28 de jan de 2013

Tudo tem limite, até a covardia

Na minha simples maneira de ver o mundo, a covardia – prima-irmã da inveja – constitui um escudo para aqueles que não têm capacidade de andar com as próprias pernas ou que, tendo essa possibilidade, abdicam dela para trilhar num caminho menos tortuoso, mais arisco. Aos 34 anos de idade, eu já tenho acumulados alguns casos que me dizem respeito bem como outras situações que remetem pessoas de minha convivência. Isso sempre existiu, mas a evidência de agora é algo assustador.

“Ninguém” mais procura pagar o preço para conseguir se dar bem na vida, no emprego, nos estudos. A tônica é “pegar carona” nos méritos alheios e, se possível, até mesmo prejudicar essas pessoas para tomar-lhes alguns benefícios. Inúmeros casos há de indivíduos que apostam na mentira ou na sabotagem para desabonar a idoneidade moral do outro diante da sociedade e, depois, ocupar o posto tão desejado, para o qual muitas vezes não demonstra habilidade ou perfil. Isso deveria acontecer somente nas novelas; infelizmente, é cotidiano, rotineiro.

Existem outros exemplos por toda a parte. O que esses criativos seres não sabem é que o tempo deles é limitado. Não há covardia no mundo que resista ao que prevalecerá depois; os planos que foram arquitetados, com base na mediocridade de quem os projetou, uma hora ou outra denunciarão falhas, vulnerabilidade típica de quem nunca moveu uma palha para crescer na vida. Em dado momento, a facilidade para se atingir um objetivo de maneira inescrupulosa começa a dar sinais de fraqueza, porque não é possível segurar uma mentira que, nessas situações, é criada corriqueiramente sem muito cuidado com as conseqüências. 

 
Gostaria que os atos de covardia diminuíssem, embora seja um pensamento utópico, romântico demais para os dias atuais. No entanto, isso não impede que eu deseje um limite, pelo menos, na maneira como as pessoas agem contra seus pares. Na hipótese de não decrescerem por vontade própria, a sociedade deveria ser mais rigorosa e repudiar atos de tal natureza. Não posso achar normal o culto à hipocrisia, à ausência de lealdade, à valorização do fútil, tudo em detrimento da correção e da batalha para se alcançar objetivos. Entendo que a covardia já ultrapassou os limites de nossa compreensão e até isso precisa ter limite. Precisamos “isolar” de vez os homens que não possuem postura digna se assim serem chamados.

2 comentários:

daniel crevelario disse...

bom amigo se os homens parassem de pregar religião e colocassem em pratica os ensinamentos de jesus,porém acho que isso também é utópico para a atual sociedade.ótimo sua cronica

CASSILDO SOUZA disse...

Obrigado pelo comentário, Daniel Crevelário.Na verdade, as pessoas estão muito egoístas, menos espirituosas e muito fúteis. Infelizmente. Mas ainda muita gente interessada no bem dos outros. Grande abraço!