêm antes dos respectivos sujeitos, que estão no PLURAL: "ACONTECEM coisas estranhas...", porque, igualmente seria COISAS ESTRANHAS ACONTECEM; FORAM SUSPENSAS AS EXPERIÊNCIAS..., porque, em igual raciocínio, AS EXPERIÊNCIAS FORAM SUSPENSAS.

25 de jul. de 2010

"PEQUENO MANUAL PRÁTICO DE COISAS INÚTEIS"

Título do livro de Théo Alves, lançado originalmente ano passado, em Currais Novos, neste sábado a publicação foi apresentada em Santa Cruz, no Teatro Candinha Bezerra (belíssimo, por sinal), onde pudemos comparecer (eu e Ivanise) para compartilhar com esse grande amigo o seu lançamento. Muito bem movimentada a solenidade, com a presença de seus alunos, de outros artistas, e apresentações culturais alternadas durante o evento.

Parabéns a Théo, mais uma vez, e às pessoas da Secretaria Municipal de Cultura, que deram suporte à cerimônia e que têm preparado semanalmente atividades para aquele privilegiado espaço.

Na oportunidade, tive o prazer de rever um colega da época da Universidade - Júnior, do Curso de Administração - que, para minha surpresa, é esposo de Goretti, uma das sócias do IESC, de quem Ivanise e Théo sempre me falam muitíssimo bem.

Ótimo programa de sábado à noite, confirmando o que o livro lançado propõe: as coisas úteis dispensam a praticidade extrema.

23 de jul. de 2010

IDAS E VOLTAS INCOERENTES DE NOSSO FUTEBOL

Acompanhando as primeiras rodadas do Brasileirão após a Copa, percebo incoerências além do normal, que são exercidas pelos dirigentes dos clubes participantes.
Vejamos: Ricardo Gomes conseguiu dois excelentes resultados contra o Cruzeiro de Adilson Batista. Hoje, com a "corda no pescoço", Ricardo pode acabar saindo do São Paulo e dando lugar justamente a Adilson Batista, que perdera os dois confrontos para o tricolor do Morumbi. Quem entende? Outro nome que ganha força no São Paulo é o de Dunga, muito criticado por alguns jornalistas por não ter ganho a Copa do Mundo.
Segundo a imprensa especializada, Adilson também é forte nome para o Corínthians, de Mano Menezes, caso este último venha a ser o novo técnico da Seleção Brasileira. Quanta valorização, hein? O substituto de Adilson, no Cruzeiro, por sua vez, é Cuca, desvalorizado no Fluminense, hoje de Muricy, praticamente expulso do Palmeiras por maus resultados e líder do Campeonato Brasileiro após o fechamento da 10ª rodada.
Paulo César Gusmão deixou o Ceará, que dividia a liderança com o Corínthians antes da Copa, para comandar o Vasco, penúltimo lugar da competição, que por sua vez perdera o contestado (nem tanto por mim) Celso Roth para o Internacional, vejam só!
Todos esses fatos só nos fazem concluir que ou nossos técnicos são muito ruins ou os cartolas não entendem nada de futebol. A segunda opção começa na frente.
Cassildo.

22 de jul. de 2010

COLÉGIO COMERCIAL, JAMAIS O ESQUECEREI

Uma das melhores coisas que gosto em mim - geralmente repreendida por outras pessoas - é o fato de ser saudosista. Sou tanto, que às vezes chego a sê-lo de forma intencional. E não quero deixar essa característica sair de mim, jamais. Esses dias tenho-me alimentado bastante com lembranças do final da década de 80 até os meados dos anos 90. Quem é de minha época não pode ter esquecido: quão maravilhoso era estudar no CCCN - COLÉGIO COMERCIAL DE CURRAIS NOVOS, instituição fruto da área da educação profissional, tão criticada como tecnicista, à época, e que hoje voltou a ser moda com os milhares de IFRNs espalhados pelo Brasil.

Aquele colégio foi um marco na vida de muita gente. Seja pelas relações humanas que ali se estabeleceram, seja pela qualidade na educação protagonizada pelos excepcionais mestres que lá atuaram. Alguns que até se foram, como Lucilene e Canidé Marciano, professores de Português e Matemática, respectivamente, deixando lembranças positivas de uma época que até podia não ser favorável, mas que, talvez por isso mesmo, fazia dos profissionais de lá verdadeiros abnegados na formação cidadã de futuros homens e mulheres. Nunca esquecerei das brincadeiras, das repreensões oportunas, da capacidade de gerenciamento de uma pessoa chamada Marlir Alice de Araújo, a qual provocou muita emoção ao anunciar sua saída da escola.

Conheço vários colegas daquela geração. Em sua maioria, independentemente do cargo que ocupam, viraram homens e mulheres de caráter, com compromisso e responsabilidade moldados naquela instituição escolar. Pessoas com respeito pelo próximo, profissionais de excelência, amigos que transcenderam épocas. Professores ficaram na memória, como Simão, Arimatéa, Paulo Salviano, Francisca Batista, Hilda Pereira, Lindalva Dantas, Lucilene, Marliete, Canidé Marciano, Goretti (História, não lembro o sobrenome), Fátima Dantas, Odete Santiago, Chiquinho (grande Chiquinho!), Conceição (Português), Lúcia Brito, Winston, Sr. Clemente (Ed. Física), Mário Venâncio, Geraldo Dantas, Pr. Daniel, entre outros que, me perdoem, não lembro casualmente agora.

As lembranças estão encardidas, entranhadas, viraram nódoas e deixo que fiquem assim, para sempre. Estou vivendo uma boa fase em minha vida, tenho trabalhado bastante (graças a Deus!) e agradeço muito pela oportunidade de ter conseguido estudar em tão cativante lugar. Sei separar as épocas, o que foi ontem não é mais hoje e não será amanhã (grifo alheio). "Os sonhos, cada época, cada vida, são diferentes", mas se complementam para nunca deixar que esqueçamos dos momentos únicos que tivemos em nossa trajetória.

Obrigado, CCCN. Levá-lo-ei comigo em toda a existência.

Cassildo.

21 de jul. de 2010

DESEMPENHO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO ENEM

Divulgados os resultados do ENEM/2009, algumas preocupações nos vêm à mente, no sentido de corrigir aquilo que foi apontado como deficitário no referido Exame. Não poderia eu, especificamente na área de Língua Portuguesa, ficar satisfeito ou considerar normal o desempenho geral na disciplina: a pior dentre todas as avaliadas. Se tenho sido redundante nos últimos tempos, pelo visto, serei ainda mais, questionando a atenção que a matéria recebe, nas escolas, cursinhos e até nas universidades.
Nas primeiras, o problema é crônico e isso independe de fazermos a "secular" oposição público / particular. Há problemas que remetem aos níveis de alfabetização, e se perpetuam nos demais anos do Ensino Fundamental, em relação aos dois aspectos prioritários dessa faixa, que são a leitura e a escrita. Lê-se pouco e se escreve menos ainda, fazendo-se com que surjam deficiências de interpretação e produção textual culminando com a não aplicação dos conhecimentos gramaticais.
Nos cursinhos pré-vestibulares em geral, a situação ainda é pior. Dificilmente - por uma questão de status e não de educação - donos desses estabelecimentos priorizam a área de Humanas. É sempre dispensada uma importância maior às outras linhas para os quais os candidatos farão o vestibular. E, o pior, nessas horas não se consegue raciocinar que Língua Portuguesa e Redação, em especial, são componentes curriculares cobrados nas provas discursivas de qualquer curso em que se deseja ingressar.
Sei que a universidade não é o lugar ideal para se aprender a escrever ou ler. Mas, considerada a deficiência nos níveis anteriores, a matéria em comento deveria ser melhor trabalhada. Fiquemos pasmos, mas em alguns cursos superiores de Direito a disciplina não constitui carga horária obrigatória, comprovando mais uma vez o descaso com que se abordam os fenômenos relativos ao idioma que falamos, ainda mais num ramo cuja linguagem é elemento fundamental para as decisões tomadas.
O que fazer? Continuar apenas lamentando não é suficiente, coisa que faço há tempos e que até me tem custado uma imagem de reclamão sem limites. Mesmo que eu atuasse em outra área, ficaria bastante desapontado em perceber que os alunos, com destaque para os do Ensino Médio, não usam bem a língua-mãe. E, fazendo parte - atrevidamente - da turma responsável por incentivar o bom uso de nosso código, é com grande tristeza que teço sobre o assunto. Sei que nós, dessa área, temos muito o que fazer, mas sozinhos, sem o apoio das escolas, cursinhos e outras instâncias educacionais, continuaremos a ver Português, Redação e Literatura tratados como se fossem meros "componentes" de um curriculo, sem importância alguma.

20 de jul. de 2010

UMA PALMADA FAZ MAL?

Cassildo Souza

Nunca fui nem nunca serei a favor da violência física. Aliás, sou contra todo tipo de violência simbólica também, aquela que não tem efeito físico, mas que incide psicologicamente sobre a pessoa atingida. No entanto, o projeto de lei assinado pelo Palácio do Planalto recentemente abre uma velha discussão no Brasil, quanto ao emprego da força, por parte dos pais, para exemplar e educar seus filhos. A proibição é categórica. Qualquer tipo de castigo dessa natureza, independemente do teor, será objeto de punição e até de acompanhamento psicológico à parte autora.

Presenciei muitas coisas em minha infância. Vi pais espancarem filhos, uma situação constrangedora, até provocando hematomas ou sangue, como se atribuíssem, no furor da ira, suas frustrações e insucessos cotidianos aos filhos. Chegavam a anunciar a surra e a obrigar que os meninos ficassem na posição de serem maculados, como se fazia nos troncos das senzalas. Realmente, uma selvageria inibível ou pelo bom senso ou pela legislação.

Contudo, também não poucas vezes, testemunhei filhos quase baterem nos pais, chamando-os com palavrões horríveis até mesmo para denominar os inimigos; ameaçando-os, roubando-os o dinheiro e a paciência, mesmo quando tiveram tudo nas mãos (ou por isso mesmo), colocando seus genitores em situação de extrema dificuldade quanto ao solucionamento do mau comportamento dos filhos. Não lembro de legislação que pudesse proteger os pais.

Tudo deve ser dosado, equilibrado, racional. E esta Lei, assinada pelo Presidente Lula e a ser votada no Congresso Nacional, precisa ser discutida com muito cuidado. Primeiro porque tira a autoridade de os pais os filhos que eles próprios conceberam. Depois porque não especifica qual o castigo está proibido, fazendo-nos compreender que qualquer simples palmada seja considerada crime e passível de punição ou até mesmo acompanhamento psicológico, vejamos só! Isso seja com criança ou com adolescente. As mãos estão realmente "atadas".

Fico imaginando que as crianças surradas devam ter padecido duas vezes:primeiro pela dor e constrangimento, depois pela lembrança dos castigos a que se submeteram. E não seria apologista dessas atitudes. Mas, também, fico imaginando o que um adolescente mal-intencionado, conhecendo a lei, poderá fazer para chantagear seu pai ou sua mãe, ameaçando denunciá-los em caso de ser "tocado". E isso, com a gama de informações que temos hoje em dia, não seria nenhuma surpresa.

Entendo que preservar a integridade física do cidadão (independentemente de ser mulher ou criança) é um direito fundamental inerente à pessoa humana. Mas não sei se a idéia de coibir aos pais o direito que também lhes é tão fundamental, submetendo-os a efeitos da lei pela sua autoridade ou cuidado com atitudes equivocadas de seus filhos, é muito boa. Há casos em que a criança ou o adolescente não está preparado para entender os perigos da vida e uma boa "sacudida", até mesmo com um choque físico - sem espancamento - é, segundo vários especialistas - necessário para que casos negativos não se repitam.

Nada mais justo do que continuar conferindo aos pais essa "carta-branca", já que quando os jovens desviam-se para maus caminhos, é primeiramente a seus responsáveis que atribuímos o fato. E, agora, estamos na iminência de ver a autoridade legítima sder cassada, com um dispositivo que já é hipócrita desde o seu embrião.

19 de jul. de 2010

FANTOCHES (GUILHERME ARANTES)

Odeio fantoches
capachos do chefe
cupinchas do patrão
odeio essa raça
de gente costa-quente
gente falsa
serpente
que se arrasta pelo chão
cara fraco
inseguro
eu já acho feio
puxa-saco
já tô cheio
eu odeio
dedo-duro

17 de jul. de 2010

FUNÇÕES DA PALAVRA "QUE"

Em uma posterior anterior, abordei aqui as funções da palavra "SE". Agora, abordarei a palavra "QUE" e colocarei, também, algumas questões comentadas. Bons estudos. Os exemplos e os comentários são meus. Esse conteúdo foi tema da última aula para a turma de concursos no EVOLUÇÃO SISTEMA DE ENSINO, quarta-feira, dia 14.07.2010:

FUNÇÕES GRAMATICAIS (OU MORFOLÓGICAS) DA PALAVRA "QUE":
·
Pronome substantivo interrogativo
(não vem antes de substantivo).
Que houve com o carro?

· Pronome adjetivo interrogativo (refere-se ao substantivo)
Que material você precisa?

· Pronome relativo (= o qual, a qual, os quais, as quais)
O fato que (o qual) levou à solução do caso é simples.

· Preposição (equivale a de, para, a)
Tenho que (de) realizar muitos sonhos.

· Advérbio de intensidade (equivalente a quão)
Que (Quão) bela mulher ela era!

· Conjunção coordenativa explicativa (= pois, porque)
Vamos embora, que (pois) preciso terminar o material.

· Conjunção coordenativa aditiva (= e)
Joga que (e) faz gols incríveis.

· Conjunção subordinativa final (= para que)
Faço esforço (para) que ela venha.

· Conjunção subordinativa comparativa (encerra comparação)
Você é mais teimoso que seu patrão! (comparativo de superioridade)

· Conjunção subordinativa consecutiva (após tal, quanto, tanto, tamanho)
Chorou tanto que não tinha lágrimas nos olhos.

· Conjunção subordinativa integrante (inicia oração substantiva)
Aprendi / que tem o seu tempo.
O.P. Sub. Subst. Odbj. Direta

· Palavra de realce (não altera o sentido da frase)
Certamente (que) serás aprovado.

FUNÇÕES SINTÁTICAS (TERMOS DA ORAÇÃO) DA PALAVRA "QUE"

· Sujeito
O rapaz que veio instalar a rede sumiu. (Quem veio instalar? O rapaz - sujeito)

· Objeto direto
A pose que ele fez foi ridícula. (Ele fez o quê? A pose - objeto direto)

·
Objeto indireto
O risco a que me refiro é real. (Refiro-me a
quê? Ao risco - Objeto indireto)

·
Predicativo
Estamos orgulhosos pelo grande anfitrião que ele é. (Ele é um grande anfitrião - Predicativo)

· Complemento nominal
O risco a que estamos expostos é real. (Estamos expostos a quê? Ao risco - Comp. Nominal)
*
A função sintática do QUE é sempre a função da palavra que ele substitui. No primeiro exemplo, se "O rapaz" veio instalar, esse termo ocupa função de SUJEITO, e como o pronome relativo substitui "O rapaz", também será SUJEITO. E assim, por diante.

Agora, vamos responder a algumas questões:

01. Assinale a opção na qual o termo "QUE" tem valor de substantivo.
a) É necessário que todos participem do processo.
b) Você trouxe o café que eu pedi?
c) Que bom você ter vindo.
d) Ele tinha um quê de agressividade.
e) O rapaz a que me refiro acaba de chegar.

02. (FCSAM-SP) Na frase “Os doze anos, ai de mim, nunca mais que chegavam”, a palavra destacada é:
a) preposição b) partícula expletiva
c) conjunção final d) pronome indefinido
e) advérbio de intensidade

03. (UM-SP) Assinale a alternativa em que a palavra QUE desempenha a função morfológica de advérbio:
a) Que profundos laços ligam essas duas famílias!
b) Atrás da película que descera sobre aqueles olhos mortos, ainda brilhava um raio de emoção.
c) Sem medir palavras, disse o que achava necessário dizer.
d) Você acha que eu sou pessoa de dar esmolas?
e) Que ódio acumulado naquele coração cheio de padecimentos!

04. (EPCAR) O que é pronome relativo apenas em:
a) Era grande o receio de que o prendesse.
b) Esperamos que se aproxime.
c) Nem sempre os que reclamavam eram atendidos.
d) Fazemos votos que sejas feliz.
e) Não sabemos que livro devemos adotar.

05. (IMES-SP) “Oh! Que altos são os segredos da Província Divina.” (Vieira)
a) conjunção subordinativa causal
b) conjunção subordinativa integrante
c) pronome relativo
d) pronome interrogativo
e) advérbio de intensidade

RESPOSTAS E COMENTÁRIOS:

01. RESPOSTA: "D". Questão simples de ser respondida. Toda palavra antecedida de artigo (definido ou indefinido) vira SUBSTANTIVO. Nas demais alternativas, "A", o QUE é CONJUNÇÃO INTEGRANTE (inicia subsordinada substantiva); em "B" e "E", o QUE inicia oração substantiva, portanto é PRONOME RELATIVO; na letra "C", o QUE intensifica o adjetivo "bom, por isso atua como ADVÉRBIO.

02. RESPOSTA: "B". De novo, uma questão simples de ser respondida. PARTÍCULA EXPLETIVA é o mesmo que PALAVRA DE REALCE, sua utilização apenas reforça estilisticamente, sem alterar o sentido da enunciação. No caso em tela, o segmento "Nunca mais QUE chegavam" poderia ser reescrito como "Nunca mais chegavam", sem mudança de significado. Sabendo-se disso, o aluno já poderia descartar as outras opções, sem titubiar.

03. RESPOSTA: "A". O vocábulo QUE, atuando como ADVÉRBIO DE INTENSIDADE, reforça os adjetivos e pode ser substituído por QUÃO (com idéia de muito, ou seja "laços MUITO profundos"). Nas demais opções: "B", "película QUE descera", o vocábulo pode ser substituído por A QUAL e retoma substantivo anterior, portanto é PRONOME RELATIVO; em "C", também atua como PRONOME RELATIVO, modificando a palavra anterior "O", que tem idéia de AQUILO (pronome substantivo demonstrativo), cuja construção poderia ficar "Aquilo QUE queria dizer; "D", A palavra QUE inicia subordinada substantiva, então é CONJUNÇÃO INTEGRANTE; "E", A palavra modifica o substantivo "ódios" e, por isso, é PRONOME INDEFINIDO (idéia de MUITO ódio).

04. RESPOSTA: "C". A palavra "os", embora possa parecer artigo não o é, porque não se refere a substantivo, é PRONOME SUBSTANTIVO DEMONSTRATIVO e, nesse caso, é retomado por um PRONOME RELATIVO, neste caso, QUE (Poderia ficar "Aqueles QUE reclamam..."). Em todas as outras alternativas o vocábulo QUE inicia oração subordinada substantiva, por isso são CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS INTEGRANTES.


05. "E". O vocábulo QUE atua como ADVÉRBIO DE INTENSIDADE quando pode ser substituído por QUÃO (com idéia de MUITO - MUITO altos), e este é o caso da letra "E", cuja construção poderia ser "Oh! QUÃO altos são os segredos...".

Espero ter esclarecido algumas dúvidas, quanto a este, que é um importante assunto.

Abraços.

Cassildo.

15 de jul. de 2010

PARABÉNS A ERLEILSON!!


Desejo, de coração, que meu amigo e colega de profissão, Erleilson, tenha muitas alegrias no dia de hoje, e nos que ainda virão. Que seu filho nasça com toda a saúde do mundo, porque ele merece. É um vencedor, na acepção da palavra.


Neste dia 15 de julho, celebro, mais uma vez, a nossa amizade e desejo um FELIZ ANIVERSÁRIO.


Parabéns, amigo, conte comigo sempre!


Cassildo.

DIREITOS NÃO EXERCIDOS VIRAM PÓ

Para iniciar, não sou da área de Direito, embora a admire profundamente. Mas algumas questões nos deixam inquietos, quando fazemos uma análise mais cuidadosa de alguns fatos que permeiam a vida cotidiana em si. Coisas que acontecem e colocam em risco a liberdade do outro, apoiadas numa teoria que não me entra à cabeça de maneira alguma. Os exemplos estão por toda a parte.

O primeiro: Na época de festas juninas, as quais são importantes resgatadoras das tradições populares, é comum vermos senhoras, pessoas doentes ou mulheres grávidas incomodadas com os fogos e "traques" (algumas chamadas de "bombas-bujão") que são lançados deliberadamente, sem qualquer propósito concreto. Irrita o barulho terrível, provoca-se o susto e causa-se o medo, já que são perigosos, na maioria das vezes. E ano a ano a situação se repete, as pessoas não podem andar nas ruas sabendo que a qualquer momento um desses fogos pode estourar nos seus pés. Quem toma providências? É um direitos que lhes assiste, não é isso?

Outra situação: Na ocasião de outras festividades, também bastante tradicionais, é habitual as pessoas se apossarem de certos espaços e emitirem o som de seu "paredão", exibindo-se como num desfile aberto para todos (os que se interessam e os que se incomodam) os mais de 100 decibeis que tanto transtornam o sistema auditivo. E podem ficar o dia todo, a noite toda, de madrugada, pela manhã, à tarde, na hora do almoco. Nós, moradores que estamos próximos àquela cena - típica de pessoas sem poder argumentativo - não podemos ter garantido o nosso sossego, porque aquilo é um direito dos que estão naquele local. Afinal, é época de festa e, nesse caso, pode-se tudo. De novo, só um lado se privilegia.

Terceira ocorrência: É hilário, e já se tem tornado comum, passar o constrangimento do atraso por dependermos de um sistema de transporte "capenga". Tudo se repete, a população que depende do transporte intermunicipal chega fora de horário de suas atividades, ônibus quebram no meio do caminho, à meia-noite - sem contar o risco dos assaltos - e tudo, para quem controla a situação, parece na mais perfeita normalidade. Para citar um exemplo, esses dias fiquei esperando o ônibus que deveria passar em Santa Cruz às 23h15, até a 1h15 do dia seguinte. Duas "simples" horas de atraso. Para trabalhar às 7h.

O que vimos, nesses três exemplos, são apenas algumas das situações que nos fazem ponderar sobre o exercício dos direitos cidadãos. É claro que quem não reclama não é ouvido, mas há casos claros, em que já se percebeu algo de errado e nada se fez. Vejo isso como uma desordenação total que nos remete à falta de conhecimento daquilo que nos é assegurado pela Constituição Federal, uma Carta que, no Brasil, se limita, na maior parte das vezes, ao campo da abstração.

ACESSEM!!!

A todos os interessados em atividades na área de Educação Infantil, existe um novo espaço que pode ser consultado, na Internet. Trata-se do blog "Construindo o saber", que pode ser acessado pelo endereço: www.cantinhodanisedhey.blogspot.com.

De autoria de Ivanise Rodrigues, Pedagoga, Graduanda em Letras - Língua Espanhola e Pós-Graduanda em Educação à Distância, o blog visa a fornecer subsídios para atividades contextualizadas com com a realidade dos alunos.
Não deixem de conferir!
Cassildo.

14 de jul. de 2010

ANTICONVENCIONALISMO (CASSILDO) - 2ª Republicação

Não gosto de convenções
Nem de nada programado
Sou fã das contradições
Do que pode ser recriado.

Se tem certas disciplinas
Nem sempre podem ser certas
Seguir essas linhas finas
Não deixa as visões abertas.

Divergências convergentes
Concordâncias discordantes
Os iguais bem diferentes
Corretos seres errantes.

Leis, pra mim, têm que servir
Pra acabar com a injustiça
Para que venham intervir
Nessa sociedade omissa.

Pensamentos que vagueiam
Compactos que se engrandecem
Os pontos que não norteiam
São coisas que se merecem.

Um mundo com vários mundos
Humanos dentro de um só
Tantos descasos profundos
Mais enrolam esse nó.

Por isso, sou do momento
Não tenho hora marcada
Valorizo o sentimento
Espero o tudo do nada.

E quem quiser me seguir
Vá sabendo, de imediato
Não sou de querer sumir
Diante de um forte fato.

Nem sou de perder razão
Apenas não me enquadro
Naquilo que só diz não
E não muda nosso quadro.

12 de jul. de 2010

NOVA MUDANÇA NO DESIGN

O meu blog passou por uma mudança no design esses dias e, em muito pouco tempo, nova mudança. O motivo se deve ao fato de que o modelo utilizado até ontem (que eu adoro) tem comportamentos diferentes em vários computadores. Em alguns casos, o fundo da tela não permite a visualização. E, como um leitor (anônimo) justificou tal aspecto, pedindo-me para modificar, aqui procedo à modificação.
Espero que me entendam e não vejam isso como uma falta de identidade do blog.
Um abraço.
Cassildo.

11 de jul. de 2010

PROPOSTA DE REDAÇÃO

PRODUÇÃO TEXTUAL – PRÉ-VESTIBULAR 2011
Professor Cassildo Souza (REDAÇÃO) – MÓDULO IV – 12-07-2010

Candidatos usam redes sociais para se aproximarem dos eleitores
Internet é mais uma ferramenta para fazer campanha em ano de eleição
Da Agência Brasil

Nas últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos, um dos assuntos mais comentados foi o uso das redes sociais na internet pela candidatura de Barack Obama. A força dessas redes nas eleições norte-americanas chamou a atenção de vários países, atraiu presidentes como o venezuelano Hugo Chávez e entrou nas eleições deste ano no Brasil. Os quatro principais candidatos à Presidência da República no Brasil já aderiram, por exemplo, ao Twitter, uma rede social em que os usuários da internet podem digitar textos curtos, de no máximo 140 caracteres.
Um dos primeiros a aderir ao Twitter foi o candidato José Serra (PSDB). Há pouco mais de um ano, Serra dedica algumas horas de suas madrugadas conversando com os “twitteiros” (como são chamadas as pessoas conectadas ao Twitter). Os candidatos Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) também estão conectados a essa rede. Eles aproveitam o espaço para conversar com seus militantes e eleitores e para informar, por exemplo, em que cidade estarão ou para que veículo de imprensa darão entrevista.
A importância das redes sociais nas eleições presidenciais deste ano fez com que os partidos criassem uma coordenação especificamente sobre o assunto. No PT, o estrategista da campanha do partido na web é Marcelo Branco. No PSDB, o responsável é Sérgio Caruso. No PV, Nilson de Oliveira responde pela comunicação da campanha. E no PSOL, partido em que ainda não foi estabelecida uma coordenação específica para a internet, Márcio Bento responde pela comunicação do partido em São Paulo. Com isso, os candidatos à Presidência já estão hoje, além do Twitter, no Orkut, no Facebook e no YouTube. Nenhum deles soube estimar quanto os partidos estão investindo ou gastando nessa área, mas todos ressaltaram a importância das redes sociais para as eleições deste ano.
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/candidatos-usam-redes-sociais-para-se-aproximarem-dos-eleitores-20100621.html. Acesso em 11.jul.2010


Com base na notícia acima, escreva um ARTIGO DE OPINIÃO em prosa, no registro culto da língua, opinando sobre a utilização de redes sociais, por parte dos candidatos, em campanhas eleitorais. Em sua visão, a internet contribui para melhor aproximar o eleitor ao candidato?

( ) SIM
( ) NÃO
( ) EM PARTE


INSTRUÇÕES:

- Evite, ao máximo, rasuras;
- Assine seu Artigo com o pseudônimo SOCIAL NET; a assinatura com o nome original implicará em nota zero;
- Escreva, no mínimo, 15 e, no máximo, 40 linhas;
- O texto deverá adequar-se a uma norma ortográfica vigente até 31-12-2008;
- Escreva seu texto, PREFERENCIALMENTE, no verso desta proposta.
Serão analisados os seguintes aspectos: emprego adequado da norma culta; análise correta e coerente do tema proposto; aspectos coesivos; estrutura textual adequada à tipologia e ao gênero textual.
NOME___________________________________________________________________NOTA_________

9 de jul. de 2010

TAÇA DE VENENO (Guilherme Arantes)

Os excessos tentam diminuir
Tudo o que nos falta sem conseguir
Vontades fazem de um rei um escravo
Quando põe o mundo atrás das grades.

São as forças que nos podem matar
São fraquezas que nos podem salvar
Erros são certos pra sermos únicos
Defeitos se confundem com virtudes.

Todos precisam de um veneno
Pra encher a sua taça de desejo
Todos precisam de um desejo
Pra encher a sua taça de veneno

Mas com medo não se vive
Com receio não se vai
Com a dúvida não se arrisca
Não se voa, não se cai
Curto é o caminho dos covardes
Triste é o riso dos ignorantes.

Todos precisam...