20 de out. de 2011

REVISÃO PARA O ENEM - QUESTÕES E MODELO DE DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA EM PROSA

01. (ENEM / 2010)


a) a opção pelo emprego da forma verbal “era” em lugar de “foi”.

b) a ausência de artigo antes da palavra “árvore”.

c) o emprego da redução “tá” em lugar da forma verbal “está”.

d) o uso da contração “desse” em lugar da expressão “de esse”.

e) a utilização do pronome “que” em início de frase exclamativa.

RESPOSTA: “C”. Questão de VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA. A linguagem informal oral é claramente identificada no uso de “tá”, contração de “está”, observada na alternativa em questão.


02. (ENEM / 2010)

A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma floresta, um deserto ou até um lago. Um ecossistema tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações.

DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Predomina no texto a função da linguagem

a) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia.

b) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação.

c) poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem.

d) conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor.

e) referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais.

RESPOSTA: “E”. As funções da linguagem são seis. A única que não apareceu entre as alternativas foi a METALINGÜÍSTICA, mais adequada neste caso. Mas, na falta dela, como o texto aborda conceituação, a resposta é FUNÇÃO REFERENCIAL, comum a textos técnicos, informativos e didáticos.


A figura abaixo é parte de uma campanha publicitária


03. (ENEM / 2007) Essa campanha publicitária relaciona-se diretamente com a seguinte afirmativa:

a) O comércio ilícito da fauna silvestre, atividade de grande impacto, é uma ameaça para a biodiversidade nacional.

b) A manutenção do mico-leão-dourado em jaula é a medida que garante a preservação dessa espécie animal.

c) O Brasil, primeiro país a eliminar o tráfico do mico-leão-dourado, garantiu a preservação dessa espécie.

d) O aumento da biodiversidade em outros países depende do comércio ilegal da fauna silvestre brasileira.

e) O tráfico de animais silvestres é benéfico para a preservação das espécies, pois garante-lhes a sobrevivência.

RESPOSTA: “A”. Questão simples de resolver, especialmente pela falta de opções criativas. Ao aluno bastaria ter conhecimento de mundo sobre as questões ecológicas em si. As outras alternativas são todas absurdas. Poranto, a leitura cuidadosa seria suficiente para se chegar à resposta.


04. (ENEM / 2010)

RESPOSTA: “E”. Questão que envolve conhecimento a GÊNEROS TEXTUAIS e a INTENCIONALIDADE TEXTUAL. Lendo o texto, percebe-se rapidamente o seu teor, a sua intenção comunicativa, que é de aconselhar sobre aspectos da vida cotidiana, fato comum em se tratando de horóscopo.


05. (ENEM / 2010)

RESPOSTA: “C”. Mais uma questão que envolve VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA e NÍVEIS DE LINGUAGEM. O texto é específico a uma área técnico-profissional, no caso professores. Desse modo, apresenta características mais específicas e, por isso, envolve a linguagem técnica.


Texto dissertativo comentado

Estigma

O Brasil é um país vasto em imensidão e em problemas de cunho social, político e econômico. Casos complexos que estão enraizados no cotidiano de milhões de brasileiros. Porém, dentre tantos, o que incomoda pela maneira como vem sendo tratado é a saúde, um setor em ruínas. Infelizmente, as medidas governamentais que são tomadas não sanam o problema, já que são verdadeiras engabelações.

Na introdução, apresentou, entre outros problemas, o da saúde pública e criticou as medidas governamentais para amenizá-lo: uma prévia do desenvolvimento.

Contrariando o senso comum, o Sistema Único de Saúde (SUS) que deveria salvar e zelar pela vida dos cidadãos, é o órgão que tem matado indivíduos pela burocracia com que trabalha. Médicos incapacitados, farmácias vazias, falta de infra-estrutura e enquanto isso, os senadores aprovando mais um imposto. A CPMF é a prova de que a arrecadação tributária destinada á saúde não funciona no Brasil. Por que então a CSS funcionaria? A questão não é a falta de dinheiro em um país onde os cofres públicos estão sempre abundantes, e sim o mau uso deste. A corrupção, a lavagem de dinheiro são as causas que tentam ser escondidas, mas que estão por trás de um sistema em constante decadência.

No desenvolvimento, detalhou, “trocou em miúdos” as idéias da introdução. Vejamos: especificou, através de exemplos, a ruína da saúde; afirmou os motivos desses problemas, colocando como principal o mau uso do dinheiro público; por último, dentro do mesmo tópico, relacionou o sistema de saúde em decadência à corrupção, o que apresenta seqüência lógica das idéias.

Enfim, o paradoxo entre as realidades é exorbitante. Enquanto parlamentares estão bem acomodados em Brasília, milhares dormem nas calçadas de postos e hospitais em busca de atendimento. A saúde não precisa de impostos mas de transformações que podem ser feitas de uma maneira simples, mas que dependem da boa vontade dos senadores e das escolhas certas feitas nas eleições pelo povo brasileiro.

Na conclusão, encontra ou, pelo menos, sugere soluções para o problema: dinheiro não é prioridade, as transformações no sistema de saúde e as escolhas feitas pelo povo são apontadas como uma forma de amenizar a problemática da saúde pública no Brasil.

15 de out. de 2011

PROFESSOR E CRIANÇA: SEMELHANTES CRIATURAS


É perceptível a intensa relação entre criança e professor, os quais considero responsáveis pelo futuro de qualquer nação, talvez ainda mais pelos caminhos do Brasil. As datas dessas duas figuras, tenho convicção, não são próximas por acaso. Falar em professor implica falar em crianças, mesmo quando estas já se têm tornado adultas. O mestre tem uma profunda influência na formação dos meninos e meninas.

Nesta semana, as crianças já foram homenageadas. Mas as honrarias podem ser estendidas, melhor concretizadas se os nossos meninos tiverem ao seu lado, constantemente, um professor. Sem ele, não se faz um país justo, um país com crianças saudáveis, com adultos bem-resolvidos. Sem educação, não se vislumbra um tempo generoso, uma nação saneada, sem traumas ou problemas sociais. Precisamos refletir que, após sair de casa, o primeiro contato da criança com o mundo faz-se por intermédio da escola, a instituição que se responsabiliza por moldar os seres humanos, fazendo-os viver em sociedade, com civilidade, com instrução, com conhecimento.

Tenho muito orgulho em ser parte dessa nobre função. A nossa missão é privilegiada, a despeito de todas as dificuldades que enfrentamos no dia-a-dia escolar, as quais não considero adequadas para serem discutidas aqui e agora. Marcamos gerações, alimentamos sonhos. ajudamos a formar, transmitimos conhecimentos. Somos, inevitavelmente, responsáveis por mudanças sem volta na vida de nossos alunos, desde cedo e - por isso - tal ligação entre professor e criança também se torna conseqüência natural de uma convivência duradoura e crucial na vida de todos nós.

O DIA DO PROFESSOR vem depois do DIA DA CRIANÇA, para apenas nos mostrar que a ingenuidade compreende aos dois. Como crianças, somos ingênuos, desconhecemos as impurezas do mundo, tudo para nós é mágico; como professores, de certo modo, somos ingênuos: esperamos que todos nos valorizem, que todos nos vejam de maneira igualitária; queremos sempre ser importantes, ser reconhecidos, porque está no nosso sangue o prazer em fazer o bem às pessoas; o mestre de verdade não vê possibilidade de macular alguém; às vezes pai, às vezes amigo, às vezes autoridade, mas sempre constituindo um elo entre o estudante e este mundo demasiadamente complexo.

Que em todos os demais 364 dias do ano, nós, professores, possam ser prestigiados, aclamados, reconhecidos, valorizados. Mas que, antes de qualquer um, estejamos dispostos, abertos a receber as benesses e espinhos de uma profissão especial em todos os aspectos, assim como a criança também o é. Ser professor é ser chamado, é ter vocação, é ter vontade de servir; ser professor é , entre outras coisas, ser criança, porque o espírito não envelhece, assim como também não se desgasta a capacidade de contribuir com todo e qualquer ser para que ele tenha condições de vencer pelo mérito, numa terra tão injusta e estranha.

AULÃO DA CENTRAL DE CURSOS - REVISÃO PARA O ENEM / 2011

Domingo, dia 16.10.2011, haverá aulão de revisão para o ENEM / 2011, com CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS (PROFESSOR KARLÃO) e LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS (CASSILDO SOUZA) a partir das 8h.
Não percam!

13 de out. de 2011

Se o nível da Copa do Mundo for o mesmo do Campeonato Brasileiro, temos grandes chances

Tirei alguns minutos de meu tempo hoje, discutindo com um grande amigo, Mário Brasil, a respeito do Campeonato Brasileiro nos últimos tempos. Ele, motivado pela boa campanha do seu clube de coração – Vasco da Gama – time para o qual também torço, supervaloriza o certame, idéia com a qual não compartilho muito. Acho que nosso nível futebolístico decresceu bastante nos tempos atuais.

Em primeiro lugar, se fizermos uma análise matemática, veremos, entre 2003 e 2001 (período de adesão aos pontos corridos) que a única edição cujo Campeão teve um aproveitamento inferior a 58%, como o líder de 2011 apresenta, foi em 2009. Em todos os outros anos, o aproveitamento foi superior e – mesmo com uma diferença significativa para o segundo lugar – o vice-campeão ainda assim apresentou rendimento satisfatório condizente com sua posição ao final do campeonato. No presente campeonato, o primeiro colocado não deverá ultrapassar os mesmos 67 pontos conquistados pelo Flamengo há dois anos, demonstrando - a meu ver - falta de qualidade entre os participantes.

Os times alternam muito de posição, e isso não significa equilíbrio. Significa irregularidade. O Corinthians perde em casa para Figueirense; ganha fora do Botafogo, sufoca o Vasco na casa deste, na época líder absoluto, perde uma, duas, empata outras e continua líder; o Vasco, por sua vez teve várias chances de abrir boa vantagem, mas parou em Atlético-GO, em Bahia, Figueirense, tomou de 4 para o lanterna América-MG; O Botafogo consegue vencer o Corinthians de forma brilhante, tendo – 3 dias antes – apenas empatado com o Bahia, que briga para não cair. Em todos os campeonatos acontecem esses episódios, no entanto, com uma freqüência bem menor.

E o que dizer de jogadores como Ronaldo e Adriano, que não teriam chances em qualquer outro campeonato, pela forma física com um atuou e com que o outro começa a entrar em campo? Montillo arrebenta aqui; D’Alessandro ali; Herrera é indispensável ao Botafogo: os três nem fazem parte do grupo argentino; Loco Abreu – reserva do Uruguai – é rei no Botafogo; os jogadores erram fundamentos simples, perdem gols incríveis e fazem a festa de nosso campeonato.

Tudo isso nos traz uma reflexão de que vivemos um tempo difícil no futebol. Observemos elencos com o do Palmeiras, Cruzeiro, Atlético-MG, Atlético-PR, times que já foram campeões nacionais. Não nos iludamos, pois será muito difícil ganharmos a Copa de 2014 – se houver aqui no Brasil. Resta-nos uma esperança: de que o nível dessa competição internacional seja parecido com o Campeonato Brasileiro de 2011. Se isso ocorrer, ótimo. Teremos grandes chances. Se a qualidade for um pouquinho melhor, teremos o risco de retornarmos a 1950, quando o Maracanã, com 200 mil pessoas, calou-se com o título Uruguaio.

10 de out. de 2011

À espera de um milagre

Chego na sala de aula de cursinho pré-vestibular. passo uma proposta de redação sobre um tema que foi abordado consideravelmente este ano: o novo código florestal. Os alunos olham para mim, apavoradamente, meio sem entenderem nada, como se dissessem: "professor, me dá uma mão aqui, que a coisa está complicada".

O que nenhum deles imaginou é que existe uma infinidade de temas, os quais não podem ser previstos nem pelo maior dos mágicos do mundo. Então, um assunto dessa natureza poderá aparecer no ENEM ou no Vestibular, mas não há obrigatoriedade para tal. Ao aluno cabe estar preparado no todo, bem informado, bem instruído para - independentemente do que venha a ser cobrado - consiga sobressair-se sem maiores traumas.

Levei esse tema propositadamente para todas as turmas, e a surpresa se instalou em pelo menos duas delas, já que até o momento em que escrevia o presente artigo, eu ainda não trabalhara a produção na terceira sala. Temos que buscar a maior variedade de discussões possível para que estejamos prontos a debater qualquer que seja o assunto. Infelizmente, às vezes, tratamos a redação como uma receita pronta, sem nos atermos de que é preciso muito exercício no sentido de atingir um nível de qualidade nessa habilidade.

Não podemos ficar "à espera de um milagre". É isso que faz grande parte de nossos estudantes concluintes ou em preparação para os exames de ingresso ao ensino superior. Esperam que os professores "adivinhem" as questões, os temas, a intenção da banca e tudo mais. Ninguém tem essa obrigação, nem poderia, por uma questão simples de não termos como antever os acontecimentos. É claro que critérios podem favorecer a que alguns tópicos trabalhados na sala de aula, mas isso não garante que será sempre assim. Alunos precisam estar atentos, porque os vestibulares são especialistas em surpresas bizarras.

A era do descartável não pode incluir pessoas

Enquanto meus alunos do extensivo da Central de Cursos - turno vespertino - produzem textos em preparação ao ENEM e Vestibular / 2012, começo a refletir sobre o panorama atual do mundo ao qual chamamos de "nosso". Inspirado pela palavra de um velho amigo meu da época do Colégio Comercial de Currais Novos, Elton Guedes, vejo que estamos vivendo a era do descartável.

A começar pela tecnologia, aliada ao consumismo, percebemos que tudo hoje envelhece muito rápido. O celular de ontem não serve mais para hoje, porque há a necessidade de se ter um modelo mais novo, com mais funções (que muitas vezes nem serão utilizadas); o notebook de agorinha há pouco será remanejado em breve por um preço baratinho, porque é preciso adquirir outro, com mais recursos, mais caro, é verdade, mas que preencha o ego de quem compra e o bolso de quem vende; os automóveis não servem mais se não tiverem injeção eletrônica, condicionador de ar e tudo mais. Não há problema em tudo isso, mas o exagero pode levar à ruína. Por que não equilibrar as coisas?

Daí, as pessoas começam a levar isso para outros segmentos. Pessoas agora começam a descartar seres humanos; começam a descartar profissionais; começam a descartar gente. É aí que corremos um perigo sem limites. Parece que ninguém mais está preocupado com quem está à sua volta. "Não tem problema, se este for embora, arrumamos outro rapidinho". A dispensa virou banal, e os motivos nem precisam ser tão graves assim. Estende-se às relações amorosas, em que aquilo que se diz venerar em pouco tempo vira coisa do passado.

Estamos, realmente, ficando velhos muito rapidamente, Tudo já era, já passou. Em se tratando de coisas materiais, até que se pode tentar compreender essas mudanças bruscas. O problema está na não consideração de que pessoas são seres com alma, com vida, com sentimentos, com orgulhos, com vontades a serem supridas. Pessoas - e me permitam a redundância do termo - devem ser vistas de maneira diferente, não podem passar despercebidas como meros celulares, laptops, Ipods, MPs. É preciso que tentemos separar essas fronteiras, de modo a culminarmos com as sábias palavras de Geraldo Vandré / Théo: "...porque gado a gente marca, tange, ferra, engorda e marca, mas com gente é diferente".

8 de out. de 2011

QUESTÕES TRABALHADAS NO AULÃO-SHOW DA CENTRAL - 08.10.2011


Observe os textos a seguir para resolver as questões 1 a 5

Texto 1 – O cangaço

Cangaço foi um fenômeno ocorrido no nordeste brasileiro de meados do século XIX ao início do século XX. O cangaço tem suas origens em questões sociais e fundiárias do Nordeste Brasileiro, caracterizando-se por ações violentas de grupos ou indivíduos isolados: assaltavam fazendas, sequestravam coronéis (grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns. Não tinham moradia fixa: viviam perambulando pelo sertão brasileiro, praticando tais crimes, fugindo e se escondendo.

O Cangaço pode ser dividido em três subgrupos: os que prestavam serviços esporádicos para os latifundiários; os "políticos", expressão de poder dos grandes fazendeiros; e os cangaceiros independentes, com características de banditismo.

Os cangaceiros conheciam bem o Cerrado e, por isso, era tão fácil fugir das autoridades. Estavam sempre preparados para enfrentar todo o tipo de situação. Conheciam as plantas medicinais, as fontes de água, locais com alimento, rotas de fuga e lugares de difícil acesso.

Texto 2 – Breve histórico do cançaço

O primeiro bando de cangaceiros que se tem conhecimento foi o de Jesuíno Alves de Melo Calado, "Jesuíno Brilhante", que agiu por volta de 1870, embora alguns historiadores atribuam a Lucas Evangelista o feito de ser o primeiro a agregar um grupo característico de cangaço, nos arredores de Feira de Santana (em 1828), sendo ele preso junto com a sua quadrilha, em 28 de Janeiro de 1848, por provocar durante vinte anos assaltos contra a população de Feira. O último grupo cangaceiro famoso, porém, foi o de "Corisco" (Cristino Gomes da Silva Cleto), que foi assassinado em 25 de maio de 1940.

O cangaceiro mais famoso foi Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, também denominado o "Senhor do Sertão" e "O Rei do Cangaço". Atuou durante as décadas de 20 e 30 em praticamente todos os estados do Nordeste Brasileiro.

Para parte das autoridades, Lampião simbolizava a brutalidade, o mal, uma doença que precisava ser cortada. Para uma parte da população do sertão, ele encarnou valores como a bravura, o heroísmo e o senso da honra (semelhante ao que acontecia com o mexicano Pancho Villa).

O cangaço teve o seu fim a partir da decisão do então Presidente da República, Getúlio Vargas, de eliminar todo e qualquer foco de desordem sobre o território nacional. O regime denominado Estado Novo incluiu Lampião e seus cangaceiros na categoria de extremistas. A sentença passou a ser matar todos os cangaceiros que não se rendessem.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cangaco (adaptado)


QUESTÃO N.º 01 (CS / 2012)

Quanto à seqüência textual, podemos afirmar que:

a) no texto 1, predomina a seqüência narrativa, marcada pela presença de personagens, cenários e ações, além de verbos de ação, características comuns em fontes de dessa natureza.

b) no texto 2, predomina a seqüência descritiva, caracterizada pelo relato de fatos que envolve personagens, cenários e verbos de ação, comum em textos dessa natureza.

c) no texto 1, predomina a seqüência explicativa, uma vez que ocorre a definição de um termo e sua contextualização, comum a dicionários e enciclopédias.

d) no texto 2 predomina a seqüência injuntiva, expressa – principalmente – pelo teor instrutivo que obedece a uma ordem lógica.

e) nos textos 1 e 2, predomina a seqüência argumentativa, cuja característica principal é o posicionamento com base em argumentos.

QUESTÃO Nº 02 (CS / 2012)

Quanto às funções da linguagem, podemos afirmar que:

a) no texto 1, predomina a função fática, uma vez que o autor do texto visa principalmente a testar o canal de comunicação.

b) no texto 2, predomina a função metalingüística, tendo em vista que se caracteriza por definir o significado de expressões da língua.

c) no texto 2, predomina a função fática, uma vez que as estratégias persuasivas se destacam na construção do autor.

d) no texto 1, predomina a função denotativa ou referencial, já que são apresentadas informações sobre acontecimentos e fatos reais.

e) no texto 2, predomina a função emotiva ou expressiva, uma vez que há uma abordagem particular, ou seja, o ponto de vista do ponto é o que prevalece.

QUESTÃO N.º 03 (CS / 2012)

Considerando os textos 1 e 2, é correto afirmar que:

a) por conhecer diversos aspectos no Nordeste, como rotas complicadas, vegetação, fontes de água e plantas medicinais, os cangaceiros eram “ariscos”, dificilmente sendo capturados.

b) o cangaço sempre foi considerado por todos os segmentos como um movimento legítimo, o qual objetivava – prioritariamente – estabelecer a ordem e defender os pobres.

c) o cangaço teve sua origem a partir do grupo de “Lampião”, por volta de 1870, o qual agia nos arredores de Feira de Sant’ana (BA), provocando terror à população.

d) foi do Presidente Getúlio Vargas a decisão de anistiar todos os cangaceiros do território nacional, incluindo Lampião e seus comparsas.

e) O bando de Lucas Evangelista foi o último grupo famoso de cangaceiros, tendo sido ele assassinado em maio de 1940.

QUESTÃO N.º 04 (CS / 2012) Observe o trecho

“Para parte das autoridades, Lampião simbolizava a brutalidade, o mal, uma doença que precisava ser cortada. Para uma parte da população do sertão, ele encarnou valores como a bravura, o heroísmo e o senso da honra

Se uníssemos os períodos acima, transformando-os em um só, que conjunção ou locução conjuntiva deveria ser acrescentada, substituindo o ponto final?

a) por isso b) no entanto c) porque

d) portanto e) porquanto

QUESTÃO N.º 05 (CS / 2012) As vírgulas no trecho “O cangaceiro mais famoso foi Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, também denominado o "Senhor do Sertão" e "O Rei do Cangaço.", indicam:

a) marcação de de adjunto adverbial intercalado.

b) marcação de vocativo.

c) separação de predicativo do sujeito.

d) separação de termos com mesma função sintática.

e) intercalação de aposto explicativo.

RESPOSTAS COMENTADAS:

01. RESPOSTA: “C”. Na seqüência explicativa (ou texto explicativo), um termo é conceituado e exemplificado, como ocorre nos dicionários, enciclopédias e nas bibliografias técnicas de áreas específicas.

02. RESPOSTA: “D” A função denotativa/referencial tem na abordagem de fatos reais e contextuais a sua principal característica. Nela, os textos são objetivos e geralmente escritos em 3ª pessoa do singular (informativos em geral).

03. RESPOSTA: “A”. O último parágrafo do texto 1 deixa claro que o conhecimento a diversas características físicas da região dificultava, para as autoridades, a busca e a prisão dos cangaceiros.

04. RESPOSTA: “B” O período apresenta, claramente, oposição de idéias. Vejamos como ficaria:

Para parte das autoridades, Lampião simbolizava a brutalidade, o mal, uma doença que precisava ser cortada; no entanto, para uma parte da população do sertão, ele encarnou valores como a bravura, o heroísmo e o senso da honra.”

A locução conjuntiva no entanto é articulador sintático que indica essa oposição.

05. RESPOSTA: “E”. O termo “o Lampião” é função sintática que explica o sujeito “Virgulino Ferreira da Silva”, por isso sendo denominado de aposto. Como está intercalado (meio da frase), tem emprego obrigatório das vírgulas.

PARTE II – A DISSERTAÇÃO-ARGUMENTATIVA

Texto de cunho ARGUMENTATIVO, em defesa de um posicionamento assumido frente a uma problemática;

Texto escrito – preferencialmente – em 3ª pessoa do singular;

Não deve ser assinado, nem mesmo com pseudônimo, sob pena de eliminar o candidato;

Texto escrito em prosa (não deve haver versos);

Pode haver posicionamento parcial, no entanto, o candidato deve deixar clara a sua opinião;

Deve obedecer à estrutura INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO.

MODELO DA DISSERTAÇÃO-ARGUMENTATIVA EM PROSA

INTRODUÇÃO – CONTÉM A TESE / TEMA

O mercado de trabalho nunca foi uma expressão tão utilizada como agora. A preocupação por um futuro promissor, mais do que nunca, tem sido muito percebida nos dias atuais, em que se exige muita qualificação profissional e capacidade de iniciativa.

DESENVOLVIMENTO – 1º ARGUMENTO

Ser profissional não é simplesmente atuar numa área de trabalho, ter um emprego e exercer algumas funções. Quem não procura melhorar naquilo que realiza, obtendo cada vez mais informações para otimizar o serviço prestado tem a iminência do desemprego à sua frente. Não se admite mais o trabalho baseado no senso comum, sem o mínimo de conhecimento técnico-científico que permita a esse profissional satisfazer as necessidades contemporâneas, inclusive sendo versátil, quando preciso.

DESENVOLVIMENTO – 2º ARGUMENTO

Outro elemento decisivo para a manutenção do emprego é a iniciativa. E ela está intimamente ligada ao trabalho em equipe. Colaborar para que uma tarefa seja realizada, mesmo não sendo diretamente ligada àquilo que se faz, contribui para o fortalecimento daquele grupo, empresa, instituição pública ou qualquer outra esfera. Eis aí um dos fatores mais importantes para ser absorvido pelo mercado de trabalho, cuja ausência provoca um efeito contrário, com conseqüências traumáticas.

CONCLUSÃO – RATIFICA O TEMA / TESE

Nos dias atuais, o profissional que quiser ser bem-sucedido precisa reunir uma série de características, trabalhar em vários campos, relacionar-se bem com as pessoas e ser completamente dedicado. A situação em que se encontra a economia não dá chances a deslizes, por menores que sejam, e cabe a todo profissional a busca incessante para que o tal mercado de trabalho deixe de ser um monstro e passe a ser a solução.

Extraído de: www.centraldasletras.blogspot.com

Links para tirar dúvidas sobre Linguagens / Redação:

duvidasnoar@hotmail.com

www.facebook.com/cassildosouza

Questões elaboradas e comentadas pelo Professor Cassildo Souza

AULÃO-SHOW DA CENTRAL DE CURSOS - "O CANGAÇO"

Neste sábado, 08.10.2011, a Central de Cursos realizará aulão-show com o tema "O Cangaço", cujas questões serão contextualizadas. No aulão de linguagens, projetaremos slides com a estrutura da DISSERTAÇÃO-ARGUMENTATIVA e questões direcionadas ao ENEM/2011. Convidamos todos os alunos a se fazerem presentes. A aula terá início a partir das 14h, com várias atrações e todas as disciplinas envolvidas. As senhas estão sendo vendidas na Central de Cursos ao preço de R$ 10,00.
O aulão foi transferido para a quadra do CCT, segundo informações publicadas no Facebook de Karlo Sérgio Leopoldino, Diretor da Central.

7 de out. de 2011

DEYSE MIRANDA, A METÁFORA DE TODOS NÓS

Conheci Deyse em cursinho preparatório para concursos localizado em Currais Novos. Desde o início, mostrou-se uma pessoa simpática, prestativa, ativa e que tinha muita personalidade. Demonstrava procurar sempre fazer o máximo que estava a seu alcance, falava de suas atividades e projetos. Uma pessoa realmente comprometida com aquilo a que se propusera fazer.

Por questão de incompatibilidade de horário, ela afastou-se do cursinho, mas, nas poucas vezes que nos víamos ou quando comunicávamo-nos pelo Facebook, estava sempre dizendo que voltaria a estudar, que o tempo era corrido, as atividades não a deixavam fazer tudo o que ela gostaria. Chegou a me pedir indicação de um professor de inglês para umas aulas direcionadas à prova de Mestrado que estava decidida a encarar. Parecia sempre desejar um estágio de excelência, a inquietude dela era notória.

Quando soube de sua passagem, pela manhã, fiquei surpreso e ao mesmo tempo intrigado: Deyse morreu indo trabalhar, como já disse em outra ocasião, "digna e honestamente", o que fazia todos os dias. Ela representa uma metáfora de todos nós, profissionais ou estudantes das mais diversas áreas: professores, representantes comerciais, psicólogos, enfermeiros, médicos, advogados e mais uma gama de profissões, que nos arriscamos diariamente nos dirigindo a outras cidades, em busca de uma vida mais digna, honesta e correta; representa a luta das pessoas mais autênticas e afetadas que não se conformam com um mundo muito previsível e injusto à maioria das vezes.

Nós corremos o mesmo risco que ela enfrentava e que - fatalmente - a tragou. Estamos sempre correndo, buscando, lutando, trabalhando naquilo que sempre sonhamos, que envolve nosso projeto de vida desde quando ainda éramos meros adolescentes perdidos numa selva que é a vida; ela estava na sua plenitude, atuando profissionalmente e buscando aperfeiçoamento. Lamentar a morte é bem menos razoável do que tê-la como um exemplo. É racional lembrarmos dessa mulher como alguém que deu a sua vida por um ideal de postura correta e íntegra.

Não conheço sua a família, mas o que eu poderia dizer agora é isso: ela foi e sempre será um espelho de luta pelo profissionalismo, pela ajuda àqueles que - antes de serem seus clientes - eram pessoas, gente. Minha relação com ela não foi assim tão próxima, mas as poucas vezes em que mantinha contato com ela foram suficientes para que eu pudesse traçar-lhe um perfil extremamente positivo e cativante: era uma pessoa única, sabedora do que queria conquistar e como conquistar. Que Deus a acompanhe sempre.

5 de out. de 2011

A MUDANÇA EM UM DIA (CASSILDO SOUZA)

Um dia, as mudanças vingarão
Nesse dia, coisas fúteis cessarão
Certo dia, as respostas surgirão
Lindo dia, tudo terá já passado.

Qualquer dia, os medíocres não serão
Num só dia, as verdades rasgarão
Não mais que um dia, as certezas cassarão
As mentiras que se têm plantado.

Espere um dia: as justiças correrão
Será o dia de o "sim" vencer o "não"
Pois os dias jamais serão em vão
Tudo estará decretado.

Sempre em dia, bem ou mal, existirão
Aqueles dias em que todos amarão
Único dia dessa sólida explosão
O alívio estará consolidado.