Língua: primeira manifestação cultural de qualquer sociedade. Expressão maior do ser humano, em diferentes maneiras: verbal e não-verbal; escrita e falada; culta e variante; musical e visual. Enfim, Língua Portuguesa, Língua Brasileira, língua estrangeira: sem ela, a sociedade não sobreviveria.
17 de fev. de 2010
COMPROMISSO: MOEDA EM FALTA
12 de fev. de 2010
NOITE PROLONGADA
11 de fev. de 2010
AÇÕES ALITERADAS (CASSILDO SOUZA)
NÃO GASTO MEU MAU HUMOR
NÃO AMO A MEDIOCRIDADE
LAVO A LUVA DO LOUVOR.
NÃO CAIO EM CERTOS CANTOS
FALO, FAÇO, FINDO E FICO
NÃO NADO NUNCA NO NADA
NEM RISCO A ROUPA DO RICO.
VIVO VENDO A VERDADE
MINO O MAL DA MENTIRA
JOGO JORRANDO A JUSTIÇA
IGNORO O "I" DA IRA.
ESTOU ENTRE ALGUNS ENIGMAS
BUSCO A BRECHA PARA O BEM
PASSO ÀS PRESSAS SEM PREGUIÇA
TOMBO NO TÉDIO TAMBÉM.
DIGO DIZERES DESERTOS
QUERO QUERER A CANÇÃO
TOCAR TECENDO O TECLADO
CONTRA A CONTRADIÇÃO.
LER AS LEGENDAS LENDÁRIAS
RECOLHER-ME NO RECUO
ESCOAR MINHAS ESCOLHAS
SEM PENSAR NO QUE POSSUO.
ESCONDEREI OS ESCOMBROS
DIREI SIM À DILÉTICA
ESTAREI EXTÁTICO, EM ÊXTASE
PERSEGUIREI A POÉTICA.
MÁGOAS FICARÃO N'ÁGUA
TRISTEZAS, EM LONGES TERRAS
SOLIDÃO, NOS SÓLIDOS SÓIS
SOZINHOS NAS FRIAS SERRAS.
VOLTO-ME, A VOZ É FRACA
A FORÇA VIRÁ DO FORTE
ATENTO, ATENDEREI
ÀS NOÇÕES PARA O MEU NORTE.
10 de fev. de 2010
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar. Não posso porém, duvidar da verdade da pessoa de quem a escutei e, por isso, tenho-a como verdadeira. Salva-me, de qualquer modo, o provérbio italiano: “Se não é verdadeira...é muito graciosa!”
Estava, pois, aquele pai carioca, engenheiro de profissão, posto em sossego, admitido que, para um engenheiro, é sossego andar mergulhado em cálculos de estrutura. Ao lado, o filho, de 7 ou 8 anos, não cessava de atormentá-lo com perguntas de todo jaez, tentando conquistar um companheiro de lazer.
A idéia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça trazido da última viagem à Europa. “Vá brincando enquanto eu termino esta conta” sentencia entre dentes, prelibando pelo menos uma hora, hora e meia de trégua. O peralta não levará menos do que isso para armar o mapa do mundo com um dos cinco continentes, arquipélagos, mares e oceanos, comemora o pai engenheiro.
Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino já o puxava triunfante: “Pai, vem ver! No chão, completinho, sem defeito, o mapa do mundo.
Como fez, como não fez? Em menos de uma hora era impossível. O próprio herói deu a chave da proeza: “Pai, você não percebeu que, atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem? Era mais fácil. E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado!”
“Mas esse garoto é um sábio!”, sobressaltei, ouvindo a palavra final. Nunca ouvi verdade tão cristalina:”Basta arrumar o homem (tão desarrumado quase sempre) e o mundo fica arrumado!”
Arrumar o homem é a tarefa das tarefas, se é que se quer arrumar o mundo.
Dom Lucas Moreira Neves, Jornal do Brasil, Jan. 1997)
a) Embora o autor do texto não confie na veracidade da estória narrada, conta-a por seu valor moral.
b) Como o autor do texto confia na pessoa que lhe narrou a estória, ele a transfere para o leitor, mesmo sabendo que não é autêntica.
c) A despeito de ser bastante graciosa a história narrada, o autor do texto tem certeza de sua inautenticidade.
d) O autor do texto nos narra uma história de cuja autenticidade não está certo, apesar de ter sido contada por pessoas dignas de confiança.
e) A estória narrada possui autenticidade, veracidade e, além disso, certa graça.
RESPOSTA: "D". O primeiro parágrafo é categórico. O autor "não bota a mão no fogo" pela estória que irá contar, mas esta foi contada por alguém de confiança, já que ele não pode "duvidar da veracidade da pessoa" de quem a escutou, tendo-a "como verdadeira". Descartam-se, no primeiro momento, "A", "B" e "C". Nas duas primeiras alternativas, afirma-se que o autor não confia na estória ou em quem a contou; na terceira, diz-se que ele tem certeza da não veracidade da estória; na letra "E", ocorre o inverso da "C", colocando o texto escutado como totalmente verdadeiro.
02. O título dado ao texto:
a) representa a tarefa que deveria ser executada pelo menino;
b) indica a verdadeira finalidade do jogo de quebra-cabeça;
c) mostra a desorganização na família moderna;
d) assinala a tarefa básica inicial para a organização do mundo;
e) demonstra a sabedoria precoce do menino da estória narrada.
RESPOSTA: "D", novamente. É preciso compreender que o título do texto está em sentido figurado, aliás, a idéia geral do texto é figurativa. A expressão "arrumar o homem" tem uma abrangência muito significativa e refere-se à conscientização da humanidade. Utilizou-se a estória do menino como maneira de se chegar à mensagem que se deseja transmitir. Então "arrumar o homem" é uma tarefa básica para, também, arrumar-se o mundo. Letras "A", "B" e "E" referem-se a coisas no sentido denotativo e a letra "C" está descontextualizada com o que pede o enunciado.
03 ”...você não percebeu que atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem?” “...se é que se quer arrumar o mundo”. A palavra mundo nesses dois segmentos:
a) apresenta funções sintáticas idênticas;
b) apresenta funções gramaticais diferentes;
c) apresenta funções sintáticas diferentes;
d) possui sentidos iguais;
e) é exemplo de substantivo próprio.
RESPOSTA: "C". A função gramatical (classe de palavra) de mundo é substantivo nas duas situações (nos dois casos, o artigo indica que a classe é substantivo: ...do mundo,... = de + o mundo; ...arrumar o mundo...). Assim, descarta-se a letra "B". Os sentidos da palavra varia de uma para outra oração: no primeiro momento, mundo significa mapa, e no segundo , mundo significa o planeta Terra, por isso também descartamos a letra "D"; Na letra "E", existe um absurdo: mundo não é substantivo próprio, para sê-lo, teria de vir com inicial maiúscula; Entre "A" e "C", é só observar que na primeira oração, o termo do mundo é complemento nominal do termo atrás, na segunda oração, o termo mundo é objeto direto do verbo arrumar e, por isso, possuem funções sintáticas diferentes.
8 de fev. de 2010
LOOK FOR e LOOK AT
Observemos:
1. I LOOK AT you tenderly (Eu olho para você carinhosamente).
2. "Take a LOOK AT me now" (Phill Collins) - (Olhe para mim agora) (literalmente: "Dê uma olhada para mim agora").
TO LOOK AT significa olhar, visualizar; quando precedido de artigo (A LOOK AT, por exemplo), transforma-se em substantivo com o mesmo significado.
Agora vamos observar:
3. LOOK FOR me and you'll find me (Procure-me e você me encontrará).
4. LOOK FOR the word in dictionary (Procure/Pesquise a palavra no dicionário).
TO LOOK FOR significa procurar, pesquisar. É semelhante a TO SEARCH, mas com menos ênfase. Já RESEARCH significa pesquisar num sentido mais amplo, mais profissional. Diz respeito à atividade de pesquisa em médio e longo prazo realizada pelos cientistas.
5 de fev. de 2010
QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO COMENTADAS
É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a economia de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são espantosos. A começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um emprego em uma fábrica de carros gera, indiretamente, 46 outros empregos. Por esse cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem, em maior ou menor grau, dessa indústria. Até na construção civil a presença das rodas é enorme: 1 em cada 4 metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina a ruas ou estacionamentos. Na ponta do lápis, o filão da economia relacionamos a automóveis movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares. Como o PIB brasileiro, nesse período, foi de 803 bilhões de dólares (e ainda não havia ocorrido a maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam no país andou sobre rodas em 1998.
(Quatro Rodas, março/99)
Questões resolvidas de interpretação de texto (1 a 3)
1. Segundo o texto, a economia de um país:
a) é ajudada pelo setor automobilístico.
b) independe do setor automobilístico.
c) às vezes depende do setor automobilístico.
d) não pode prescindir do setor automobilístico.
e) fortalece o setor automobilístico.
Resposta: "D". O texto fala que a indústria de automóvel “impulsiona a economia de qualquer país.” Então, letra B se descarta automaticamente, pois é absurda por si só. A letra C não poderia ser a resposta, pois é insuficiente, assim como as letras A e E. A alternativa D é mais completa do que as anteriores.
2 A importância do setor automobilístico é destacada:
a) por boa parte dos economistas.
b) pela maioria dos economistas.
c) por todos os economistas.
d) por alguns economistas.
e) pelos economistas que atuam nessa área.
Resposta: "C". A primeira linha do texto afirma que “é consenso entre os economistas que setor automobilístico impulsiona a economia de qualquer país”, então, compreende-se que são todos os economistas, já que não há quantidade especificada ou sugerida.
3 “A começar pelo mercado de trabalho.” (linhas 3 e 4)
Das alterações feitas na passagem acima, aquela que lhe altera basicamente o sentido é:
a) a princípio pelo mercado de trabalho
b) começando pelo mercado de trabalho
c) em princípio pelo mercado de trabalho
d) principiando pelo mercado de trabalho
e) iniciando pelo mercado de trabalho
Resposta: "C". A expressão em princípio¸ diferentemente de a princípio, significa em tese, teoricamente, portanto, não equivale ao sentido expresso pelo termo a começar, que significa começando, iniciando. A diferença básica entre as expressões das letras A e C define a resposta.
INDIGNAÇÃO
TROCAS
TROCO TODA A MORDOMIA PELA COMPREENSÃO
TROCO TODA A INDIFERENÇA PELO APEGO
TROCO TODA A INSANIDADE PELO PERDÃO
TODA A DESCONFIANÇA TROCO NO BOM SENSO
TROCO O CONFORTO POR QUALQUER REFLEXÃO
TODA A DISCÓRDIA TROCO NO CONSENSO
RECEBO TODA A LUZ E CEDO A ESCURIDÃO.
QUERO O DISCERNIMENTO EM TROCA DO PAVOR
TROCO O NOSSO DESCONCERTO PELO AMOR
FAMA E CELEBRISMO TROCO NO ANÔNIMO
NOME ARTÍSTICO TROCO EM PSEUDÔNIMO
EU PREFIRO O SIMPLES AO SOFISTICADO
PREFIRO O QUE SE MOVE AO ESTAGNADO
TROCO A APARIÇÃO PELA TIMIDEZ
TROCO O PRIVILÉGIO PELA MINHA VEZ.
3 de fev. de 2010
INGLÊS - AUXILIARES DO E DOES
Na forma NEGATIVA dos verbos não-auxiliares utiliza-se DO (I, WE, YOU, THEY) ou DOES (HE, SHE, IT), seguidos da partícula de negação NOT (NÃO). Na composição, pode haver contração das formas DO NOT para DON'T e de DOES NOT para DOESN'T.
Devemos lembrar que isso ocorre com a maioria dos verbos e no SIMPLE PRESENT TENSE (PRESENTE SIMPLES).
Um abraço.
Cassildo.
1 de fev. de 2010
FALTA DE ASSUNTO
26 de jan. de 2010
VÍCIOS DE LINGUAGEM
1. AMBIGÜIDADE
Fenômeno que dá margem a mais de uma interpretação, pela maneira como se organizou a estrutura textual. Nesse caso, o leitor não sabe, ao certo, o teor da mensagem, por não existir clareza na comunicação.
1. A cachorra da minha sogra não sai de casa.Possibilidade 1: A sogra tem uma cachorra que não sai de casa
Possibilidade 2: Alguém chama a sogra de cachorra e diz que ela não sai de casa
2. Maria pediu para Flora trazer a sua bolsa.Possibilidade 1: Maria pediu para Flora trazer a bolsa de Maria.
Possibilidade 2: Maria pediu para Flora trazer a bolsa de Flora.
2. BARBARISMO
Constitui a grafia ou pronúncia inadequada ao padrão culto da língua, pela troca, ausência ou excesso de sons/letras.
Acho muito supérfulo esse negócio de carro de luxo.(Escrita correta: supérfluo)
Repercurtiu muito mal as suas colocações na TV. (Escrita correta: repercutiram)
3. CACÓFATO ou CACOFONIA
Indica uma formação sonora desagradável, com palavrões ou repetição excessiva de uma estrutura fonética.
Tudo aquilo que abunda sobra.
A classificação deve ser por cada uma das modalidades.
Sempre saio só no sábado.
Eu apoio a sua idéia, só que assim você não conseguirá nada.
4. SOLECISMO
Compreende qualquer falha de natureza sintática: concordância, regência, falta de seqüência lógica.
Responda ela no telefone. (Responda-lhe ao telefone)
Todas as coisas é muito relativas. (...são muito relativas)
Haviam trezentas pessoas no evento (Havia...)
5. REDUNDÂNCIA ou PLEONASMO VICIOSO
É aquela repetição desnecessária, tendo em vista palavras já citadas ou subentendidas, provocando ruído ou entropia ao texto.
Na sua opinião, você acha, particularmente, que vai passar?(Na sua opinião, você passará? / Você acha que passará?)
Eu voltei de novo à Câmara, porque o povo quis meu segundo retorno.(Eu voltei à Câmara porque o povo quis).
SINTAXE
Sem eles não há conversa
Nada fica combinado
Eles são essenciais
Vamos deixar registrado.
O sujeito é o referente
Personagem principal
Todos falam sobre ele
É a palavra cabal
O predicado indica
Se o sujeito é bom ou mau.
Oração tem de ter verbo
Dela período se forma
Ele é simples ou composto
Temos de entender a norma
E cuidar na concordância
Se não ela se deforma.
O objeto direto
Complementa o sentido
Para que o verbo seja
Totalmente entendido
Pois na língua é condição
Poder ser compreendido.
A pessoa que conhece
Conhece algo ou alguém
Tem de colocar “o quê”
Tem de informar o “quem”
É o tal do objeto
Direto que nos convém.
O objeto indireto
Traz uma preposição:
Precisar de alguma coisa
Pertencer a uma seção
Interessar a alguém
Visar a uma ação.
Também são complementados
Alguns nomes abstratos
Complementos nominais
Como colheres e pratos
É caso de certeza
Que se insere nesses fatos.
Os adjuntos são dois:
Há os adverbiais
De tempo, modo, lugar
E os adnominais
Que marcam substantivos
É uma função a mais.
Vocativo é o chamado
Vem em qualquer posição
Começo, meio ou fim
E há a separação
É parecido com o aposto
Não pode haver confusão.
É que o aposto explica
O termo que veio antes
Muitas vezes com a vírgula
São detalhes importantes
Temos que ser conscientes
Escritores ou falantes.
Existe o predicativo
Que qualifica o sujeito
E também o objeto
Nos dois com o mesmo efeito
É somente observar
Para analisar direito.
O agente da passiva
É um termo diferente
Ele pratica a ação
Com sujeito paciente
Pois quando há voz passiva
Sujeito não é agente.
Isso foi período simples
Composto será à frente
É preciso ter cuidado
E organizar na mente
Cada verbo, uma oração
Estrutura diferente.
14 de jan. de 2010
O prenúncio da loucura (Cassildo Souza)
Quero a maior distância
Não tem importância
Se eu ficar sozinho
Mal acompanhado?
Pior será.
Mas o que será a loucura?
Sou louco?
Que médico pode me responder?
Ser louco é ser diferente?
Ser convencional não é maluquice?
Que tolice, que importância tem isso,
No contexto alienador das loucuras
Mais endoidecedoras das ideologias humanas?
Ideologias humanas? Não.
Ideologias animais, cruéis, sem precedentes
Forças de uma negatividade aparente
Que nos fazem crer que somos normais de verdade
E nos mascara a loucura que nos atinge
Que atinge os lares, o meio ambiente, os recintos
Que evapora nossas idéias, nossos neurônios,
Nosso cérebro, nosso pensamento.
Loucura? Ah, se eu pudesse...
Seria louco
Assim não precisaria compreender
Ou até mesmo tentar resolver
O problema da humanidade.
13 de jan. de 2010
DÚVIDAS QUANTO À REDAÇÃO DA UFRN
6 de jan. de 2010
O DRAMA DO ERRO (CASSILDO SOUZA)
O trauma do erro tem me perseguido
O que será mesmo que é certo?
É certo o errado que pregam,
É errado o que querem ter como certo?
Ao certo, ninguém sabe a resposta
Errado é pensar que há definição
Certo mesmo, é que há uma vida
Cheia de erros, acertos, indecisões
Errado mesmo é pensar que os amores
Estão escondidos dentro de uma escuridão.
O limite extremo entre o equívoco e a correção
É bem mais estreito do que erradamente se pensa
Há bem mais efeito no certo,
Mas muito mais fácil é errar
E conciliar as bordas desses dois gumes
É arriscar-se ao corte na faca
Traiçoeira do erro da imprevisível vida.
O RESULTADO DO VESTIBULAR COMO EXEMPLO
Já é momento de começar, antes mesmo das aulas regulares. As férias acabaram e a renúncia de algumas coisas por um único ano é a garantia de sucesso no futuro. Comecem a estudar desde já, pesquisem, procurem, "perturbem", seja um cão de guarda dos professores. Utilizem as ferramentas da tecnologia em seu favor. Nada impedirá que continuem vivendo normalmente, mas o compromisso será a mola-mestra.
Percebam que a euforia daqueles que conquistaram sua vaga na universidade foi antecedida de alguns momentos de concentração, de seriedade, de compenetração e até de reflexão. Em alguns momentos, pensarão em desistir. No entanto, aqueles que prosseguirem serão os agraciados e poderão, daqui a um, estar em equivalente êxtase.
Nós, professores, temos a obrigação de alimentar esse sonho e, mais do que isso, de contribuir para que ele seja transformado em concreto, acompanhando, orientando, repreendendo (quando preciso). A nossa presença e apoio são fundamentais, mas o mérito sempre terá sido do estudante, caso faça por onde acontecer esse tão almejado sucesso.
Vamos à luta, a vida só está começando.
Cassildo.
5 de jan. de 2010
RESULTADO SAIU. E AGORA?
Para os que atravessaram o caminho
Pois é. Período de pré-vestibular é assim mesmo. É uma época que antecede aquilo que a sociedade chamará de SUCESSO ou FRACASSO. Sim, porque é assim, infelizmente, que tratam os resultados das pessoas. Ou se será totalmente apreciado, agraciado ou a consideração descerá a níveis não viáveis de serem lembrados. Mas, graças a Deus, tudo saiu conforme o esperado e aqueles dias de angústia nos dias da prova, aliados aos períodos de incertezas antes do resultado agora são vistos de maneira positiva. Valeu a pena toda a luta empreendida na tentativa de conquistar um sonho, muitas vezes concebido ainda quando criança. Minhas sinceras congratulações. Vocês são o nosso orgulho. O orgulho dos pais, dos professores, dos amigos, dos parentes, de todos. A vida só está começando. Deus os abençoe.
Para os que, mesmo lutando muito, não lograram êxito
Mas não podemos trilhar unilateralmente. E os outros, igualmente considerados heróis por mim, como ficarão? Tristes, acredito. Mas nada que os desanime a continuar buscando tudo o que decidiram procurar. Jamais os consideraria fracassados, pois a dignidade de uma pessoa não está condicionada à sua aprovação num sistema duro de digerir, totalmente desgastante e cruel, como é o vestibular no Brasil. A vocês, votos de boa sorte no ano que se inicia e mudança de atitude. Claro, porque mesmo sabendo-se do compromisso e responsabilidade, não é difícil conceber que tudo poderia ter sido melhor. Saibam que no meu coração, vocês estão guardados no mesmo lugar que os do grupo acima. Aliás, não dividamos em grupos, todos são, em primeiro lugar, pessoas, seres humanos, e o meu respeito também está atrelado a essa igualdade.
Para os que não tiveram compromisso com as metas
Há aqui, uma trilogia. Além dos que conquistaram e daqueles que não conseguiram mesmo buscando, existem os indivíduos que não tiveram uma atitude compatível com o que se espera dos vestibulandos. Mesmo agindo dessa forma, vocês não estarão livres de minhas palavras: nem tudo está perdido, a mudança parte de cada um, em cima dos erros e dos exemplos alheios. Renovar-se, no sentido de estar em condições de pleitear os seus ideais, é uma característica de quem reconhece as falhas e as usa para melhorar enquanto pessoas. Repreendo-os, mas não os julgo. O espaço existe a todos. O meu carinho também é de vocês.
Portanto, de peito aberto, coloco-me à disposição para tudo aquilo que estiver ao meu alcance.
Um grande abraço a todos.
Professor Cassildo.
31 de dez. de 2009
ANO NOVO É RENASCENÇA
28 de dez. de 2009
QUANDO TUDO PARECE RESOLVIDO...(Cassildo Souza)
Ainda há muita coisa pra fazer.
Não se pode parar um só segundo
Não se pode viver para afundar
Não se deve deixar de trabalhar
Nem se deve virar um vagabundo
Não se pode fugir do nosso mundo
Não se deve o futuro antever
Nem se pode um momento enfraquecer
Vendo a vida toda hora inibido
Quando tudo parece resolvido
Ainda há muita coisa pra fazer.
Todos devem viver para buscar
Praticar, refazer, reconstruir
Entender, compreender e reunir
Relutar, sem querer desnortear
Ensinar, Indicar, orientar
Planejar, projetar, até prever
Sem pensar que assim irão vencer
Tudo o que se apresenta construído
Quando tudo parece resolvido
Ainda há muita coisa pra fazer.
Nós vivemos em busca de aventura
Contentar-se não faz o nosso ser
E aquele que aspira a crescer
Já pretende sair da via escura
Se há hoje um caminho de amargura
Não é digno por pouco entristecer
Nem se faz necessário se render
Não faz bem aparência de abatido
Quando tudo parece resolvido
Ainda há muita coisa pra fazer.
O processo de viver é uma arte
Há etapas e fases a trilhar
Os caminhos a se consolidar
Não pensemos que estamos lá em Marte
O sucesso de nós ora faz parte
O progresso é vontade de crescer
O caminho pra se sobreviver
No humano está ele contido
Quando tudo parece resolvido
Ainda há muita coisa pra fazer.
Não se pode parar um só segundo
Não se pode viver para afundar
Não se deve deixar de trabalhar
Nem se deve virar um vagabundo
Não se pode fugir do nosso mundo
Não se deve o futuro antever
Nem se pode um momento enfraquecer
Vendo a vida toda hora inibido
Quando tudo parece resolvido
Ainda há muita coisa pra fazer.
Todos devem viver para buscar
Praticar, refazer, reconstruir
Entender, compreender e reunir
Relutar, sem querer desnortear
Ensinar, Indicar, orientar
Planejar, projetar, até prever
Sem pensar que assim irão vencer
Tudo o que se apresenta construído
Quando tudo parece resolvido
Ainda há muita coisa pra fazer.
Nós vivemos em busca de aventura
Contentar-se não faz o nosso ser
E aquele que aspira a crescer
Já pretende sair da via escura
Se há hoje um caminho de amargura
Não é digno por pouco entristecer
Nem se faz necessário se render
Não faz bem aparência de abatido
Quando tudo parece resolvido
Ainda há muita coisa pra fazer.
O processo de viver é uma arte
Há etapas e fases a trilhar
Os caminhos a se consolidar
Não pensemos que estamos lá em Marte
O sucesso de nós ora faz parte
O progresso é vontade de crescer
O caminho pra se sobreviver
No humano está ele contido
Quando tudo parece resolvido
Ainda há muita coisa pra fazer.
24 de dez. de 2009
O FIM DA CENSURA AO ELOGIO
Como vivemos um período transitivo, que é o final de ano, com comemorações natalinas e de réveillon, em que teoricamente todos refletimos sobre conquistas e falhas, nada mais justo do que considerar a possibilidade de voltarmos à “era do reconhecimento”. Que tal dizermos ao colega que ele é competente e que contribui imensamente para o trabalho dos demais? Acho que não há nenhum prejuízo quanto a isso, pelo contrário: assim fazendo, estamos provavelmente garantindo uma qualidade muito maior no seu desempenho, no futuro.
Vamos parar com as críticas destrutivas. Vamos entender o motivo de uma coisa não ter saído como deveria, ocupar um pouco o lugar do outro. Será que a vida inteira nós só fizemos acertar? Nunca erramos e, por isso, achamo-nos no direito de menosprezar os outros por seus erros? Não deveria acontecer assim, mesmo porque entendo que cada um se destaca em dada habilidade. Não conheço uma só pessoa que domine todas as áreas e, assim sendo, em algum momento, vamos nos encontrar limitados.
O Natal, de que tanto falam os proprietários de comércio e prestadores de serviços (com a devida razão, também, porque estão cumprindo o seu papel) deve ser uma prestação de contas com nós mesmos. Estamos habituados a pedir, mas esquecemos que antes haveremos de contabilizar forças e fraquezas, a fim de aperfeiçoarmos aquilo que entendemos ser de relevância. E isso pode começar a partir do momento em que consigamos ver nas pessoas as suas virtudes, considerando que tais qualidades sempre superarão quaisquer defeitos.
Vamos, então, celebrar o elogio, o reconhecimento, a capacidade de perceber os predicados positivos. Segundo a lei de causa e efeito, aquilo que vai sempre retorna e, nesse caso, sempre será reverenciado aquele que conseguir também valorizar os seus semelhantes, sem esperar nenhum benefício, nenhuma compensação, nenhum lucro, realizando tudo de forma espontânea e natural.
Bom Natal para todos. Que o recomeço seja marcado pelo uso de palavras e ações concretamente positivas.
Cassildo.
16 de dez. de 2009
NOSTALGIAS EM POUCO TEMPO
6 de dez. de 2009
O MUNDO ENQUANTO NÓS... (CASSILDO)
O universo reage, se nós agimos,
A terra descansa, se não dormimos
O sol vem todo dia, ainda que não vejamos.
O mundo independe de nós.
As flores crescem, se não vivemos
As mentes viajam, se nós vagamos
O céu resplandece, se escurecemos
Os astros reluzem, se não brilhamos.
O mundo independe de nós.
O universo nunca está disperso
As estradas recebem os seus viajantes
Bandoleiros que não param jamais
E o mundo continua um só, enquanto nós.
O mundo independe de nós.
NO SEU UNIVERSO (CASSILDO)
Apago-me.
Fecho-me.
Sua presença basta
Para que eu viva,
Pelo menos nesse instante.
Estou desvinculado de tudo
O que pode ser normal,
Convencionais são minhas expressões
Abro-me em sua direção
Acordo-me no seu olhar
Conecto-me ao seu universo,
Nesses versos que ora inicio,
Intermedio e encerro
1 de dez. de 2009
MAIS QUESTÕES COMENTADAS - UFRN 2010

Na situação retratada pelo quadrinho, a resposta do interrogado
A) tem por objetivo despistar o delegado, cuja intenção é descobrir se o interlocutor mantém bom relacionamento com a família.
B) possibilita que o delegado atinja seu objetivo, ou seja, descobrir se também houve furto de confecções femininas.
C) comprova que a comunicação se realiza com sucesso, pois o interlocutor percebe a verdadeira pretensão do delegado.
D) surpreende e causa humor, devido ao fato de ele interpretar equivocadamente a pergunta que o delegado lhe faz.
REPOSTA: "D". É uma questão que envolve elementos como subentendidos e intertextualidade. O efeito de humor é causado justamente pela interpretação errônea que o acusado faz. Quando o Delegado pergunta se ele "não pensou" na "mulher", na "filha", queria referir-se às conseqüências para a família do réu. Ele, numa situação que só provavelmente ocorreria numa piada, como é este caso, achou que se tratasse das peças de roupa destinadas a homens. Letra "A" descarta-se, pois a resposta não foi proposital, foi inocente; letra "B" também se descarta, pois não era intenção do Delegado definir roubo de peças masculinas ou femininas; letra "C" é totalmente equivocada, pois exatamente ao contrário, o processo comunicativo não ocorre com sucesso.
02. (UFRN 2010)
Pode-se subentender da fala do interrogado:
A) Ele sentia alguma frustração por ter sido a única pessoa beneficiada com a infração que praticara havia algumas horas.
B) Se houvesse peças femininas na loja, ele provavelmente teria pegado pelo menos uma, para a esposa ou para a filha.
C) Mesmo em situações consideradas de risco, ele costumava pensar primeiro nos familiares que em si mesmo.
D) Ele só assaltara a loja porque estava certo de que existiam confecções para pessoas de ambos os sexos.
RESPOSTA: "B". A fala do interrogado, inclusive correlacionado-a à resposta da questão anterior, deixa claro que se houvesse peças do vestuário feminino, ele provavelmente as teria levado para mulher e/ou filha; letra "A" descarta-se, pois ele não parecia frustrado ou preocupado com alguma coisa; quanto à alternativa "C", não há indícios no texto de que ele pensava logo nos familiares do que em si mesmo; a letra "D", mais absurda de todas, porque o interrogado apenas se refere a peças femininas, condicionado pela pergunta do Delegado sobre a mulher e a filha.
30 de nov. de 2009
QUESTÕES COMENTADAS DA UFRN - VESTIBULAR 2010
Questão 01 (UFRN 2010)
Leia o período abaixo.
“Mal se congestiona o tráfego [...], o fagócito move-se [...].”
Nesse período, o conector Mal exprime noção de
A) tempo e admitiria, em seu lugar, a locução conjuntiva logo que.
B) tempo e seria correto substituí-lo pela locução conjuntiva visto que.
C) modo e é antônimo do advérbio bem.
D) modo e é homônimo do adjetivo mau.
Questão 02 (UFRN 2010)
Assim como nas três situações que o fragmento apresenta (linhas 4, 6 e 7), o acento grave também está usado adequadamente na opção:
A) A loja onde Rogério trabalha só abre de terça à sábado.
B) A viagem à bordo de uma lancha foi muito cansativa.
C) O automóvel que Valéria comprou é movido à álcool.
D) O requerimento é semelhante àquele que foi indeferido.
RESPOSTA PRÁTICA: "D". O acento indicativo de crase ou, simplesmente, ACENTO GRAVE, deve ser empregado sempre que houver a contração do A (preposição que sucede a palavra anterior) com outro A que antecede a palavra seguinte (ARTIGO FEMININO ou a primeira letra dos pronomes AQUELE, AQUELA, AQUILO). Assim, descartam-se diretamente as opções "A", "B" e "C" (nas três alternativas, respectivamente, SÁBADO, BORDO e ÁLCOOL são masculinas e não admitem o segundo A, que antecede as palavras femininas). A alternativa correta, "D", traz a preposição A do vocábulo SEMELHANTE ( Semelhante a quê?) seguida de outro A da palavra AQUELE e, portanto, emprega-se corretamente o Acento Grave.
Questão 03 (UFRN 2010)
Corresponde a uma forma desenvolvida da oração reduzida “Atravessando-o certa tarde
[...]” (linha 5):
A) Certa tarde, a ponto de atravessá-lo.
B) Quando ia atravessá-lo, certa tarde.
C) Certa tarde, enquanto o atravessava.
D) Conquanto o atravessasse, certa tarde.
RESPOSTA SIMPLES: "C". As orações reduzidas vêm sempre nas formas nominais (INFINITIVO, GERÚNDIO, PARTICÍPIO) e dispensam o uso dos conectivos (Quando, Porque, etc). O verbo deste caso específico encontra-se no GERÚNDIO que, normalmente, indica tempo. Descartam-se as alternativas "A" e "D", que podem significar nessa ordem, NA IMINÊNCIA DE e EMBORA, ou seja, não há temporalidade. Opta-se pela letra "C" porque o teor dá idéia de continuidade, a ação verbal já em processo, aspecto típico do Gerúndio, como em ATRAVESSANDO, enquanto que a letra "B" expressa uma temporalidade definida, sem progressão.